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Maddesi, 5216 sayılı yasanın 7-b ve 14 maddelerine göre değerlendirilmek ve hakkında karar alınmak üzere Büyükşehir Belediye Meclisine havale olunmuştur

Belgede KOMİSYON RAPORLARI (sayfa 33-54)

KOMİSYON RAPORLARI

Kanununun 8. Maddesi, 5216 sayılı yasanın 7-b ve 14 maddelerine göre değerlendirilmek ve hakkında karar alınmak üzere Büyükşehir Belediye Meclisine havale olunmuştur

Também nunca é demais lembrar que nos processos administrativos os princípios constitucionais (art. 5º, inciso LV) do contraditório e ampla defesa deverão ser preservados, sob pena de nulidade, a saber:

Artigo 5 º,

LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;

LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.

O Decreto nº 3.048/99, em seu artigo 179 determina, in verbis:

Art. 179. O Ministério da Previdência e Assistência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social manterão programa permanente de revisão da concessão e da manutenção dos benefícios da previdência social, a fim de apurar irregularidades e falhas existentes.

§ 1o Havendo indício de irregularidade na concessão ou na

manutenção do benefício ou, ainda, ocorrendo a hipótese prevista no § 4º, a previdência social notificará o beneficiário para apresentar defesa, provas ou documentos de que dispuser, no prazo de dez dias. § 2º A notificação a que se refere o § 1º far-se-á por via postal com aviso de recebimento e, não comparecendo o beneficiário nem apresentando defesa, será suspenso o benefício, com notificação ao beneficiário.

§ 3º Decorrido o prazo concedido pela notificação postal, sem que tenha havido resposta, ou caso seja considerada pela previdência social como insuficiente ou improcedente a defesa apresentada, o benefício será cancelado, dando-se conhecimento da decisão ao beneficiário.

§ 4o O recenseamento previdenciário relativo ao pagamento dos

benefícios do Regime Geral de Previdência social de que tratam o § 4o do art. 69 e o caput do art. 60 da Lei no 8.212, de 1991, deverá ser

realizado pelo menos uma vez a cada quatro anos.

§ 5o A coleta e transmissão de dados cadastrais de titulares de

benefícios, com o objetivo de cumprir o disposto no § 4º, serão realizados por meio da rede bancária contratada para os fins do art. 60 da Lei no 8.212, de 1991.

§ 6o Na impossibilidade de notificação do beneficiário ou na falta de

atendimento à convocação por edital, o pagamento será suspenso até o comparecimento do beneficiário e regularização dos dados cadastrais ou será adotado procedimento previsto no § 1o.

Como se sabe os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa representam instrumentos jurídicos indispensáveis à obtenção da Justiça e bem estar social.

Referidos princípios são inerentes ao direito de defesa justa, inclusive como forma de se garantir a bilateralidade do processo e o direito de acesso à Justiça.

Aliás, referidos princípios confirmam o ideal de obtenção da dignidade da pessoa humana e obtenção do bem comum.

Portanto, não há dúvida de que o procedimento administrativo instaurado para anular ato administrativo deverá respeitar o contraditório e ampla defesa.

Nesse sentido, invoca-se a decisão do Supremo Tribunal Federal - Repercussão Geral realizada no RE nº 594.296/MG com seguinte entendimento:

Embora a Administração esteja autorizada a anular seus próprios atos quando eivados de vícios que os tornem ilegais (Súmula 473/STF), tratando-se de anulação de ato administrativo cuja formalização tenha repercutido no campo de interesses individuais, tal medida não prescinde da instauração de processo administrativo, com obediência aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório (Cf. STF, RE 594.296/MG, Plenário, Ministro Dias Toffoli, DJ de 13.02.2012).

Adentrando no caso específico sobre a anulação da pensão por morte deferida a dependente que foi condenando definitivamente pela morte dolosa do segurado, já foi afirmado que a Administração Pública deverá cancelar referido benefício.

No entanto, conforme acima destacado, o artigo 5º, inciso LV da Constituição da República Federativa do Brasil destaca que os procedimentos administrativos e judiciais deverão obedecer aos princípios do contraditório e ampla defesa.

A Lei federal nº 8.213, de julho de 1991, ao tratar sobre a anulação da pensão por morte, determina, in verbis:

Artigo 74.

§ 1o Perde o direito à pensão por morte, após o trânsito em julgado, o

condenado pela prática de crime de que tenha dolosamente resultado a morte do segurado.

Como se constata, o legislador condicionou a anulação da pensão por morte à condenação criminal transitada em julgado.

O artigo 2º da Constituição da República Federativa do Brasil estipula:

Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

Cada um dos poderes exerce funções típicas e atípicas do Estado, sem perder a independência e harmonia fixada no texto constitucional.

Como a própria Lei determinou a anulação da pensão por morte concedida ao dependente que matou dolosamente o segurado com a condenação criminal transitada em julgado, também reconheceu a competência exclusiva do Poder Judiciário para apreciar a matéria penal.

Também é sabido que os Poderes são independentes entre si. Todavia referida independência não é absoluta, haja vista que, para manutenção da harmonia entre os poderes, impõe-se a flexibilização e intercomunicação de determinadas decisões.

Discorrendo especificamente sobre o Poder Judiciário, cabe salientar:

A posição do Poder Judiciário, como guardião das liberdades e direitos individuais, só pode ser preservada através de sua independência e imparcialidade. Por isso e de primordial importância, no estudo desse Poder do Estado, a análise das garantias que a Constituição institui para salvaguardar aquela imparcialidade e aquela independência. Algumas dizem respeito ao Poder Judiciário entendido como um todo, servindo para resguarda-lo da influência de outros poderes; outras concernem diretamente aos órgãos do Judiciário e particularmente a seus juízes.203

Uma vez fixado entendimento de que o Poder Judiciário possui independência e imparcialidade, inclusive para resguardá-los dos outros Poderes, cabe retomar o objeto do nosso estudo.

A própria Lei Federal n.º 8.213, de julho de 1991, remete ao Poder Judiciário a análise da culpa do acusado. Logo, uma vez ocorrendo a condenação criminal, não pode a Administração Pública descumpri-la.

Já alhures mencionado os efeitos extrapenais da sentença condenatória e absolutória, sendo certo que, o artigo 935 do Código Civil estabelece:

Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

203CINTRA, Antônio Carlos de Araújo Cintra, GRINOVER, Ada Pellegrini e DINAMARCO, Cândido Rangel Dinamarco, Teoria Geral do Processo, 26ª ed. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 182.

Possível afirmar que a sentença penal condenatória faz coisa julgada no juízo cível. Da mesma forma, a Administração Pública deverá acatar essa decisão, não tendo competência para reanalisar se o dependente possui ou não culpa pela morte do segurado.

Assim, a decisão penal de condenação do acusado vincula a instância Administrativa, impondo a anulação da pensão por morte.

Cabe agora avaliar a real necessidade de interposição de processo administrativo para o cancelamento do benefício previdenciário. O contraditório e ampla defesa, conforme já mencionado, são direitos assegurados às partes de processos em geral, como forma de respeitar a bilateralidade do processo.

No caso em tela, existem três elementos importantes e já bem destacados:

a) Percepção do benefício pensão por morte ao dependente;

b) Condenação criminal desse dependente, com certificação do trânsito em julgado, pela morte dolosa do segurado;

c) Impossibilidade da Administração Pública de rediscutir a matéria penal.

Tanto a conduta da Administração Pública (aceitação irrestrita da condenação criminal), quanto os efeitos desse reconhecimento (anulação do benefício) são incontroversos, aliado ao fato de que o dependente já teve garantido o princípio do contraditório e ampla defesa na esfera penal.

Defendendo a instauração de processo administrativo mesmo com sentença penal condenatória, impõe-se mencionar:

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

1. ADMINISTRATIVO. PESSOAL. CONDENAÇÃO PENAL. PERDA AUTOMÁTICA DE APOSENTADORIA.APC 20140110575317. ACÓRDÃO Nº 861.469.

PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO. CONSTITUCIONAL. SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA. PERDA AUTOMÁTICA DA APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE

DEVIDO PROCESSO LEGAL ADMINISTRATIVO. RECURSO PROVIDO.

1. O mandado de segurança, remédio de natureza constitucional, tem a finalidade de proteger direito líquido e certo do impetrante quando violado por ato de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de função pública.

2. O apelante que teve sua aposentadoria concedida, com proventos integrais, porém está sem receber seus proventos de aposentadoria, sem que tenha sido instaurado processo administrativo com esta finalidade. Daí a razão da impetração deste Mandado de Segurança. 3. Segundo entendimento do STJ, “o efeito da condenação relativo à perda de cargo público, previsto no art. 92, inciso I, alínea b, do Código Penal, não se aplica ao servidor público inativo, uma vez que ele não ocupa cargo e nem exerce função pública” (...) Configurando a aposentadoria ato jurídico perfeito, com preenchimento dos requisitos legais, é descabida sua desconstituição, desde logo, como efeito extrapenal específico da sentença condenatória; não se excluindo, todavia, a possibilidade de cassação da aposentadoria nas vias administrativas, em procedimento próprio, conforme estabelecido em lei. Ministra LAURITA VAZ. REsp 1317487 - . DJe 22/08/2014.

4. A suspensão do pagamento da aposentadoria ao recorrente, apenas com fundamento na existência de uma sentença penal condenatória, ainda que transitada em julgado, sem que lhe fosse garantido o direito de defesa, através de um procedimento administrativo instaurado com tal finalidade, fere o direito constitucional ao devido processo legal, além do que, não há previsão legal nesse sentido e não pode dar efeito ampliado à norma contida no art. 92, I, “b”, do Código Penal.

5. Recurso provido (grifo nosso)

Todavia, como a própria Constituição da República Federativa do Brasil garante aos acusados, o atendimento do princípio do contraditório e ampla defesa, tanto nos processos judicias quanto nos administrativos, sem qualquer exceção, necessária é a abertura de procedimento administrativo, onde o dependente poderá apresentar defesa para a anulação da pensão por morte.

Belgede KOMİSYON RAPORLARI (sayfa 33-54)

Benzer Belgeler