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5. AĞAÇ MALZEMENİN KURUTULMASI

5.1. Kurutmayı Etkileyen Faktörler

6.1.1. Sıcak ve Nemli Hava İle Kurutma

6.1.1.2. Kurutma

Fenômenos na escala de tempo intrasazonal são importantes moduladores da atividade convectiva sobre a AS e podem exercer influência no posicionamento e intensidade da Zona de Convergência do Atlântico do Sul – esta, por sua vez, é a principal responsável pelos altos índices pluviométricos sobre a região SE do Brasil.

A análise em Funções Ortogonais Empíricas de ROL e vento meridional em 850 mb, com filtragem na banda 20 – 70 dias para o período de dez2002/jan2003, foi aplicada com a finalidade de estudar oscilações nesta escala de tempo no oceano Índico e investigar seus sinais na região da ZCAS, em termos da atividade convectiva e do escoamento em baixos níveis.

A Figura 4.33 mostra os dois primeiros modos de variabilidade de ROL filtrada para o período de dez2002/jan2003 – este período foi escolhido porque

inclui o evento extremo de verão da OMJ e vários episódios de ZCAS sobre a AS (vide Tabela 4.3). A EOF1 representa 34,55% da variância e a EOF2 representa 24,99%, totalizando 59,54% do total da variância explicada. Os demais campos espaciais (não mostrados) explicam 15,54% e 11,11% da variância total para a EOF3 e EOF4, respectivamente. Para o vento meridional em 850 mb a EOF1 representa cerca de 33,55% e a EOF2 representa 22,34%, perfazendo um total de 55,89% do total da variância explicada por todos os modos de oscilação (resultados não apresentados).

O campo da EOF1 de ROL mostra uma forte atividade convectiva sobre a região de controle INDI e supressão da convecção sobre a região de controle PO e na região da ZCAS. Todavia, o campo espacial da EOF2 mostra um núcleo convectivo na região do oceano Índico e um forte sinal de supressão da atividade convectiva sobre o Continente Marítimo (Indonésia) e oceano Pacífico Oeste. A EOF2 mostra ainda uma forte atividade convectiva sobre toda a região norte da AS e também sobre a região da ZCAS – padrão similar foi encontrado em Carvalho et al. (2004) na EOF2 – em que a supressão da convecção sobre o CM estava associada ao aumento da atividade convectiva sobre a porção leste da AS. Os mesmos mostraram que esta fase da OMJ modula a persistência da ZCAS com a ocorrência de extremos de precipitação sobre várias regiões do Brasil, incluindo a região SE.

Figura 4.33 - Dois primeiros modos de variabilidade de ROL filtrada de dez2002 a jan2003:

(acima) EOF1 e (abaixo) EOF2. O número entre parênteses abaixo de cada figura é a variância explicada de cada modo. Unidade em W/m2.

A Figura 4.34 mostra os coeficientes temporais dos campos espaciais de cada EOF apresentada anteriormente para os meses de dezembro de 2002 e janeiro de 2003; estes coeficientes indicam a mudança ao longo do tempo dos modos espaciais de cada campo. É possível ver que em 22dez2002 o coeficiente temporal da EOF1 é positivo, indicando que o primeiro modo representa perfeitamente a estrutura espacial da atividade convectiva para aquele dia (convecção no CM e supressão na ZCAS). Por outro lado, no dia 09jan2003 o coeficiente temporal da EOF1 é negativo, indicando que o padrão espacial na região da ZCAS se inverte, ou seja, passa a apresentar atividade convectiva, o que está de acordo com a Figura 4.13 – lag=+18. De acordo com o coeficiente temporal da EOF1, a atividade convectiva persiste do dia 13 a 19 de janeiro de 2003 – evento de ZCAS conforme a Tabela 4.3.

Figura 4.34 - Séries temporais dos coeficientes dos dois primeiros modos de variabilidade de ROL

filtrada: (acima) EOF1 e (abaixo) EOF2. Valores adimensionais.

Anomalias de vento em baixos níveis de oeste (leste) correspondem à fase ativa (inativa) da ZCAS (JONES & CARVALHO, 2002), fortalecendo (enfraquecendo) o sistema de monções sobre a AS tropical. A análise do vento meridional pode evidenciar a convergência de umidade nos baixos níveis, o qual serve como aporte à divergência em altos níveis para a formação de sistemas convectivos de grande porte. Para tanto, aplicou-se a técnica em EOF aos dados filtrados de ROL e do vento meridional em 850 mb para a região que abrange a AS (80ºW – 20ºW; 5ºN – 30ºS). Dessa forma, foi aplicada combinação linear dos dois primeiros modos de variabilidade (EOF1 e EOF2) por seus respectivos coeficientes temporais, gerando um modo de variabilidade de maior variância explicada, tanto para a ROL filtrada quanto para o vento meridional filtrado em baixos níveis.

A Figura 4.35 mostra a EOF da combinação linear dos dois primeiros modos de variabilidade de ROL filtrada (cor em fundo) e do vento meridional filtrado em baixos níveis (V850mb – contornos) a cada 5 dias (cinco primeiras) e depois a cada 2 dias (cinco últimas) – linhas continuas representam o vento de Sul e linhas tracejadas representam o vento de Norte. Por outro lado, valores negativos de ROL (em azul) representam atividade convectiva e valores positivos de ROL (em amarelo) representam supressão da atividade convectiva.

De acordo com a Figura 4.13 o dia 22dez2002 mostra forte atividade convectiva na região de controle INDI e supressão da atividade convectiva na região da ZCAS. Dessa forma, algumas considerações podem ser feitas a respeito da Figura 4.35, conforme a sequência apresentada.

Do dia 22dez2002 ao dia 01jan2003 a ROL indica forte supressão (valores positivos) da convecção sobre a região da ZCAS. Para os baixos níveis o V850mb mostra as seguintes características:

1. sobre o continente – ventos de Norte ao sul e ventos de Sul ao norte, caracterizando divergência em baixos níveis;

2. sobre o oceano – ventos de Norte a oeste e ventos de Sul a leste, caracterizando um padrão de divergência em baixos níveis.

O período entre o dia 06 e o dia 10 de Janeiro de 2003 é uma transição entre a supressão e o início da atividade convectiva na escala de tempo intrasazonal na região da ZCAS. Em 11jan2003 a oscilação de Madden-Julian já se encontra sobre a AS interagindo com a ZCAS, mostrando um padrão inverso ao do dia 22dez2002.

Do dia 13 ao dia 19jan2003, a ROL mostra forte atividade convectiva na escala de tempo intrasazonal sobre a região da ZCAS e em baixos níveis algumas considerações podem ser feitas:

1. sobre o continente – ventos de Norte a norte e ventos de Sul a sul, caracterizando convergência em baixos níveis;

2. sobre o oceano – ventos de Norte a leste e ventos de Sul a oeste, caracterizando um padrão de convergência em baixos níveis.

(22dez2002) (27dez2002)

(01jan2003) (06jan2003)

(11jan2003) (13jan2003)

(19jan2003) (21jan2003)

Figura 4.35 - Combinação linear dos dois primeiros modos de variabilidade de ROL filtrada (cor

em fundo) e do vento meridional filtrado em baixos níveis (V850mb – contornos) a cada 5 dias (cinco primeiras) e depois a cada 2 dias (cinco últimas). Unidades: ROL em W/m2 e V850mb em

m/s.

Em resumo, as observações mostram que o escoamento meridional em baixos níveis associado à ZCAS apresenta variabilidade na escala de tempo intrasazonal, possivelmente associada ao pulso convectivo da OMJ sobre o oceano Índico – em particular, a região da ZCAS2 foi aonde ocorreu a maior variabilidade espacial, tanto em altos níveis como em baixos níveis em relação ao evento de 22dez2002. Este fato pode ter importante implicação em estudos de modelagem numérica e ser útil para o monitoramento da atividade convectiva associada à ZCAS durante o verão Austral para a região SE do Brasil.

Benzer Belgeler