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2.2. Görsel Kaynak Olarak Para ve Posta Pulları

2.2.1. Para

2.2.1.2. Paranın doğuşu ve gelişimi

2.2.1.2.1. Madeni para

ausência dela. Disponível em http://www.violenciamulher.org.br/index.php?option=com-_content&vi

— Lei 10.455/200287, que institui uma medida cautelar, de natureza pe- nal, no âmbito jurídico delimitado pela Lei 9099/1995, de afastamento do autor do fato do lar conjugal, domicílio ou local de convivência com a vítima;

— Lei 10.778/200388, que estabeleceu a notifi cação compulsória de casos de violência contra a mulher, atendidos nos serviços de saúde públicos e privados.

— Lei 10.886/200489, que acrescentou o § 9º ao artigo 129 do Código Penal90, assentando a violência doméstica no rol das infrações penais;

Do ponto de vista processual, à maior parte dos casos de violência contra a mulher aplicava-se a Lei 9.099, de 26 de setembro de 1995, que regulamenta os Juizados Cíveis e Criminais, cuja competência é atender, mediante uma instru- ção simplifi cada, as causas consideradas pelo legislador de menor complexidade ou de menor potencial ofensivo, concebidos assim os crimes apenados até dois anos, interpretação expandida após o advento da Lei 10.259/2001, que tem por objeto os Juizados Especiais Federais. As práticas ilícitas contra as mulheres por confl itos de gênero, em particular as circunscritas ao âmbito doméstico e familiar, confi guram-se comumente aos tipos penais dispostos como lesão cor- poral e ameaça no Código Penal brasileiro, ambos inseridos no rol de menor potencialidade ofensiva de que trata a referida legislação específi ca dos Juizados Especiais Criminais, em decorrência de o máximo das penas a eles atribuídas não ultrapassar dois anos.

A Lei n.° 9.099/ 1995, que surgiu no ordenamento jurídico-penal acla- mada por seus institutos despenalizadores, orientada a por em prática um novo modelo de Justiça criminal, por mais de uma década serviu para conduzir casos relacionados aos direitos humanos das mulheres desrespeitados, notadamente, por sujeito inserido no âmbito de relações privadas das mulheres.

87 BRASIL. Lei n.° 10.455, de 13 de maio de 2002. Modifi ca o parágrafo único do art. 69 da Lei no

9.099, de 26 de setembro de 1995. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03-/Leis/2002/

L10455.htm.

Acesso em: 23 de março de 2009.

88 BRASIL. Lei no 10.778, de 24 de novembro de 2003- Estabelece a notifi cação compulsória, no

território nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde pú- blicos ou privados. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/2003/L10.778.htm. Acesso

em: 20 de março de 2009.

89 BRASIL. LEI No 10.886, DE 17 DE JUNHO DE 2004 — Acrescenta parágrafos ao art. 129 do

Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 — Código Penal, criando o tipo especial deno-

minado “Violência Doméstica”. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20042006-

/2004/Lei/L10.886.htm. Acesso em: 20 de março de 2009. 90 Violência Doméstica:

§ 9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou

com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: (Acrescentado pela L-010.886-2004) (Alterado pela L-011.340-2006)

Pena — detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

LEI MARIA DA PENHA 183

Os novos institutos e mecanismos inseridos neste diploma legal, os aspec- tos positivos da lei, assim reconhecidos por ampla doutrina, como Luiz Flávio Gomes91 que realça a mitigação da obrigatoriedade da ação e a verdade consen- suada, todavia produziram uma nefasta colateralidade, — processos de reviti- mização e reprivatização92 —, quiçá inesperada, sobre signifi cativa parcela do segmento de mulheres. Ou seja, à época, as mulheres que se socorreram do Po- der Judiciário para a proteção de seus direitos humanos violados ou ameaçados não obtiveram a resposta estatal pautada pelos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, garantias que, estendidas às vítimas, visam minimizar ao máxi- mo as violências institucionais produzidas pelo processo.

Na aplicação da referida Lei, ademais, constataram-se práticas que condu- ziam à reinserção da temática da violência contra a mulher na esfera privada, não obstante estar ela reconhecida como violação aos direitos humanos e assim implicar a proteção do Estado, concebido pela Assembleia Nacional Consti- tuinte Brasileira de 1988, como Democrático de Direito, Justo e Solidário, nos termos da Constituição Cidadã.

A título de ilustrar os desacertos da Lei 9.099/1995, quando aplicada aos casos de violência de gênero, tome-se a hipótese de o autor do fato usufruir da transação penal, um dos institutos de despenalização previsto na citada norma jurídica. Nessa suposição, a mulher é excluída da fala, tornando-se expectadora silenciosa do exercício de direito subjetivo reconhecido ao autor do fato. Car- men Hein de Campos e Salo de Carvalho93, em análise crítica do então novel diploma jurídico, extraída de brilhante diálogo permeado pelo feminismo e garantismo penal, chamam a atenção para:

[...] a forma de aplicação dos novos institutos acaba renovando a disputa conjugal em desfavor à vítima, devolvendo o poder ao autor de violência, pois, em última análise, é o sujeito que tem a capacidade de aceitar os termos da proposta. Reprivatiza-se, portanto, confl ito que veio ao Judiciário buscar resolução do Poder Público.

[...]

Nota-se, desde o marco feminista, que a Lei 9.099/95 está em completa dissonância com a proteção dos direitos humanos das mulheres, em especial

91 GOMES, Luiz Flávio et al. Juizados Especiais Criminais: Comentários à Lei n.º 9.099, de 26.09.1995. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1996, p. 18.

Benzer Belgeler