OSMANLI İMPARATORLUĞU’NDAKİ TİCARET VE ULAȘIM SEKTÖRÜNDEKİ YATIRIMLAR
D. HÜKÜMETLE YABANCI ȘİRKETLERİN BİRLİKTE ÇALIȘMA DEVRİ (1899–1914)
A primeira parte do evento teve como objetivo compartilhar, com outras crianças, as brincadeiras de origem indígena pesquisadas pelos alunos do 1º ano. Para tanto, todas as turmas do período da tarde foram reunidas na quadra da escola, onde já se encontravam os materiais necessários para as apresentações.
O professor de Educação Física, utilizando-se de um microfone e de caixas de som, fez o pronunciamento inicial:
Agora, peço a atenção de todo mundo. Vocês estão aqui hoje porque, os alunos do primeiro ano vão mostrar para todo mundo algumas brincadeiras indígenas que fazem parte do projeto cultura indígena que eles estão participando, ok? As crianças já fizeram as brincadeiras e hoje elas vão demostrar para vocês. Eu vou explicar uma coisa antes da gente começar. Quando a gente chega na aldeia de índios, as primeiras pessoas que vão receber a gente são as crianças, e as crianças sempre tem uma brincadeira para demonstrar. Elas são sempre alegres, sempre elas estão brincando (...) Então, nós escolhemos três brincadeiras para mostrar pra vocês. Uma delas além de ser uma brincadeira, quando as crianças crescem ela passa a ser uma luta. Agora vou chamar uma criança para falar sobre a brincadeira Uka-Uka. 44
Nesse momento, uma das alunas que já havia se preparado para explicar a referida brincadeira, foi até o microfone:
Meu nome é I, e eu vou falar sobre a brincadeira do Uka-uka. O Uka-Uka
é uma brincadeira indígena que é feita pelas crianças, não é uma luta de machucar, é uma luta que a criança tem que pegar atrás do pé do outro, mas só que se colocar o joelho no chão, já perde e acaba o jogo. E precisa de dois participantes.
Em seguida três duplas de alunos demonstraram a brincadeira, levantando a torcida que estava presente.
É necessário apontar que a fala da aluna I foi baseada nos textos instrucionais que as crianças escreveram sobre a brincadeira em momento anterior, como mostra-se na imagem a seguir:
Imagem 31: Texto instrucional sobre a brincadeira Uka-Uka
Título Uka-Uka
Número de jogadores: 2
Material necessário: Conchoneti
Você não podi decha que o cel adiversario pegar o cel pé inprimero você tem que coloca sua mão na frente por que si você coloca sua mão na frente você estarar ce protegondo e você não pode dechar o cel juelho cair no chau e quen pegar atrais do pé inprimero ganha.
O segundo jogo apresentado no evento chama-se brincadeira do macaco e foi explicado pelo aluno G, também com base em textos escritos em outro momento. Sucedeu-se a seguinte fala:
Meu nome é G, e a brincadeira do macaco é que, na verdade, os índios respeitam muito o macaco porque o macaco é parecido com o homem. Se brinca assim: Todo mundo tem que dar a mão e formar uma roda, aí depois tem que escolher um para ficar no meio, que vai ser o macaco, aí o macaco tem que tentar sair da roda. Aí (os que estão formando a roda) tem que tentar fechar a roda para não deixar o macaco sair. Se o macaco sair alguém dá um desafio pra todo mundo fazer.
Mais alguns minutos de demonstração se passaram, até que a última brincadeira foi apresentada.
Eu me chamo B e vou explicar a brincadeira da corrida da tora. A corrida da tora precisa de 10 participantes e precisa pegar a tora que é um pedaço de madeira grande, e colocar no ombro. Depois tem que sair correndo, quem chegar primeiro ganha.
Abaixo o texto escrito por um grupo de alunos sobre a corrida da tora:
Imagem 32: Texto Instrucional sobre a corrida da tora
Corrida da tora
Agente brincaçin: Agente sipinta todo de preto. Agente pega umpedaso de madera rdonda. Prisiza de 10 pessoa e tem que corer no meio da mata quem cega primero e o vencedor.
Para a realização dessa atividade algumas providências tiveram de ser tomadas na semana anterior, visto que precisaríamos utilizar a rua, isto é, sair da escola. Aproveitando-nos para mencionar um outro gênero textual, propusemos que algumas crianças escrevessem uma carta aos bombeiros solicitando o fechamento da rua para o evento:
Após a escrita, a professora Alice fez uma revisão gramatical e ortográfica da carta com a ajuda de toda turma, no quadro negro.
Chegou-se, assim, a este resultado:
27 de novembro de 2014 Senhores bombeiros,
No dia 02 de dezembro de 2014 vamos fazer um evento em nossa escola e vai ter uma corrida da tora que é uma brincadeira indígena. Só que precisamos fazer essa corrida na rua porque precisamos de um espaço bem grande. Vocês poderiam, por favor, fechar a rua para gente? Será no horário de 13h às 15h. Contamos com a ajuda de vocês. Compareçam ao nosso evento.
Abraços, Alunos do 1º ano D
Note que os conhecimentos implícitos do gênero carta revelam-se no texto acima quando aparecem elementos, como: a data em que a carta foi escrita, o vocativo, o corpo do texto, a despedida e a assinatura. Tais elementos foram sinalizados pelas próprias crianças a partir do questionamento da professora.
O corpo de bombeiros atendeu o pedido das crianças e forneceu a escolta necessária para a realização da corrida de tora, com revezamento, na rua.
A primeira parte do evento foi, então, encerrada com a apresentação de mais uma brincadeira de origem indígena pesquisada pelas crianças desde o início do projeto.
Compreendemos que este foi, então, mais um momento, no qual percebemos como as atividades lúdicas possibilitam a inserção da criança em grupos sociais promovendo a interação, a verificação de hipóteses, e estimulando a criatividade. Nesse sentido, concordamos com as críticas feitas por Kleiman (2009, p. 03) em relação ao pensamento de incompatibilidade entre brincadeiras e escola. Segundo a estudiosa não é necessário que as crianças abandonem as brincadeiras ao entrarem na escola, uma vez que tais atividades representam benefícios no que diz respeito ao desenvolvimento, a coordenação muscular, as faculdades intelectuais e a iniciativa individual.