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OSMANLI İMPARATORLUĞU’NDA FAALİYET GÖSTEREN YABANCI VE FRANSIZ SERMAYELİ İȘLETMELER İLE FAALİYET

A. OSMANLI İMPARATORLUĞU’NDA FAALİYET GÖSTEREN İȘLETMELER

1. Madencilik Sektörü

Na segunda quinzena de outubro recebemos a visita do Prof. Ms. Tiago, doutorando do curso de Biotecnologia no Instituto de Química da UNESP de Araraquara, graduado em Tecnologia Agroindustrial de Alimentos. O visitante em questão foi convidado a discutir com as crianças sobre os alimentos indígenas e suas propriedades.

Informações abordadas em sala de aula:

O professor Tiago trouxe algumas informações para compartilhar e dialogar com os alunos. Iniciou sua visita explicando que a mandioca é a base da alimentação de muitos povos indígenas do Brasil e que de acordo com cada região do país ela possui nomes diferentes: macaxeira, aipim, castelinha, macamba etc.

Algo que chamou muita atenção dos estudantes, e que já tinha sido comentado antes por Kezo, diz respeito à mandioca-brava que, segundo o professor Tiago, é uma espécie venenosa e não pode ser consumida sem a retirada do veneno. Além disso, a folha da mandioca é chamada de maniva e

também contém veneno, para retirar o veneno dessa folha é preciso cozinhá-la durante 7 dias. A maniva é utilizada em vários pratos da culinária paraense, maranhense e baiana.

Os alunos aos poucos foram se sentindo à vontade para conversar com o professor e exporem suas opiniões para turma:

O aluno L, a partir da fala de Kezo e de suas pesquisas na internet, acrescentou que: É igual a mandioca-brava então, mas é mais fácil tirar o veneno

da mandioca, não é? Não precisa cozinhar tudo isso de tempo.

Professor Tiago: É isso mesmo, para tirar o veneno da mandioca-brava o ideal é cortar todinha bem pequena, porque a substância venenosa é volátil. Alguém sabe o que é volátil?

Aluno L: Eu sei, eu sei, eu sei, prô!!! Posso falar? Professora Alice: Pode.

Aluno L: Meu pai me disse que é quando as coisas vão para o ar, vão embora no ar, é, é (...) evaporam! Não é?

Professor Tiago: Nossa! Que legal que você sabe, parabéns! É nesse sentido sim de estar no ar, no caso do veneno ele vai embora, se dissipa, se elimina no ar, por isso ele é volátil.

Outras informações trazidas para sala de aula pelo professor mostravam que a farinha de mandioca é muito utilizada na culinária brasileira; já a tapioca, alimento de origem indígena, é produzida com a farinha de mandioca, sendo que o Pará é considerado o estado que mais produz mandioca no Brasil. Ainda foi enfatizado que podemos chamar a mandioca de raiz tuberosa, pois é uma raiz comestível, como, a cenoura, a beterraba, o nabo e muitas outras.

A raiz tuberosa tem a característica de armazenar alimentos e água com muita facilidade, por isso a mandioca pode crescer mesmo que tenha sido plantada uma vez e depois retirada do solo, como aconteceu com a mandioca que nós tínhamos dentro de uma caixa em sala de aula.

Num segundo momento o professor visitante nos perguntou qual a diferença entre um telescópio e um microscópio.

Aluno M: é que o telescópio é pra ver lá distante! Professor Tiago: E o microscópio, alguém sabe? (Ninguém respondeu)

Professor Tiago: É para aumentar o alcance da visão e ver coisas bem, bem pequenas, minúsculas, que não podem ser vistas a olho nu.

Em seguida, nos ensinou a usar o microscópio para observar uma parte do caule da mandioca, de modo que todas as crianças puderam utilizar o aparelho para examinar o objeto. Vejamos alguns relatos das crianças com relação a essa visita.

Imagem 24: Relato sobre a visita do Tiago (I)

Imagem 25: Continuação do relato sobre a visita do Tiago (I)

Eu e a turma do 1º ano D ganhamos uma visita hoje do Tiago ele falou sobre a mandioca eu vi no microscópio umas bolinhas brilhante e foi muito legal ele falou

muitas coisas legais sobre a mandioca mas nós estávamos muito agitados porque estava na hora do intervalo os meninos levaram o Tiago para ele ver a nossa mandioca la fora ele falou da raiz pode fazer com a mandioca da pra fazer farinha de mandioca. Ele disse que algumas mandiocas tem veneno!

Imagem 26: Relato sobre a visita do Tiago (II)

Imagem 27: Continuação do relato sobre a visita do Tiago (II)

Eu ganhei uma visita e o nome dele é tiago e tan ben eu olhei no microscópio e você sabi o que tem de diferente um microscópio e telescópio é que o micros

copio faz você ver coizas piquenas e o telescópio ve as coizas de longi e tan ben eu descobri que a mandioca é uma raz comes tivo e tem nome sabia a raz tem seu nome mas eu isquesi e tan ben eu discobri que a mandioca tem uma folha que come que tem veneno e pra comer a gente ten que moer e fritar seti dias pro veneno invaporar e e isso que eu aprendi a lembrei o nome da raz qui a mandioca e nome é tuberoza e as raz tuberosa são as raz que posanmos come tipo cenoure e cebava.

Imagem 28: Relato sobre a visita do Tiago (III)

Tiago veaia saiq vc q iaoe ei eiok vceceaioeem vceceaeo epceioeiia vcqiaeo cqiaeo uto eeceioce uteo aocqiaeoutv.

De acordo com a criança que escreveu esse relato, está posto: O Tiago veio aqui, você sabia que a mandioca as vezes tem veneno e para tirar você tem que cortar tudo as coisas da mandioca.

Nesse ponto do projeto as crianças já apresentavam desenvolvimento na escrita, se mostravam mais independentes, em sua maioria preferiam escrever sozinhas, para colocar no papel o que ouviam e julgavam interessante. Nos

relatos e nos demais gêneros trabalhados começavam a aparecer mais detalhes, mais voz e organização textual.

A imagem 31 traz a escrita de uma aluna (6 anos) que em meados de agosto escrevia no caderno apenas seu nome ou fazia cópia do quadro negro. Percebemos que nesse momento do ano letivo sua escrita passava de pré- silábica para silábica, pois nota-se que as letras em sua escrita correspondem ao som convencional de uma sílaba, representada principalmente pelas vogais.

Com a visita de Tiago, a área de ciências naturais novamente ganhou destaque, nos dias seguintes realizamos mais pesquisas na internet sobre o caule da mandioca, sobre suas propriedades e origem.

Outra questão interessante que notamos é que a cada momento os alunos se sentiam mais próximos da cultura indígena. Descobriram que vários alimentos, aos quais eles têm acesso em casa, são de origem indígena, muitas brincadeiras das quais já tinham participado, como a corrida do saco, perna de pau, pião, briga de galo etc, também vieram da cultura de povos indígenas, fato esse que tornava tudo mais interessante.

Após o final dessa aula um dos alunos nos contou que sua avó era indígena, e que, portanto, se sentia “um pouco indígena também”. O relato da mãe do menino, que foi anotado pela pesquisadora, diz que “antes de vocês começarem a falar de índio aqui na escola, o meu filho não gostava de falar da avó dele, acho que ele tinha um pouco de vergonha porque as pessoas sempre falam que ser indígena é ser do mato, caboclo. Aí depois que vocês fizeram esse projeto as coisas mudaram lá em casa, ele age como se tivesse admiração pela avó dele e sempre me pergunta as coisas que ela fazia”

Notamos, nesse momento, como o projeto havia contribuído também para a reflexão da própria identidade das crianças.

Benzer Belgeler