• Sonuç bulunamadı

Maliklerin Kamulaştırma Yoluyla Arazi Edinimi Hakkındaki

4. SAHA ÇALIŞMASI BULGULARININ DEĞERLENDİRİLMESİ

4.14 Maliklerin Kamulaştırma Yoluyla Arazi Edinimi Hakkındaki

Este tópico oferece uma dimensão a respeito da carga horária destinada ao aprendizado dos entrevistados dentro das bandas.

Em um primeiro olhar, notei uma grande diferença e variação imensa entre os tempos semanais mencionados por cada professor. Somente o professor de oboé afirmou não se lembrar da carga horária semanal destinada aos estudos na banda.

Dividi as respostas em duas categorias, para melhor compreensão:

• A primeira é quanto à carga horária de aulas, incluindo teoria e prática, pois essas constituem parte importante nas atividades de qualquer banda. Notei que há um equilíbrio entre os dias dedicados às aulas, pois a maioria dos professores

tinham atividades desse tipo duas vezes por semana. Os professores de fagote, saxofone, trompete e eu somos os professores que tinham aulas, entre teoria e prática, duas vezes por semana. O que nos diferencia é a quantidade de horas dedicadas a cada uma delas, tendo o professor de fagote a maior quantidade de horas entre os quatro, num total de dez horas semanais. O professor de flauta mencionou não ter tido aulas específicas do seu instrumento e o professor de trompa mencionou apenas um dia na semana, totalizando somente uma hora. Isso leva a crer que, mesmo não tendo um professor específico de seu instrumento, ele procurava orientação com instrutores de outros instrumentos. O professor de trombone/tuba é o que, pelas respostas, tinha a mais elevada carga horária de estudos semanais. Ele afirmou que sua carga horária de aulas era de cinco dias semanais, pelo que pude presumir que o professor tinha aulas todos os dias, de segunda a sexta feira.

• A segunda categoria é quanto à carga horária de ensaios semanais. O professor de flauta, nesse momento, teve o seu contato com a atividade prática da sua banda, tendo afirmado ensaiar três dias por semana, com carga horária total de nove horas. Por essa afirmação, pude concluir que, apesar de não ter um professor de instrumento específico na banda, ele tinha uma elevada carga horária de ensaios semanais. Entretanto, na sua banda, os ensaio eram feitos, por vezes, de forma flexível, pois havia a necessidade de acordo com a agenda de cada músico:

Os ensaios, às vezes, eram flexíveis, mudavam de data, os [ensaios] de naipe eram marcados no meio da semana, porque não dava pra todo mundo, não tinha algo muito fixo (Entrevista realizada em março de 2012).

Observando as respostas, percebi que o professor de trompa tinha a menor carga horária geral entre todos, já que tinha apenas o total de duas horas semanais. Isso se deve ao fato de que, como não havia um professor específico de instrumento na igreja, essa carga horária se resumia apenas aos ensaios e encontros de estudo que o professor afirmou ter com os outros instrumentistas do grupo. Os professores de clarinete, fagote, saxofone e trompete novamente aparecem equilibrados quanto ao número de dias dedicados aos ensaios da banda, que, com exceção do clarinetista, que tinha apenas um dia por semana, os demais ensaiavam duas vezes por semana, com carga horária variável entre quatro e dez horas. O professor de

trombone/tuba novamente tem a carga horária semanal mais elevada, sendo os ensaios em igual número de sua carga horária de aulas. No total, ele afirmou que cumpria o total de vinte horas semanais, entre aulas e ensaios. Essa carga horária, na prática, dividia-se de uma forma muito variada, entre aulas e funções da banda da polícia militar, como descreve o professor:

Na banda da polícia, era uma atividade muito intensa também, apesar de que a banda, na época, era muito grande, tinha mais ou menos uns cem músicos, só que tinha muita “missão” (eventos em que a banda era solicitada), então, a banda era dividida em três, quatro, cinco bandas. Tinha final de semana que tinham dez “tocatas”, aí, então, tinha que dividir a banda e ia só aquela fração de quinze a vinte músicos fazer aquela função. Geralmente, era procissão, a gente ia tocar no interior, solenidades. Era muito intenso (Entrevista realizada em abril de 2012).

O professor de oboé, durante sua passagem pela banda militar, tinha uma carga horária de ensaios semanais bastante elevada, a exemplo do professor de trombone/tuba, o que se pode dizer também de sua carga horária de aulas. Isso falando da banda militar. Já na banda escolar, sua carga horária era similar à das bandas escolares citadas pelos outros professores, com uma média de dois ensaios por semana, de duas horas cada.

O professor de trompete fala a respeito da maneira diferenciada dos demais entrevistados, a respeito de como eram conduzidas as turmas de Música na sua igreja:

Existia, mas não era algo fixo, tipo, formou uma turma, cria outra. Era assim: tem uma demanda de músicos saindo da igreja e a banda ia diminuindo, então se via a necessidade de incluir. “Olha, ficaram tantos instrumentos parados”, pegava algumas pessoas pra aperfeiçoar no instrumento, pra justamente ocupar aquelas vagas (Entrevista realizada em abril de 2012).

Podemos confirmar com essa fala o aspecto de uso e função de acordo com a necessidade. Nesse caso, criava-se uma nova turma somente quando havia a necessidade de novos músicos integrarem a banda e também para que não existissem instrumentos ociosos na igreja.

Com essas respostas, percebi que, mesmo com falta de instrutores em alguns instrumentos, as bandas sempre são muito ativas, sobretudo em se tratando de seus ensaios.

Benzer Belgeler