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Lakkaz ile Bisfenol-A’nın Biyodegredasyonu

4. BULGULAR VE TARTIŞMA

4.3. BİSFENOL-A İLE YAPILAN ÇALIŞMALAR

4.3.3. Lakkaz ile Bisfenol-A’nın Biyodegredasyonu

Os novos paradigmas para o gerenciamento territorial incluem necessariamente a busca por uma base de dados sustentada pela pesquisa científica, a fim de gerar as informações

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necessárias à tomada de decisão pelos gestores e interação contínua e permanente entre gerentes e pesquisadores para políticas públicas em diferentes níveis. O presente trabalho gerou uma base de dados digital (hidrografia, altimetria, sistema viário, modelo digital de elevação, uso do solo e cobertura vegetal, mapa pedolológico, mapa geomorfológico, mapa de geoambientes, carta de declividade, carta de precipitação média anual, carta de suscetibilidade à erosão, carta de aptidão agrícola, escala 1:100.000) para a região das sub- bacias estudadas, que poderá servir, considerando-se as limitações ambientais da área, de subsídio em diferentes análises e modelagens para o desenvolvimento estratégico regional. Em um país como o Brasil, bases de dados digitais consistentes, em escala como a deste trabalho, são escassas e extremamente valiosas. Sua disponibilização é fundamental para efetiva integração entre pesquisa, gerenciamento e políticas públicas.

Nas sub-bacias estudadas, as análises e as identificações geotécnicas, bem como a carta de susceptibilidade a erosão, permitem o direcionamento do planejamento de estudos geotécnicos mais detalhados para implantação de futuras obras de infra-estrutura. Acredita- se que esse direcionamento diminua os custos dos estudos geotécnicos. Os procedimentos utilizados na caracterização MCT consideraram as peculiaridades dos solos originários de regiões tropicais úmidas. Os resultados da classificação MCT mostraram-se coerentes quando analisados junto a fatores como pedologia, geologia e geomorfologia, e enfatizaram as limitações das classificações tradicionais.

Nas análises efetuadas comparando-se os mapas de uso do solo e cobertura vegetal da região dos anos de 1984, 1990 e 2006 observa-se grandes alterações no cenário regional. Áreas de pastagem e de agricultura avançaram sobre a cobertura vegetal nativa, áreas de pastagem avançaram sobre áreas de agricultura e áreas de capoeira avançaram sobre as formações florestais. No entanto, o desenvolvimento econômico da região não acompanhou a exploração dos recursos ambientais e a expansão de fronteiras agrícolas. A baixa fertilidade do solo pode ser um fator decisivo nesse cenário, que ainda é cooperado pela predominância da pequena propriedade rural não munida de assistência técnica adequada para manejo agropecuário. Tudo isso demonstra que o uso indiscriminado dos recursos ambientais não garante a sustentabilidade econômica regional.

A modelagem da base de dados permitiu o zoneamento de áreas para o desenvolvimento estratégico. A escolha das áreas considerou-se preponderantemente as já alteradas pelo homem, tendo em vista a importância das sub-bacias para a preservação do bioma Mata Atlântica. As áreas zoneadas possuem potencial de utilização agropecuária com sistemas

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sustentáveis, que garantem a proteção dos recursos hídricos e das áreas de preservação permanente. Espera-se que, com o zoneamento proposto, o direcionamento de políticas públicas para as áreas estratégicas potencializem a agricultura e conseqüentemente o desenvolvimento regional.

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Conclusões

• Nove associações pedológicas representam os solos da região das sub-bacias hidrográficas de Jacupiranga e Pariquera-Açu. Os principais tipos pedológicos são: Latossolo Amarelo, Latossolo Vermelho-Amarelo, Cambissolo Háplico, Argissolo Vermelho-Amarelo, Gleissolo Háplico e Chernossolo Argilúvico. Essas classes de solos possuem características gerais de baixa fertilidade e são em sua maioria susceptíveis à erosão e movimentos de massa. Verifica-se que nas áreas de declividades elevadas torna-se imprescindível a manutenção da cobertura vegetal para mitigação dos processos erosivos.

• Nove unidades geoambientais foram mapeadas em uma análise na qual agregou-se informações sobre geomorfologia, pedologia, geologia e uso do solo e cobertura vegetal para a área de estudo. A metodologia permitiu a integração dos dados levantados em um documento síntese, instrumento que confere ao tomador de decisões uma visão geral e concisa da área mapeada. De forma geral os geoambientes apresentam indicação de uso associado à proteção ambiental, o que demonstra que um planejamento direcional faz-se necessário para garantir o uso sustentável da região.

• Os resultados dos ensaios de caracterização geotécnica (LL, LP, Granulometria) e especialmente os definidores do comportamento geotécnico segundo a classificação MCT (Método das Pastilhas) foram de importância expressiva na descrição e na classificação dos solos quanto à suscetibilidade à erosão. Observou-se que o comportamento dos solos em 72% da área é considerado de comportamento não laterítico e cerca de 5% possuem comportamento laterítico. Isso indica que os solos, em sua maioria, são rasos, pouco estruturados e suscetíveis à ocorrência de processos de erosão hídrica, de instabilidade geotécnica e transporte de sedimentos.

• As classificações UCS e TRB, quando aplicadas em solos tropicais são limitadas e podem levar o analista a identificar erroneamente as propriedades dos solos. A classificação MCT mostrou-se útil e eficaz na identificação expedita de solos com

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comportamento Laterítico e Não Laterítico. Os podzóis, classificados atualmente como Argissolos, apresentaram comportamento Não Laterítico, o que indica presença de ligações micro-morfológicas interpartículas fracas.

• A Carta de Suscetibilidade à Erosão é um importante subsídio a engenheiros, empreendedores e agricultores, pois fornece meios para o estabelecimento de níveis de manejo e adequação da obra, empreendimento ou lavoura, de acordo com as classes de suscetibilidade à erosão. As sub-bacias dos rios Jacupiranga e Pariquera- Açu possuem 8,6% (175 km²) da área em classe baixa de suscetibilidade à erosão, 43,5% (800 km²) em classe de média suscetibilidade, 36,2% (667 km²) na classe alta suscetibilidade e 11,7% (215 km²) na classe de muito alta suscetibilidade. Ressalta-se que mais de 500 km de estradas encontram-se nas classes de alta e muito alta susceptibilidade à erosão. Nesses trechos existe maior possibilidade de ocorrência de problemas relacionados à erosão, a deslizamentos, a escorregamentos e a movimentos de massa. Em projetos de construção e de manutenção de estradas, as estruturas de drenagem, as estruturas de contenção de sedimentos e os projetos de revegetação de taludes de corte e de aterro devem considerar tais peculiaridades.

• As análises entre as alterações do uso mostraram a forte pressão antrópica observada entre 1984 e 1990, onde 24% da cobertura foi removida. Entre 1990 e 2006, observou-se que a remoção de cobertura vegetal foi de 5%, demonstrando tendência à estagnação, que pode estar associada às características pedológicas e geomorfológicas da região. Apesar desse quadro, as pastagens têm apresentado tendência forte de aumento da área ocupada, sempre associadas à antigas áreas agricultáveis, o que remete ao abandono de áreas, favorecem a ocorrência de processos erosivos do solo pela remoção de cobertura vegetal. Ressalta-se que, com o avanço das tecnologias de aumento de produtividade na produção agrícola e incentivos governamentais, esse quadro pode sofrer fortes alterações em um curto espaço de tempo.

• No zoneamento selecionou-se 28.473 ha de áreas para o desenvolvimento estratégico. Na análise multicritério utilizou-se todas as informações geradas ao longo desta pesquisa. Selecionou-se aquelas com maior potencial agrícola (fatores físicos e químicos do solo), que já sofreram alteração antrópica, além de considerar todas as restrições ambientais. Nessas áreas deve ser priorizado o uso agrícola,

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principalmente os sistemas agro-florestais e pecuária, desde que estabelecido o manejo correto. O direcionamento de políticas públicas para essas áreas possui grande potencial de alteração da qualidade de vida da população e dos municípios onde estão inseridas.

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Benzer Belgeler