2. MATERYAL VE YÖNTEM
2.2. Madencilikte İş Güvenliği
Para a Coleta de Dados
Inicialmente as entrevistas foram realizadas para o desenvolvimento de um estudo piloto para análise da parte semântica do roteiro de Entrevista Semiestruturada.
Em seguida, foram analisadas as entrevistas e feitas algumas alterações de cunho semântico para que os participantes pudessem compreender melhor as questões.
Depois de concluído esse estudo, deu-se prosseguimento à pesquisa, agendando com os outros participantes, previamente, uma data para a realização das entrevistas. Cabe ressaltar que os participantes que contribuíram para o estudo piloto, não participaram do estudo definitivo.
As entrevistas tanto do estudo piloto quanto do estudo definitivo foram realizadas na seguinte ordem: i) o trabalhador com deficiência; ii) o responsável pela empresa; e iii) o docente que ministrou algum curso para a pessoa com deficiência.
Todas as entrevistas foram realizadas no ambiente do SENAC, possibilitando ao entrevistador anotar observações e verificar as adaptações feitas pela instituição para receber esse profissional, tanto em seu espaço arquitetônico como no material didático usado por esse profissional em algum curso profissionalizante desta instituição.
Os dados foram analisados de acordo com a Análise do conteúdo, proposta por Bardin (1977). Buscou-se investigar se a pessoa com deficiência estava preparada para a inserção no mercado de trabalho, qual foi a importância do curso profissionalizante para que isso acontecesse, se a empresa contratante estava preparada para recebê-lo, o porquê da contratação: se pela inclusão social ou apenas para o cumprimento de cotas, e se o trabalho está atendendo às expectativas de ambos: pessoa com deficiência e empresa.
Os dados citados neste estudo tiveram correspondência com as circunstâncias e causalidades ocorridas nas dinâmicas de cursos profissionalizantes, estendendo-se para o ambiente profissional, portanto são plenamente confiáveis.
Análise e tratamento dos dados
O tratamento dos dados ocorreu por meio da Análise do Conteúdo, proposto por Bardin (1977). A Análise do Conteúdo é uma das técnicas de pesquisa mais antigas, cujos indícios de sua utilização datam por volta de 1787, porém, somente nas décadas de 1920 e 1930 nos Estados Unidos, é que emerge fortemente como um método de estudo. O primeiro nome que de fato ilustra a história da Análise do Conteúdo é o de H. Lasswell, que analisou a imprensa e propagandas do ano de 1915.
De acordo com Bardin, (1977, p.42) Análise do Conteúdo é:
Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitem a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.
O conhecimento e a análise interpretativa do próprio conhecimento são construções da realidade concreta, histórica e social dos homens.
A Análise do Conteúdo tem por finalidade, a partir de um conjunto de técnicas parciais, mas complementares, explicar e sistematizar o conteúdo da mensagem e o
significado desse conteúdo, por meio de deduções lógicas e justificadas, tendo como referência sua origem (quem emitiu) e o contexto da mensagem ou os efeitos dessa. Deduz-se que os conhecimentos emitidos por essas mensagens podem ser de natureza psicológica, sociológica, histórica, ou econômica, por isso a intenção da Análise do Conteúdo é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção ou de recepção. O pesquisador procura, com base nas categorias estabelecidas, extrair uma consequência, deduzir de maneira lógica conhecimentos sobre o emissor da mensagem ou sobre o contexto em que foi emitido. Nesta mesma linha de raciocínio, Bardin (1977), possibilita considerar tanto a produção como a inferência sobre a recepção da mensagem, denominando-as variáveis inferidas.
A Análise do Conteúdo tem como objetivo analisar e classificar de maneira exaustiva e objetiva todas as unidades de registro existentes no texto, permitindo que sobressaiam do documento suas grandes linhas, suas principais regularidades, a definição precisa e a ordenação rigorosa destas unidades de registro que ajudarão o pesquisador a controlar suas próprias perspectivas, ideologias e crenças, ou seja, controlar sua própria subjetividade, em prol de uma maior sistematização, objetividade e generalização dos resultados obtidos. O objetivo final da Análise de Conteúdo é fornecer indicadores úteis aos propósitos da pesquisa. O pesquisador poderá assim interpretar os resultados obtidos relacionando-os ao próprio contexto de produção do documento e aos objetivos do indivíduo ou organização que o elaborou.
As etapas que permitem ao pesquisador definir e classificar as unidades de registro, e assim, desvendar significações novas e muitas vezes inesperadas do documento, exigem a obediência a algumas etapas, o domínio de certo número de técnicas e o trilhar de um caminho que começa pela realização de operações qualitativas e termina pela aplicação de modelos estatísticos. As diferentes fases da Análise de Conteúdo organizam-se em três polos cronológicos: 1) a pré-análise; 2) a exploração do material; e 3) o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação.
A pré-análise possui três dimensões: a escolha dos documentos a serem submetidos à análise, a formulação de hipóteses e dos objetivos e a elaboração de indicadores que fundamentam a interpretação final. A exploração do material é a administração sistemática das decisões tomadas, esta é a fase mais longa e fastidiosa, e consiste nas operações de codificação, desconto e enumeração, em função das regras previamente formuladas. E por fim o tratamento dos resultados obtidos e interpretação, nos quais os resultados são tratados de maneira a ser significativos e válidos, podendo o analista propor inferências e adiantar
interpretações a propósito dos objetivos previstos, ou que digam respeito a outras descobertas inesperadas, e por outro lado, verificar o tipo de inferências alcançadas, podem servir de base a outra análise disposta em torno de novas dimensões teóricas, ou praticadas graças a técnicas diferentes.