SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER
MÜZİK TARİHİ DERSİNE İLİŞKİN ÖZYETERLİK ALGISI ÖLÇEĞİ
13. Müziğin gelişimini etkileyen sosyal etmenlerle ilgili yeterli bilgiye sahibim 14 Politik yaşamın Müzik Tarihi’ni nasıl etkilediği hakkında yeterli bilgiye sahibim.
Embora o foco desta Convenção tenha sido a corrupção, nas suas variadas formas, trata-se de mais um importante momento na evolução da política- criminal internacional de prevenção e repressão aos crimes econômicos em geral, considerando-se que da leitura do preâmbulo é possível extrair que todo o documento se baseia na premissa de que corrupção, crime organizado e lavagem de dinheiro estão intrinsecamente ligados no contexto da sociedade atual, sendo inviável o controle de qualquer destes fenômenos sem que se passe pelo adequado
100 LOPES, Silvia Regina Pontes; PETERKE, Sven. Crime organizado e legislação brasileira à luz da
Convenção de Palermo: algumas observações críticas. Revista Verba Juris, João Pessoa, n. 7,
p. 407. jan./dez. 2008. Disponível em: <http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/vj/article/view/ 14894/8453>. Acesso em: 16 ago. 2015.
101 BRASIL Decreto nº 5.015, de 12 de março de 2004. Promulga a Convenção das Nações Unidas
contra o Crime Organizado Transnacional. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF,
15 mar. 2013 Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/ d5015.htm>. Acesso em: 04 mar. 2015.
tratamento dos demais, com a utilização de ferramentas como o confisco. Neste sentido, o seguinte fragmento integrante do preâmbulo:
[...] decididos a prevenir, detectar e dissuadir com maior eficácia as transferências internacionais de ativos adquiridos ilicitamente e a fortalecer a cooperação internacional para a recuperação destes ativos.102
Assim, reaparece em seu texto a preocupação com a necessidade de intensa fiscalização e atenção sobre a atividade de grandes grupos financeiros, seus clientes e registros de operações.
Chama a atenção o passo fundamental que foi dado a partir do momento em que o documento identificou o retorno dos ativos como princípio fundamental, ao que se soma a previsão de que os Estados signatários se obrigam a assistirem-se mutuamente visando alcançar este objetivo.103 Para isso, vários foram os mecanismos tratados, tais como o congelamento, a apreensão, o confisco e o retorno dos bens e valores, entre outros, sempre com uma abordagem que vai além da teoria e dos ordenamentos jurídicos nacionais.
Nesse sentido, surge a previsão do artigo 54.1.c, que inova ao recomendar que os Estados analisem a viabilidade de consagrarem o confisco sem condenação penal em seus ordenamentos104:
Artigo 54. Mecanismos de recuperação de bens mediante a cooperação internacional para fins de confisco
1. Cada Estado Parte, a fim de prestar assistência judicial recíproca conforme o disposto no Artigo 55 da presente Convenção relativa a bens adquiridos mediante a prática de um dos delitos qualificados de acordo com a presente Convenção ou relacionados a esse delito, em conformidade com sua legislação interna:
[...]
102 ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Escritório contra Drogas e Crimes. Convenção das
Nações Unidas contra a Corrupção. Mérida, 2003. Disponível em: <http://www.unodc.org/
documents/lpo-brazil/Topics_corruption/Publicacoes/2007_UNCAC_Port.pdf>. Acesso em: 31 jan 2014.
103 GREENBERG, Theodore S. et al. Recuperación de activos robados: guía de buenas prácticas
para el decomiso de activos sin condena. Washington, DC: Mayol Ediciones, 2009. p. 5.
104 AGUADO CORREA, Teresa. Comiso: crónica de una reforma anunciada: análisis de la propuesta
de directiva sobre embargo y decomiso de 2012 y del proyecto de reforma del Código Penal de 2013. Indret: Revista para el Análisis del Derecho, La Rioja, n. 1, p. 38, jan. 2014. Disponível em:
c) Considerará a possibilidade de adotar as medidas que sejam necessárias para permitir o confisco desses bens sem que envolva uma pena, nos casos nos quais o criminoso não possa ser indiciado por motivo de falecimento, fuga ou ausência, ou em outros casos apropriados.105
Estabeleceu-se, também, que os Estados-parte deveriam tomar as medidas necessárias para que fosse viabilizado, dentro de seu território, o confisco ordenado por um tribunal ou Estado estrangeiro (artigo 54, 1, a), o que pode ocorrer antes mesmo do trânsito em julgado da ação penal ou civil (artigo 57.3), desde que haja provas convincentes. Neste caso, os ativos ficam assegurados até que seja proferida a sentença final.106
Também digno de nota é o estabelecimento da obrigação de devolução dos valores confiscados ao país solicitante em casos de lavagem de valores públicos, prevista no artigo 57, 3, a.107 Tal previsão foi inovadora, pois até este momento, prevalecia que os valores recuperados pertenciam apenas ao Estado que promovia o confisco.108
O Brasil é um dos signatários do documento que é considerado um marco não só no que diz respeito à corrupção, como também ao confisco e à cooperação internacional para a recuperação de ativos, e que foi incorporado ao direito brasileiro por meio do Decreto 5.687 de 2006.109
105 ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Escritório contra Drogas e Crimes. Convenção das
Nações Unidas contra a Corrupção. Mérida, 2003. Disponível em: <http://www.unodc.org/
documents/lpo-brazil/Topics_corruption/Publicacoes/2007_UNCAC_Port.pdf>. Acesso em: 31 jan 2014.Acesso em: 30 mar. 2015. (grifo nosso).
106 ALONSO OLMOS, Eduardo. Recuperación de activos en casos de corrupción: cooperación
civil internacional. 2013. 193 f. Trabajo de Fin (Máster en Corrupción y Estado de Derecho) – Facultad de Derecho, Universidad de Salamanca, Salamanca, 2013. Disponível em: <http://gredos.usal.es/jspui/bitstream/10366/125729/1/TFM_AlonsoOlmos_Recuperacion.pdf>. Acesso em: 7 jul. 2015. p. 37.
107 Ibid., p. 6. 108 Ibid., p. 37.
109 BRASIL. Decreto n. 5.687, de 31 de janeiro de 2006. Promulga a Convenção das Nações Unidas
contra a Corrupção, adotada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas em 31 de outubro de 2003 e assinada pelo Brasil em 9 de dezembro de 2003. Diário Oficial da União, Poder
Executivo, Brasília, DF, 1 fev. 2006. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ _Ato2004-2006/2006/Decreto/D5687.htm>. Acesso em: 2 set. 2015.
1.3 Cooperação internacional em matéria de recuperação de ativos e crime de