BÖLÜM 2: ÇAĞDAŞ SANATTA ÖLÜM: ETİK VE ESTETİK İLİŞKİSİ
2.4. Mahrem Ölümün Sunumu
Os recursos tecnológicos disponíveis para a gestão dos processos de projeto, execução e gestão, objetos desta pesquisa, não se limitam à incorporação da modelagem da informação de uma edificação, sendo pertinente também incorporar as seguintes práticas: georreferenciamento, consolidação de Banco de Dados, simulação de desempenho e gestão de facilidades, que serão apresentadas nos itens 71subsequentes.
4.3.1 GEORREFERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO
Os sistemas computacionais que possibilitam que os dados geográficos sejam armazenados, manipulados e consultados denominam-se Sistemas de Informação Geográfica (SIG) (LISBOA FILHO, 2000). Seu propósito de utilização é a
análise de dados georreferenciados, por meio da utilização de programas, equipamentos, metodologias, dados e indivíduos, integrados de modo a permitir a análise de informações, considerando sua localização geográfica (LISBOA FILHO, IOCHPE, 1996).
(...) O termo Geoprocessamento denota a disciplina do conhecimento que utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica e que vêm influenciando de maneira crescente as áreas de Cartografia, Análise de Recursos Naturais, Transportes, Comunicações, Energia e Planejamento Urbano e Regional. As ferramentas computacionais para Geoprocessamento, chamadas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), permitem realizar análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes e ao criar bancos de dados geo-referenciados. Tornam ainda possível automatizar a produção de documentos cartográficos.
Pode-se dizer, de forma genérica, “Se onde é importante para seu negócio, então Geoprocessamento é sua ferramenta de trabalho”. Sempre que o onde aparece, dentre as questões e problemas que precisam ser resolvidos por um sistema informatizado, haverá uma oportunidade para considerar a adoção de um SIG. (CÂMARA et al., 2001, p. 1)
As tecnologias de SIG são utilizadas para analisar a informação geospacial. Historicamente, a prática do georreferenciamento de informações estava associada a projetos de infraestrutura. Mas, sua aplicação no auxílio tecnológico da gestão de facilidades cresceu recentemente, à medida que os sistemas computacionais tornaram-se mais acessíveis. Nesse processo de amadurecimento da tecnologia, seu uso tornou possível a análise de informações georreferenciadas, inclusive em empreendimentos de pequeno porte, para a avaliação de áreas específicas, pertinentes à gestão dos sistemas e instalações prediais. Nesse contexto, vem se mostrando eficiente o mapeamento de componentes da edificação e de incidentes,
para que sejam analisadas, por exemplo, ocorrências, conforme sua localização (WITTS JR., 2013).
Este recurso tecnológico vem sendo aplicado a edificações e a seus ambientes internos, tornando possível a gestão de vários aspectos, dentre os quais (TEICHOLZ, 2010):
• espaços e respectivos usos; • áreas locadas;
• elaboração de planos de segurança patrimonial, por meio do estabelecimento de zonas de acesso restrito;
• determinação de áreas de evacuação e avaliação de rotas de fuga; • demarcação de rotas acessíveis;
• condução de avaliações de segurança contra incêndio;
• elaboração de inventários e identificação da localização de ativos; • atividades de manutenção e mapeamento de ocorrências;
• verificação e monitoramento das condições de operação e uso da edificação;
• modelagem dos resultados de alterações propostas em reformas e ampliações; e
• planejamento de redistribuição de leiaute.
Observa-se, desta forma, a consolidação das práticas de modelagem da informação da edificação, considerando todo seu ciclo de vida.
Além disso, os sistemas administrativos e prediais de um empreendimento podem ser integrados a bancos de dados com informações georreferenciadas, à medida que a localização é aspecto necessário para o processo decisório (TEICHOLZ, 2010).
Dentre os sistemas pertinentes de integração, estão: os sistemas de automação da edificação (building automation systems – BAS), o sistema de planejamento de recursos empresariais (enterprise resource planning – ERP) e o sistema de gerenciamento do local de trabalho, que consiste em uma plataforma que permite a integração das informações de planejamento, projeto, gestão,
operação e desconstrução dos ativos de uma organização. Isso inclui o portfólio imobiliário, bem como propriedades e dados referentes à infraestrutura e às instalações. O intuito desta integração é apoiar atividades, tais como: gestão de projetos, de ambientes e de atividades de manutenção e administração de áreas locadas (KELLER, 2013; IFMA, 2014ª).
Na Figura 11, é apresentado um esquema da estrutura e os principais usos da informação georreferenciada no empreendimento.
Figura 11. Estrutura de modelagem da informação georreferenciada em um empreendimento Fonte: Adaptado pela pesquisadora de TEICHOLZ (2010, p. 12).
Observa-se, portanto, que a consolidação de um repositório de informação georreferenciada corresponde a um importante recurso para a gestão de edificações em uso, especialmente, se estas fizerem parte de um portfólio de ativos.
4.3.2 SIMULAÇÃO DE DESEMPENHO DO PROJETO
Uma das vantagens do uso de tecnologias para BIM é que o modelo desenvolvido pode ser utilizado para a elaboração de avaliações de desempenho, para o projeto proposto (SEDERA; ROSEMANN; GABLE, 2001).
Dentre as possibilidades de uso de BIM para a elaboração de análises estão: avaliação do impacto da orientação da geometria e do impacto da envoltória, análises das condições de iluminação natural, simulações de consumo energético, do desempenho de sistemas de energia renovável e de armazenamento de água das chuvas (AZHAR et al., 2011).
Para tanto, é preciso que as informações modeladas sejam exportadas para programas computacionais tais como: o EnergyPlus, o Ecotect, o Green Building Studio e o Integrated Environmental Solutions, que permitem a elaboração de simulações, com base na geometria modelada, para a verificação do desempenho energético e dos níveis de conforto ambiental.
Laine; Hänninen e Karola (2007) avaliam que a utilização da BIM torna mais eficiente a geração do modelo de simulação e a geração do arquivo para a importação pelo EnergyPlus. Isso faz com que o processo de avaliação seja mais dinâmico, quando comparado à maneira tradicional, que prevê métodos de cálculo estáticos. Por sua vez, a simulação a partir do modelo BIM possibilita a verificação do desempenho em diferentes fases do projeto, desde as etapas preliminares e, inclusive, permite a verificação do desempenho efetivo da edificação, durante a etapa de operação e manutenção.
Além disso, a adoção desta prática, durante o processo de projeto, permite a análise dos níveis de conforto ambiental em edificações de geometria complexa com maior precisão, quando comparada às análises convencionais (AZHAR; BROWN; FAROOQUI, 2009).
Portanto, a integração precoce entre os processos de modelagem da informação e de simulação de desempenho permitem que os resultados obtidos embasem as decisões de projeto, desde a etapa de estudo preliminar. Assim, as equipes de projeto podem adotar estratégias para atingir os níveis de desempenho pretendidos (AUGENBROE; SANGUINETTI; EASTMAN, 2009).
desperdício, bem como avaliar o desempenho ambiental dos mesmos (proporções de materiais reciclados ou recicláveis em sua constituição), impacto das emissões atribuídas ao transporte, inclusive considerando seu impacto por meio de cálculo dos volumes a serem utilizados na construção (AZHAR et al., 2011).
Desta forma, o uso de tecnologias de modelagem da informação permite, ao menos em teoria, que sejam feitas análises de desempenho das soluções apresentadas desde as fases iniciais de projeto.