• Sonuç bulunamadı

3.2.1. Sürdürülebilir Çevre ve Ekoloji

3.2.1.4. KYOTO Protokolü

As informações de idade e tamanho do infográfico 2, Tapuiassauro, utilizadas na tarefa 6 para realizar a inferência foram identificadas pelos informantes nas tarefa 4 e 5, que também tiveram contato com a linha do tempo sobre a qual estavam as informações de tamanho e idade, na tarefa 3. Isso pode explicar o 100% de acerto na tarefa 6, até mesmo de informantes como IFB 2, que utilizou procedimentos bem diferentes dos esperados em tarefas anteriores e IMA 2, que havia, até a tarefa 5, utilizado apenas informações verbais para avaliar suas respostas, passando a indicar, na tarefa 6, a linha do tempo.

No infográfico 1, Jogadores da Copa, os informantes já tinham utilizado, nas tarefas anteriores, as barras de bandeiras inferiores e superiores. Com exceção de IFA 2, já tinham identificado informações nas linhas e as relações que elas estabelecem com as barras de bandeiras, portanto, esperávamos que utilizassem essas informações para realizar a inferência da tarefa 6. IFA 1, que também errou a tarefa 5, não compreendeu a relação entre as barras, por isso não teria essa informação para realizar a inferência.

Para cada informante do infográfico 1, Jogadores da Copa, com baixo desempenho, há uma explicação para não terem conseguido realizar a tarefa, mas, em comum, há o fato de terem baixo desempenho na leitura no meio impresso. IMB 1 realizou corretamente as tarefas Os informantes relacionaram a posição dos dinossauros na

linha do tempo mais antigo à esquerda, mais recente à direita com o seu tamanho: menores mais antigos, à esquerda, e maiores, mais recentes à direita.

de 2 a 5. Diferenciou-se dos demais por sempre utilizar as informações visuais para localizar, relacionar e avaliar as informações de suas respostas. Disse, e demonstrou isso no decorrer do teste, que possuía conhecimento prévio sobre futebol. Na tarefa 6, relacionou a cor laranja com a confederação europeia, fixou no mapa-múndi o continente europeu, relacionou as duas barras de bandeiras, dizendo que as bandeiras europeias se localizavam à direita no gráfico, mas, apesar de possuir conhecimento sobre o esporte, não conseguiu realizar a inferência exigida na tarefa. No fim das respostas para a tarefa 6, ele disse que não havia mais outras informações para utilizar. Uma declaração de leitor que demonstra inabilidade dele de realizar inferências, pois sempre esperava localizar a informação e não realizar a operação de relacionar informações, no caso da tarefa 6, que estavam no próprio infográfico, com informações que ele já possuía ou que já havia processado anteriormente no próprio texto.

IMB 2 novamente não utilizou informações visuais para avaliar suas respostas. Ele errou as tarefas 4 e 5 de identificação de informações visuais, por isso esperávamos que ele não tivesse essas informações para realizar a inferência na tarefa 6. Ele também não utilizou a barra de bandeiras inferior em nenhum momento no teste até a tarefa 6, faltando-lhe também a informação sobre a função e a diferença entre as barras. Esse informante fixou o cursor no link Como funciona o gráfico, leu as informações e tentou utilizá-las na sua resposta, fazendo com que desse uma resposta sobre o funcionamento e organização do infográfico e não sobre a informação sobre o destino caseiro dos jogadores europeus. Em comum com IMB 1 está o fato de IMB 2 também ter conhecimento sobre futebol, inclusive, ele disse praticar o esporte. Ele não foi hábil também para relacionar seus conhecimentos prévios com as informações dispostas no infográfico, respondendo, por fim, que não sabia.

IFB 1 acertou todas as tarefas até errar a tarefa 6. Ela alternou suas pesquisas entre as barras, entendeu as funções e diferenças delas, identificou as informações no modo visual, compreendeu o significado da espessura das linhas, na tarefa 6, estabeleceu a relação entre a cor laranja e o continente europeu, utilizou o mapa-múndi para selecionar apenas as linhas laranja, relacionou as duas barras de bandeiras, compreendendo a posição das bandeiras europeias à direita no gráfico nas duas barras, mas não realizou a inferência esperada na tarefa 6. Diferentemente dos informantes masculinos com desempenho baixo na leitura do impresso, IFB 1 não possuía conhecimento sobre futebol.

IFB 2 também não possuía conhecimento sobre futebol. Ela passou a utilizar a informação visual nas avaliações de suas respostas apenas a partir da tarefa 5, tanto que a

acertou, mas não acertou a tarefa 4, ambas de identificação de informação visual. Ela utilizou a barra de bandeiras inferior apenas a partir da tarefa 4, mesmo assim, errou essa tarefa, mas acertou a 5, utilizando corretamente a barra inferior. Na tarefa 6, ela entendeu que os times e seleções europeias se posicionavam do lado direito do gráfico e eram representados pela cor laranja. Apesar ter começado a compreender o infográfico a partir da tarefa 4, isso não foi suficiente para que ela realizasse a tarefa 6.

É possível dizer, relacionando os dados da tarefa 6 com desempenho de leitura no meio impresso, que os informantes do Infográfico 1 com baixo desempenho, erraram a tarefa 6 por inabilidade de realizar inferências, certamente inabilidade presente também no meio impresso. Vai de encontro a essa conclusão, o fato de IFA 1, informante com desempenho adequado de leitura no meio impresso, também ter errado essa tarefa. No entanto, IFA 1 não conseguiu compreender a informação das relações que as linhas estabeleciam com as barras de bandeiras, tanto que errou a tarefa 5, faltando a ela essa informação (do visual) para realizar a tarefa 6. Entre os informantes com baixo desempenho, todos tinham essa informação, com a exceção de IMB 2, que também errou a tarefa 6, por não realizar as tarefas anteriores.

Na sequência do teste, IFA 1 acertou a tarefa 8, também de inferência. Também a favor da conclusão da influência do desempenho de leitura no impresso na tarefa de inferência pesa o fato de IFA 2 ter acertado a tarefa 6. Ela não entendeu a diferença entre as barras, deixando claro, ao final do teste, que, para ela, as barras têm a mesma função e significado. Ela errou a tarefa 4 e 5 de identificação de informação no visual, embora tenha utilizado as informações visuais nas tarefas 4 e 5, tarefas que tinham o objetivo inclusive de verificar se os informantes haviam compreendido a estrutura principal do infográfico – gráfico central – . Mesmo assim ela foi capaz de realizar a inferência na tarefa 6. Para isso, relacionou as duas barras de bandeiras, utilizando a informação que ela utilizou na tarefa 2, segundo a qual as linhas indicam direção (de jogadores) apesar de ela não ter entendido qual é essa direção, pois não compreendeu o significado das duas barras. Em relação ao conhecimento prévio sobre futebol, os informantes masculinos com baixo desempenho erraram a tarefa 6, embora tivessem o conhecimento sobre futebol, assim como IMB 1 vai demonstrar na tarefa 8 mais adiante. Esse conhecimento não se revelou em vantagem para os informantes masculinos em relação às informantes femininas com baixo desempenho, que também erraram a tarefa 6.

O tipo de infográfico pode explicar o porquê de os informantes do infográfico 2,

Tapuiassauro, com baixo desempenho realizarem corretamente a tarefa 6, ao contrário dos

informantes do infográfico 1, Jogadores da Copa, com desempenho baixo. Esse último é um infográfico de dados desconhecidos a priori pelo leitor, são topologias como as linhas e barras, o que Manovich (2011) chamou de visualização de informação (infovis no original). Em oposição às infovis, temos as visualizações de dados que são produzidas com base em estruturas de conhecimento comum, como as imagens dos dinossauros, que são frequentes para alunos regulares da Educação Básica. Uma linha do tempo também é frequente para esse aluno, linha sobre a qual se organizam os dinossauros no infográfico 2, Tapuiassauro. Para Kress e van Leeuwen (2006), o infográfico 1 tem imagens de padrão tecnológico no que diz respeito à sua recepção por grupos de sujeitos, ou seja, são imagens direcionadas para pessoas que consideram as topologias, como as linhas do infográfico 1, com alto nível de modalidade

– grau de verdade –. Por isso, o reconhecimento e o processamento das informações no

infográfico 1, Jogadores da Copa, tendem a ser mais trabalhosos para os leitores, como o foi para os informantes com baixo desempenho na tarefa 6. Entendemos que as linhas e barras do infográfico 1, Jogadores da Copa, são representações mais abstratas, topologias que representam direção e quantidade, por isso precisam ser compreendidas primeiramente pelos leitores como tal para haver compreensão, enfim, os leitores precisam dar valor de verdade para as topologias, portanto, esse processamento anterior à compreensão pode significar mais esforço e dificuldades para o leitor.

Apresentamos esse entendimento, neste trabalho, compartilhando a posição de Cairo (2008b, p.22) que também acredita na visualização de informação como “uma representação

abstrata da realidade”, posição compartilhada também por Peltzer (1991, p.37) para quem “a

linguagem icônica tende sempre para a abstração por ser um modo de expressão que busca a

realidade nos códigos universais”. Do mesmo modo, admitimos, baseados em Hendersen e

Ferreira (2004), que o leitor, ao se deparar com uma visualização de informação com presença de elementos já conhecidos, processaria mais facilmente as informações do que nas visualizações de informação cuja estrutura, seu tópico global, não é conhecida a priori. Baseamo-nos também no aspecto da escala humana da teoria da mesclagem conceitual Fauconnier e Turner (2002), isto é, o aspecto da cognição humana que processa informação, comprimindo-a com o objetivo de atingir, em uma escala, um ponto que seria compreensível para nosso entendimento. Os dados da tarefa 6 parecem demonstrar que a proficiência de

leitura dos informantes no meio impresso foi determinante para a realização de inferência na tarefa 6 do infográfico 1.