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B. ARAŞTIRMANIN KAYNAKLARI

2. İbn Fûrek Hakkında Yurt Dışında Yapılan Çalışmalar

2.3. MÜTEKADDİMÎN DÖNEMİ EŞ’ARÎ KELÂM ÂLİMLERİNİN

Mantino (2010) fala sobre três tipos básicos de formas de governança, que não existem em estado puro e que se sobrepõem de alguma maneira: Mercado, Hierarquia e Rede.

Segundo Peterson, Wysocki e Harsh (2001), a intensidade de controle exercida por quem detém a governança determina o grau de coordenação, e sugere a existência de cinco tipos diferentes de governança, respeitando os extremos citado: mercado, contratos, aliança baseada em relações, aliança baseada em equidade e integração vertical, sendo os dois últimos um desdobramento do mesmo tipo hierárquico de governança.

Por sua vez, os sociólogos Gary Gereffi e John Humphrey, e o geógrafo Timothy Sturgeon desenvolveram um modelo conceitual para a estrutura de governança de cadeias de suprimentos. Para os autores, relacionamentos interorganizacionais baseados em mercado ou em hierarquias formam os polos opostos de um espectro relativo aos tipos de governança, com os relacionamentos em rede formando os modos intermediários. (GEREFFI; HUMPHREY; STURGEON, 2005). A governança em rede possui três tipos distintos nesta tipologia: modular, relacional e cativa. A Tabela 1 apresenta a tipologia dos autores.

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Tabela 1 – Modelos de Governança

Tipo de

Governança Descrição

Mercado

O aspecto essencial nestes relacionamentos interorganizacionais é o baixo custo da troca de parceiros, comum a ambos. Sendo assim, pode ser encontrado tanto nos relacionamentos transitórios, como é típico dos mercados spot, mas também nas transações repetidas ao longo do tempo;

Rede

Modular Fornecedores oferecem serviços profissionais e customizados para atender especificações do cliente, mas são totalmente responsáveis pelo desenvolvimento das competências ao redor dos processos tecnológicos, além de utilizar maquinário e recursos genéricos, que podem ser aproveitados no atendimento a outros clientes, limitando os investimentos específicos nas transações;

Relacional Caracterizadas por interações complexas entre clientes e fornecedores, frequentemente criando dependência mútua e altos níveis de

especificidade dos ativos, podendo ser gerenciadas através de reputação, laços familiares ou éticos;

Cativa Formadas por pequenos fornecedores dependentes das transações com grandes clientes. Os fornecedores enfrentam custos significativos de troca e são, portanto, cativos destes clientes. São frequentemente caracterizadas por altos níveis de monitoramento e controle pelas empresas líderes da cadeia de suprimentos;

Hierarquia Caracterizada pela integração vertical. O mecanismo predominante de governança é o controle gerencial entre gerentes e subordinados, ou entre matriz e filiais ou subsidiárias;

Fonte: Gereffi, Humphrey e Sturgeon (2005)

A forma de governança de mercado é baseada em respostas individuais a indicações de preços por parte dos agentes econômicos (MANTINO, 2010). Nesta forma de governança, compradores e vendedores não sustentam nenhum relacionamento de dependência entre eles (MAZZOLENI, 2011). A intensidade de controle é baixa, e o mercado determina preços e padrões aceitáveis de desempenho, e a única forma de controle exercida é a opção individual de cada ator em entrar ou não em uma transação (PETERSON; WYSOCKI; HARSH, 2001). O controle ocorre quase integralmente ex-ante à transação, exceto a decisão de repetir ou não a transação com o mesmo parceiro de negócios. Quando a forma de competição não é pura, por exemplo, em situações de monopólio, um ator pode ter influência sobre as condições de governança e, dessa forma, deter algum poder de especificar alguns dos termos de troca. Entretanto, os atores mais fracos podem exercer o direito de se retirar da troca, e a disponibilidade de produtos substitutos coloca uma espécie de limite externo na intensidade de controle que pode ser exercida (PETERSON; WYSOCKI; HARSH, 2001).

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No tipo de governança baseado em hierarquia, ou integração vertical, existe uma empresa que controla e coordena a execução das transações, exercendo o poder hierárquico sobre as partes (JAP; ANDERSON, 2003). A estrutura de governança exerce o controle e a coordenação dentro das políticas e procedimentos de uma única organização, sendo, portanto, de tipo centralizado e ocorrendo ex-post (PETERSON; WYSOCKI; HARSH, 2001). A estrutura hierárquica gerencia os problemas de coordenação de duas formas: (1) pelo potencial de estabelecer um sistema efetivo de recompensa e punição conferido pelo direito de propriedade, e (2) por proporcionar uma cultura organizacional compartilhada que oferece normas e valores comuns mais adequadamente alinhados a seus interesses (BROWN; DEV; LEE, 2000).

Na governança em rede, o foco do controle se torna o relacionamento entre os envolvidos, sendo a transação apenas um elemento da análise (PETERSON; WYSOCKI; HARSH, 2001). Desta maneira, o controle e a coordenação ocorrem ex-ante, envolvendo a construção e manutenção dos relacionamentos e o estabelecimento de objetivos mútuos e dos parâmetros informais de avaliação da efetividade destes relacionamentos para os envolvidos. Quanto ao controle ex-post, este envolve o monitoramento do desempenho do relacionamento e das transações.

A governança em rede pode ser definida como envolvendo um conjunto seleto, persistente e estruturado de empresas e agências autônomas, envolvidas na criação de produtos e serviços, baseados em contratos implícitos e com prazo indeterminado, a fim de adaptarem-se a contingências ambientais e coordenar e salvaguardar as trocas (JONES; HESTERLY; BORGATTI, 1997). Estes contratos são socialmente – não legalmente – obrigatórios. Os membros da rede não constituem uma indústria inteira, mas são um subconjunto no qual as trocas são frequentes entre eles, mas relativamente raras com outros membros; tais trocas repetidas criam e recriam a estrutura da rede. As trocas dentro da rede não são uniformes, tampouco aleatórias, pois seguem um padrão definido, refletindo uma divisão do trabalho. Ainda, os padrões de adaptação, coordenação e salvaguardas não são derivados de estruturas de autoridade ou de contratos legais.

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No ambiente de rede as transações não são discretas, uma vez que produtos e serviços conjuntamente desenvolvidos e/ou transacionados tendem a demandar investimentos específicos e de longo prazo, que não podem ser amplamente especificados ou controlados pelas partes ex-ante sua execução (NASSIMBENI, 1998). Tais contratos podem apenas ser desenvolvidos e mantidos por parceiros que negociam e assumem compromissos com relacionamentos cooperativos por um período de tempo longo o suficiente para levar a cabo suas parcerias, e adaptarem-se mutuamente a contingências imprevisíveis. Portanto, contratos relacionais são a estrutura mais comumente usada para governar trocas em redes de suprimentos (NASSIMBENI, 1998).

Para Jones, Hesterly e Borgatti (1997), a governança em rede equilibra as demandas conflitantes das condições de trocas, oferecendo vantagens comparativas sobre as formas de governança de mercado e hierarquias sob condições específicas. Estas condições geram necessidades altas de adaptação, o que inibe os parceiros do uso de hierarquias; e necessidades altas de coordenação e salvaguardas, inibindo os parceiros do uso de mecanismos de mercado.

Benzer Belgeler