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ERGENLERİN GİYİMDE MARKA DUYARLILIĞININ BELİRLEYİCİLERİ 1*

2. Marka Duyarlılığı

Em sua concepção de Teoria Social da Aprendizagem, Wenger (2009) considera elementos de áreas diversas do conhecimento (Psicologia, Sociologia, Antropologia), evitando ser incompatível com outras teorias de aprendizagem, considerando enfatizar cada uma delas diferentes aspectos. Informa o autor não ser seu foco o “pedagógico”, diferentemente da maior parte das teorias de aprendizagem. Os estudos de Lave e Wenger (1991), segundo os próprios autores, foram influenciados, principalmente, pela Antropologia contemporânea e pelas teorias sociológicas sobre a prática.

A Teoria das Comunidades de Pratica e a Teoria Social da Aprendizagem têm aplicação direta no mundo do trabalho e na aprendizagem que se processa nas organizações. A aprendizagem organizacional tem como “preocupação central a questão como a organização aprende?” (SCHOMMER, 2005, p. 90). Neste sentido, discutimos brevemente as principais abordagens existentes nos estudos de aprendizagem organizacional, procurando distinguir em termos amplos o que se definiu como a) abordagem cognitiva e como b) abordagem social. No âmbito da abordagem social, também chamada de abordagem da aprendizagem situada, localiza-se a Teoria Social da Aprendizagem, proposta por Wenger

(2009), e o desenvolvimento do conceito de comunidade de prática.

a) A abordagem cognitiva da aprendizagem organizacional, cujo foco é o comportamento organizacional e a cognição, procura conhecer o modo “como o ambiente afeta o ser humano e como este responde a essas influências” (SCHOMMER, 2005, p. 93). Segundo Schommer (2005), há duas tradições principais em Psicologia que tratam de aprendizagem: a behaviorista, que enfatiza a mudança de comportamento pela interação com o ambiente, sobretudo por meio de relações de estímulo e resposta e incentivos seletivos (WENGER, 2009). Esta perspectiva influenciou a disseminação da ideia de dever a organização garantir as melhores condições e oferecer estímulos apropriados para aproveitar as potencialidades de aprendizagem e crescimento individuais, fomentando tanto a aprendizagem individual quanto a coletiva, a fim de se transformar continuamente (FINGER; BRAND, 2001). A outra tradição é a cognitivista, dominante a partir da década de 1970, que, embora considere o ambiente, prioriza processos mentais de aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes (SCHOMMER, 2005), por meio de estruturas cognitivas internas (WENGER, 2009). A aprendizagem resulta da transformação dessas estruturas cognitivas (WENGER, 2009). Nessa abordagem, é comum o estudo de temas como: motivação, satisfação, comprometimento, desempenho, treinamento, habilidade, significado, percepção, emoção e comportamento. Em sua orientação pedagógica, a abordagem cognitiva prioriza os processos de transmissão de informações por meio da comunicação, da explanação, da recombinação, do contraste, da inferência e da solução de problemas (WENGER, 2009).

b) Na abordagem da aprendizagem social, também chamada de abordagem da aprendizagem situada, é enfatizada a interdependência relacional entre ator, mundo, atividade, significado, cognição, aprendizagem e conhecimento (SCHOMMER, 2005). Aprender, pensar e conhecer acontecem nas relações entre pessoas em atividade, emergem da estrutura social e cultural. O conhecimento, num mundo socialmente constituído, é mediado socialmente, historicamente contextualizado e sempre aberto. Os significados, inclusive de discursos e de teorias, alteram-se no curso das ações (LAVE; WENGER, 1991). A Teoria Social da Aprendizagem (WENGER, 2009) foi desenvolvida com respaldo no conceito de “aprendizagem situada” (LAVE; WENGER,

1991), onde os autores consideram este como um conceito transitório, como ponte entre uma visão em que o processo cognitivo e a aprendizagem são principais, e uma visão na qual a prática social é principal, é fenômeno gerador, do qual a aprendizagem é uma das características (SCHOMMER, 2005). Para Lave e Wenger (1991), situado significa ter algum atributo empírico, o que implica não haver atividade que não seja situada. A Teoria da Aprendizagem Situada (LAVE; WENGER, 1991) entende ocorrer o aprendizado sempre em função da atividade, contexto e cultura no qual ocorre ou se situa. Esta proposição contrasta com a maioria das atividades de sala de aula, que envolvem conhecimentos abstratos, totalmente descontextualizados de situações concretas. A interação social é um componente essencial do aprendizado situacional, onde os profissionais ficam envolvidos em comunidades de prática, que portam certas convicções e definem comportamentos a serem adquiridos. Na medida em que os novatos ou recém chegados se movem da periferia destas comunidades para o centro, eles se tornam mais ativos e engajados na produção da cultura destas. Assumem, então, o papel de experts, tornando-se referências do meio. De tal modo, o aprendizado ocorre de maneira não intencional, não deliberada.

A aprendizagem situada é algo mais complexo do que “aprender fazendo” (learning by doing) (LAVE; WENGER, 1991). A aprendizagem não é considerada um tipo de atividade, mas um aspecto de todas as atividades. Muda-se, assim, o foco da pessoa como alguém que aprende, para aprendizagem como participação no mundo social (LAVE; WENGER, 1991), como parte inevitável do participar na vida social.

A Teoria Social da Aprendizagem baseou-se, inicialmente, na Teoria da Aprendizagem Situada (LAVE; WENGER, 1991), que considera ocorrer o aprendizado, sobretudo, em função da atividade, do contexto e da cultura no qual se situa. Esta proposição contrasta com a maioria das atividades de sala de aula, que envolvem conhecimentos abstratos, totalmente descontextualizados de situações concretas. A interação social é, portanto, um elemento essencial da aprendizagem (LAVE; WENGER, 1991), diferentemente de teorias que postulam a aprendizagem somente como resultante de processos internos da pessoa, como as teorias cognitivistas.

Os benefícios mais sustentáveis, em termos de necessidades individuais e organizacionais, tendem a ser o resultado da ação ou a aprendizagem situada (LAVE;

WENGER, 1991) que é informal, e resulta diretamente de atividades relacionadas com o trabalho. Esta é a aprendizagem que se dá em espaços e interstícios de vida organizacional, no intervalo do lanche, durante uma saída de carro, em uma reunião social ou no decurso de cuidados de um usuário nos serviços de saúde.

A aprendizagem situada é caracterizada pelas relações interpessoais em processos sociais básicos como:

1) resolução de problemas formal e informal em grupos ou equipes; 2) cometendo- se erros; 3) refletindo-se na experiência e aplicando a aprendizagem em prática; 4) confrontando os gaps entre visão organizacional e a realidade; 5) lidando diretamente com conflito ou diferenças no local de trabalho; 6) participando de tomada de decisão organizacional; 7) preenchendo um vácuo de liderança; 8) aprendendo habilidades técnicas no trabalho a partir de colegas (ANTONELLO; RUAS, 2005, p. 41).

Em síntese, podemos dizer ser a aprendizagem concebida como um processo crescente de participação em comunidades de prática (LAVE; WENGER, 1991). As teorias tradicionais de aprendizagem a concebem como internalização de conhecimento, ocorrendo por descobertas individuais, pela transmissão por outras pessoas e por experiências de interação com outros. Nessa perspectiva, a aprendizagem é um processo eminentemente cerebral, sendo a pessoa considerada como unidade de análise não problemática, enquanto a aprendizagem se torna um problema de transmissão e de assimilação. Enquanto a visão de internalização de conhecimento é ahistórica e universal, Lave e Wenger (1991) propõem a aprendizagem como processo histórico de produção e transformação de pessoas. A participação na vida, no mundo, é baseada em negociação e renegociação de significado. Entender e experimentar estão em constante interação. Supera-se, pois, a dicotomia entre atividade cerebral e atividade manual, contemplação e envolvimento, abstração e experiência. “A aprendizagem emerge de interações sociais, do significado atribuído aos dados e informações, diante da premissa de que os dados só têm significado quando interpretados. O foco está na maneira pela qual as pessoas atribuem significado a suas experiências”. (SCHOMMER, 2005, p. 99). A pessoa é vista como um todo agindo no mundo, o foco é no conjunto de relações das pessoas, de acordo com uma visão relacional que enfatiza as pessoas e suas ações no mundo, típica de uma teoria da prática social (LAVE; WENGER, 1991).