5.2 Sınırsız Ara Stok Problemi
5.2.4 m Makineli Sistem
Com base em Romanelli (1985), a Educação Superior brasileira é de origem recente, quando comparada com a europeia, a americana do norte e mesmo com a latino-americana. Com a transferência da Corte portuguesa para a Colônia, em 1808, os primeiros cursos superiores foram estabelecidos: um curso de partos em Salvador da Bahia; a Faculdade de Direito em Recife e em São Paulo; e a Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro e em Salvador. Na data da Proclamação da República, em 1889, o País contava com cerca de 2 mil estudantes de nível superior congregados em cursos de direito, medicina e engenharia, baseados em modelo napoleônico7 de escolas profissionais isoladas (não universitárias), nas principais capitais do País.
A partir de 1900, a iniciativa privada criou seus próprios estabelecimentos de ensino superior, pois até então não existiam mais do que 24 escolas superiores, e as que
7 O modelo napoleônico de universidade é caracterizado por escolas isoladas de cunho profissionalizante, com dissociação entre ensino e pesquisa e grande centralização estatal.
surgiram eram basicamente de iniciativa confessional católica ou de iniciativa de elites locais, ressaltando que algumas contavam com o apoio de governos estaduais, enquanto outras dependiam exclusivamente da iniciativa privada, dentre as quais destacamos a Universidade do Paraná, em 1912, que surgiu devido à iniciativa de grupos políticos e de empresários locais, oficializada pela Lei Estadual nº 1.284 (ROMANELLI, 1985).
Segundo Ferreira (2009), a Universidade do Rio de Janeiro, em 1920, foi a primeira instituição a assumir duradouramente o status de universidade. Só em 1934 a Universidade de São Paulo (USP) e, em 1935, a Universidade do Distrito Federal (UDF), todas elas, conforme Sguissardi (2006b), com os traços do modelo universitário humboldtiano8.
Foi no período da República populista (1954-1964) que ocorreu a criação de grande parte das universidades federais brasileiras, que buscou seguir o modelo da modernização do sistema da educação superior norte-americana, apesar de ter-se constituído a partir da reunião e federalização de faculdades estaduais ou privadas existentes. Durante a ditadura militar (1964-1982), apesar das sérias consequências que teve sobre a vida acadêmica, foi o período em que o processo tardio da universidade brasileira recebeu mais impulso (CUNHA, 2007); a partir do esgotamento desse regime, com os movimentos pela democratização do País, surgem, na década de 1980, novos debates sobre os rumos da universidade pública. Urgia naquele momento a discussão sobre o papel da universidade no processo de democratização.
O cenário da educação superior a partir da década de 1980 caracterizou-se pela privatização e fragmentação institucional, com as universidades públicas demonstrando heterogeneidade em relação ao tamanho e à qualidade do trabalho acadêmico. A seu lado havia instituições de pequeno porte, geralmente privadas e de qualidade duvidosa, que conferiam diplomas com o mesmo valor legal que as universidades e não necessitavam articular ensino e pesquisa.
Fávero (2006) relata que nessa época as discussões em relação ao papel da universidade giravam em torno de duas posições: os que defendiam como suas funções básicas a de desenvolver a pesquisa científica, além de formar profissionais, e os que consideravam ser prioridade a formação profissional. Salienta também a existência de uma terceira posição, em que a universidade só poderia assim ser considerada se se
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A noção de cultura e Estado a que está ligado o modelo humboldtiano tinha seu propósito na obrigação deste de subordinar o interesse profissional ao espírito crítico-reflexivo. Já a preocupação da universidade napoleônica era com a estabilidade do Estado e, para isso, centralizava as atividades de ensino e as
tornasse um foco de cultura, de disseminação de ciência adquirida e de criação da ciência nova.
Cabendo-lhe a atribuição específica de “produzir conhecimento e torná-lo acessível” (BOTOMÉ, 1992), tem-se que o compromisso que a universidade firma com a sociedade, que a institui e mantém, é o de responsabilizar-se pelo saber; pela preservação, pela crítica e pela sistematização do saber existente; pela produção de conhecimentos novos e necessários; e pela difusão desses conhecimentos, de modo a torná-los acessíveis a todos que constituem a sociedade.
Por certo, a universidade não pode ser simplesmente o lugar de transmissão do saber, mas também, conforme Fávero (2000), o lugar crítico, uma instituição que critica o saber, onde se discute a cultura e se projetam os rumos da cultura nacional. Para que isso ocorra, é necessária a participação da universidade na comunidade.
A Constituição Brasileira, em seu artigo 207, caracteriza as universidades pela indissolubilidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Tendo passado por várias transformações e tendo sido a principal responsável pelas transformações que ocorreram em vários setores da sociedade, a universidade deve manter a sua sina, como dito por Schwartzman (1983), de estar sempre descontente com suas limitações. Dessa forma, ela será, ainda por muito tempo, um fator de perturbação, discussão, eventualmente conflito − e também de esperança para um mundo melhor.
Atualmente, as Instituições de Ensino Superior (IES) são classificadas, segundo a organização acadêmica9, em Universidades, Centros Universitários e Faculdades. Em relação à categoria administrativa, podem ser públicas (federal, estadual ou municipal) ou privadas.
As universidades têm como características a pluridisciplinaridade de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano, devendo ter um terço de pessoal docente com mestrado ou doutorado e em regime de dedicação exclusiva e, no mínimo, quatro programas de pós- graduação, sendo pelo menos um em nível de doutorado. Já os Centros Universitários, assim como as Universidades, têm graduações em vários campos do saber e autonomia para criar cursos no ensino superior, e devem ter, no mínimo, um terço dos docentes com mestrado e doutorado, um quinto em regime de tempo integral e não têm exigência para programa de pós-graduação. Por fim, as Faculdades são instituições de ensino
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O Decreto nº 5773, de 9 de maio de 2006, publicado no DOU de 10.5.2006, dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema federal de ensino.
superior que atuam em número pequeno de áreas do saber, sendo muitas vezes especializadas, e oferecem apenas cursos de uma determinada área; seu corpo docente deve ter, no mínimo, pós-graduação lato sensu.