• Sonuç bulunamadı

1.5. Kurumsal İtibarın Temel Bileşenleri

1.5.6. Kurumsal Sosyal Sorumluluk

1.5.6.2. Kurumsal Sosyal Sorumluluk: İşletme Dışı Ölçütler

O presente estudo analisou as políticas de recursos humanos em saúde, no período de 1986 a 2005, enfocando as particularidades da enfermagem quando anunciadas nos documentos analisados. O marco inicial do estudo foi o ano de 1986 com a 8ª CNS que demarcou a reformulação do Sistema Nacional de Saúde impactando a assembléia Constituinte na elaboração do capítulo da Saúde, e, a I CNRHS que deu visibilidade aos recursos humanos em saúde como componente estratégico para a viabilidade do Sistema Único de Saúde.

No período estudado houveram cinco CNS e três CNRHS, desta a última em 2005 foi denominada III Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, pontuando a idéia dos gestores federais sobre a necessária articulação entre trabalho e educação.

A análise dos dados conformou duas categorias, uma intitulada A formação e capacitação de recursos humanos em saúde, com quatro sub- categorias, a primeira denominada Os marcos legais da formação em saúde, que assinala uma perspectiva tradicional e dissociada do Ministério da Saúde e Ministério da Educação, fazendo repercutir essa lógica ministerial estanque, nas ações de formação geral e específica dos profissionais da saúde. Essa problemática foi pontuada em 2001 em parecer do Conselho Nacional de Educação e, em 2005, quando se registra uma progressão política, por ocasião da oficialização de cooperação técnica entre os dois ministérios, através de portaria Interministerial.

A segunda sub-categoria intitulada A dimensão curricular na formação em saúde, pautou a inadequação curricular das áreas da saúde, tendo em vista as

necessárias mudanças requeridas no processo produtivo em saúde para implementação das diretrizes do SUS. A contribuição específica da enfermagem esteve presente valorizando a construção coletiva de um projeto educacional para a enfermagem brasileira com ênfase no modelo de atenção e no trabalho em equipe. As deficiências dos currículos do nível médio também estiveram na pauta das conferências, tendo início o debate sobre a formação de alunos-trabalhadores de enfermagem culminando com projetos de inclusão social como o Projeto Larga Escala na década de 80 e, posteriormente, o Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem, no ano 2000.

A sub-categoria A perspectiva das metodologias de ensino-aprendizagem, retrata que desde a 8ª CNS a estratégia de integração docente assistencial vem sendo pontuada como importantíssima para a formação profissional e como possibilidade de articulação ensino-serviço a fim de criar melhores estratégias de desenvolvimento de metodologias de ação-reflexão-ação. Todavia ao longo do período essa estratégia teve pouco impacto nas universidades, sendo redesenhada em 2005, no Programa de Reorientação da Formação em Saúde, com aplicação para enfermagem, medicina e odontologia.

A última sub-categoria desse eixo temático refere-se a Capacitação de recursos humanos em saúde, que no período de 1986 a 2003 esteve conformada na lógica da educação continuada sem expressão de um projeto político de capacitação em serviço e, somente com a 12ª CNS amplia-se essa visão,propondo em âmbito governamental, uma Política Nacional de Educação Permanente em Saúde com recursos financeiros federais, instituída em portaria, no ano de 2004.

A segunda categoria trata da Gestão do trabalho em saúde, com duas sub-categorias, a primeira intitulada A regulação do trabalho em saúde, em que

constatamos que desde a 8ª CNS, o plano de carreira é conclamado pelos trabalhadores da saúde, sendo que na 10ª CNS se discute uma Norma Operacional Básica de Recursos Humanos em Saúde- NOB/ RH-SUS, que visa contemplar a relação dos trabalhadores com as distintas instâncias de gestão do SUS: municipal, estadual e federal. No entanto, essa dimensão de carreira, cargos e salários permanece sem solução até os dias atuais muito embora se tenha aprovado a NOB/RH-SUS, em sua primeira versão em 1998.

A outra sub-categoria está vinculada A precarização do trabalho no SUS; esse tema é muito atual e surge como pauta de discussão na 11ª CNS carreado pela problemática gerada em torno da terceirização de profissionais do SUS, em que o caráter de flexibilização de contratos tem privilegiado a dimensão de precariedade com perdas de proteção social por parte dos trabalhadores da saúde.

Essa questão reflete a persistência de importantes problemas de distribuição, migração, baixos salários, iniqüidades e falta de articulação entre a formação de pessoal e as necessidades do sistema de saúde. As relações informais que têm gerado inquietações, alto número de vínculos empregatícios, trazendo implicações para a qualidade da atenção prestada ao usuário, bem como para a vida pessoal de cada trabalhador.

A presente investigação possibilitou realizar uma análise conjunta de dados documentais, levando-nos a uma percepção importante dos movimentos sociais dos trabalhadores da saúde, que ao longo do período pautaram temas de interesse na garantia do SUS e de direitos trabalhistas, em termos de formação e de gestão do trabalho. Analisamos que a definição de políticas de recursos humanos em saúde acontece como parte de uma construção de trabalhadores e sociedade. Essa dinâmica é plural e conflitual, na medida em que contribui para revelar

possibilidades de avanços mas também expõe fragilidades dos contextos políticos governamentais.

Registramos que a análise de conjunto dos excertos evidenciaram momentos históricos em que houveram mudanças nas orientações políticas de um governo para outro, interrompendo bruscamente projetos em curso, fazendo-se perceber com clareza descontinuidades acerca das políticas de recursos humanos em saúde.

Acreditamos que em termos futuros, dada a repercussão internacional da crise de recursos humanos em saúde, tenhamos políticas com maior potencial de operacionalização, considerando a política maior da Organização Mundial de Saúde, que em 2006 decretou o Decênio de Recursos Humanos em Saúde, com o objetivo de valorizar os profissionais da área tendo como objetivo a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

REFERÊNCIAS

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.229p.

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Secretaria do Ensino Superior. Programa de Integração Docente Assistencial- IDA. Brasília, MEC/SESU/CCS, 1981.32p., n.3.

Cadernos da Ciência da Saúde, 1981.

__________. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do

Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.

__________. Ministério da Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União.

Brasília, DF, 23 dez. 1996.

__________.Ministério da Educação. Parecer 16/99, de 05.10.1999. Diretrizes

Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico.1999

__________, Ministério da Saúde. Oferta de qualificação é necessária para melhorar a atenção à saúde. Revista Formação, v.1, p. 9-18.Secretaria de Gestão de

Investimentos em Saúde Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem- PROFAE. Jan,2001.

________ Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Coordenação Geral da Política de Recursos Humanos. Política de Recursos Humanos para o

SUS: balanço e perspectivas. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de

Saúde. Coordenação Geral da Política de Recursos Humanos. Brasília:Ministério da Saúde, p.35,2002.

________.Ministério da Saúde. Resolução n. 335 de 27 de novembro de 2003.

Política de Educação e Desenvolvimento para o SUS: Caminhos para a Educação Permanente em Saúde. Pólos de Educação Permanente em Saúde,

Brasília, DF, Série C. Projetos, Programas e Relatórios, Brasília, 2003.

________.Ministério da Saúde. QUALISUS: Política de Qualificação da Atenção à

Saúde. Brasília, DF, 2004.

________.Ministério da Saúde. Conselho Nacional de saúde. Princípios e

Diretrizes para a gestão do trabalho no SUS (NOB/RH-SUS).3 ed. Rev.atual.

_________. Ministério da Saúde. Pró-Saúde: programa nacional de reorientação

da formação profissional em saúde. Ministério da Educação, Brasília: Ministério

da Saúde, 80 p., 2005 b.

_________Ministério da Saúde. Educar-SUS. Notas sobre o Desempenho do

Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Período de 2004-2005.

Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação na Saúde. P.105, Brasília, 2005 c.

CAMPOS, F.E.; SANTANA, J.P. In: Brasil, Ministério da Saúde. Política de

Recursos Humanos em Saúde. Seminário Nacional, Brasília, p.184, 2002.

CAMPOS, F. E.; AGUIAR, R.A.T. Atenção Básica e Reforma Curricular. In: NEGRI, B; FARIA,R; VIANA, A.L.d’A. Recursos Humanos em Saúde: Política,

Desenvolvimento e Mercado de Trabalho - Campinas. SP: Unicamp ,p.91-100,

2002.

CASTRO, J.L.et al. Izabel dos Santos: a arte e a paixão de aprender fazendo. Observatório Rh NESC/UFRN, p. 128, Natal, 2002.

CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE, 8, Brasília, D.F,mar/1986. Anais. Brasília, Ministério da Saúde DF, p.430,1986.

CONFERÊNCIA NACIONAL DE RECURSOS HUMANOS,I, Relatório Final Ministério da Saúde. Brasília DF,1986,disponível em:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/CNRH_sa%FAde.pdf.

CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE ,9, Brasília, 1992. Anais. Ministério da Saúde.Brasília, DF, v.1-2,1992.

CONFERÊNCIA NACIONAL DE RECURSOS HUMANOS, II,Brasília,1994. Relatório

Final, Ministério da Saúde .Brasília, DF,Cad RH Saúde, disponível:

http://www.opas.org.br/rh/pub_det.cfm?publicacao=34

CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE,10, Brasília,1996, Relatório Final, Ministério da Saúde.Brasília, disponível

CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE,11, Brasília,2000, Relatório Final, Ministério da saúde.Brasília, disponível

em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/11_cns.pdf,

CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE,12 ,Brasília,2003, Relatório Final, Ministério da Saúde, Brasília, disponível em:

http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/04_0872_M.pdf

CONFERÊNCIA NACIONAL DE GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE III, Relatório Final, Brasília, DF,2006, Cad RH Saúde, Ministério da Saúde, p.181, http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_rh.pdf

CROSSETI, M.da G.O, et al. Relato de uma experiência de integração docente

assistencial no HCPA. Trabalho apresentado no Encontro Nacional de

Enfermagem de Hospitais de Ensino, Fortaleza,1995.

DELUIZ, N. Qualificação, competências e certificação: visão do mundo do trabalho.

Rev. Formação, n.2, p.5-15, mai,2002.

EGRY, E.Y.; FONSECA, R.M.G.S. Dimensão pedagógica da integração docente- assistencial como estratégia de intervenção no saber/fazer em saúde coletiva,

Saúde debate, n. 42, p.16-22, 1994.

FARIA, R; VIANA,A.L.d’A. Experiências inovadoras de capacitação de pessoal para atenção básica no Brasil: balanços, limites e possibilidades dos Pólos. In: NEGRI, B; FARIA,R; VIANA, A.L.d’A. Recursos Humanos em Saúde: Política,

Desenvolvimento e Mercado de Trabalho - Campinas. SP: Unicamp,p.127-159 ,

2002.

FERRAZ, C. A. ; MISHIMA, S. M. ; COLABORADORES . La reforma del sector salud y sus implicaciones para la práctica, la regulación y la educación de enfermería en Brasil.

Serie 27 Desarrolo de Recursos Humanos, Washington, D.C., p. 67-71, 2001.

AMÂNCIO FILHO, A; WERMELINGER, M.C.M.W; GARCIA, A.C.P. A Formação Profissional de Nível Médio na Área da Saúde: a Modalidade Seqüencial em Foco,Trabalho e Educação, n.9, sem data.

FONSECA, C.D.; SEIXAS, P.H.D’A. Agenda Nacional de Recursos Humanos em Saúde: Diretrizes e Prioridades. In: NEGRI, B; FARIA,R; VIANA, A.L.d’A. Recursos

Humanos em Saúde: Política, Desenvolvimento e Mercado de Trabalho -

GIL, C.R.R; CERVEIRA, M. A. C.; TORRES, Z.F. Pólos de capacitação em Saúde

da Família: alternativas de desenvolvimento de recursos humanos para a atenção básica. In: NEGRI, B; FARIA,R; VIANA, A.L.d’A. Recursos Humanos em Saúde: Política, Desenvolvimento e Mercado de Trabalho - Campinas. SP:

Unicamp, p.103-125, 2002.

INEP. A trajetória dos cursos de graduação na área da saúde: 1991-2004/ Org: HADDAD, A.E. et al. Brasília. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas

Educacionais Anísio Teixeira, p. 531, 2006.

BIASOTO JÚNIOR, G. Recursos Humanos e qualificação profissional: impasses e possibilidades.Rev. Formação, n. 5, p. 75-85, Brasília, 2002.

LIMA, J.C.F et al. Educação profissional em saúde: uma análise a partir do censo escolar 2002. In: Brasil, OPAS. Observatório de recursos humanos em saúde no

Brasil: estudos e análises, Brasília, 2004,v.2, p.203-222,Ministério da

Saúde,OPAS, 2004.

LÜDKE, M., ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação:abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

NOGUEIRA, R.P. Recursos Humanos como uma Função Política de Regulação, 2001.In:http://www.pessoalsus.inf.br/Temas/regul_do_trab_nas_insts_pub_de_saúd e2.htm

________ , R.P. O Trabalho em Saúde Hoje: Novas Formas de Organização. In: NEGRI, B; FARIA,R; VIANA, A.L.d’A. Recursos Humanos em Saúde: Política,

Desenvolvimento e Mercado de Trabalho. Campinas. SP: Unicamp, p. 257-274,

2002.

_________, R.P.; BARALDI, S.; RODRIGUES, V.A. Limites críticos das noções de precariedade e desprecarização do trabalho na administração pública. In: BRASIL, OPAS. Observatório de recursos humanos em saúde no Brasil: estudos e

análises, Brasília, 2004,v.2, p.81-103,Ministério da Saúde,OPAS, 2004.

OLIVEIRA, C.C. Modelos de integração docente-assistencial. Apresentado no 5º Encontro Nacional de Enfermeiros de Hospitais de Ensino. Anais do 5º Encontro.... Florianópolis, UFSC, p.101-122, 1987.

OPAS. Relatório Mundial da Saúde. Organização Mundial da Saúde. 2006.Disponível em: http://www.opas.org.br/gentequefazsaude/

OPAS. Desenvolvimento e fortalecimento da gestão dos recursos humanos no

setor da saúde. Organização Pan- Americana da Saúde, Organização Mundial da

Saúde. 43º Conselho Diretor, 53º Sessão do Comitê Regional, Washington, D.C., 2001.

PADILHA, M.I.C.S. Análise crítica das causas de integração e/ou desintegração docente-assistencial na enfermagem. Rev. Gaúcha Enf., v.12, n.1, p.33-37,1991.

PIMENTEL, Alessandra.O método da análise documental: seu uso numa pesquisa historiográfica. Cad. Pesqui., Nov. 2001, no.114, p.179-195.

RIBEIRO, E.C.O. Educação Permanente em saúde. In: Marins, J.J.N; Rego, S.;Lampert, J.B; Araújo, J.G.C. ln: Educação Médica em Transformação:

instrumentos para a construção de novas realidades. Hucitec,p. 285-303, 2004.

SANTANA, J.F.N.P. Entrevista: Depoimento de um planejador.Entrevistadores: Viana, A.L.d’A; SILVA, H.P. In: NEGRI, B; FARIA,R; VIANA, A.L.d’A. Recursos

Humanos em Saúde: Política, Desenvolvimento e Mercado de Trabalho -

Campinas. SP: Unicamp, p. 405-418,2002.

SANTOS, I; SOUZA, A.A; VIEIRA, T.C.V. Preparação de Pessoal pelas

instituições de Saúde. Mimeografado. Brasília. 1987.

SEMINÁRIO NACIONAL DE DIRETRIZES PARA EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM NO BRASIL, 4.,2000, Fortaleza. Relatório final... Fortaleza: Associação Brasileira de Enfermagem: Ceará, 2000.

SILVA, G.T.R. Os egressos de uma Escola do nível médio de Enfermagem do

Município de São Paulo: repensando a formação profissional. Dissertação de

Mestrado. Escola de Enfermagem da USP. São Paulo,2000.

SILVA, J.A. Estratégias de qualificação e inserção de trabalhadores de nível médio na área da saúde. In: NEGRI, B; FARIA,R; VIANA, A.L.d’A. Recursos Humanos em

Saúde: Política, Desenvolvimento e Mercado de Trabalho. Campinas. SP:

Unicamp, p.373-401, 2002.

TAKAHASHI, R.T. O olhar da dimensão da práxis do ensino voltada para a

formação dos técnicos de enfermagem. Tese Livre docência. Escola de

TELLES, J.L. Desafios éticos na formação de profissionais auxiliares em saúde. In:

Formação de pessoal de nível médio para a saúde: desafios e perspectivas.

Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Org.). FIOCRUZ, 48, Rio de Janeiro, 1996.

VIEIRA, A.L.S et al. Tendências do sistema educativo no Brasil: medicina, enfermagem e odontologia. In: BRASIL, OPAS. Observatório de recursos

humanos em saúde no Brasil: estudos e análises, Brasília, 2004,v.2, p.183-202

Benzer Belgeler