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KRİZ DÖNEMLERİNDE İŞLETMELERİN KULLANDIKLARI FİNANSAL ANALİZ ORANLAR

3.1. Likidite Oranları

A parte principal de todo Código de Obras é a que contém os parâmetros a que os projetos devem estar submetidos para serem aprovados. É recorrente nos códigos de obras pesquisados a indicação de observância a leis e normas, sem, contudo, especificá-las. Assim, se, por um

lado, frases como “em observância às normas brasileiras”, “o cumprimento da legislação de segurança”, “o atendimento à legislação ambiental”, entre outras, garantem a perenidade dos

códigos de obras frente às mudanças na legislação e na normativa externa a eles, por outro lado explicitam a falta de uma sistemática de revisão constante, e em curto prazo, dos

parâmetros estabelecidos. Assim, as citações generalistas mais cumprem a formalidade de listar quais os órgãos/entidades podem interferir no processo de aprovação de um projeto do que, de fato, informam o que deve ser atendido pelo projeto junto àquelas instâncias.

Ao mesmo tempo, é na parte dos parâmetros edilícios onde as prefeituras exercem a maior tutela sobre os profissionais responsáveis pelos projetos, informando a eles como deve ser feito, para depois designarem, no processo de avaliação dos projetos, funcionários que checarão se tudo foi realmente feito conforme solicitado.

Os códigos de obras trabalham com a situação ideal de conforto, higiene, salubridade e segurança. No entanto, é importante considerar que a dinâmica cotidiana das edificações vai se encarregar de alterar os espaços sem que as prefeituras tenham ciência (uma vez que, após o Habite-se, as construções estão liberadas para ocupação, segundo a conveniência de seus usuários). No caso do projeto de uma residência unifamiliar, o dispêndio temporal na checagem do atendimento de uma janela ao vão mínimo de iluminação e ventilação ou de um compartimento ao uso definido em planta (quarto, sala, escritório) terá tornado a etapa de análise contraproducente se o morador desta residência, após o Habite-se, decidir manter sua janela sempre fechada ou trocar o uso entre quarto e sala de jantar. Ou seja, um projeto aprovado segundo a lei não garantirá uma execução correta, caso a fiscalização, por parte das prefeituras, não seja eficiente.

Os critérios descritos a seguir podem ser generalizados para os códigos de obras pesquisados, devido à ocorrência praticamente integral nos seus textos legais:

- os parâmetros edilícios partem da definição dos usos de uma edificação, sendo os mais relevantes: residencial, comercial, de serviços, industrial, institucional, depósitos, entre outros. Interessante mencionar alguns usos peculiares regulados pelo Código de Obras de Campo Grande: o depósito de carbureto de cálcio, o depósito de cenários e o depósito de fitas cinematográficas (CAMPO GRANDE, 1979);

- os compartimentos têm suas dimensões mínimas definidas a partir dos usos e do tipo de permanência comumente associada a eles: prolongada (dormitório, sala de estar, sala de jantar, escritório, entre outros) ou transitória (cozinha, área de serviço, instalação sanitária, circulação, depósito, entre outros). Alguns códigos, ainda, definem raios de círculos que devem ser inscritos nos ambientes (em planta), além de solicitarem que seja informada a

destinação dos ambientes projetados, a fim de que possa ser checado o atendimento às dimensões mínimas definidas nos códigos;

- a definição dos vãos de iluminação e ventilação parte das dimensões mínimas dos compartimentos, sendo definidos como uma fração da área do compartimento (na maioria dos códigos pesquisados, equivalente a 1/6 da área, se for de permanência prolongada e 1/8 da área, se for de permanência transitória). A isso se completa a determinação da maior profundidade que uma área pode ter para ser considerada iluminada/ventilada (2,5 ou 3 vezes o pé-direito, na maior parte dos casos pesquisados).

No entanto, tão importante quanto garantir em planta que um cômodo receba iluminação e ventilação naturais é trabalhar para que a abertura não esteja obstruída por algum elemento externo (como uma árvore ou um muro) ou voltada para a zona de insolação prejudicial à manutenção das atividades em geral. O monóxido de carbono liberado em lareiras pode levar à morte quem a ele esteja exposto, quando da ausência de ventilação cruzada e é compreensível que um leigo, ao se utilizar de uma lareira para aquecimento próprio, acabe eliminando as fontes de renovação de ar, pelo simples ato de se fechar as janelas do local, a fim de cortar o contato com o meio externo, frio. Em nenhum código pesquisado foi encontrada referência à lareira nem à utilização de ventilação cruzada complementar à fornecida pelas janelas do ambiente nesses casos, a fim de que seja garantida a circulação do ar, independente do conhecimento prévio do usuário deste equipamento.

Destaque para algumas determinações presentes nos códigos de obras e que denotam os excessos da tutela do Poder Público sobre os projetistas e, inclusive, sobre o destino de vidas humanas:

Não serão permitidas pinturas de côres berrantes, ou de côr prêsta, vermelhão, quer nas fachadas quer nos muros de alinhamento, a não ser em casos específicos. (grifo nosso) (ARACAJU, 1966)

Os edifícios cobertos de palha, atualmente existentes nas zonas da cidade não serão reconstruídos nem acrescidos e nem poderão sofrer obra que concorra para aumentar sua duração normal. (grifos nossos) (ARACAJU, 1966)

As casas existentes nos morros poderão ser reparadas de maneira que não aumente a sua estabilidade. (grifos nossos) (ARACAJU, 1966)

Todo e qualquer imóvel existente em ruas condenados não poderá ter reparos ou reforma de qualquer tipo. Somente o asseio é permitido. (grifo nosso) (ARACAJU, 1966)

Por último, duas formas distintas de se solicitar a harmonização da edificação com seu entorno: uma impositiva, outra construtiva, educativa.

Todos os projetos para construção, reconstrução, acréscimo e reforma de edifícios, estão sujeitos à censura estética da Prefeitura, não só quando as fachadas visíveis dos logradouros, mas também na sua harmonia com as construções vizinhas. (grifos nossos) (ARACAJU, 1966)

A composição plástica de uma edificação, sempre que possível, deve integrar-se com unidade na composição do conjunto formado pelas edificações vizinhas. (grifo nosso) (FLORIANÓPOLIS, 2000)

O segundo exemplo se mostra mais próximo ao caráter instrutivo da lei ao delegar ao cidadão a responsabilidade nas decisões. De fato, é feita uma solicitação (a composição plástica deve se integrar com unidade), a qual é justificada por uma finalidade (visando a composição do

conjunto formado pelas edificações vizinhas); no entanto, a anteposição da expressão “sempre que possível” coloca o cidadão como participante ativo na tomada dessa decisão. Essa

postura, que se aproxima dos tratados de Vitrúvio e Alberti, deveria ser perseguida pelos textos legais em detrimento daquela impositiva.

Benzer Belgeler