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II. Dolaylı Bozulma: Eski maden hafriyat yerleri, örtü ve atık yığınları, maden binaları ile mineral zenginleştirme tesislerinin bulunduğu yerlerde toprak yapısı, su

2.6.5. Madencilik Faaliyetinin Çevreye Olan Etkiler

Buscaremos situar esta temática a partir de nosso percurso experiencial desde a condição de estagiários até à atuação profissional em oncologia pediátrica.

A oncologia pediátrica é a área da medicina que estuda o câncer em crianças, podendo ser caracterizada como o campo da psicologia da saúde que estuda a influência dos fatores psicológicos sobre o desenvolvimento e a manifestação do câncer infantil (Costa Jr; 1999).

Diante deste campo de conhecimentos, assistimos a inúmeras construções de significados e representações sociais da doença, que apesar de não constituir objeto de investigação, tornam-se importantes de serem destacados, a fim de conhecermos melhor o terreno que alicerça a prática desse psicólogo e que nos serve de referência no processo de compreensão de sua experiência com as crianças doentes.

De um modo geral, o câncer é tido como uma misteriosa malignidade e que até mesmo no nome é temido e tido como castigo e maldição. A palavra câncer é geralmente associada à imagem de um caranguejo, comparado a um destruidor invencível, que consome lenta e

secretamente o sujeito, e não apenas como uma doença. O câncer também é tido como uma "gravidez demoníaca" (Sontag, 1984).

A luta e a tentativa para encobrir o câncer parecem trazer à tona o uso das mais variadas denominações, tais como: aquela doença ruim, CA, aquela doença, etc. Talvez esses neologismos apareçam como uma das estratégias mais utilizadas pelas pessoas com o propósito de "amenizar", mesmo que só aparentemente, o estigma e a gravidade da doença. Além disso, parece ser uma forma de se "defender" dos perigos iminentes, de se "afastar" da reflexão sobre a morte e suas vicissitudes, e porque não dizer, uma certa tentativa de negar a condição humana de sermos seres finitos.

Em se tratando do câncer infantil, esse significado parece adquirir uma conotação ainda mais intensa e ampla, sobretudo se levarmos em consideração a demanda de cuidados físicos que sustentam a possibilidade de manutenção da vida da criança, tais como: alimentação, higiene, proteção, segurança, etc. A imaturidade biológica lembra-nos de seu desamparo existencial. A forma com que simbolizam as experiências dá-se de modo distinto do adulto, tendo em vista que ser criança é uma maneira singular de estar-no-mundo.

Os significados do câncer parecem "vir à tona" com mais propriedade depois da comunicação do diagnóstico, uma vez que as fantasias de outrora cedem lugar a uma constatação real de angústia, desespero, desamparo, sofrimento. O diagnóstico do câncer tem normalmente um efeito devastador, uma vez que traz, dentre outras coisas, a idéia de morte, o medo de mutilações e desfiguramento, a ansiedade diante de tratamentos dolorosos e das muitas perdas provocadas pela doença. Apesar das chances de cura, esta situação de sofrimento conduz a problemáticas psíquicas/emocionais que exigem do profissional psicólogo e da equipe, um determinado posicionamento de atenção e cuidados especializados.

No caso do câncer em crianças, a reação dos adultos é geralmente de espanto, compaixão, mal-estar, revolta e de sentimento de injustiça, uma vez que em nossa sociedade

ocidental não se “admite perder” a vida logo no início. Isto porque a morte ainda é considerada como sinônimo de castigo na cultura ocidental, que estimula a idéia do fim da vida como punição e não incorpora a morte como parte da existência. (Bromberg, 2000). Daí ser comum ouvirmos freqüentemente comentários do tipo: "ele era tão bom, porque morreu?”.

Além disso, encontra-se com freqüência nessas situações uma reação, por parte dos pais e/ou responsáveis, de entorpecimento, de negação e de dúvidas acerca da veracidade do diagnóstico da doença (Bromberg, 1996).

Sendo assim, recordamos ainda o que Heidegger (1995) pronunciou a respeito da morte. Para ele, começamos a morrer desde o primeiro dia que nascemos, ou seja, o homem para Heidegger é um ser para a morte, visto que esta é a única certeza que ele tem. E é em função disso que ele organiza e dá sentido à sua existência.

Uma doença grave como o câncer anuncia perdas e limitações de perspectivas, ou seja, traz uma certa quebra/interrupção no projeto de vir-a-ser-no-mundo. Em consonância às idéias de Heidegger, poderíamos pensar que o câncer parece intensificar a sinalização da morte, isto é, aproxima o homem de sua condição finita de ser Ser-aí lançado no mundo. E ao mesmo tempo, retira-lhe da superficialidade, promovendo um espaço de ressonância para que possa experienciar e ressignificar a falta de sentido inerente à própria condição ontológica.

Heidegger (1995) nos diz que o sentido que damos à vida depende do sentido que damos à morte, ou seja, a angústia que o ser sente diante da morte e do nada é que define a condição essencial da existência humana. Rocha (1999), por sua vez, assinala que a angústia suscitada pela condição de desamparo imprime marcas pela dor e pelo limite do não-ser. Por outro lado, pode suscitar não só a experiência angustiante do nada, como também, novas formas de manifestação do ser podendo constituir-se numa experiência estruturante da subjetividade.

O câncer infantil parece incluir-se nesta situação descrita pelos autores acima, envolvendo uma situação nova e ameaçadora com implicações amplas, que incluem: a comunicação do

diagnóstico, as fases de evolução da doença, o tratamento, as chances de cura e o próprio estigma da doença, dentre outros aspectos. Tal situação pode assustar a criança, seus familiares, e ainda, os profissionais envolvidos no tratamento, remetendo-os inexoravelmente à angústia. A dimensão da morte surge, então, como algo novo e pouco referenciado, cujo significado aparece de forma confusa, até mesmo pelas próprias limitações de desenvolvimento biológico, psicológico e cognitivo da criança.

A angústia parece atravessar a situação que envolve uma doença grave como o câncer (principalmente no que se refere aos pacientes e familiares), engendrando, ao mesmo tempo, um duplo caráter. O primeiro, diz respeito ao sentimento de estranheza, à sensação de vazio, à ameaça de não-ser, ou seja, aponta para a impotência humana diante da possibilidade da morte. E o segundo, refere-se a uma outra dimensão que parece situar o sujeito na sua capacidade de ressignificação das experiências consigo, com os outros e com o mundo, definindo-se pela busca de sentidos para tais experiências.

Valle (1997) assinala que diante de uma doença grave, o sujeito procura freqüentemente a razão do infortúnio, relacionando a doença a um acontecimento vivido, como forma de encontrar o seu significado, de buscar um sentido para o que se está vivendo.

A práxis do psicólogo situa-se em meio a representações diversas da doença, e envolve significados que vão além dos objetivos desta pesquisa. Além disso, é uma doença que desperta uma miscelânea de sentimentos. Sentimentos estes que denotam um certo ar de mistério, fantasias, preconceito, horror, compaixão, revolta. Temos a impressão de que estes elementos perpassam as experiências do psicólogo, permeando seu saber-fazer clínico cotidiano e trazendo-lhe implicações de natureza diversas.

Diante deste universo de significados da doença, o psicólogo constitui um profissional indispensável conforme preconizam algumas diretrizes de organização dos serviços de oncologia e a experiência de muitos profissionais da área, tais como Valle (1997), Françoso (1993), Perina (1994),

Carvalho (1994), Ribeiro (1994). É o psicólogo quem exerce um papel importante na busca de novas possibilidades para lidar com o sofrimento, a fim de que crianças, familiares e equipe possam ressignificar a experiência de adoecimento.

Nessa trajetória, os demais profissionais da equipe de saúde ocupam lugar central na vida das pessoas envolvidas no tratamento. É através deles que circulam as trocas verbais (comunicação), afetivas (segurança, atenção) e de reciprocidade. Ao que tudo indica, a presença de uma equipe bem integrada é requisito sine qua non para uma abordagem interdisciplinar de atendimento.

As significações múltiplas do câncer infantil e a unicidade de cada caso sugerem a importância do apoio psicológico e de uma equipe de saúde bem integrada. O foco deve estar nos pacientes, familiares e equipe e não mais na doença. Contudo, não se pode perder de vista as problemáticas intrapsíquicas, sociais e físicas que envolvem o processo do câncer em diferentes etapas do tratamento a fim de que o atendimento seja mais adequado e eficaz.

4.2. Nas entranhas da angústia e da morte: compreendendo a relação criança -

Benzer Belgeler