4. BÖLÜM: YÖNTEM ve BULGULAR
4.7. Lojistik Regresyon Analizine İlişkin Bulgular
No decorrer da história do homem, o grande desafio que a natureza lhe punha, era o de ele ser capaz de utilizar os recursos do ambiente natural e de ajustar ao meio de forma a garantir a sua sobrevivência (PEIXOTO, 1987:156). Este desafio foi mal entendido pelos homens que procuravam tirar o máximo de proveito da natureza com o uso indiscriminado das tecnologias científicas, criando indústria de produção, indispensáveis para o bem-estar social e ao mesmo tempo provocar mudanças quase que irreparáveis no ambiente. Foram precisos muito tempo para se chegar à conclusão de que esses desafios constantes à natureza, ao provocar uma degradação rápida dos recursos não renováveis poderiam ser elemento de perturbação do mesmo bem-estar e do progresso no futuro.
Com esses dados compreendeu-se que “a tecnologia que gerou uma produtividade notável e que contribuiu decisivamente para o conforto do homem tem vindo a destruir o capital ambiental do ecossistema em que o homem é forçado a viver” (IDEM). Nesta situação
era necessário agir como forma de garantir o futuro com a criação de consensos, leis e tomadas de medidas globais que possam garantir um ambiente sadio para os tempos vindouros. Esta percepção permitiu que o ambiente seja, na actualidade, tema de grandes debates e cooperação internacional. Pelo que é necessário que os governos e Organizações Internacionais melhorem a governação ambiental em todos os cantos do Planeta, com um maior empenhamento na procura de consensos em matéria do ambiente porque trata-se de um tema global cuja resolução depende de soluções globais.
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Actualmente, em Cabo Verde, o interesse para o ambiente é cada vez maior, o nível de mobilização a favor do ambiente é maior mesmo na esfera do poder que tem elaborado algumas estratégias de protecção do ambiente, como leis, projectos e programas, que caso conseguirem meios e mecanismos de adoptá-los “podem debelar grande parte dos problemas
ambientais existentes, nomeadamente no sector da Agricultura, Silvicultura e Pecuária”. A nível legislativo, o país dispõe de um desiderato de normas suficiente para impor o respeito pelo ambiente, o desafio que se impõe é conseguir adequá-las às novas situações e sobretudo tirá-las do papel, o que exige uma governança63 forte e sensível aos problemas ambientais. È um tema transversal, tanto a nível de conteúdo como na divisão de competências que se encontram distribuídas entre o poder Central, os Municípios e à sociedade civil. Deve haver uma combinação de ideias entre o governo e os municípios, aproveitando das ONG’s que está em progressão no país. Segundo STOKER, (2000:93), Governar é “um processo interactivo porque nenhum actor detém sozinho o conhecimento e a capacidade de recursos para resolver problemas unilateralmente” com esta orientação pode-se criar um quadro favorável para o aumento de iniciativas e parcerias na área ambiental, mas também deve-se investir na capacitação humana como forma de aumentar os conhecimentos, aproveitando as Instituições de investigação existentes no país.
Melhorar a qualidade de ordenamento do Território adequada a uma política de descentralização, permitindo que certas medidas de fiscalização se façam a nível inframunicipal. A descentralização será a melhor forma de tornar o ambiente num sector estratégico para o país, porque é a nível inframunicipal que facilmente o sector de ambiente se pode transformar num modelo de desenvolvimento sustentável com crescimento económico, justiça social, qualificação dos jovens e melhoria da qualidade de vida.
Numa estratégia de descentralização deve-se implicar a comunicação social, na divulgação, da política de Educação ambiental na base, levando a toda a comunidade a distinguir o problema de sobrevivência de um desenvolvimento sustentado. Esta ideia será dos desafios mais importantes porque se a comunidade ganhar a consciência da importância
63 -A governança, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), compreende os
mecanismos, processos e instituições com que os cidadãos e os grupos articulam os seus interesses, exercem os seus direitos legais, assumem as suas obrigações e negoceiam as suas diferenças. Assim, são características fundamentais de uma boa governança, a participação, a transparência e a responsabilidade, num processo que, não esquecendo a necessária eficácia e equidade social, assegura o primado da lei e o acesso à justiça a todos os cidadãos (Cf. UNDP, 1997).
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do ambiente no desenvolvimento e no seu bem-estar fica facilitada a tarefa de atingir os ODM e o desenvolvimento sustentado.
Os desafios ambientais do futuro têm que basear sobretudo nas inovações, como aposta nas Fontes de energias renováveis, e concretização de planos existentes como PANAII que, teoricamente parece adaptado à nossa realidade. Deve-se apostar neste documento e seus Planos intersectorial, mas fazendo deles, Planos consensuais que mesmo mudando de Governo, não haverá ruptura na sua aplicação.
Outro aspecto é de criar nas zonas rurais incentivos de fixação das populações como forma de travar o êxodo rural e aliviar a pressão sobre os centros urbanos. Por exemplo criar condições de conforto e bem-estar das pessoas, acelerar o processo de electrificação das zonas rurais, canalizar e melhorar a qualidade de água, abrir centros de saúde etc. Mas também fomentar investimentos na agricultura e na pastorícia, facilitando o crédito agrícola, dando formação aos agricultores, construir barragens e outros meios de retenção da águas, introduzir técnicas modernas de trabalho e de rega nos campos. Este desafio por além de aumentar os rendimentos das famílias, incentiva a fixação das pessoas e protege o solo contra a erosão. Segundo a UNDP, (1997:11) é melhor forma de “Redução da Pobreza” porque permite a “criação e garantia de emprego, a protecção e regeneração ambiental e avanço das mulheres”. Sabe-se que em Cabo Verde a mulher é a classe mais sensível à degradação ambiental, segundo (QUIBB, 2007) 44,6% das mulheres são chefes de família, são elas as responsáveis pela colecta de água e lenha nas zonas rurais e estão envolvidas em várias outras actividades perniciosas ao ambiente como extracção de inertes, pastoreio e agricultura porque tradicionalmente tem tido menos oportunidade.
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