• Sonuç bulunamadı

2.3 Avrupa Birliği

2.3.2 AB Ortak Dış ve Güvenlik Politikası

2.3.2.2 Maastricht, Amsterdam ve Nice Antlaşmaları ve ODGP

Incluem-se nessa categoria, da provisão das necessidades humanas, ações e práticas realizadas nos tempos livres, que atendem às necessidades biológicas e fisiológicas, social- mente padronizadas, tais como: comer, beber, fazer sexo, dormir. Estas práticas produzem uma satisfação agradável e se repetem diariamente em razão das necessidades humanas, em

99 ritmos já organizados: a hora de comer, de dormir, da higiene corporal, entre demais ações que ocorrem com determinada frequência e duração, de acordo com o organismo de cada in- divíduo e com seus costumes e práticas culturais. Em relação a essas necessidades a pesquisa evidenciou 86 menções no decorrer da semana e 113 menções no final de semana, ocupando aproximadamente 36,9% dos tempos livres docentes, sendo que 11,8% das menções foram dos homens e 10,9%, das mulheres, no decorrer da semana, enquanto no final de semana essa ocupação passa para 6,6% das menções dos homens e 7,6%, das mulheres. Desse modo, tan- tos os homens quanto as mulheres realizam as ações relacionadas às necessidades humanas com maior frequência no decorrer da semana, conforme demonstra o gráfico a seguir:

Gráfico 15 – Provisão das necessidades humanas – por sexo

Masculino – Segunda a quinta Feminino – Segunda a quinta Masculino – Final de semana Feminino – Final de semana

Alguns destes tipos de ações citadas pelos sujeitos podem se tornar uma atividade de lazer e entretenimento, quando saem da rotina, como, por exemplo, almoçar fora de casa, dormir em um hotel, fazer sexo em motel, dentre outras, pois, de acordo Norbert Elias e Erich Dunning (1992), no espectro das atividades do tempo livre, uma mesma atividade pode ter função diferente nos tempos cotidianos, realizando-se de modo distinto, variando entre um e outro contexto, uma e outra situação.

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a) A alimentação

A pesquisa revela que mais da metade dos sujeitos pesquisados almoçam nos horários socialmente determinados, contudo há um número relevante de docentes que não têm a mes- ma prática, sendo que a maioria deles/as são mulheres, conforme o gráfico a seguir:

Gráfico 16: Prática de alimentação em horário convencional – por sexo

Em relação aos períodos destinados à alimentação, eles ocorrem, na maioria das vezes, na própria escola, pois esta é uma forma de “ganhar tempo”, já que o deslocamento até a casa consome, em média, 30 a 40 minutos, no conjunto das duas horas destinadas a esse fim, apro- ximadamente. As condições em que as/os docentes se alimentam também não são as mais saudáveis, pois são marmitas preparadas por elas/eles mesmos, quando não encomendadas em restaurantes nas proximidades da escola.

A prática de alimentação é tão comum no ambiente de trabalho que os colegas se ajun- tam para comprar forno micro-ondas para deixar na sala dos professores. Mais corrido ainda é o almoço das/os docentes que vão almoçar em casa, pois nem sempre a alimentação está pron- ta por completo. O pouco tempo do horário de almoço também é para preparar as crianças para irem à escola, para resolverem algum problema em bancos ou comércio. Assim, “mal engolem a comida”, como declara a professora Telma:

Bem, eu praticamente todos os dia almoço na escola mesmo. Levo marmita ou compro uma lá em um restaurante próximo. Só que tem dias que eu preci- so resolver problemas no banco, marcar um consulta, comprar alguma coisa

101 no centro, aí eu faço isso no horário de almoço. Nesses dias a gente mal en- gole a comida em qualquer lugar, e imediatamente tem que voltar para a es- cola (Entrevista concedida pela professora Telma, em 20 de outubro de 2013).

Outras/os docentes costumam almoçar fora da escola, em restaurantes da sua escolha, assim “sobra mais tempo” para descansar. No entanto, é uma despesa enorme no final do mês, pois se paga em média 10 a 12 reais em uma marmita, e entre 20 e 34 reais em um quilo de comida. Almoçar na escola, e até mesmo em restaurantes próximos a ela, tem suas vantagens e desvantagens, como podemos observar no diálogo entre as professoras Mary, Jose e Alice:

Professora Mary - No meu tempo de almoço eu fico na escola. Eu descan-

so, não faço nada da escola. Saio pra almoçar, volto pra escola. Eu não tenho tempo suficiente pra chegar a minha casa e voltar pra escola, quando eu faço isso chego à escola suada, estressada. Eu não vou parar ali, pra esperar um ônibus que vem ali num sei daqui a quantos minutos e que eu vou chegar em casa, fazer e engolir a comida e correr de novo pra escola, pra ficar com cri- ança de quatro anos. Eu vou chegar virada no saci, eu prefiro ficar na escola (...). Então eu prefiro ficar ali, porque eu tô mais descansada, almoço e volto pra escola, ou então resolvo o que tenho que resolver no centro, por ali mesmo, quando dá tempo, porque quando é coisa de banco o tempo não dá, às vezes não dá porque a fila é enorme. Uma coisa que me irrita, é quando eu vou pagar a escola da minha filha. Se eu for ficar na fila do banco, é um tempo enorme lá, que às vezes eu nem consigo, tenho que ir depois. Agora, também não faço mais nada da escola, eu não faço nada! Eu não atendo nem pai de aluno, se chegar na janela, bater ali, eu não atendo não, é meu tempo, é meu horário, Antes, até eu ainda ficava, abestalhada, eu ficava ali, saía a meninada, não tinha porteiro na escola, então quando dava 11h30 que faltava todo mundo, aí ficava sempre três, dois meninos pra você entregar depois. Aí eu fui acordando (risos), eu digo: “Não fico, se a irmã que mora lá, que tem

a casa lá, quando bate o sininho dela, ela larga tudo que ela tá fazendo e corre pra mesa dela, então não sou eu que vou ficar fazendo o papel de ou- tra pessoa que teria que estar ali na escola e não está, porque ela não tem autonomia de dizer: Eu quero um porteiro pra lá.” Por ser criança, o portão

tá lá sozinho, mas ela não resolve situação nenhuma. Então eu resolvi fazer assim: 11h30 eu já saio da sala e tchau. Boto os meninos pra outra sala. “Fi-

quem lá na outra sala que é mais próxima do portão, que os seus pais vão te

ver e te chamar”. E me mando para fora, vou lá pra secretaria e fico lá. Aí,

aí é a hora que eu acesso a rede social, que eu leio os meus e-mails, né? Que eu fico ali, vou almoçar, volto, fico ali até umas 12h58, os meninos tão tudo chegando e eu ainda tô ali, não vou pra sala. Agora, deu 13h eu estou lá na sala. Fora desse horário, não tem chuva e nem tem sol, botou o menino pra dentro, tome conta quem botou, porque eu não vou me responsabilizar, não me responsabilizo. Mãe de aluno que chega lá dizendo: “Ah! eu quero falar

com a professora”. Aí eu respondo: “Oh, eu estou no meu horário de almo-

ço, viu? A partir das 13h eu estou disponível”. E se eu não estivesse na esco-

la? Eu não iria atender, então não é porque a minha pessoa tá ali, (risos) que eu vou ter que parar, pra conversar coisa de escola, entendeu? Não faço não. Outra mãe chega meio dia e meia, ai pergunta: “A professora já está ai? É

102 Ai eu digo: “Querida, tô no horário de almoço, só retorno às 13h”. Ai elas dizem assim: “Essa daí é pescoço, essa daí é carne de pescoço” (risos). A mãe de outro chegou lá: “Ah eu quero falar com a professora”. Aí chega a irmã: “Ah, a mãe de fulano tá aí, querendo falar com você”. Eu respondi:

“São 12h45, eu tô no meu horário de almoço, agora eu não falo com nin- guém”.

Professora Alice: Não, tem que ser assim mesmo!

Professora Mary: Claro, que tem que ser assim, e ainda mais lá na escola,

se você abrir a guarda, usam e abusam, é tanto que eles nem pedem nada pra mim fora do meu horário. Deu meu horário eu digo: “Oh! eu vou ali, toma

conta aqui”. Tem dias que fica criança lá até quase uma hora, esperando o

pai, já ficou menino lá até dez pra uma da tarde, e que deveria sair 11h30.

Professora Jose: Na hora do almoço eu sempre faço alguma coisa, sempre

eu estou ali querendo fazer alguma coisa, referente ao meu trabalho. Ou eu tô lendo alguma coisa, estudando alguma coisa, não ligo não, eu faço sim.

Peofessora Mary: Você tem consciência de que é uma hora a mais que você

tá colocando na sua jornada de trabalho?

Professora Jose: Hum (pensativa) sei. Eu sei, mas eu já estou tão habituada

não sei o porquê.

Professora Mary: Já faz que nem sente?

Professora Jose: É, faço que nem sinto, assim... (interrompida por Alice) Professora Alice: ...e com isso você tá contribuindo com o sistema, sendo

explorada (Grupo Focal nº. 04, em 14 de maio de 2013)

O diálogo entre as professoras revela que o intervalo do almoço também pode ser um tempo usurpado para o trabalho, seja ele para o trabalho doméstico e para os serviços da ad- ministração da casa, seja para o próprio trabalho docente. Pode ocorrer, naquele período que seria para o almoço, a continuidade do trabalho, se a/o docente permanece na escola. Neste caso, pode parecer que estar na escola é ficar disponível para o trabalho, por isso, como desta- ca a professora Mary, muitos pais levam seus filhos mais cedo ou custam a buscá-los, esque- cendo-se que as/os professoras/es têm apenas entre uma e duas horas para se alimentarem, descansarem e retornarem à labuta. A própria escola reproduz essa prática social quando acei- ta, principalmente em escolas da Educação Infantil, a chegada de crianças mais cedo, porque os seus responsáveis têm compromissos de trabalho ou de lazer. De outra parte, até mesmo quando as/os docentes vão para sua casa, logo após o almoço ou concomitantemente, estão já pesquisando temas das aulas, fazendo correção, pois os tempos liberados do trabalho para esse fim são insuficientes.

103 c) Relações amorosas

Com o advento do século XXI, a sexualidade, as relações amorosas, os relacionamen- tos ganham outros contornos, devido, sobretudo, às transformações culturais que modificaram em grande escala o papel familiar e reprodutivo da mulher, a sexualidade dos jovens, a con- cepção das relações amorosas e, principalmente, em virtude da separação entre reprodução e sexualidade, conforme ressalta Alberto Melucci (2004).

Essas mudanças, segundo o autor, provocaram a afirmação de uma cultura autônoma, que foi se desvinculando dos padrões tradicionais e modificando os comportamentos sexuais, mesmo com muitas continuidades. A experiência sexual, antecipada no tempo e ampliada em seus significados, fez emergir aspectos comunicativos e de socialização, enquanto anulou, quase por completo, a sua finalidade reprodutiva. Nesse sentido, não se pode negar o papel fundamental da nova cultura da mulher, que muito contribuiu largamente para a mudança do significado da sexualidade, tradicionalmente negada ou tolerada pelo imperativo da materni- dade. A sexualidade feminina adquire autonomia, através da nova consciência formada e da rejeição da subalternidade e rigidez dos papéis familiares que fixaram às mulheres o destino de serem mães e esposas.

Prosseguindo suas considerações acerca dos sentidos amorosos, Alberto Melucci (2004) salienta que essas mudanças abriram precedente para que, principalmente as gerações mais novas, pudessem viver a sexualidade como escolha: fonte de prazer, instrumento de co- municação entre os corpos, desvinculada da reprodução. “A sexualidade humana tornou-se um campo de experiência aberto ao possível, uma área de investimento simbólico confiado àqueles que a vivem” (p. 145).

Nesse contexto, encontramos dentre as professoras e professores pesquisadas/os, vari- as situações afetivo-amorosas, as quais confirmam como tais mudanças apresentadas pelo autor abalaram de alguma forma os sentidos das relações:

Eu sou casada, tenho um filho de 05 meses e está sendo uma experiência no- va (tanto o casamento, quanto a maternidade) e muito prazerosa (Professora Kelle, mensagem pela internet, em 18 de fevereiro de 2013).

(...) atualmente estou separada, aliás, o casamento não estava dando certo, estávamos brigando muito. Então, resolvemos dar um tempo, aliás, separar mesmo, mas como nós nos gostamos muito, sem falar que nos damos muito bem na cama (kkkkk), resolvemos então cada um morar em sua casa, mas

104 continuarmos juntos. Isso já faz quase um ano e está dando muito certo (Pro- fessora Lívia, mensagem pela internet, em 06 de fevereiro de 2013).

Você me perguntou sobre as relações amorosas, fora da escola, é lógico (kkk), bem, eu sou um cara muito recatado, já tive muitos relacionamentos, fui casado, tive um filho, aí depois eu me separei. Antes mesmo de separar eu sentia atração por pessoas do mesmo sexo, entendeu? Aconteceu que hoje a minha orientação sexual é homossexual, vivo com uma pessoa há mais de 10 anos, eu na minha casa ele na dele, é isso (Professor Jonas, mensagem pe- la internet, em 23 de julho de 2013).

O campo da sexualidade apresenta-se como um laboratório, na expressão de Alberto Melucci (2004), no qual se pratica, se experimenta modelos culturais distintos, pluralidade que hoje é mais evidente nas relações entre casais. Além do casal tradicional, monogâmico e heterossexual, surgem novas opções, possibilidades de coexistências de outras relações: a homossexualidade, os solteiros que vivem em relações esporádicas, parceiros que vivem jun- tos, fora de uma relação matrimonial estável e outras.

Dentre as/os docentes pesquisadas/os, constatamos que a maioria delas/es mantém um relacionamento estável ou temporário, contudo existem professores (8,3%) e professoras (25,8%) que se mantêm sem relacionamento amoroso, como podemos observar no gráfico a seguir:

105 Em relação aos tempos reservados para as/os companheiras/os, mesmo vivendo tem- pos apertados, imprensados entre o trabalho da escola e o trabalho da casa, em seus tempos livres as/os professoras/es dispõem de tempo para conversar com a/o companheira/o, sair jun- tos para almoçar ou jantar, eventualmente, ir à igreja, ir à praia com as/os filhos e demais ati- vidades que fazem em família.

Constatamos também que as professoras, por estarem sempre fazendo duas ou três ati- vidades ao mesmo tempo, separam uma fração de tempo para estar com o esposo. Já este último dispõe de muito mais tempo para a companheira. Segundo eles, estão com elas na hora dos trabalhos domésticos, fazendo uma coisa e outra, auxiliando no que é possível, assistem à TV juntos, compartilham atividades que são realizadas mais no interior da casa do que fora dela.

Deve-se considerar, ainda, conforme Alberto Melucci (2004), que os ritmos urbanos, os conflitos no âmbito profissional e o estresse, o tempo cada vez mais crescente dedicado ao trabalho, as preocupações familiares, têm abalado as relações amorosas de tal forma que ou- tras relações estão sendo inventadas, como, por exemplo, as relações amorosas virtuais, como nos relatou o professor Márcio:

Hoje eu passei o dia inteiro em casa. Geralmente todos os domingos são as- sim. Amanhã preciso trabalhar bem cedo, então o domingo é mais leve. A- proveitei para pesquisar umas coisas na internet, planejar umas aulas e tam- bém namorar (kkkkkk). Lógico, ninguém é de ferro. Minha namorada mora aqui em Porto mesmo, só que ela mora no centro e eu aqui no bairro, no Bai- anão. Então a gente fica namorando pela internet, pelo Skype, sabe? Assim, dá pra matar a saudade, a gente se ver no Skype, conversa pelo face, é muito bom. Quando a gente fica muito tempo sem se ver, porque ela trabalha na saúde e ai as nossas folgas nem sempre coincidem, então a gente aproveita qualquer tempinho, pelo celular, pela internet. Outro dia tava contando isso pra um colega e ele disse: “Rapaz, como é que você aguenta? Não é a mes-

ma coisa.” Ai eu disse que ele tava enganado, porque o negócio é bom de-

mais, dá pra rolar até sexo (kkkkkkkkkkkk). Desculpe tá falando essas bes- teiras, é para espairecer, mas é verdade (Professor Márcio, mensagem pela internet, em 11 de agosto de 2013).

Paquerar, namorar, amar no ciberespaço tem sido uma realidade constante, principal- mente entre aquelas/es que experienciam a escassez de tempo. O espaço virtual proporciona uma proximidade instantânea, através das redes sociais, de skype, de whatsapp e outros supor- tes virtuais. Pode-se dizer que os encontros presenciais são subtraídos, enquanto os contatos via rede aumentam significativamente entre pessoas de sexo, geração, situação social, econô-

106 mica e cultural distintas. Muitas dessas pessoas se relacionam via rede durante longos perío- dos, com codinomes, para somente depois de certo tempo se conhecerem presencialmente.

O professor Marcio fala da sua experiência de namoro na internet, concomitante ao pe- ríodo no qual ele prepara as aulas e pesquisa algum assunto do seu interesse. Mesmo morando na mesma cidade, que é relativamente pequena, devido à falta de tempo, por causa das suas profissões, o casal não se encontra com frequência e utiliza os meios tecnológicos e a rede para estreitar os laços. É um namoro em tempo real, como disse o professor, possível de “ro-

lar até sexo”, encontros que matam a saudade, afloram desejos, pulsões, paixões, em frações

de tempo e em tempo real.

Nesse contexto, diante das mudanças que ocorreram no campo das relações afetivas e daquelas que hão de vir, do ponto de vista de Alberto Melucci (2004), faz-se necessário en- contrar novas palavras para dar nome ao amor, ou seja, as matizes do sentimento desvincula- do das obrigações - longo, mas também passageiro, fixo, mas também temporário. São neces- sários novos termos para se compreender encontros distintos e plurais entre homens e mulhe- res, sem preocupação com a reprodução, mas com a satisfação pessoal, com o prazer que se fundamenta na escolha, na comunicação possível do encontro entre os indivíduos.

Em relação à pratica sexual, mais especificamente, há uma diferença significativa en- tre os sexos. A pesquisa revelou que os professores (91,2%) praticam sexo com mais frequên- cia do que as mulheres (61,1%), sendo que, dentre estas, aproximadamente 31,5% praticam sexo eventualmente, como ilustra o gráfico a seguir.

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2.3.4. O cuidado de si

No espectro dos tempos livres no cotidiano docente, no cuidado de si destacam-se três possibilidades: cuidados com a saúde, cuidados relacionados às atividades físicas e cuidados com o corpo, em termos estéticos, dimensões relacionadas entre si, porém distintas para efeito de análise. Houve 242 menções sobre essas práticas, ocupando 13,7% dos tempos livres do- centes no decorrer da semana, sendo que 5,5% das menções foram dos homens e 8,2%, das mulheres. Já no final de semana essa ocupação com o cuidado de si diminui significativamen- te para 8,7%, sendo que 2,4% das menções foram dos homens e 6,3%, das mulheres.

Nos gráficos abaixo podemos observar a distribuição das atividades para o cuidado de si, separadas nas três possibilidades citadas acima. Em relação às práticas relativas ao cuidado com a saúde, dentre outras ações, destacam-se entre as mais citadas pelos sujeitos: ir ao médi- co; fazer acupuntura; ir ao posto de saúde; ir ao hospital; fazer exames de rotina; fazer terapia. No geral, obtivemos apenas 10 menções dessas práticas no decorrer da semana. O equivalente a 3% das menções foram dos homens e 7%, das mulheres. Já no final de semana, as menções baixaram para duas, citadas exclusivamente pelas mulheres (2,0%). Pode-se inferir que elas ocupam mais os seus tempos livres com o cuidado da saúde do que eles, mesmo subsumidas pelos períodos dos diversos trabalhos que desempenham.

108 Gráfico19: Cuidados com saúde Gráfico 20: Cuidados com o corpo

Gráfico 21: Atividades físicas Legenda:

Masculino – Segunda a quinta Feminino – Segunda a quinta Masculino – Final de semana Feminino – Final de semana

No que concerne às atividades físicas, entre outras, as práticas mais recorrentes foram: corrida; caminhada; natação; academia; musculação, capoeira, artes marciais; pilates; futebol, baba21. No geral, foram 91 menções no decorrer da semana e 41 menções no final de semana, ocupando aproximadamente 9% dos tempos livres docentes no decorrer da semana, sendo que