4. ALAN ÇALIŞMASI BULGULARI
4.11 Mülakatlarla İlgili Diğer Sonuçlar
Para uma firma sobreviver no longo prazo, ela precisa de um conjunto de competências ou capacitações centrais para realizar inovações. A inovação é vista como um condutor pelo qual as corretoras procuram melhorar seu desempenho em termos de lucratividade e participação de mercado, a princípio, quem inova mais, tem uma grande chance de estar sempre à frente.
Para Easterby-Smith e Prieto (2008), os aspectos críticos das capacidades dinâmicas são a capacidade da firma para identificar as mudanças no ambiente de mercado, sentir a necessidade e a oportunidade, e depois realizar a transformação necessária nas suas rotinas que reconfiguram recursos e criam valor significativo. Com base nessas transformações, foi realizada a seguinte pergunta:(Q9) Como a corretora identifica e explora as oportunidades de inovação no mercado?
As categorias encontradas com essa pergunta foram: reuniões internas, comunicação
com os clientes e olhar a estratégia do concorrente.
Reuniões internas
Reuniões existem para definir metas e objetivos empresariais, criar sinergia em equipe e realizar troca de conhecimento. Segundo Zollo e Winter (2002), as capacidades dinâmicas são resultantes de acumulação de conhecimento, portanto a rotina de se realizar reuniões frequentes, formais ou informais, que acontecem por parte das corretoras, é indício de capacidade dinâmica:
todo mundo pode ser um agente de mudanças... não tem nada melhor que a rotina em alguns momentos, a gente tem a disciplina de ter reuniões semanais sobre tópicos específicos, dos quais a gente se obriga a discutir alguns temas, entendeu? E ao se obrigar você acaba fazendo o exercício e forçando a... então a gente tem alguns olhos ai vendo sempre um pouco de tudo, algumas coisas a gente já viu mas não consegue implementar rapidamente quanto o concorrente, mas não tem nada acontecendo que a gente não saiba, algumas a gente vai decidir em priorizar, e outra não. (C1).
Isso daí a gente tem uma reunião aí, que a gente reúne todo o pessoal aqui internamente e fica discutindo, vamos dizer, as oportunidades de negócios. E ao mesmo tempo se devemos entrar ou não entrar, se é business, se não é, se é core
business, se não é, e assim por diante... Isso aí é o dia a dia praticamente. E uma
reunião que a gente faz toda terça-feira, onde a gente dá uma passada a limpo desde a tecnologia, todo lado tecnológico. (C2).
Tem os diretores que a gente se reúne e tenta fazer... identificar alguma coisa, montar alguma coisa em cima daquele novo momento e tirar dele o que for possível. (C3).
Além das reuniões internas, algumas corretoras destacaram a troca de informações com outras corretoras ou mesmo com outros profissionais do mercado:
Sim, em reuniões, a gente sempre conversa com outras corretoras, vai sempre atrás de notícias, tudo isso... a gente faz uma análise daquilo que a gente acha que é. (C4). Sabe onde eu estava ontem, fazer um parêntese aqui. Tudo o que você faz on-line, tudo o que você está fazendo no mundo on-line, de internet é uma quebra de paradigma de alguma forma. Outro dia eu fui almoçar com o CEO da Netshoes... ela começou 100% on-line, você tem que criar a cultura das pessoas irem lá e comprarem no site. (C6).
Eu acho que isso vem da experiência das pessoas que estão aqui que tem contato com o mercado inteiro. (C7).
Comunicação com os clientes
Uma das características de capacidade dinâmica é a capacidade de antecipar as necessidades dos clientes (TEECE, 2009).
Relata-se muito da importância de ouvir os clientes, de estar sempre em contato, manter um relacionamento duradouro. Como o mercado é muito dinâmico e está em constante transformação, torna-se necessária a prática de antecipar suas necessidades. E, sendo assim, algumas corretoras realmente se esforçam para melhorar a comunicação com seus clientes, entender suas necessidades e procurar atendê-las.
É preciso oferecer canais de comunicação com os clientes (notícias, fóruns de discussão, salas de chat, mídia televisiva):
A gente valoriza a opinião de qualquer pequeno investidor... A gente tem um chat, que aqui eu fico falando com os clientes, respondendo perguntas de como estão as ações, e dando recomendações de operações. (C4).
A gente faz bastante pesquisa com o cliente, vai ao cliente... Então, por exemplo, a gente fez até hoje uma pesquisa com os clientes, o que eles consideram importante no nosso caso... Então, apesar de ser total a internet, total a tecnologia, ele precisa ser atendido, mesmo que seja por um chat. Então, se você não prestar um bom serviço para ele ali dentro, isso que puseram o atendimento, isso não acontece. (C6).
Para Eisenhardt e Martin (2000), capacidade dinâmica tem semelhanças significativas entre empresas popularmente conhecidas como dotadoras de “melhores práticas”. Essa busca das melhores práticas é apontada pelo entrevistado a seguir:
O dia a dia com clientes nos dá possibilidade de inovação, trabalhar em rede com agentes autônomos nos força a ter inovação, porque existe uma pratica nossa que é ‘buscar as melhores práticas’... acho que por nós termos conseguido inovar lá atrás a gente fica atento na continuidade da inovação, acho que este é um ponto. (C9).
Olhar a estratégia do concorrente
Segundo Collis (1994), as capacidades dinâmicas estão relacionadas com a habilidade da firma em desenvolver novas estratégias mais rapidamente do que os concorrentes. Para saber quais são as principais inovações e as melhores estratégias para conseguir ter sucesso nos negócios, é fundamental olhar para a concorrência. Isso é feito por algumas corretoras, conforme relatam abaixo:
A replicação é fácil, você vê como estão agindo e você pega as melhores partes para esta imitação, e sempre está antenado com os concorrentes não só no Brasil, muitas vezes no mercado americano, que é mais desenvolvido, tem corretoras lá, você já viu
E-broker, uma corretora super agressiva, lá nos EUA fazem muita propaganda, é só
ficar em contato nos sites destas corretoras que você pega várias ideias para a gente aplicar aqui no Brasil... precisa ficar atento, atento as notícias. (C4).
Você tem que estar plugado o dia inteiro com as noticias, com a concorrência, todas elas (corretoras) estão fazendo isso. Lá fora. Ventilando muito lá fora, uma vez, pelo
menos... Faz tempo, a gente sempre vai em feiras, conversa com pessoas, gente da NYSE... A gente já foi até para a Itália, visitar uma corretora na Itália. Londres, França, então assim, é uma coisa intensa sempre estar olhando. Falta ainda a gente ir para Índia, China. Essas duas aí eu quero ir para lá. (C6).
Com a pergunta principal deste tópico foi possível identificar também corretoras que no momento não estão explorando as inovações no mercado, contudo isso não significa que elas em algum momento no tempo não exploraram de forma adequada:
Não identifica e não explora, nenhuma, ou poucas corretora vai olhar as corretoras lá fora. (C5).
Eu costumo dizer que corretor é um produto para jovens. Velho nunca vai ser capaz. Porque o jovem vai sempre criar alguma coisa que o velho já não é mais capaz de criar. Porque eu já criei muita coisa, agora alguém tem que criar. Eu já não sei mais o que criar. (C8).