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Maksimum ve minimum boşluk oranlarının tayini

5. MALZEME VE YÖNTEM

5.3. Zeminlerin Geoteknik Özelliklerinin Belirlenmesi Amacıyla

5.3.4. Maksimum ve minimum boşluk oranlarının tayini

Para seis professores, os cursos de capacitação técnico-pedagógica são imprescindíveis para qualificar a atuação dos professores-técnicos. Para um dos professores favorável à exclusividade do modelo de esporte educacional, afirma que os objetivos dos cursos de capacitação devem estar fundamentados em métodos e estratégias pedagógicas de ensino e aprendizagem que ampliem e diversifiquem o repertório motor dos alunos, considerando o contexto socioeducativo e o respeito dos estágios de desenvolvimento das crianças e dos jovens, direcionando os alunos-atletas para uma preparação a longo prazo de forma lúdica, além de esclarecer aos professores-técnicos as problemáticas que a especialização precoce ocasiona no desenvolvimento dos jovens esportistas ao longo do tempo, e que a função primária da escola e do professor é formar os alunos para à cidadania. Os outros cinco professores sugerem a realização de cursos técnicos que auxiliem a prática pedagógica para trabalhar com o esporte escolar voltado para o rendimento.

Com exceção de cinco professores que não opinaram, os demais professores-técnicos indicam mudanças da estrutura organizacional do esporte no contexto escolar e das OE, sendo que 28 professores apontam para a implantação efetiva do esporte escolar de rendimento e 11 para o esporte educacional.

Aprofundando a análise ao considerar apenas as subcategorias que os professores se identificam, nota-se que não há consenso em relação a um único modelo de esporte no contexto escolar. As concepções dos professores são distintas, há professores favoráveis apenas ao esporte escolar de rendimento, outros somente ao esporte educacional e um terceiro grupo que

82 Peres e Lovisolo (2006).

83 Montagner e Silva (2003). 84 Bhöme (2000; 2007).

concorda com a coexistência do esporte educacional e de rendimento. Desta forma, o grupo estudado se divide na proposição de três modelos de esporte no contexto escolar: esporte escolar de rendimento (21), esporte educacional (5) e esporte integral (6).

Modelo de Esporte Escolar de Rendimento

Para o grupo de 21 professores, o modelo de esporte escolar deve estar direcionado para o rendimento esportivo. A efetivação deste modelo depende exclusivamente de investimentos financeiros e humanos viabilizados pelo Poder Público. Os professores acreditam que inicialmente o Governo Federal deveria reformar e/ou construir complexos esportivos nas unidades escolares, disponibilizando: quadras com coberturas, pisos, vestiários e bebedouros adequados; piscinas; campo de futebol; pista de atletismo; sala de ginástica etc., além de garantir a manutenção e a aquisição de materiais esportivos adequados e suficientes para as diversas modalidades esportivas desenvolvidas no contraturno escolar.

Após o oferecimento do funcionamento adequado dos equipamentos esportivos, as escolas poderiam passar para uma condição de “centros esportivos iniciais” através da implantação de programas esportivos direcionados a “verdadeira detecção de talentos” intermediada por professores-técnicos capacitados. Assim, os professores-técnicos deveriam trabalhar somente com turmas específicas de treinamento no contraturno escolar, objetivando a continuidade da formação esportiva inicial dos talentos detectados.

O próximo passo consistiria no encaminhamento dos alunos-atletas para outros “centros esportivos de formação básica”, regionalizados pela cidade de São Paulo. A descentralização dos centros esportivos amparados por uma “ajuda de custo” do Governo Federal para o transporte e reforço alimentar, possibilitaria o acesso e a permanência dos alunos-atletas nestes centros de treinamentos, além de otimizar o tempo, economizaria parte dos investimentos públicos destinados à formação esportiva. E por fim, a criação de um “centro esportivo de maestria” para receber os atletas dos centros esportivos de formação básica, objetivando dar continuidade na preparação dos atletas para o esporte de alto rendimento.

Este modelo de esporte de rendimento também necessitaria de equipes multiprofissionais compostas por: médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e professores de Educação Física. As equipes poderiam ser formadas por alguns profissionais efetivos auxiliados por estudantes universitários (valendo como estágio curricular supervisionado) conveniadas às universidades com atendimentos em locais fixos e atendimentos nos próprios centros de treinamento através de equipes rotativas.

Os professores-técnicos acreditam que a realização de mudanças nas estruturas organizacionais consolidaria o esporte escolar de rendimento, além de sustentar um sistema de

esporte integrado. Apesar dos professores entenderem a distância que existe entre o ideal e realidade em relação ao esporte no contexto escolar, o grupo acredita que deveria no mínimo, existir uma rede de esporte integrado entre escola-clube-universidade.

Os professores apontam para a ausência de convênios entre escolas e clubes esportivos em relação ao encaminhamento dos alunos-atletas. Há um distanciamento entre os clubes e as escolas, não existem profissionais qualificados para procurar e avaliar os alunos-atletas, deixando uma enorme lacuna entre o esporte escolar e o esporte federado. Outra problemática é a falta de integração entre os clubes esportivos (esporte federado) e as universidades. Os professores entendem que no Brasil, os atletas em muitos casos, não conseguem conciliar a carreira esportiva com a profissional e acabam optando por uma delas. Este equívoco é agravado quando os clubes ignoram a formação humana, tratando os atletas como máquinas. Para estes professores, a integração entre os clubes e as universidades poderia ser fortalecida se existissem bolsas de estudos aos alunos-atletas e oferecimento de horários de atendimento alternativos (educação à distância ou em outro período) fora do horário regular de aula, uma vez que os atletas disputam diversas competições durante o ano. Outra opção, apontada pelos professores-técnicos está direcionada para a reestruturação do esporte universitário, baseando- se no modelo dos EUA, ofertando bolsas de estudos mediante o rendimento esportivo.

Voltando para o modelo de esporte escolar de rendimento, os professores apontam que as OE do município de São Paulo está desalinhada com os Jogos Escolares do Estado de São Paulo (JEESP) e com os Jogos Escolares da Juventude (JEJ), que representam respectivamente, a etapa estadual e a etapa nacional. Segundo os professores, as OE deveriam seguir o cronograma dos Jogos Escolares, entretanto, indicam que o regulamento e o cronograma precisam ser informados previamente para que haja tempo de se organizarem. Outra ressalva seria a alteração de algumas normas das competições escolares como: desvincular a participação de escolas públicas das escolas particulares que distribuem bolsas de estudos aos alunos-atletas que já participam do esporte de alto rendimento e treinam em clubes esportivos; criar ligas escolares regionalizadas e paralelas as OE ou aos Jogos Escolares, com o objetivo de formar seleções regionais de escolas públicas para competir com as escolas particulares com equiparação de níveis de desempenho esportivo.

Modelo de Esporte Educacional

Para o grupo de cinco professores-técnicos, o modelo de esporte no contexto escolar deveria estar fundamentado somente no esporte educacional, a partir de uma concepção de educação esportiva, elaborada pelos próprios professores da SME do município de São Paulo. Os professores entendem que a construção deste documento estabeleceria diretrizes e

parâmetros para a elaboração de um currículo esportivo composto por: conteúdos esportivos, expectativas de aprendizagens esportivas, método de ensino e aprendizagem esportiva e avaliação esportiva, integrado ao Projeto Político Pedagógico das unidades escolares.

O modelo de esporte educacional na concepção destes professores deve estar pautado nos princípios de inclusão e participação democrática, proporcionando aos alunos conhecimento corporal por meio da exploração da alfabetização motora, objetivando garantir igualdade de acesso e equidade de aprendizagem. Desta forma, entendem que a busca de rendimento no ambiente escolar baseado na copia de modelos de competições adultas (esporte- espetáculo), exigem dos alunos rendimentos esportivos (sub) máximos nos treinamentos e nas competições escolares, sendo que estes requisitos contradizem as propostas educacionais ao excluir a grande maioria dos alunos de participarem dos projetos esportivos e das OE.

Para os professores, as definições conceituais e pedagógicas do modelo de esporte escolar devem estar acompanhadas da melhoria das questões estruturais. Como possibilidade, apontam para a necessidade de criar um grupo composto por professores de Educação Física respaldado pela SME com o objetivo de dialogar com as DREs e com os outros professores de Educação Física de cada unidade escolar, para diagnosticar e entender a realidade de cada região. Após o levantamento inicial, o próximo movimento consistiria em planejar o formato das OE com diretrizes e parâmetros pedagógico-educacionais que auxiliem a atuação dos professores-técnicos e as ações das equipes de arbitragem, amparadas por uma logística inteligente que forneça uma alimentação adequada e organize os trajetos conforme a localização das escolas em relação aos locais de jogos.

Modelo de Esporte Integral

Para o grupo de seis professores favoráveis ao esporte integral, o modelo de esporte no contexto escolar deveria ter um currículo próprio (conteúdos, métodos, objetivos e avaliações), vinculado às propostas pedagógicas da SME do município de São Paulo e estar anexado ao Projeto Político Pedagógico das unidades escolares ajustado a um sistema de esporte integrado (entre escola, clube e universidade) que contemple a formação educacional e a formação voltada para o rendimento esportivo de forma indissociada.

Entretanto, os professores ao mesmo tempo em que são favoráveis ao esporte educacional e à participação inclusiva e democrática, também apoiam de forma restritiva o desenvolvimento do esporte escolar de rendimento, desde que o Poder Público invista em recursos humanos (equipes multiprofissionais), no professor de Educação Física (qualificação) e na infraestrutura (construções e reformas de equipamentos esportivos). Com estes investimentos, os professores acreditam que seria possível pensar no esporte educacional como

base, antes do desenvolvimento de qualquer outro nível de rendimento esportivo. Observou-se que os professores acreditam na junção dos dois modelos esportivos, porém as sugestões não apontam de forma prática como o esporte educacional e o esporte escolar de rendimento poderiam coexistir no mesmo contexto.

Benzer Belgeler