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BÖLÜM 2- MADDİ DURAN VARLIKLARIN DEĞERLEMESİNİN VERGİ

4.5 VUK ile TMS Karşılaştırılması

4.5.1 Maddi Duran Varlıkların Ölçülmesi veya Değerlenmesi

4.5.1.2 Maliyet Bedelinin İçeriği

Na pesquisa que ora concluímos buscamos analisar o processo de escolha de diretores nas escolas estaduais no Município de Urucânia na Zona da Mata Mineira e como tem se dado a participação coletiva da comunidade escolar na democratização e construção do processo político, pedagógico e administrativo nestas unidades de ensino. Especificamente procuramos retomar algumas singularidades e limites da participação ativa dos diferentes segmentos escolares, enquanto mecanismo que propicia uma gestão democrática e, conseqüentemente, maior qualidade do processo ensino-aprendizagem.

Neste sentido, durante o desenvolvimento deste estudo, percebeu-se que parte da comunidade escolar está alheia à dinâmica e aos processos inerentes ao interior da escola, enquanto outra parte está inteirada dos mesmos. Daqueles que participam, parte é motivada pela ligação direta com a escola (alunos, professores e especialistas) e outros pelo real interesse em contribuir com o sucesso da escola em sua comunidade. É o caso das mães de alunos das escolas pesquisadas.

A experiência vivenciada com relação à eleição de diretores pelos segmentos escolares no município investigado é inovadora, no sentido de apresentar avanços consistentes em direção à construção da escola democrática, vinculada à melhoria da qualidade de ensino. Tanto os segmentos das comunidades escolares, como os dirigentes sindicais, que participaram desta pesquisa, apesar de alguma avaliação negativa do processo, apontaram o mesmo como um grande avanço democrático para a rede estadual de ensino.

As legislações, que normatizam a eleição para diretor escolar no estado de Minas Gerais, apresentam muitos conflitos, polêmicas e seguidas alterações, mostrando que o processo ainda se aplica como experimentação nestes últimos 17 (dezessete) anos de implementação.

Nota-se, no presente estudo o cuidado do Estado em nomear como “Processo de Escolha” a sistemática adotada, sem menção à eleição dos candidatos ao cargo de direção escolar, forma não explicitada no texto da Constituição Mineira de 1989. Embora o processo eleitoral não esteja garantido legalmente, desde 1991, sendo substituído pelo “Processo de Escolha”, os governos estaduais nos últimos 17 (dezessete) anos têm procurado respeitar e consolidar este processo de

participação nas escolas estaduais, nomeando aqueles escolhidos pela comunidade escolar.

Neste sentido, quando se trata dos desafios da promoção de uma dinâmica de participação da comunidade escolar, em que a organização coletiva de forma consciente contribua para a democratização do processo pedagógico, nota-se que a prática de escolher os diretores tem contribuído para se repensar a gestão escolar e o papel do diretor e do colegiado e conseqüentemente, mesmo que de forma limitada, na construção de um Projeto Político-Pedagógico.

A democratização da gestão por meio do fortalecimento dos mecanismos de participação na escola pode apresentar-se como imprescindível para envolver os diferentes segmentos das comunidades local e escolar nas questões e nos problemas vivenciados pela escola. Entendemos que a eleição para dirigentes é um importante instrumento no processo da autonomia e da democratização da escola, por favorecer o envolvimento da comunidade escolar nas discussões do cotidiano da escola e a sua participação no processo de tomada de decisão.

Contudo, existem ainda alguns desafios que precisam ser enfrentados, pois a garantia da participação dos sujeitos no processo organizativo da escola não poucas vezes se dá simplesmente por meio do colegiado e este, na maioria das vezes se torna ineficiente pela forma da sua composição, que se dá através da indicação do diretor sem nenhuma discussão e deliberação dos segmentos participantes. Ressalta-se aqui, que há também uma grande dificuldade de encontrar pessoas dispostas a se comprometerem com o colegiado escolar, ficando este a mercê daqueles que estão mais próximos da escola e/ou tenham facilidade de acesso à mesma. Assim, este processo não é capaz de levar os participantes a uma conscientização da responsabilidade para protagonizarem o processo político e pedagógico da escola. Neste sentido, há uma necessidade de repensar a autonomia dos colegiados dentro das unidades de ensino, a começar pela responsabilidade e representatividade no momento da sua composição.

A partir dos depoimentos dos entrevistados/colaboradores, percebemos uma alteração que representa um avanço. Enquanto se afirma que no processo anterior de indicação política, o diretor „mandava‟ e „desmandava‟ na escola e a ele competia decidir, devendo os demais seguir as suas ordens, hoje, afirma-se que o trabalho coletivo é de fundamental importância para o adequado funcionamento da unidade

de ensino e que, cada membro da comunidade escolar é co-responsável pelas decisões tomadas pelo grupo.

Porém, para que a gestão das escolas seja democrática não é suficiente sua previsão em normas legais, tampouco sua presença no discurso adotado por educadores. O que se percebe é uma grande cumplicidade entre o depoimento dos diretores e dos demais segmentos quando estes estão juntos, mas, individualmente, há choques de ideias quanto à forma de gestão escolar. Isso demonstra que mesmo quando se fala em liberdade e democracia, ainda há medo e insegurança no que tange à hierarquia no âmbito das escolas.

A potencialização de um processo eleitoral e uma gestão escolar, que possam contribuir de forma efetiva com a dinâmica educacional dentro da escola e na comunidade, exigirá uma gestão participativa e que, de fato, busque construir coletivamente com todos os segmentos escolares o seu PPP. O que se pode perceber é que nas escolas pesquisadas, o PPP não tem se constituído a base de discussão das propostas dos candidatos e a sua construção, com a participação da maioria, continua sendo, nestas escolas, meta mal definida.

Concordando com Paro (2001), certamente o impacto das eleições sobre a democracia na escola ficou muito aquém do esperado pelos mais otimistas que queriam, senão todos, pelo menos um grande número de pessoas, entre pais, alunos, funcionários e professores, participar intensamente das decisões da escola pública. O que se deu, na verdade, além da ocorrência importantíssima de um novo clima de liberdade de expressão e de uma maior consciência de direitos e deveres, foi que a participação mais ativa ficou por conta de alguns poucos elementos mais persistentes em suas ações.

As lideranças sindicais da educação que, na década de 80, contribuíram para a conquista da eleição para diretor nas escolas estaduais consideram o mesmo um avanço, mesmo com muitos entraves presentes na legislação, nos procedimentos e na ação administrativa no âmbito escolar. Eles atribuem à burocracia legal do processo, uma limitação de muitos que gostariam de participar e são impedidos. Mesmo contando com reduzido número de adeptos atuantes, a prática democrática tem conseguido imprimir uma nova qualidade nos rumos das ações desenvolvidas no interior da escola.

A situação precária da escola pública no Brasil só poderá ser transformada com políticas governamentais que voltem a atenção ao ensino e aos recursos que

possibilitem a realização de uma escola pública com qualidade. Neste sentido, uma eleição para diretor escolar por si só não resolve os problemas da escola e não alcança o imediatismo esperado por muitos que dela participam. Cabe a este processo, porém, contribuir para que os segmentos escolares participem, de fato, do cotidiano da vida escolar para que este rume no sentido desejado pela maioria dos envolvidos.

As questões que apresentamos na proposta deste trabalho exigiram estudos e reflexões que apontaram alguns elementos para respondê-las, outras tantas se colocaram no decorrer da pesquisa, quanto à escolha e atuação desses dirigentes no âmbito escolar. Concordando com Silva (2000), ainda que se reconheçam as limitações das mudanças no processo de provimento do cargo de diretor de escola, isso não significa que não houve importantes avanços nas práticas de gestão e administração da escola pública em Minas Gerais. Enfim, nessa rápida retrospectiva histórica, importantes e fundamentais mudanças podem ser sentidas. Entretanto, é preciso ir além. Há poucos estudos que se debruçaram com mais cuidado sobre tal experiência e suas implicações na gestão e organização dos processos de trabalho no cotidiano da escola.

Num país em que as suas instâncias governamentais e organizações da sociedade civil ainda estão em processo de aprendizagem no que tange à democracia, o processo de eleição para diretor escolar em Minas Gerais, especificamente no Município de Urucânia, na Zona da Mata, se apresenta como um grande avanço nas unidades escolares, por representar, na maioria das vezes, o único espaço de socialização de problemas e a busca coletiva de soluções para os mesmos. Por isso, apesar de todos os entraves do processo que foi possível identificar neste estudo, é de suma importância a consolidação da eleição para diretor. E que as escolas mineiras possam continuar experimentando momentos democráticos e ajudando a construir uma educação melhor e cada vez mais participativa.