5. İSTANBUL’DA LÜKS KONUTLARI TERCİH EDEN KULLANICI PROFİLİ, GÜNCEL KONUT ÖRNEKLERİ VE LÜKS KONUTLARIN
5.2 Günümüzden Lüks Konut Örneklerinin İncelenmes
5.2.1 Lüks Konut Yerleşmelerinin Yoğunlaştığı Bölgeler
A Igreja Metodista chegou ao Brasil pela empresa missionária norte- americana em 1867, da Igreja Metodista Episcopal do Sul – EUA, após uma primeira tentativa frustrada em 1835105, por intermédio da iniciativa do pastor metodista Junius Newman106, que acompanhava juntamente com sua família
um grupo de colonos estadunidenses que se fixaram na região de Santa Bárbara d`Oeste vindos do sul dos Estados Unidos, depois da guerra da secessão107.
Newman é considerado o precursor da era permanente do metodismo no Brasil,108 depois de sua iniciativa, muitos outros missionários contribuíram
105 Esta data corresponde ao primeiro esforço norte-americano em estabelecer o trabalho
metodista no Brasil. Essa tentativa contou com a participação do missionário Daniel Kidder, que criou um trabalho no Rio de Janeiro, que naquela época sediava a capital do império. REILY, Duncan. A. Historia Documental do Protestantismo no Brasil. São Paulo: ASTE, 1984,p.85.
106 Segundo Reily, Junius Estaham Newman, era pastor e superintendente distrital metodista,
tinha servido como capelão das tropas sulistas na guerra da secessão, com o término da guerra civil, desejou seguir os colonos sulistas que emigravam para a América central e a América do Sul à procura de novas oportunidades. Como era ligado a Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal do Sul (IMES), recebeu nomeação daquela companhia missionária para trabalhar na América Central ou Brasil. Ele ainda afirma que depois de aportar no Rio de Janeiro, em agosto 1867, Newman “acabou fixando residência em Saltinho, perto de Santa Bárbara d`Oeste, província de São Paulo, onde, desde 1869, pregou aos colonos e, finalmente, no terceiro domingo de agosto, 1871, organizou o ‘Circuito de Santa Bárbara’”. De acordo Reily “o primeiro salão de culto era uma pequena casa coberta de sapé, de chão batido, onde antes havia uma venda”. REILY, Duncan. Momentos Decisivos do Metodismo. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, 1991, p.87-88.
107 Uma guerra civil motivada pela questão da escravidão que devastou o sul dos Estados
Unidos da América.
108 Cf. REILY, Duncan. Momentos Decisivos do Metodismo. São Bernardo do Campo: Imprensa
Metodista, 1991. REILY, Duncan. A. Historia Documental do Protestantismo no Brasil. São Paulo: ASTE, 1984,p.85-87.
para a inserção e implantação do metodismo nestas terras, como John James Ranson, segundo missionário enviado pela Junta de Missões ao Brasil, em 1876. Com a consolidação da missão metodista no Brasil, o trabalho permanece sobre a tutela da igreja norte americana até 1930, quando ocorre a autonomia da igreja metodista brasileira da igreja mãe. Portanto, de 1876 a 1930, o Brasil é considerado campo missionário da missão norte-americana, sendo o trabalho desenvolvido por missionários norte-americanos e obreiros brasileiros.109
No mesmo período em que a Igreja Metodista alcança sua autonomia, várias outras igrejas protestantes passam pelo mesmo processo110. Era uma época de crescimento da consciência nacionalista entre os brasileiros e muitas outras partes do mundo111. Apesar da autonomia alcançada, a eleição de seu
primeiro bispo brasileiro em 1934 (César Dacorso Filho), bem como profundas mudanças na constituição e estrutura da igreja nos anos posteriores, a igreja nascente sofreu a tutela da igreja mãe por um bom tempo. Historiadores metodistas são unânimes em afirmar que a autonomia definitiva só veio a ocorrer a partir da década de setenta, quando lideranças brasileiras passaram
109 Isnard Rocha apresentando dados sobre o contingente de ministro da igreja no início do
século XX afirma: “em 1900 havia 13 ministros nacionais contra 12 missionários, enquanto que em 1910 o rol de ministros nacionais cresceu para 25 contra 18 missionários.” Nestes dados não há o cálculo de missionários leigos e sim clérigos. ROCHA, Isnard. Histórias da História do
Metodismo no Brasil. São Paulo: Imprensa Metodista, 1967, p. 126.
110 Para maiores aprofundamentos a respeito da autonomia de outras Igrejas Protestantes
neste período consultar: REILY, Duncan. A. Historia Documental do Protestantismo no Brasil. São Paulo: ASTE, 1984.
111 Em relação à ideologia nacionalista que tomava o país neste período, comenta
JOSGRILBERG: “A motivação da autonomia encontrou uma mola propulsora na forte ideologia nacionalista, muito viva no início do século passado (uma espécie de patriotismo reivindicatório de direitos inerentes à nacionalidade). Nas Américas, se discutia e se praticava a doutrina Monroe (‘A América para os americanos’). Foi o tempo das conferências pan-americanas entre os paises da América e o começo de uma política pan-americana. Um tema forte era o nacionalismo. Muitos movimentos nacionalistas agitavam a política brasileira.” JOSGRILBERG, Rui de Souza. “O Movimento da Autonomia: Nasce a ‘Igreja Metodista do Brasi’, 2 de setembro de 1930”. In: SOUZA, José Carlos de (Org.). Caminhos do Metodismo no Brasil: 75 anos de
a ocupar os cargos de decisão na Igreja Metodista, até então ocupados por missionários norte-americanos, como indica Oliveira:
O movimento de autonomia da Igreja Metodista não teve o seu coroamento em 1930 com a constituição da Igreja Metodista do Brasil. Esse momento foi um marco na construção dessa autonomia. Segundo Duncan A. Reily em 1970 com a dissolução do influente Conselho Central e a progressiva passagem para a mão dos brasileiros de todos os principais setores de liderança da Igreja Metodista112.
Como resultado dessa autonomia plena, a Igreja Metodista que se orientava estrategicamente desde a década de quarenta (1946) através de “Planos Quadrienais”,113 aprovaria em seu XI Concílio Geral, realizado no ano
de 1974, na cidade do Rio de Janeiro, o seu primeiro “Plano Quadrienal” genuinamente brasileiro, isto é, produzido ideologicamente por líderes nacionais, com propostas renovadoras e missionárias, como salienta Oliveira:
Desencadeado o processo, com as modificações estruturais, logo mais a nova filosofia subjacente busca sua expressão, o que vai acontecer em 1974, com a elaboração do primeiro plano quadrienal, realmente brasileiro, e que representava uma nova teologia, numa nova visão missionária, chamando por mais renovadas formas institucionais. A missão é a fonte, o reino de Deus é o ponto de chegada, a libertação e o ministério de todos são a dinâmica, o Brasil e a sua cultura são o lugar e a forma da missão libertadora do evangelho de Cristo.114
O “Plano Quadrienal” seguinte, de 1979-82, continuará a consolidação desse processo de autonomia plena e identificação da Igreja Metodista em termos nacionais, com vistas a atender adequadamente aos desafios
112 OLIVEIRA, Cilas Ferraz. “Autonomia, independência ou status quo? O Caminho do
metodismo brasileiro”. In: Caminhando: revista da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. São Bernardo do Campo: Editeo/UMESP, 2005, nº 16, p.65.
113 Os Planos Quadrienais eram planos estratégicos missionários criados pela igreja em seus
concílios gerais, a partir da década de quarenta (1946), que estabeleciam orientações nacionais para a igreja para um período de quatro anos, contendo ainda propostas anuais dentro de sua vigência. Essa periodicidade foi rompida nos anos de 1965 e 1970, quando foram elaborados “Planos Qüinqüenais” dentro da mesma dinâmica, por ocasião da mudança da periodicidade dos Concilio Gerais da Igreja.
114 OLIVEIRA, Clory Trindade. Estrutura Organizacional e Administrativa do Metodismo (1965-
missionários da sociedade brasileira, como indicam trechos do documento apresentado a seguir:
1 - O propósito de Deus é salvar o ser humano, concedendo-lhe nova vida à imagem de Jesus Cristo, integrando-o no seu reino, através da ação e poder do Espírito Santo, a fim de que, como Igreja, constitua neste mundo e neste momento histórico, sinais concretos do Reino de Deus. 2- A missão da Igreja é participar da ação de Deus nesse propósito (...) 10 - O viver humano, nestes dias, é altamente condicionado pela técnica, pelo consumismo imediato, pelos falsos valores do materialismo, pela massificação, pelo esquema de uma sociedade mercantilista. Sente-se a imperiosa necessidade de permitir ao ser humano a criação de situações nas quais ele tenha um confronto com a pessoa salvadora e libertadora de Jesus Cristo. Urge anunciar uma notícia boa no meio de tantas más notícias. Urge evangelizar. (...) 13-Tudo na Igreja Metodista: ministérios, instituições educacionais e de serviço, igrejas locais, congregações, sociedades e grupos e o próprio patrimônio, existe em função da Missão, isto é, do testemunho, serviço e evangelização. 14 - Todos os membros da Igreja pelo fato de pertencerem ao povo de Deus através do batismo, são ministros do evangelho. São chamados por Deus, preparados pela Igreja para, sob a ação do Espírito Santo, cumprirem a missão, em testemunho, serviço e evangelização.115
Pelo explicitado, é possível identificar que a Igreja Metodista passa, a partir de 1974, com a elaboração do seu primeiro e segundo “Plano Quadrienal”, a experimentar uma consolidação de sua identidade como igreja nacional e amadurecimento em sua ação missionária. Todavia, apesar dos avanços, ainda se sentia a necessidade da elaboração de um pla no de ação para a Igreja que não estivesse sujeito a um período, mais constituído de caráter indeterminado, princípios gerais norteadores de sua identidade e missão. Tal objetivo foi alcançado em 1982, com a elaboração e aprovação no Concílio Geral da Igreja Metodista, realizado de 18 a 28 de julho de 1982, na cidade de Belo Horizonte-MG, do “Plano Para a Vida e Missão da Igreja” (PVMI), como se pode verificar na citação abaixo:
115 IGREJA METODISTA, Conselho Geral, Plano Quadrienal 1979-1982. São Bernardo do
A experiência do Colégio Episcopal e de vários segmentos da Igreja Metodista nestes últimos anos indicam que o metodismo brasileiro está saindo da profunda crise de identidade que abalou nossa Igreja após a primeira metade da década de sessenta. Estas experiências nos têm mostrado que a Igreja necessita de um plano geral, que inspire sua vida e programação, e não será dentro do curto espaço de um quadriênio, que corrigiremos os antigos vícios que nos impedem de caminhar. Esse fato esteve claro na semana da consulta à Vida e Missão, e no documento que ela produziu. Ao adotarmos aquele documento como a base do novo plano, estamos propondo ao Concílio não mais um programa de ação para o quadriênio, mas linhas gerais que deverão orientar toda a ação da Igreja nos próximos anos, enquanto necessário, devendo ser avaliado periodicamente.116
O “Plano para a Vida e Missão” da Igreja acompanha o processo de consolidação e amadurecimento da igreja, iniciado com a elaboração de seus dois (02) “Planos Quadrienais” nacionais. Aliás, esses planos serviram de base para sua fundamentação. Ademais o “Plano para Vida e Missão” é resultado do contexto de renovação teológico-pastoral presentes no final da década de oitenta, experimentado por diversas Igrejas Cristãs, inclusive a Igreja Metodista.
Segundo Ribeiro e Lopes, o Plano para a Vida e Missão, fomentados na década de oitenta (1982) nasce como resultado de um período de grande riqueza teológica e franco processo de redemocratização nacional, participação popular e de possibilidades de transformação social, já que se vivia no país a fase final da ditadura militar e retomada de escolha direta pelo povo de suas lideranças políticas.117
116IGREJA METODISTA XIII CONCÍLIO GERAL. Plano para a Vida e a Missão da Igreja
Metodista. In: Cânones 1992. p. 61.
117 RIBEIRO, Cláudio; LOPES, Nicanor. 20 Anos depois: A vida e Missão da Igreja em Foco.
São Bernardo do Campo: Editeo, p. 12-13. Para maior compreensão dos impactos do regime militar na Igreja Metodista, bem como sua postura em relação a esta realidade, consultar as seguintes obras: GARCIA, Marcos Antonio. A igreja em Busca do Crescimento: Uma análise
pastoral do não-crescimento da Igreja Metodista na região metropolitana de São Paulo 1968- 1998. Tese de Doutorado. São Bernardo do Campo: Umesp, 2000; SOUZA, José Carlos de
(Org.). Caminhos do Metodismo no Brasil: 75 anos de Autonomia. São Bernardo do Campo: Editeo, 2005.
Deste modo a Igreja metodista a partir de 1982, com o “Plano para a Vida e Missão da Igreja (PVMI)”, ganhou um plano estratégico missionário global, que lhe garantia identidade institucional e nacional. Todavia sua estrutura organizacional ainda permanecia extremamente burocrática. Assim, buscando otimizar as propostas presente no PVMI, de uma igreja contextualizada, compromissada em responder aos desafios missionários da sociedade brasileira, no Concílio Geral de 1987, a Igreja Metodista, através de seus conciliares, resolve mudar sua estrutura organizacional baseada no “Poder”, constituída até então em “cargos” e “comissões” para o modelo organizacional em Dons e Ministérios.
Organizando-se em Dons e Ministérios, a Igreja Metodista é chamada a ser parte da Igreja de Cristo e parte do povo de Deus, com uma vocação própria. Desde os inícios de seu movimento na Inglaterra, liderado por João Wesley, com grande participação de muitos leigos e leigas, os metodistas associaram -se em comunidades (sociedade, classes, pequenos grupos) e exerceram ministérios em nome de Jesus Cristo, junto ao povo.118
A implantação desse novo modelo estrutural na vida da igreja não foi sem tensão, pelo contrário, variados grupos internos da igreja, pastores e fiéis, até então acostumados com a antiga estrutura organizacional, não se contentavam com a mudança e criaram algumas dificuldades para os Bispos na condução do processo de mudança organizacional, no entanto, paulatinamente a igreja foi vencendo essas dificuldades e galgando êxito na implantação do novo sistema na vida da Igreja. Hoje constitui uma realidade natural da dinâmica missionária da Igreja, assimilado por pastores/as e leigos/as.
118 COLÉGIO EPISCOPAL, Dons e Ministérios: Espiritualidade e Serviço. In: Igreja:
Apresentada essa visão panorâmica da inserção, implantação e consolidação da Igreja Metodista em terras brasileiras, como igreja autônoma, auto-suficiente e identificada com a cultura nacional, podemos agora examinar como se configura o pastorado nessa Igreja organizada em “Dons e Ministérios”.