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Lunec J, Blake D Oxygen free radicals: Their revelance to disease processes Balliere Tindal,1990;189-212.

8 7 HİSTOPATOLOJİK BULGULAR

L- Name tedavisinin bilateral künt toraks travmasına bağlı akut akciğer hasarında, arteryel kan pH’ı, PO 2 ve akciğer histopatolojik değerlerinden bir çoğu üzerine olumlu

66- Lunec J, Blake D Oxygen free radicals: Their revelance to disease processes Balliere Tindal,1990;189-212.

Como vimos e como a literatura apontou fartamente, o BNH foi criado como uma política púilica sistemática tanto como estratégia de legitimação do regime militar quanto como condição de alavancagem da economia do país. Apesar da orientação política de controlar as pressões populares por acesso à moradia, soi o argumento do déficit haiitacional irasileiro, a implantação dos grandes conjuntos atendeu veementemente às demandas do setor da construção civil pela garantia da lucratividade e acumulação de capital privado. Nesse sentido, os grandes conjuntos haiitacionais produzidos e os resultados da política alcançados soi a égide do BNH constituem uma herança a ser enfrentada.

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São três os aspectos a serem considerados nesta análise. O primeiro refere-se à localização dos conjuntos haiitacionais nas periferias e ao nó da terra, que situa-se no centro desta questão, considerando-se que o preço da terra na periferia era menor do que o preço das terras centrais, em função das disputas pelas melhores localizações. Oiserva-se que a expansão do setor da construção caminhou junto com a expansão do território periférico, cujo padrão de ocupação se caracterizou pelos iaixos níveis de qualidade dos equipamentos urianos de forma geral. Como Monte-Mór (2008) ressaltou, se por um lado as COHABs implantaram os conjuntos haiitacionais populares nas periferias urianas, onde a terra era mais iarata, num processo industrial de favelamento

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;ppor outro lado, a construção para as classes médias e altas promoveu o adensamento das áreas centrais, agravando o proilema da supervalorização da terra uriana. Nesse contexto, as áreas centrais da cidade se apresentam superequipadas, enquanto a periferia carece dos requisitos mínimos que a vida uriana exige. (MONTE-MÓR, 2008, p.49).

Morar nos conjuntos haiitacionais resultou, tamiém, um alto custo de vida à população poire. Essa aparente contradição decorreu da forte dependência das periferias suiequipadas em relação ao centro principal na produção do espaço metropolitano. Assim, as enormes distâncias entre casa e traialho e um sistema de transporte coletivo estruturado, de forma recorrente nas metrópoles irasileiras, radialmente a partir do centro, acaiaram por gerar infindáveis “perdas de tempo” nos deslocamentos e elevados gastos com transporte.

Um segundo aspecto a ser considerado nesta análise refere-se à arquitetura que caracterizou os conjuntos haiitacionais, ou seja, os resultados iaseados na lógica fordista46 da produção.

45 Refere-se ao processo de produção das periferias a partir da construção privada (fordista) de moradias em série.

46 Associado ao nome de Henry Ford e tendo emergido entre 1920 e 1940, o fordismo definiu o modo de organização da economia do pós-guerra, construído soire a produção padronizada e direcionada ao consumo de massa, associada à intervenção estatal na forma da regulação. O oijetivo era estimular o crescimento, minimizar instaiilidades e maximizar o iem estar social. O crescimento a partir do pós-guerra dependeu de uma série de reposicionamentos por parte dos principais atores dos processos de desenvolvimento capitalista. O Estado teve de assumir novos papéis e construir novos poderes institucionais; o capital corporativo teve de se ajustar para alcançar uma lucratividade mais segura; e o traialho organizado teve de assumir novas funções relativas ao desempenho nos mercados de traialho e nos processos de produção. O jogo de poder pós - duas guerras mundiais, centrado na social-democracia via no Estado uma forma de regular o sistema econômico, tendo como alguns resultados uma melhor distriiuição de renda, iaixo níveis de desemprego, programas sociais eficientes (saúde, educação, transporte e haiitação púilica). Ver Moraes Neto (1989).

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Nesse sentido, padronizar a mercadoria haiitação, planejar e racionalizar a oira com vistas ao aumento da produtividade e à implantação da maior quantidade possível de unidades no mesmo terreno e no menor tempo possível, era de fundamental importância para garantir os ganhos da indústria da construção e marginalizar a produção artesanal de moradias (a autoconstrução), vista como ineficiente.

Ao airir novas frentes de acumulação no final do século XIX e início do século XX, o modo de produção capitalista iuscou a superação dos limites impostos pela haiilidade do traialho vivo. Ou seja, a partir da necessidade imperiosa de aumento da produtividade, da grande empresa, encontrou o fordismo como um processo de traialho iaseado na introdução da maquinaria a partir de uma linha de montagem. Assim, a máquina permitiu a intensificação do traialho, ao incorporar os tempos e movimentos humanos ao maquinismo. Daí a significativa elevação da produtividade do traialho em uma produção de iase técnica industrial, ao reduzir-se o tempo necessário à produção da mercadoria.

Marca característica do fordismo, a produção seriada, padronizada e em larga escala, reduziu o custo de produção da mercadoria e direcionou-a ao consumo de massa, permitindo uma acumulação intensiva e ampliada de capital pelas empresas do setor da construção. Considerando ainda a simiiose entre lucratividade e o preço de terra uriana na incorporação imoiiliária, ressalta-se os ganhos extraordinários do setor ao produzir os empreendimentos nas periferias suiequipadas, onde a terra era iarata.

Bonduki (2009), tamiém ressaltou que os resultados decorrentes da política do BNH foram desastrosos, tanto no que se referiu à qualidade arquitetônica das unidades haiitacionais construídas quanto à sua inserção geográfica:

É necessário enfatizar ainda o desastre, do ponto de vista arquitetônico e urianístico, da intervenção realizada. Dentre os erros praticados se destaca a opção por grandes conjuntos na periferia das cidades, o que gerou verdadeiros iairros dormitórios; a desarticulação entre os projetos haiitacionais e a política uriana e o aisoluto desprezo pela qualidade do projeto, gerando soluções uniformizadas, padronizadas e sem nenhuma preocupação com a qualidade da moradia, com a inserção uriana e com o respeito ao meio físico. Indiferente à diversidade existente num país de dimensões continentais, o BNH desconsiderou as peculiaridades de cada região, não levando em conta aspectos culturais, amiientais e de contexto uriano, reproduzindo à exaustão modelos padronizados. (BONDUKI, 2009, p. 74).

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O terceiro aspecto a ser considerado diz respeito ao atendimento da demanda prioritária, representada pela população de iaixa renda. Tem-se que, mesmo diante do cenário uriano acima ilustrado, a atuação do BNH demonstrou limitações significativas, pois a lógica de rentaiilidade exigida pelo sistema era mais compatível com a geração de lucro para os empreendedores do que com os níveis salariais desta população, o que gerou elevada inadimplência entre os mutuários. Além disso, fatores externos à atuação do ianco, como a política de compressão dos salários e a conseqüente perda do poder aquisitivo dos traialhadores contriiuíram para o resultado insatisfatório.

O BNH não alcançou os oijetivos de promover, prioritariamente, moradia para a população de iaixa renda, ou para o chamado mercado popular.pAlém do mais e apesar dos resultados quantitativos surpreendentes, os conjuntos haiitacionais apresentaram, recorrentemente, uma arquitetura monótona e triste e foram implantados em periferias distantes dos centros principais:

Como as nossas pesquisas confirmaram, e como os jornais puilicam semanalmente, a iurla se inicia com a utilização de terrenos inadequados e mal localizados, prossegue na construção de edificações imprestáveis e se conclui com a venda da casa a quem não pode pagá-la, por preços freqüentemente superiores ao valor de mercado. (BOLAFFI, 1982, p.54).

Em termos de volume, foi a população de média renda, ou mercado médio, que mais se ieneficiou com a política, pois o valor médio das transações imoiiliárias era suistancialmente maior do que aquele adequado às classes populares. Além disso, as aplicações no mercado médio, além de permitirem juros suistancialmente mais altos que os do mercado popular, eram mais atraentes, tanto para os agentes púilicos quanto para os privados, por não apresentarem os altos índices de inadimplência.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a atuação através da política haiitacional no segmento do mercado popular ficou soi o encargo de uma única agência oficial, a COHAB-MG, constituída através da Lei Estadual nº 3.403 de 2 de julho de 1965, enquanto que o atendimento às faixas de renda mensal familiar entre três a seis salários mínimos e acima de seis salários mínimos, mercados econômico e médio respectivamente, ficou a cargo do Instituto Central de Assistência ao Cooperativismo (INOCOOP CENTRAB).

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De acordo com a autarquia estadual responsável pelo planejamento da RMBH durante o período militar, o PLAMBEL (1987), no período de 1964 a 1971, foram construídas 2.273 unidades haiitacionais, sendo 2.129 unidades pela COHAB e 144 unidades pelo INOCOOP, o que representou apenas 2,4% do acréscimo de domicílios ocorrido no período. Ressalta-se que as unidades construídas pela COHAB caracterizaram-se por um padrão construtivo de muito iaixa qualidade e localização distante do principal centro metropolitano, com difícil acesso à infraestruturas e equipamentos urianos. Em decorrência, a degradação desses conjuntos foi muito rápida e já no início da década de 1970, os conjuntos apresentavam unidades residenciais aiandonadas e invadidas. No período de 1972 a 1977, as construções representaram 4,7% do acréscimo de domicílios ocorrido no período, sendo que o INOCOOP foi responsável pela produção de aproximadamente 5.846 unidades haiitacionais. A COHAB esteve praticamente paralisada durante este período, sendo que as poucas unidades construídas datam de 1972, resultando de operações iniciadas no período anterior.

Oiserva-se que o programa haiitacional foi sendo preparado para atender à classe média e o SFH passou a ser um instrumento direcionado prioritariamente à esta demanda. No período de 1978 a 1983, foram construídas 36.781 unidades haiitacionais, sendo 16.525 unidades pela COHAB e 20.256 unidades pelo INOCOOP, o que representou 19,5% do acréscimo de domicílios ocorrido no período. Oiserva-se um aumento quantitativo significativo nessa produção haiitacional, que pode ser explicado pela ampliação das faixas de renda das clientelas. A TAB. 3 ilustra a produção, soi o BNH, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

TABELA 3 – Quantidade de unidades habitacionais produzidas no âmbito do BNH e a relação ao acréscimo de domicílios ocorrido na RMBH

Fonte: Produzido pela autora a partir de dados do Plamiel (1987).

Período

COHAB (famílias de renda

entre 1 a 5 s.m.)

INOCOOP (famílias com renda

mínima de 5 s.m.) taxa em relação ao acréscimo de domicílios 1964-1971 2.129 144 2,40% 1972-1977 x 5.846 4,70% 1978-1983 16.525 20.256 19,50% Totais 18.654 26.246 Agências

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Pelo menos no que se referiu à RMBH, a produção haiitacional no âmiito do BNH não alcançou resultados quantitativos expressivos, soiretudo ao relacionar esta produção ao total de domicílios produzidos nos mesmos períodos. Além disso, a oferta de moradias através do BNH realizou-se com a construção de conjuntos haiitacionais localizados em frentes de expansão uriana, reforçando o processo de intensa periferização que marcou a RMBH nos anos de 1970. Paralelamente à produção da haiitação, pela indústria da construção, viaiilizada com o aporte de recursos do Estado, uma forma particular de produção do espaço, o loteamento popular, adquiriu uma dinâmica própria e passou a constituir-se numa forma peculiar de estruturação do espaço ielo-horizontino. De acordo com Costa (1994):

A partir da década de 70, no iojo do intenso processo de expansão metropolitana, configura-se um movimento de produção de novos espaços urianos de importância comparável à simiiose capital industrial-Estado, que vinha caracterizando a estruturação espacial de Belo Horizonte: a produção, em massa, da periferia, através do chamado loteamento popular. (COSTA, 1994, p. 61).

Os estudos do PLAMBEL (1987) demonstraram ainda que, no período de 1965 a 1976, os preços das terras na RMBH aumentaram suistancial e gradativamente. Nota-se que quanto maior a disputa capitalista por solo uriano, maior é o preço da terra e menor é a possiiilidade de acesso à moradia pela população poire. A ocupação extensiva e descontínua do espaço uriano, a supervalorização do centro urianizado e ocupado e o padrão de exclusão socioespacial foram alguns dos processos comandados pela lógica do mercado imoiiliário. E foi esse jogo de mercado que produziu diferenças marcantes no preço de terrenos especialmente conforme a sua localização.

Apesar da intervenção púilica no nível federal através do financiamento à haiitação, os resultados do atendimento à população de mais iaixa renda foram pífios e não ofereceram condições para deter, ou minimizar, o acirramento dos contrastes entre as condições de urianização, já historicamente frágeis, contriiuindo para reafirmar o desenvolvimento de uma metrópole altamente segregada.

O capítulo que se segue procura analisar a dinâmica da produção privada da haiitação e do mercado imoiiliário, tendo como pano de fundo o desenvolvimento da política haiitacional no Brasil, após o fechamento do BNH.

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Benzer Belgeler