2.NEOLİBERAL İKTİSAT POLİTİKALARININ KÜRESEL İKTİSAT POLİTİKALARINA DÖNÜŞÜMÜ
2.6. Neo-liberal İktisat Politikası Önerileri
A determinação da largura das faixas de rolamento é feita em função da largura dos veículos que a utilizam e da velocidade da via; a largura final é composta pela soma da largura do veículo de projeto e da largura de segurança entre veículos em função da velocidade, conforto e classe de projeto (Kabbach Jr., 2011).
Largura
faixa= largura
veículo de projeto+ largura
segurança
32 Informação prestada pela autora por mensagem eletrônica
Quadro 5-6 – Afastamento entre veículos de acordo com a velocidade
Vias e velocidades Afastamento entre veículos (m)
Expressas (<80 km/h) 1,95 a 1,20 Arteriais (<60 km/h) 0,90 a 1,05 Coletoras (< 40 km/h) 0,75 a 0,90
Locais (<35 km/h) 0,45 a 0,75
O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, aprovado pela Resolução CONTRAN 236, de 11 de maio de 2007, (BRASIL, 2007a) recomenda as larguras mínimas e desejáveis para as faixas de rolamento e estacionamento, em função da composição de tráfego e dos níveis de desempenho do fluxo veicular, para os diversos veículos em condições normais (Quadro 5.7)
Em sua pesquisa, Olímpio M. de Barros considera que as faixas poderiam variar de 2,50m a 3,75m, sendo que as faixas de 2,50m deveriam ser empregadas em casos excepcionais e poder-se-ia considerar as faixas de 2,75m como sendo o valor mínimo para vias de baixo padrão. (BARROS, 2001).
O Manual DNIT adota larguras entre 2,70 e 3,60m para as faixas de rolamento indicando esse último como valor recomendável para vias rurais e urbanas de alto padrão (BRASIL, 2010, p.305). Porém, em áreas urbanas, esse valor deve ser reduzido para 3,30m em função do desenvolvimento local, travessia de pedestres e limitações nas faixas de domínio. Em vias de baixa velocidade, a faixa de rolamento pode ter 3,00m com a recomendação de reduzí-la a 2,70m quando se tratar de zonas residenciais. (Quadro 5.8).
Para o caso de vias de múltiplas faixas, o Manual DNIT indica a possibilidade de utilização de faixas de larguras diferentes (faixas internas e faixas externas), porém sem variações de larguras na própria faixa.
Quadro 5-7 - Larguras de faixas de tráfego
Tipo de faixa Largura da faixa
Mínima (m) Desejável (m)
adjacente à guia 3,00 3,50
não adjacente à guia 2,70 3,50
em rodovias e vias de trânsito rápido (VTR) 3,00 3,50
estacionamento de automóveis 2,20* -
estacionamento de veículos comerciais 2,70* -
estacionamento de motos – 90º 2,20 -
ciclofaixa – sentido único 1,50 -
ciclofaixa – sentido duplo 2,50 -
* contados a partir do meio fio fonte: BRASIL, 2007a
Há experiências em São Paulo de redução da largura de faixas de rolamento com a intenção de induzir o condutor a reduzir a velocidade dos veículos e de proporcionar uma melhor utilização das vias urbanas.
Esta técnica foi denominada MULV – Máxima Utilização do Leito Viário no estudo elaborado pelo engº Mauro Mazamatti (MAZAMATTI, 1978) , em 1978, e implantada em 140 projetos, com pistas entre 2,10m e 2,99m, num total de 50km, aproximadamente. Dentre eles, 23 locais tinham faixas com largura inferior a 2,50m, chegando, no caso mais extremo, a 2,10m de largura.
A partir de estudos de avaliação das situações existentes, com consultas a motoristas de automóveis e motos, a CET fez algumas recomendações de larguras mínimas de faixas de tráfego em função do tipo de via (Quadro 5.9).
Porém, como enfatizou Olímpio M. de Barros, esses valores não foram assumidos como definitivos pela empresa.
Quadro 5-9 - Largura das faixas recomendadas conforme o tipo de via e utilização da faixa
Tipo de via Tipo de uso da faixa Largura
Via de Trânsito Rápido VTR Veículos de passeio e utilitários 3,00m
Veículos pesados 3,30m
Via arterial / via coletora Veículos de passeio e utilitários 2,50m
Veículos pesados 3,30m
Fonte: COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO, 2001, p.35 Quadro 5-8 - Largura da faixa de rolamento por tipo de via urbana
Tipo de via Largura da faixa de rolamento Veloc. diretriz mínima desejável absoluto desejável absoluto
Via local 3,30 m 3,00(a) m 40 km/h 30 km/h
Via coletora 3,50 m 3,00 m 60 km/h 50 km/h
Via arterial secundária - 3,30 m - 50 km/h
Via arterial primária 3,50 m 3,30m 70 km/h 50 km/h
Via expressa secundária 3,60 m 3,50m 90 km/h 60 km/h
Via expressa primária 3,60 m 3,50m 110 km/h 80 km/h
a - recomendável faixa de 2,70m em áreas residenciais fonte: BRASIL, 2010
[...] cabe salientar que, embora o estudo tenha recomendado os valores apontados na tabela, a CET até hoje não os assumiu como valores recomendados. O assunto continuou sendo estudado pela empresa, como fica claro nos três trabalhos que se seguiram (COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO 2000b33, 2001, 2001b34)[...] (BARROS, 2002, p.35)
A avaliação dos motoristas em relação às faixas estreitas implantadas em alguns corredores foi positiva, com a maioria dos motoristas afirmando não terem dificuldades de dirigir nesses trechos de vias e poucos motoristas encontraram dificuldades em dirigir em faixas com largura inferior a 3,00m (Quadro 5.10) .
Em outro estudo, a CET buscou equacionar se a redução das faixas de tráfego poderia ser utilizada como fator indutor de redução de velocidade. As autoras, Nancy R. Schneider e Fátima A. Matos (SCHNEIDER; MATOS, 1984) , simularam a redução da largura de uma via de periferia de São Paulo (Estrada do Guarapiranga) comparando as velocidades dos veículos nas faixas com larguras de 3,50m (original)
33 COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO de São Paulo. Segurança de Motocicletas em MULVs, Análise do Corredor Rebouças. GEA Gerência de Eventos e Ação Comunitária. São Paulo, Brasil. Não publicado. 2000 34
COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO de São Paulo. MULV - Melhor Utilização do Leito Viário, Pesquisa de Avaliação - Motociclistas. GEA Gerência de Eventos e Ação Comunitária. São Paulo, Brasil. 2001
Quadro 5-10 - Avaliação da opinião de motoristas em relação às faixas estreitas - MULVs (período 12 a 20 /02/ 2001
LOCAL das faixas Largura
Avaliação da largura das faixas Existe dificuldade para trafegar nessa via? Ótimo ou
bom regular
Ruim ou
péssimo Sim Não
Av. Bernardino de Campos entre Pça Osvaldo Cruz e Vd. Sta. Generosa (sentido Consolação / Paraíso)
2 x 2,35 /
2,40 / 2,50 52,00 % 30,70% 17,30% 30,70% 69,30% Av. Rebouças x Rua Oscar
Freire
2,55 / 2,40 /
2,60 / 2,90 52,00% 30,70% 17,30% 23,70% 76,30% Av. Washington Luis entre
R.Vupabussu e R. Vieira de Moraes (sent. B-C)
3 x 2,40
/3,20 26,90% 41,80% 31,30% 47,80% 52,20% Av. Eng. Luis Carlos Berrini
x Pça Gentil Falcão (sent. Bandeirantes / Morumbi)
4 X 2,63 49,40% 33,80% 16,80% 33,80% 66,20% fonte: COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO, 2001
e 2,80m e 2,60m. As autoras concluíram que, no trecho em declive a velocidade média inicial eram de 53 km/h e que foi para 38,9km/h na faixa de 2,80m e 32,9 km/h na faixa de 2,60m; no trecho em aclive, a velocidade original era de 42,6 km/h e com a redução passou para 33 km/h em ambas as larguras. Elas observaram que, com faixas de 2,80m os veículos leves ultrapassavam a velocidade desejada e que nas faixas de 2,60m havia equilíbrio na velocidade entre os diversos tipos de veículos, inclusive ônibus e caminhões. Em relação aos bordos da pista, junto às calçadas, elas observaram que na faixa de 2,60m os veículos pesados trafegavam muito próximos às calçadas, provocando desconforto os pedestres. Este problema não foi observado na faixa de 2,80m. (SCHNEIDER; MATOS, 1984).