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2. LİTERATÜR BİLGİLERİ

2.1 Sucuk

Sobre o papel do pesquisador e a qualidade da etnopesquisa qualitativa, Macedo (2006, p.38), diz que,

A partir das orientações sociofenomenológicas das pesquisas qualitativas, as ações e construções humanas deixam de ter um significado idealista estável; devem, freqüentemente, ser interpretadas e reinterpretadas de forma situada. Como conseqüência dessa virada epistemológica, torna-se necessário para o pesquisador tentar se colocar-se na posição de ator, isto é, fazer um esforço para perceber o mundo do outro a partir do ponto de vista deste; do contrário, jamais terá acesso ao que estamos denominando de âmbitos de qualidade.

Podemos afirmar que esta pesquisa etnográfica observou e analisou o comportamento de estudantes na sala de aula e fora dela, isto é, os estudantes buscando informações na biblioteca, na sala de informática, discutindo e operando em espaços alternativos e no palco. Portanto, vários foram os momentos e espaços de investigação: das relações; das interpretações; as correlações entre o pedagógico e os meios tecnológicos usados para obtenção de informações e da comunicação na preparação efetiva da encenação. E, tudo isso foi feito, indagando se esta era uma prática inovadora, de tornar motivador, singular e eficaz o processo ensino-aprendizagem, naquela escola, bem como quanto às formas de expressar as aprendizagens alcançadas, de aspectos cognitivos, bem como aquelas de natureza afetiva e sociocultural.

Foram utilizados o acervo fotográfico, a análise documental, a aplicação de questionários para alunos e mediadora; o diário de campo e a entrevista como técnicas coleta de dados para que se conseguisse a maior veracidade possível sobre o fenômeno investigado. Estas técnicas foram de fundamental importância para se alcançar os objetivos planejados para esta investigação etnográfica. Usamos a entrevista, sem esquecer que uma entrevista requer habilidade e firmeza de objetivos, assim o observador e entrevistador principiante devem ser muito cuidadosos e pacientes, pois, como afirma Lüdke (1986, p.36) [...] Ao se tratar da entrevista, acabam por reconhecer que ela ultrapassa os limites da técnica, dependendo em grande parte das qualidades e habilidades do entrevistador.

Ainda segundo Lüdke (1986, p.36), há qualidades específicas que caracterizam o entrevistador competente, tais como: uma boa capacidade de comunicação verbal, aliada a uma boa dose de paciência para ouvir atentamente. Essas e outras qualificações do bom entrevistador vão sendo desenvolvidas ao longo do trabalho com estudo da estratégia, mas também da observação de outro entrevistador mais experiente, que possa inclusive funcionar como supervisor da prática do iniciante. Não há receitas infalíveis a serem seguidas, mas sim cuidados a serem observados e que, aliados à inventiva honesta e atenta do condutor, levarão a uma boa entrevista. E, Gil (1991) adverte sobre a entrevista dizendo:

[...] Nos levantamentos que se valem da entrevista como técnica de coleta de dados, esta assume forma mais ou menos estruturada. Mesmo que as respostas possíveis não sejam fixadas anteriormente, o entrevistador guia-se por algum tipo de roteiro, que pode ser memorizado ou registrado em folhas próprias. (GIL, 1991, p.93)

Esta técnica foi usada antes, durante e depois da observação direta da classe em ação, tendo como instrumento de coleta de dados um roteiro semiestruturado, objetivando coletar dados específicos.

A primeira entrevista realizada com a professora teve como objetivo buscar informações sobre a sua caminhada profissional, seus projetos, estratégias de ensino e mecanismos auxiliares. No segundo momento da entrevista, as questões referiam-se ao aspecto pedagógico do trabalho desenvolvido, ao uso da internet como meio de apoio ao trabalho de teatralização e as possibilidades que oferecem à construção de aprendizagem pelos alunos. Ao longo das entrevistas, foi possível entendermos melhor o trabalho desenvolvido pela pelos estudantes, mediado pela professora. Segundo Macedo (2006 p.102), na etnopesquisa, a entrevista é um recurso de extremo significado, pois “[...] ultrapassa a simples função de coleta instrumental de dados no sentido positivista do termo”.

Para Lüdke (1986 p.33), a entrevista é

[...] uma das principais técnicas de trabalho em quase todos os tipos de pesquisa utilizados nas ciências sociais. Ela desempenha importante papel não apenas nas atividades científicas como em muitas outras atividades humanas.

Outra técnica utilizada para a coleta de dados foi a aplicação do questionário, considerando que, conforme Gil (1996, p.91), “[...] A elaboração de um questionário consiste basicamente em traduzir os objetivos específicos da pesquisa em itens bem redigidos”. Tanto para a professora enquanto mediadora, quanto para os estudantes, foram aplicados dois questionários. O primeiro tinha como objetivo obter dados específicos sobre a escola, a gestão, a professora e sua formação; o segundo tinha como objetivo obter a opinião dos estudantes e da professora sobre o trabalho desenvolvido em sala de aula.

O questionário dos estudantes indagava sobre o processo de execução das atividades: como eles eram motivados para o trabalho; se realmente esta estratégia contribuía à construção do conhecimento nas diferentes fases do trabalho, tendo como contraponto a aprendizagem em aula convencional. Também foi investigada a visão dos estudantes sobre os desafios inerentes a execução das atividades. Quanto à teatralização do fato histórico, foi buscado saber, na visão do estudante, qual a influência da atividade na construção da aprendizagem e saber: onde pesquisavam, debatiam, ensaiavam.

O segundo questionário aplicado para a professora perguntava sobre a Matriz Curricular, o calendário escolar, a carga horária, o Projeto Político Pedagógico da escola, sobre a direção, a coordenação, a metodologia da escola e uso da teatralização na disciplina, as inter-relações estudante/estudante, estudante/professor, e ainda qual o proposta de avaliação da escola e da professora de História.

Já o segundo questionário, destinado aos estudantes, tinha o objetivo de coletar dados que permitissem avaliar o conhecimento antes e depois da vivência da teatralização do fato histórico. Neste caso, foram feitas perguntas sobre como estudavam, como aprendiam, como percebiam o papel da internet na construção das suas aprendizagens; além de saber de que forma as aulas de História se desenvolviam: na teatralização, nos momentos de pesquisa, nos ensaios e na apresentação final. Sempre se fazendo uma comparação com uma aula convencional

Foi usada também a técnica de análise documental de documentos da escola, considerando que poderiam enriquecer a pesquisa, oferecendo dados novos ou complementares. Para Macedo (2006, p.108), “[...] os documentos têm a vantagem de serem fontes relativamente estáveis de pesquisa”. Há também as ideias de Lüdke (1986,

p.38) a este respeito, pois considera que “[...] a análise documental pode se constituir numa técnica valiosa de abordagem de dados qualitativos seja complementando as informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema”.

Benzer Belgeler