I. BÖLÜM
2. KURAMSAL ÇERÇEVE
2.7. Literatür
2.7.4. Literatür Özeti
O desenho da maioria das implantações assemelha-se a um tabuleiro de xadrez: par- celas retangulares, semelhantes, organizadas por arruamento existente e/ou proposto. Em alguns casos, a forma assemelha-se a uma espinha de peixe. Nesse assentamento o lote é individual, dividido entre a moradia e a produção organizados pelo traçado das vias15.
A localização da casa implantada no lote desse tipo de assentamento implica em dis- tância relevante para o percurso a pé. Ainda que a área, as benfeitorias e as características ambientais de cada fazenda sejam variáveis, faz-se necessário um diagnóstico de cada caso para o desenho do futuro loteamento. Diferentemente do que acontece no ambiente urbano, as características de cada lote em um assentamento rural podem variar de acordo com a pre- sença de água, pedras, terras boa ou ruim, morro, baixada, estradas, sedes ou equipamentos de transformação de insumos agrícolas
Os lotes dos assentamentos no estado de São Paulo têm em média de 10 a 12 hec- tares. As distâncias a serem percorridas compreendem a escala do automóvel. A escala do
Lote individual para
produção e moradia Xadrez/Raio
Lote individual para mo- radia separado de um lote de produção
Agrovila Lote individual para mo-
radia e produção coletiva PDS
Quadro 4: Opção de parcelamento
Fonte: elaboração própria com base em le- vantamento de campo, 2013.
15 No assentamento rural as vias considera-
das de acesso/principal tem 12m de largura e as vias secundária/de acesso ao lote 8m.
Xadrez/Espinha de Peixe 159 96,94% Agrovila 3 1,83% Roda de Carroça/Raio de Sol 3 1,22% Total 164 100%
Quadro 5:Forma de implantação dos assentamentos
Fonte: elaboração própria com base em levantamento de campo, 2013.
pedestre ica comprometida na dimensão do assentamento. A distância entre as moradias, resultante dessa forma de ocupação não só diminui a convivência das pessoas reletindo na organização social do grupo de famílias, como também diiculta o acompanhamento dos programas de provisão via política pública. A forma dispersa de organizar a moradia no lote, e a distância entre cada uma, encarece a provisão de infraestrutura como água, luz e es- tradas. Dependendo do tamanho da fazenda, às vezes é necessário dividir a área destinada ao uso coletivo em outras menores distribuídas no interior do assentamento.
Localizado na região central do Estado, o Horto Aimorés é um exemplo de assenta- mento federal (PA), seu parcelamento é do tipoxadrez/espinha de peixe. Há um parcela- mento diferenciado ao longo da linha de alta tensão; são lotes menores, do tipo: pararural (1). Em verde, as áreas de reserva legal e área de preservação permanente várzea/preserva- ção nas margens dos córregos e rios.
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Vias
Curva de nível Divisa de lotes
Reservas Legais a serem Recuperadas
Reservas Existentes APP
Rios e córegos Rede de Alta Tenção
Legenda
0 0.2
QUILOMETROS 0.6 0.4
Figura 5: Projeto de Assentamento – PA Horto Aimorés: xadrez/espinha. Fonte: INCRA
1
2.2.2 Agrovila
Outras formas de parcelamento do assentamento, que aparecem com menor frequ- ência, resultam de projeto elaborado com a participação dos futuros moradores. Algumas são resultantes de um processo de projeto mais cuidadoso, com a participação dos futu- ros moradores, resultando em formas diferenciadas, identiicadas com conceitos de uso e ocupação diferentes do tradicional lote individual. Essa diferenciação pode ser identiicada pelo traçado do projeto de implantação.
Semelhante ao xadrez, por ter traçado ortogonal, o assentamento em forma de agro- vila foi um dos primeiros implantados em terras de domínio estadual. Nesse tipo, a área é dividida em lotes de produção e lotes de moradia, proporcionando a proximidade das casas facilitando a provisão de infraestrutura. Tal aproximação e a adjacência das áreas de uso comum facilitam o convívio das famílias, a comunicação e o transporte. Essa forma de implantação pode gerar melhor dinâmica na operacionalização de políticas públicas.
É possível observar, o assentamento Sumaré (Figura 6) , localizado na Região Me- tropolitana de Campinas – RMC, nele, pelo menos duas fases de implantação podem ser identiicadas pela lógica do traçado. O Sumaré 1 foi projetado a partir de lotes individuais organizados ao redor de uma área de uso comunitário. Os lotes são individuais e destinados à moradia e à produção.
O Sumaré 2, formado por quatro áreas – denominadas glebas A, B, C e D. Cada uma foi parcelada de um jeito. A gleba A tem lotes do tipo pararrual, organizados como uma agrovila. Na gleba D é possível identiicar que há lotes pequenos e lotes maiores, indicando
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a opção próxima ao modelo de agrovila: lotes individuais de moradia estão organizados ao longo de uma via, próximos entre si, e lotes individuais de produção. As áreas corres- pondentes à gleba E e a área do Sumaré I estão separadas por uma área desapropriada pela Prefeitura Municipal de Sumaré em 1986.
No quadro 6 apresentam-se as variáveis deste projeto e que deinem as característi- cas do projeto. Na igura 6 o projeto do parcelamento com a indicação das glebas, áreas de preservação e a divisão dos lotes.
Quadro 6: Variáveis do PE Sumaré
Fonte: Elaborado pela autora a partir do levantamento de campo 2013. Assentamento Sumaré Minicípio Sumaré Estadual ITESP Data: Nov. 2009 Área desapropriada pela prefeitura munici- pal de Sumaré: decreto
n. 3656 Jun. 1986
QUADRO DE ÁREAS
uso projetado área (ha) %
Área Agrícola 428.2431 73,08
Estradas 14.7166 2,52
Reseva Florestal + APP
+ Brejo 120.380 21,13
Área Comunitária 11.4988 1,97
área Ocupada 7.5810 1,30
Área total do Assenta-
Figura 6: Projeto Estadual – PE Sumaré: agrovila 0 0.2 QUILOMETROS 0.6 0.4 Perimetro Sumaré 1 Sumaré 2: Perimetro Gleba A Perimetro Gleba B Perimetro Gleba C Perimetro Gleba D Vias
Área desapropriada pela PM Sumaré. Área de preservação Permanente Reservatório córrego Hortolândia Legenda Fonte: ITESP
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