2. TE’VİLÂT’TA CENNET HAYATI
2.1. Mâtürîdî’ye Göre Cennetin İsimleri
O divórcio no Brasil foi instituído oficialmente pela emenda constitucional nº 9, de 28 de junho de 1977, regulamentada pela Lei 6515 de 26 de dezembro do mesmo ano. De acordo com o site jurídico JusBrasil9, a lei, de autoria do senador Nelson Carneiro, foi alvo de muita polêmica na época devido a questões religiosas, pois permitia a extinção total dos vínculos de um matrimônio e autorizava novo casamento. Até então, o casamento era um vínculo jurídico para o resto da vida, mas, caso a convivência de um casal não fosse mais suportável, havia a possibilidade do desquite, que interrompia os deveres conjugais e encerrava a sociedade conjugal. Entretanto, não havia a possibilidade de novo casamento perante a lei.
Com a aprovação da Lei do Divórcio, em 1977, o direito a um novo casamento passou a existir, porém era permitida a possibilidade de apenas um novo casamento, e o termo desquite passou a ser chamado de “separação”, que é, até hoje, um estágio intermediário (não mais obrigatório) até a obtenção do divórcio. Ainda de acordo com o site JusBrasil, foi com o artigo 226 da Constituição de 1988 que passou a ser permitido o divórcio e um novo casamento quantas vezes fosse preciso. Além disso, a Constituição de 1988
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Disponível em: http://ibdfam.jusbrasil.com.br/noticias/2273698/a-trajetoria-do-divorcio-no-brasil-a- consolidacao-do-estado-democratico-de-direito
também estabeleceu que o casamento civil poderia ser dissolvido pelo divórcio desde que o casal cumprisse a separação judicial por mais de um ano ou que a separação de fato, por mais de dois anos, fosse comprovada. Em 2010, o casamento civil passou a ser dissolvido pelo divórcio sem o requisito da prévia separação judicial e, assim, o divórcio direto foi aprovado no Brasil e regulamentado pelo parágrafo 6 do artigo 226 da Constituição Federal10:
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 66, de 2010)
De acordo com a Lei do Divórcio, há quatro possibilidades de dissolução do vínculo conjugal:
Capítulo I, Art 2º - A Sociedade Conjugal termina: I - pela morte de um dos cônjuges;
Il - pela nulidade ou anulação do casamento; III - pela separação judicial;
IV - pelo divórcio.
Parágrafo único - O casamento válido somente se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio.
Portanto, o casamento é dissolvido, no Brasil, caso um dos cônjuges venha a falecer, pela nulidade ou anulação do casamento, pela separação judicial e pelo divórcio, sendo que o casamento válido é dissolvido apenas pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio. Todos os itens se explicam por si mesmos, exceto o segundo (“pela nulidade ou anulação do casamento”). De acordo com o Código Civil11:
Art. 1.548. É nulo o casamento contraído:
I - pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil;
II - por infringência de impedimento.
Art. 1.549. A decretação de nulidade de casamento, pelos motivos previstos no artigo antecedente, pode ser promovida mediante ação direta, por qualquer interessado, ou pelo Ministério Público.
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Disponível em: http://forumeja.org.br/sites/forumeja.org.br/files/constituicaofederal1988.pdf 11
Assim, de acordo com o site jurídico Jus12, um casamento é considerado nulo se contraído por enfermo mental incapaz para as atividades da vida civil e em caso de infringência de impedimento, ou seja, será nulo o casamento que infringir os impedimentos matrimoniais, que estão previstos no artigo 1.521 do Código Civil:
Art. 1.521. Não podem casar:
I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
II - os afins em linha reta;
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
V - o adotado com o filho do adotante; VI - as pessoas casadas;
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
Quanto à anulação de um casamento, os requisitos estão estabelecidos no artigo 1.550 do Código Civil:
Art. 1.550. É anulável o casamento:
I - de quem não completou a idade mínima para casar;
II - do menor em idade núbil, quando não autorizado por seu representante legal;
III - por vício da vontade, nos termos dos arts. 1.556 a 1.558;
IV - do incapaz de consentir ou manifestar, de modo inequívoco, o consentimento;
V - realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro contraente soubesse da revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges;
VI - por incompetência da autoridade celebrante.
De acordo com a ordem disposta no artigo, em primeiro lugar, é considerado passível de anulação o casamento de quem não tem idade mínima para casar, exceto em caso de gravidez, de acordo com o artigo 1.551:
Art. 1.551. Não se anulará, por motivo de idade, o casamento de que resultou gravidez.
Um casamento também pode ser anulado, de acordo com o segundo item, quando contraído por menor sem a autorização de seus representantes
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legais, sendo que a anulação pode ser requerida pelo próprio cônjuge, por seus representantes legais ou por seus ascendentes, de acordo com o artigo 1.552:
Art. 1.552. A anulação do casamento dos menores de dezesseis anos será requerida:
I - pelo próprio cônjuge menor; II - por seus representantes legais; III - por seus ascendentes.
Além disso, conforme o terceiro item do artigo, é anulável o casamento contraído por vício da vontade, que ocorre, de acordo com o advogado Octávio Alberto, em seu site13, quando há perturbações no processo formativo da
vontade, assim, embora a pessoa concorde, os motivos que levaram à concordância são considerados ilegítimos e estão estabelecidos nos artigos 1.556 a 1.558 do Código Civil:
Art. 1.556. O casamento pode ser anulado por vício da vontade, se houve por parte de um dos nubentes, ao consentir, erro essencial quanto à pessoa do outro
Art. 1.557. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge: Código Civil Brasileiro 341 I – o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado; II – a ignorância de crime, anterior ao casamento, que, por sua natureza, torne insuportável a vida conjugal; III – a ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de moléstia grave e transmissível, pelo contágio ou herança, capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência; IV – a ignorância, anterior ao casamento, de doença mental grave que, por sua natureza, torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado.
Art. 1.558. É anulável o casamento em virtude de coação, quando o consentimento de um ou de ambos os cônjuges houver sido captado mediante fundado temor de mal considerável e iminente para a vida, a saúde e a honra, sua ou de seus familiares.
Conforme o quarto item, também é passível de anulação o casamento do incapaz de consentir ou manifestar, de modo inequívoco, o consentimento, o que pode acontecer, segundo o site Jus, em caso de coação, de acordo com o artigo 1.558 citado acima.
Segundo o quinto item, pode ser anulado o casamento de uma pessoa que tiver recebido um mandato e não souber da anulação do mesmo e, por fim, por incompetência da autoridade celebrante, que pode ser, de acordo com o site Jus, um juiz que não esteja em exercício ou uma pessoa que não tenha tal competência.
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O Código Civil brasileiro prevê três tipos de divórcio, o divórcio direto, o divórcio indireto e o divórcio extrajudicial.
O divórcio extrajudicial, de acordo com o site JusBrasil14, possibilita o
divórcio em cartório. Os requisitos para esse tipo de divórcio foram estabelecidos pela Lei nº 11.441 de 2007, que acrescentou ao Código de Processo Civil o artigo 1.124-A:
Art. 1.124-A. A separação consensual e o divórcio consensual, não havendo filhos menores ou incapazes do casal e observados os requisitos legais quanto aos prazos, poderão ser realizados por escritura pública, da qual constarão as disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando se deu o casamento.
Sendo assim, se um casal não tem filhos menores de idade e está de acordo sobre a guarda, pensão, divisão dos bens e uso do sobrenome, é possível dirigir-se a um cartório, com um advogado, e solicitar a dissolução do casamento.
O divórcio direto é concedido sem prévia separação judicial. Já o divórcio indireto, também chamado de divórcio por conversão, é aquele obtido mediante conversão da separação judicial em divórcio. Ambos estão dispostos no artigo 1.580 do Código Civil:
Art. 1.580. Decorrido um ano do trânsito em julgado da sentença que houver decretado a separação judicial, ou da decisão concessiva da medida cautelar de separação de corpos, qualquer das partes poderá requerer sua conversão em divórcio.
§ 1o A conversão em divórcio da separação judicial dos cônjuges será decretada por sentença, da qual não constará referência à causa que a determinou.
§ 2o O divórcio poderá ser requerido, por um ou por ambos os cônjuges, no caso de comprovada separação de fato por mais de dois anos.
Além disso, tanto o divórcio direto quanto o indireto podem ser consensuais ou litigiosos, o divórcio consensual ocorrendo quando ambos os cônjuges estão de comum acordo e o litigioso, quando um membro do casal não quer o divórcio ou não concorda com os termos.
É interessante destacar que, apesar de o divórcio direto ter sido regulamentado em 2010 pelo parágrafo 6 do artigo 226 da Constituição Federal, ainda consta na redação do Código Civil, no artigo 1.580, parágrafo 2
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Disponível em: http://faveroadv.jusbrasil.com.br/artigos/124118850/as-facilidades-do-divorcio- extrajudicial
(acima), a necessidade de comprovar a separação de fato, pois a redação não está atualizada.