4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA
4.3. Kemik Özellikleri
4.3.2. Kemik mineral muhtevası
4.3.2.1. Makro mineral muhtevası
Câmera Digital Kodak, modelo Easy Share CX7439 - 4.0 Mega Pixels. Câmera Digital Sony, modelo Cyber-shot WX-50 – 16.2 Mega Pixels. Editor: Microsoft Office Picture Manager (Microsoft Office Enterprise 2007).
115 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O pressuposto que orientou a presente pesquisa foi o de tentar perceber o grau de compromisso dos moradores desse local com os demais moradores de um aglomerado urbano e como essas pessoas reagem diante dos possíveis obstáculos que lhes tiram o direito de transitar de forma livre e segura pelas calçadas de sua cidade. Além disso, foi demonstrado que a falta de acessibilidade das calçadas não é um problema que afeta, apenas, as pessoas portadoras de necessidades especiais. Por sua dimensão física, pode influenciar na qualidade de todo o ambiente que se conhece como cidade.
Esse compromisso com o outro e as relações que tentam equilibrar direitos e deveres entre as partes pode ser associado à formação de uma cidadania. Por meio do formato do passeio público de uma determinada região, pôde-se perceber, na prática, que esse espaço não é apenas um reflexo de uma cidadania em formação ou a sua ausência, constitui-se um instrumento ativo na sua construção. As pessoas nascem e crescem mergulhadas nesse ambiente, por isso costumam naturalizar o formato dessas calçadas e os limites que esse espaço, criado artificialmente, lhes impõe.
Quanto ao passeio público, no município de Natal, encontra-se, na maior parte de suas regiões, fora dos padrões funcionais e satisfatórios de acessibilidade aos transeuntes. Como fatores observados – independente das características históricas, sociais e econômicas das regiões analisadas – pode-se destacar algumas situações constantes.
Com raras exceções, quase todos os terrenos desocupados na cidade não estão de acordo com as normas da prefeitura. Geralmente, não estão devidamente limpos, cercados e/ou com suas calçadas construídas. Boa parte da área destinada à construção do passeio público desses lotes é transformada em depósito de lixo; calçadas que estão de acordo com as normas são verdadeiras exceções. Não foi observado, pelo menos, uma linha contínua de calçadas acessíveis que chegassem a ser completas dentro de algum quarteirão. Parece haver certa contradição: quanto maior o número de pessoas que circulam a pé em uma determinada região, coincidentemente, parecem ser esses os lugares em que é maior o número de problemas relacionados à acessibilidade; finalmente, as áreas de responsabilidade da administração pública, em grande parte, não podem servir
de exemplo para a população – a própria calçada da SEMURB não estava em boas condições no momento em que foram realizadas algumas entrevistas com os funcionários desse órgão.
Observou-se, também, que um conjunto de fatores pode influenciar na formação desse espaço, mas nenhum deles de forma isolada pode ser considerado determinante. Era esperado, por exemplo, que um bairro como Lagoa Nova, criado e desenvolvido tão recentemente, ricamente contemplado por equipamentos urbanos e situado hoje em uma região central da cidade, fosse bem planejado e oferecesse melhores condições de acessibilidade para os pedestres. Mas não é o que comprovou a pesquisa. Todos os tipos de problemas relacionados à acessibilidade de pedestres encontrados em outros pontos da cidade também fazem parte da paisagem desse Bairro.
Boa parte das imagens mostrou o descaso do poder público em relação às vias de acessibilidade aos pedestres. O peso dessa responsabilidade do poder público como exemplo é, ainda maior, quando se constata que para grande parte dos entrevistados a responsabilidade pelo atual estado do passeio público recai sobre a própria administração municipal. De qualquer forma, indiretamente, acaba- se voltando à problematização anterior, pois as mesmas pessoas que responsabilizam o governo são também responsáveis por manter, eleger e reeleger seus administradores.
Ainda, de acordo com as entrevistas, é possível constatar que esse espaço previsto para circulação de pedestres não é respeitado, devido à afirmação generalizada de desconhecimento da lei por parte dos proprietários de imóveis urbanos, como também pela dubiedade de sentido que adquire ao ser um espaço público, porém – conforme a lei municipal – de responsabilidade individual privada. A visão sobre o que é público para a maioria consiste naquilo que deve ser uma preocupação apenas do próprio poder público ou figura política que o representa.
Pode-se apontar, também, como uma das causas para esse descaso quanto à construção e manutenção desse espaço, tanto pelo poder público quanto por grande parte da população local, a consciência ou a experiência vivida dentro de um tipo de cidadania, voltada apenas para os direitos e deveres individuais, deixando em último plano o entendimento de que o cidadão é aquele que também pratica ações que contribuem para o bem da coletividade.
117
O conceito de cidadania parece estar sendo adaptado de forma com que as pessoas não consigam projetar uma realidade maior do que a de defender seu mundo individual. Talvez o problema não esteja apenas em saber o significado desses conceitos, mas na maneira como são utilizados em beneficio próprio. A impressão que se tem é a de que as calçadas são públicas quando o cidadão não quer se sentir responsável por elas, privadas quando é vantagem se apropriar desse espaço.
Tem-se a impressão de que as pessoas se colocam como cidadãos quando lhes é negado à possibilidade de circular livremente pelas calçadas, mas quando questionados sobre os seus deveres, parecem esquecer parcialmente o significado do termo cidadania. O cidadão é aquele indivíduo que possui direitos negados e deveres que devem ser cumpridos apenas pelos outros. Como afirma Damatta (1997, p. 75), “Em situações históricas e sociais diferentes, a mesma noção de cidadania, o mesmo conceito de indivíduo engendram práticas sociais e tratamentos substancialmente diversos [...]”.
Espero, dessa maneira, poder contribuir com outros trabalhos dedicados ao planejamento e melhoria dos espaços urbanos em nossas cidades, assim como aos estudos sociológicos ligados à formação da nossa cidadania.
Uma calçada bem planejada, além de embelezar e valorizar o imóvel, entre outras coisas, favorece um caminhar mais seguro e facilita as interações entre as pessoas nesse ambiente. Numa cidade como Natal, são centenas de quilômetros lineares de calçadas que se cruzam, formando uma malha gigantesca espalhada por toda a cidade, só esse aspecto físico já mostra a importância de estudar e fazer algo para melhorar seu aspecto.
REFERÊNCIAS
ALVES, André. Os argonautas do mangue. São Paulo: Editora da Unicamp, 2004. A REFORMA do Machadão. Jornal Tribuna do Norte. Natal, 29 jun. 2011.
Disponível em: <http://tribunadonorte.com.br/noticia/a-reforma-do- machadao/187051>. Acesso em: 10 set. 2012.
BAUER, Martin W.; GASKELL, George (Eds.). Pesquisa qualitativa com texto,
imagem e som: um manual prático. Tradução de Pedrinho A. Guareschi. Petrópolis,
RJ: Vozes, 2002.
BECKER, Bertha K.; MIRANDA, Mariana Machado, Lia. Amazônia. São Paulo: Ática, 1991.
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Lisboa, DIFEL/Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil S/A, 1989.
CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. Tradução de Diogo Mainardi. Rio de Janeiro: O Globo; São Paulo: Folha de S. Paulo, 2003.
CAPISTRANO, Ana Claudia M. Alves. Imagens do futuro: visões sobre a
modernidade na cidade do Natal. 68 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais). Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, UFRN. 2002. CARIM, Adalberto. Epopéia das calçadas. Jornal do Commercio. 11/09/2007. Disponível em: <http://www.jcam.com.br/noticiasLivre.asp?IdNot=1921>. Acesso em: 15 dez. 2010.
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 8. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.
CASTELLS, Manuel. A questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. CERTEAU, M. A invenção do cotidiano: artes de fazer. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
119
CONCEITO EUROPEU DE ACESSIBILIDADE. CEA, 2003. Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência: Lisboa, 2005.
Disponível em: <http://issuu.com/uc-para-todos/docs/cea>. Acesso em: 25 set. 2011. CORADINI, Lisabete. Praça XV: espaço e sociabilidade. Florianópolis: Letras
Contemporâneas, 1995.
COVRE, Maria de Lourdes Manzini. O que é cidadania. São Paulo: Brasiliense, 1999.
CRUZ, Maurício S. Público e privado: o surgimento e a evolução dos conceitos. Disponível em: <http://www.batebyte.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php? conteudo=1468>. Acesso em: 17 jan. 2010.
DA MATTA, R. A casa & a rua. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
DIAS, Gilka da Mata. Cidade sustentável: fundamentos legais, política urbana, meio ambiente, saneamento básico. Natal: Ed. do Autor, 2009.
DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
FERRARA, Lucrécia d‟Aléssio. Ver a cidade: cidade, imagem, leitura. São Paulo: Nobel, 1988.
FERREIRA, Ângela Lúcia de Araújo; MARQUES, Sônia. Privado e público: inovação espacial ou social? Revista Electrónica de Geografia y Ciências Sociales. 2000. Disponível em: <http://www.ub.es/geocrit/sn-69-20.htm>. Acesso em: 22 jan. 2010. FREYRE, Gilberto. Casa-grande e senzala. 46. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000. FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
GIANNETTI, Eduardo. Vícios privados, benefícios públicos?: a ética na riqueza das nações. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
GUAIGNIER, Rosa de Lima Câmara. Alma da rua: um estudo sobre a apropriação do espaço público urbano no conjunto Cidade Satélite. 86 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais). Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, UFRN. 2002.
IPEA. Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas
aglomerações urbanas. Brasília, mai. 2003. Disponível em: <http://www.pedestre.
org.br/downloads/IpeaSinteseAcidentesTransitoMaio2003.pdf>. Acesso em: jun. 2012.
JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
KUBRUSLY, Cláudio A. O que é fotografia? (Coleção Primeiros Passos nº 82). São Paulo: Brasiliense, 1998.
LEFEVRE, F.; LEFEVRE, A. M. C. Pesquisa de representação social: um enfoque qualiquantitativo: a metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo. Brasília: Líber Livro Editora, 2010.
LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1997. MAFFESOLI, Michel. A conquista do presente. Rio de Janeiro: Rocco, 1984.
MARICATO, Ermínia. Brasil, cidades: alternativas para crise urbana. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
MARTINS, José de Souza. Sociologia da fotografia e da imagem. São Paulo: Contexto, 2008.
MEDEIROS FILHO, Olavo de. Terra natalense. Natal: Fundação José Augusto, 1991.
NBR 9050:2004. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 97 p. 2004.
Disponível em: <http://portal.mj.gov.br/corde/arquivos/ABNT/NBR9050- 31052004.pdf>. Acesso em: 25 set. 2011.
121
OLIVEIRA, Jean Barbosa de. A expansão urbana dentro do bairro Planalto: reflexo da expansão imobiliária. 80 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais). Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, UFRN. 2002. PINSKY, Jaine. Práticas de cidadania. São Paulo: Contexto, 2004.
PIRES. Teresa Cristina Vieira. A cidade sem barreiras é para todos? Avaliação
das condições de deslocamento no bairro Cidade Alta, Natal/RN, face às intervenções em acessibilidade processadas entre 1993 e 1998. 2007. 277 p.
Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo). Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Universidade Federal do Rio grande do Norte. 2008. Disponível em: <http://www.radarciencia.org//doc/a-cidade-sem-barreiras-e-para- todos-avaliacao-das-condicoes-de-deslocamento-no-bairro-da-cidade-alta-natal-rn>. Acesso em: 25 set. 2011.
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO. Decreto nº 45.904/2005. Regulamenta o artigo 6º da Lei nº 13885, de 25 de agosto de 2004, no que se refere à padronização dos passeios públicos do município de São Paulo. Disponível em:
<http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/pdf/Decreto.pdf>. Acesso em: 25 set. 2012.
PREFEITURA MUNICIPAL DO NATAL. Lei Municipal nº 4.090/1992. Dispõe sobre a eliminação de barreiras arquitetônicas para portadores de deficiência nos locais de fluxo de pedestres e edifícios do uso público e dá outras providencias. Disponível em: <http://www.natal.rn.gov.br/semurb/paginas/ctd-102.html>. Acesso em: 25 set. 2012.
_____. Lei complementar n°055/2004. Institui o Código de Obras e Edificações do Município de Natal e dá outras providências. Disponível em:
<http://www.natal.rn.gov.br/semurb/paginas/ctd-102.html>. Acesso em: 25 set. 2012. _____. Lei complementar n°082/ 2007. Dispõe sobre Plano Diretor de Natal e dá outras providências. Disponível em: <http://www.natal.rn.gov.br/semurb/paginas/ctd- 102.html>. Acesso em: 25 set. 2012.
RAYMOND, Quivy; LUC VAN, Campenhoudt. Manual de investigação em ciências
sociais. 2. ed. Lisboa: Ed. Gradiva, 1998.
SANTOS, Pedro Antônio de Lima. Natal século XX: do urbanismo ao planejamento urbano. 1998. 247 p. Tese (Doutorado em Estruturas Ambientais Urbanas).
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, 1998.
SCHERER, Rebeca. Da intervenção na cidade ao planejamento urbano. Grupo de Estudos urbanos – Instituto de Estudos Avançados – USP. São Paulo, 1991. SCHIAVINATTO, Fábio (Org.). Sistema de indicadores de percepção social (SIPS). Brasília: Ipea, 2011. 254 p. gráficos, mapas, tabelas. Disponível em:
<http://gestaocompartilhada.pbh.gov.br/sites/gestaocompartilhada.pbh.gov.br/files/bi blioteca/arquivos/livro_sistemaindicadores_sips_01.pdf>. Acesso em: 02 mar. 2013. SECRETARIA MUNICIPAL de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB). Anuário
Natal 2009. Natal (RN): Departamento de Informação, Pesquisa e Estatística, 2009.
SIMMEL, Georg. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, Otávio Guilherme (Org.).
O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1973.
SILVA, Ricardo Kleiber de Lima. Por onde anda o cidadão: aspectos do passeio público como reflexo da cidadania local no bairro de Lagoa Nova, em Natal-RN. 2010. 87 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais). Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio grande do Norte. 2010.
SOMENTE a restrição de automóveis solucionará os engarrafamentos, diz
palestrante do Fronteiras do Pensamento. Zero Hora. Porto Alegre, 16 dez. 2012. Disponível em: <http://zerohora.Clicrbs.com.br/rs/geral/transito/noticia/2012/06/ somente-a-restricao-de-automoveis-solucionara-os-engarrafamentos-diz-palestrante- do-fronteiras-do-pensamento-3792678.html>. Acesso em: 10 set. 2012.
SOUZA, Itamar. Nova história de Natal. 2. ed. Natal: Departamento Estadual de Imprensa, 2008.
SOUSA JÚNIOR, Rômulo Andrade de. Avaliação da política pública de
acessibilidade no período de 1992 a 2002 na cidade do Natal. 2005. 290 p.
Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo). Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2005. Disponível em: <http://www.radarciencia.org/Record/oai-bdtd-bczm-ufrn-br-
123
SOUZA, Lincoln Moraes de. Políticas públicas: introdução às atividades e análises. Natal, RN: EDUFRN, 2009.
TAVARES, Josenilton. Memórias que passam, cadeiras que ficam: a construção histórica do hábito de conversar nas calçadas a partir da chegada dos primeiros moradores da Rua Olinda, na Cidade da Esperança, Natal. 76 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais). Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, UFRN. 2003.
TRIBUNAL de Contas da União (TCU). Relatório e parecer prévio sobre as
contas do Governo da República. Exerc. 2010. Áreas Temáticas – Mobilidade Urbana. Brasília: TCU, 2011. Disponível em: <http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/ portal/TCU/comunidades/contas/contas_governo/contas_10/index.html>. Acesso em: 25 set. 2011.
VELASCO, Giuliana Del Nero. Potencial da arborização viária na redução do
consumo de energia elétrica: definição de três áreas na cidade de São Paulo/SP,
aplicação de questionários, levantamento de fatores ambientais e estimativa de Graus-Hora de calor. 2007. Tese (Doutorado em Fitotecnia). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2007.
Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-03032008- 165228/pt-br.php>. Acesso em: 25 set. 2011.
APÊNDICE A – FORMULÁRIO DE ENTREVISTAS – AGO/2012 CADASTRO DO ENTREVISTADO
Nome:______________________________________ Sexo: ( ) M ( ) F Idade:_____anos. Endereço: _________________________________________________________________________ E-mail:_______________________________ Telefone: ___________________________________ Quanto tempo mora em Natal? ___________________________________________ Nasceu em:___________________________ Morou até os 18 anos em: ______________________ Morou em: ____________________________ por ______ anos, antes de residir em Natal.
É praticante de alguma religião ou irmandade? ______ Qual? ______________________________ Participa de algum tipo de associação de bairro, profissional ou estudantil? _____________________ Qual? ____________________________________________________________________________ Grau de escolaridade: _________________________ Profissão: ____________________________ Renda familiar: entre_____ e _____ salários mínimos. Mais de _____ salários mínimos.
Reside em imóvel: ( ) próprio ( ) alugado ( ) de algum parente
Proprietário de imóvel: ( ) residencial ( ) comercial ( ) misto ( ) não possui imóveis urbanos Como se locomove, com mais frequência, pelas ruas da cidade:
( ) a pé ( ) de bicicleta ( ) de veículo motorizado individual ( ) de transporte coletivo
Apresentou ou apresenta alguma característica física que dificulta ou dificultou a sua locomoção pelas calçadas?________ De que tipo? ( ) visual ( ) auditiva ( ) motora
Qual situação?_______________________. Essa característica é: ( ) fixa ( ) temporária
Sofreu algum tipo de acidente na calçada ou tem conhecimento de alguém próximo que tenha sofrido, devido às más condições desse espaço?_______ De que tipo? ______________________________ __________________________________________ Quantas vezes? _________________________ Sofreu algum tipo de assalto na calçada ou tem conhecimento de alguém próximo que tenha sido assaltado nesse espaço?______________________ Quantas vezes? _________________________ O senhor (a) utiliza a calçada para:
( ) caminhada esportiva ( ) necessidade de ir e vir ( ) sentar e conversar
( ) estacionar seu veículo ( ) depositar entulho ( ) outra______________________
Questões abertas para os moradores do bairro e transeuntes:
1. Como é para o senhor (a) caminhar pelas calçadas do seu bairro e da sua cidade? Por quê? Objetivo: Captar a percepção física e social do espaço pelos entrevistados.
_______________________________________________________________________________ 2. Em sua opinião, quem é responsável pela atual situação das calçadas? Por quê?
Objetivo: Saber sobre quem recai a responsabilidade do atual estado do passeio público na opinião dos entrevistados.
3. Para o senhor (a) a calçada é um espaço público ou privado? Por quê?
Objetivo: Sondar como as pessoas classificam esse espaço e como definem o que é público ou privado.
_______________________________________________________________________________ 4. O que o senhor (a) fez ou faria para construir ou reformar a sua calçada, caso necessário? Por quê?
Objetivo: Confrontar o que se pensa sobre esse espaço e o que se faz na prática.
_______________________________________________________________________________ 5. O senhor (a) tem conhecimento sobre alguma lei que trata sobre a construção ou manutenção das
calçadas em sua cidade?
Objetivo: Sondar sobre o alcance das informações legais em relação à construção e a manutenção desses espaços.
_______________________________________________________________________________ 6. O senhor (a) já recebeu reclamação ou reclamou para algum vizinho, fez ou recebeu alguma denúncia sobre a construção ou reforma irregular de alguma calçada no seu bairro ou na sua cidade? Por quê?
Objetivo: Sondar sobre as práticas cidadãs e os motivos que estimulam ou desestimulam suas ações.
_______________________________________________________________________________ 7. O que é cidadania para o senhor (a)?
Objetivo: Confrontar o que pensam sobre cidadania e o que enxergam como práticas cidadãs no espaço pesquisado.
_______________________________________________________________________________ 8. Como o senhor (a) descreveria a sua calçada e a de seus vizinhos mais próximos? Por quê? _______________________________________________________________________________ 9. Em sua opinião, em qual ou em quais pontos da cidade existem mais problemas relacionados à
acessibilidade de pedestres?
Objetivo: Sondar sobre a capacidade dos entrevistados de apontarem os problemas do seu próprio espaço físico e social, assim como a percepção geral da cidade.
Questões abertas para profissionais de arquitetura e funcionários públicos da área de planejamento e urbanização da prefeitura
1. Como funciona o planejamento, a execução e a fiscalização dos espaços destinados ao trânsito de pedestres na cidade de Natal?
2. Existe alguma política pública ou campanha atual da prefeitura em relação à construção e à manutenção dos espaços destinados ao trânsito de pedestres? Como é feita a divulgação e a avaliação?
3. Existe algum estudo ou avaliação sobre campanhas e projetos anteriores sobre acessibilidade aos pedestres em Natal? O que apontaram?
4. Existe alguma estatística sobre o número de denúncias feitas por moradores da cidade ou autuações da prefeitura em relação à construção ou à manutenção de calçadas irregulares? 5. Existe algum estudo ou números estatísticos que relacionem o número de denúncias recebidas
pela prefeitura sobre esse tipo de irregularidade e a quantidade de casos solucionados? 6. Em sua opinião, quem é responsável pela atual situação das calçadas? Por quê?
Objetivo: Obter a visão de especialistas sobre o assunto e perceber o papel da administração pública na construção e manutenção do espaço pesquisado.
Questões abertas para administração de grandes empresas localizadas nas imediações do bairro: (Shopping Midway Mall, Supermercado Nordestão, UnP, etc.)
1. Como foi planejado o passeio público desse estabelecimento? 2. Quais os objetivos?
3. Qual a maior dificuldade para manter esse passeio público de acordo com o que foi planejado? 4. Em sua opinião, quem é responsável pela atual situação das calçadas? Por quê?
Objetivo: Obter algumas noções sobre o comportamento dos grandes empreendimentos, da iniciativa privada, na construção e manutenção do espaço pesquisado.
ANEXO 01
INSTRUMENTOS DO ORDENAMENTO URBANO DE NATAL (PARCIAL) LEI Nº 4.090, DE 03 DE JULHO DE 1992.
Dispõe sobre a eliminação de barreiras arquitetônicas para portadores de deficiência nos locais de fluxo de pedestres e edifícios do uso público e dá outras providencias.
LEI COMPLEMENTAR Nº 055, DE 27 DE JANEIRO DE 2004.
Institui o Código de Obras e Edificações do Município de Natal e dá outras providências.
TÍTULO III
NORMAS ESPECÍFICAS DAS EDIFICAÇÕES