3. BULGULAR
3.1. Birinci Alt Probleme Ait Bulgular
3.1.2. İkinci uygulama sonucunda elde edilen bulgular
3.1.2.1. İkinci uygulama sonrasında yapılan analiz sonuçları 61
3.1.2.2.2. Madde ayırt edicilikleri 0,19 ile 0,30 arasında
Em saúde mental, o trabalho com pessoas e famílias assume frequentemente a forma de grupos. Com o trabalho de grupo, o enfermeiro tem a oportunidade de chegar a um maior número de pessoas de uma só vez, levando os indivíduos a ajudar-se entre si e a partilhar os seus sentimentos, opiniões, ideias e comportamentos, aprendendo uns com os outros num contexto de grupo.
Os enfermeiros podem liderar vários tipos de grupos terapêuticos, como os de educação, treino de assertividade, apoio, entre outros. Dirigir grupos terapêuticos encontra-se no domínio da prática de enfermagem que, como corrobora Townsend (2011, pp. 173-174), “é uma abordagem terapêutica tão comum na disciplina da psiquiatria [que] os enfermeiros que trabalham neste campo devem empenhar-se continuamente na expansão do seu conhecimento e utilizar os processos de grupo como intervenção significativa na enfermagem psiquiátrica”. A escolha da realização de um grupo terapêutico na instituição referida, procurava dar resposta ao diagnóstico de situação previamente efetuado por mim e pela equipa multidisciplinar da UCC da Lapa, no qual se identificaram necessidades relacionadas com o processo de transição adolescência – maternidade – institucionalização. Esta possibilidade terapêutica de uma intervenção em grupo iria permitir trabalhar ao nível das relações interpessoais e perceber as estratégias que cada adolescente utiliza para lidar com a situação e as transições que vivenciam.
Estava igualmente prevista a sua continuidade através da parceria formal já existente entre a instituição e a UCC da Lapa. Estas parcerias entre instituições deveriam permitir através de uma mobilização de recursos humanos um melhor aproveitamento dos mesmos na prestação de cuidados, e contribuir para a educação e promoção da saúde a nível comunitário.
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Na realização deste estágio, no entanto, surgiram alguns constrangimentos no contexto comunitário. Como já referido no subcapítulo 3.2, houve uma sucessão de obstáculos que impediram a realização do grupo terapêutico na instituição.
Apesar de estar acordado em protocolo a tarde de segunda-feira para intervenção dos profissionais da UCC da Lapa, a impossibilidade deste horário por parte da instituição levou a uma prolongada indecisão entre os seus profissionais na procura de um novo dia e hora, justificando com a sobreposição de atividades da instituição, já existentes e a serem concebidas.
Depois de uma resposta positiva com dia definido, outro constrangimento se colocou. Alguma falta de organização dos profissionais da instituição e disposição para elucidar as adolescentes acerca da importância do grupo e da recente existência do mesmo, não favoreceu a comparência de adolescentes suficientes para uma ideal interação em grupo.
As mesmas foram igualmente e antecipadamente abordadas por mim, foram explicitados os motivos, objetivos e vantagens do grupo, mas mesmo após combinação semanal não compareciam adolescentes suficientes para iniciar o mesmo. O facto de ser um grupo de adolescentes, com características próprias e frequentemente vistas como jovens com comportamentos rebeldes e desafiadores, foi possivelmente um dos motivos da sua resistência ao compromisso.
A inesperada impossibilidade de horário e a contínua resistência à intervenção em grupo fez emergir em mim alguma frustração e desânimo. Sinto que a criação de um grupo terapêutico nesta instituição e com estas adolescentes conduziria à sua aprendizagem e desenvolvimento, ajudando-as na compreensão das suas emoções e sentimentos, medos e angústias, e na resolução das suas dificuldades e conflitos.
De acordo com a literatura, o potencial terapêutico do trabalho em grupo traria efetivamente maiores benefícios. Como refere Clark (1994) citado por Townsend (2011), as funções dos grupos vão depender da razão pela qual foram formados. Em grupos de apoio/terapêuticos, os enfermeiros participam frequentemente com a finalidade de evitar preocupações futuras, ensinando modos eficazes de lidar com o stresse emocional que tem origem em crises situacionais ou de desenvolvimento.
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Não sendo possível utilizar esta metodologia de intervenção em grupo, já durante o estágio tive de adotar outra estratégia, a da intervenção individualizada e contínua, realizando igualmente um estudo de caso como metodologia.
Com a realização de duas sessões terapêuticas por semana, esta metodologia permitiu realizar um estudo dos problemas e necessidades da adolescente, procurando a melhor estratégia para ajudar na solução ou regressão dos problemas identificados.
Apesar da não realização do grupo terapêutico, não tendo assim oportunidade de operacionalizar esta intervenção, as sessões individuais permitiram um trabalho mais profundo ao nível da relação terapêutica dual, onde a implicação do enfermeiro é, necessariamente, mais intensa e em que a mobilização de competências de âmbito psicoterapêutico e socioterapêutico são indissociáveis do processo relacional.
Os constrangimentos que surgiram, no entanto, foram úteis para desenvolver e demonstrar a capacidade de reação perante situações imprevistas e complexas, como frequentemente é esperado do enfermeiro especialista.
Pessoalmente, senti alguma dificuldade na realização deste relatório pois o ato de escrever provoca-me alguma ansiedade. É sempre difícil relatar fielmente tudo aquilo que foi experienciado, ficando sempre a sensação da escrita estar aquém da realidade. No entanto, a sua elaboração permitiu sistematizar a aprendizagem, refletir, analisar e avaliar a evolução das competências.
Fica igualmente evidente a necessidade de continuidade deste trabalho, de forma mais detalhada e estruturada e com intervenção num maior número de adolescentes, visto apenas terem sido iniciados os primeiros passos neste percurso.
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6. CONCLUSÃO
Enquanto futura EEESM, este percurso formativo constituiu uma etapa de aprendizagem contínua que permitiu adquirir e desenvolver competências específicas na área da saúde mental e psiquiatria. Numa perspetiva especializada, este estágio evidenciou a importância da comunicação interpessoal e da relação de ajuda à pessoa/família, possibilitando o levantamento das necessidades de cuidados de enfermagem a prestar na promoção da saúde mental, na prevenção da doença mental e em situação de crise.
Durante o estágio na UIPIA foi possível desenvolver um conhecimento mais aprofundado sobre as situações de crise em saúde mental na infância e adolescência. Desenvolvi competências especializadas através da prestação de cuidados de enfermagem diferenciados, onde o estabelecimento da relação terapêutica se demonstrou de extrema importância neste processo de transição em que o adolescente e família se encontram. É essencial identificar os problemas e as necessidades específicas do adolescente e família, implementando um plano de cuidados individualizado com base nos diagnósticos de enfermagem e resultados esperados.
No contexto comunitário, o facto do estágio ter decorrido na UCC da Lapa vai possibilitar a continuidade das intervenções já iniciadas com a população de mães adolescentes. O EEESM encontra na dimensão saudável da pessoa, família, grupo ou comunidade uma área de atuação de excelência, onde a sua formação o capacita de uma maior consciência e conhecimento de si e dos outros, transmitidas pelas vivências e processos de autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e profissional.
Após a intervenção individualizada e continuada com uma mãe adolescente institucionalizada, foi possível constatar que o estabelecimento de uma relação terapêutica eficaz promove o crescimento, o desenvolvimento, a maturidade, um melhor funcionamento e uma maior capacidade de enfrentar a vida. A promoção da saúde mental da mãe adolescente preconiza a prestação de cuidados e ajuda necessária para manter ou melhorar as suas capacidades e habilidades, bem como um padrão de funcionamento saudável e satisfatório. O EEESM
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deverá ter assim a capacidade para analisar e individualizar estratégias através de ações como ensinar, orientar, apoiar, capacitar, assistir.
Toda a pesquisa efetuada e os resultados obtidos demostram a importância desta abordagem na promoção do bem-estar e qualidade de vida da mãe adolescente. Na maternidade na adolescência, a promoção e proteção da saúde mental são assim as palavras-chave. O EEESM deverá identificar os contextos de risco e atuar junto da respetiva população, no sentido de lhes fornecer informação, orientar e aconselhar, de modo a garantir uma maternidade com o mínimo de riscos possíveis, através de um acompanhamento continuado, e nunca esquecendo que se trata de uma pessoa, de uma adolescente, de uma mãe, que necessita de ajuda para enfrentar a realidade.
A etapa formativa descrita possibilitou o percorrer de um caminho de descoberta e investimento numa área de atuação da enfermagem, a saúde mental e psiquiatria, com aplicabilidade em todos os domínios do binómio saúde/doença e ao longo do ciclo de vida do indivíduo. É esta integralidade que suscitou e suscita a ambição de adquirir as competências específicas do EEESM e desenvolver uma prática avançada de forma contínua e consistente.
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