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Kurtuluş kanıtının getirilmemiş olması

4. TBK M 66 KAPSAMINDA ADAM ÇALIŞTIRANIN SORUMLULUĞU

4.2. Özel Şartlar

4.2.3. Kurtuluş kanıtının getirilmemiş olması

Alguns autores procuram relacionar a erodibilidade de um solo com seus índices de plasticidade: LL, limite de liquidez; LP, limite de plasticidade; e IP, índice de plasticidade.

Assim, Meireles (1967) afirma que solos fortemente erodíveis apresentam baixa plasticidade, representada por LL ≤ 21% e IP ≤ 8%.

Estudos realizados por Santos e Castro (1967) consideraram que, quando LL < 50% e IP próximo a 20%, os solos são classificados como de baixa plasticidade e, portanto, altamente erodíveis.

De acordo com Gray e Sotir (1996), o sistema de classificação americano “Unified Soil Classification System” pode ser usado como medida da erodibilidade dos solos, no sentido mais erodível para menos erodível, na seguinte ordem: ML (silte de baixa plasticidade) > SM (areia siltosa) > SC (areia argilosa) > MH (silte de alta plasticidade) > OL (solo orgânico de plasticidade baixa) > CL (argila de baixa plasticidade) > CH (argila de alta plasticidade) > GM (pedregulhoso siltoso) > SW (areia bem graduada) > GP (pedregulho pobremente graduado) > GW (pedregulho bem graduado).

Bastos (1999) classifica os solos como potencialmente erodíveis quando apresentam IP < 10%.

O critério sugerido por Fragassi (2001) e Mendes (2006) segue o proposto pelo DNER (1979), ou seja: solos com limite de plasticidade, LP ≤ 32% e IP ≤ 17% apresentam comportamento de bom a regular quanto a resistência à erosão.

Informações da curva granulométrica de um solo também podem ser usadas para determinar o seu potencial de erodibilidade.

Meireles (1967) propôs que:

• solos fortemente erodíveis % passante na peneira 200 ≤ 20%; • solos passíveis de forte erosão 20% < % passante na peneira 200

< 40%;

solos pouco erodíveis % passante na peneira 200 > 40%.

Já Bastos (1999) classifica os solos como potencialmente erodíveis quando menos que 55% das suas partículas passam pela peneira 200 (abertura igual a 0,074 mm).

Quando a parcela de argila encontrada na curva granulométrica for superior a 35%, Eltz et al. (2001) classificam os solos como erodíveis.

Fragassi (2001) considera os solos granulares como os mais erodíveis, com partículas do tamanho de areia fina ou silte e pouca quantidade de argila.

Fundamentado em dados da curva granulométrica, Fragassi (2001), na classificação dos solos quanto à erodibilidade, propôs a equação 2.12:

E = 0,0002 e 5,6444X (2.12)

em que:

E = erodibilidade (g/cm2); e

X = (% Silte + % Areia Fina) / (% Argila + % Areia Grossa).

Essa relação foi obtida partindo do princípio de que as argilas e as areias grossas são mais resistentes à desagregação do que as areias finas e siltes, correlacionado à erodibilidade com o quociente da porcentagem de solos erodíveis com solos não erodíveis.

De acordo com este mesmo autor, o DNER (1979) sugere que solos com boa a regular resistência à erosão apresentam 49% ≤ % passante na peneira 40 (abertura igual a 0.425 mm) ≤ 96%.

Uma proposta para avaliar a erodibilidade dos solos relacionando Índice de Plasticidade (IP) e Coeficiente de Uniformidade (Cu) é apresentada na Tabela 2.5 (SANTOS, 2001).

Tabela 2.5 - Critérios adotados por Santos (2001) quanto à relação entre erodibilidade, IP (Índice de Plasticidade) e coeficiente de uniformidade (Cu)

IP Erodibilidade Cu Erodibilidade

IP > 15 boa resistência à erosão Cu < 5 solos erodíveis

15 > IP > 6 média resistência à erosão 5 < Cu < 15 solos de média erodibilidade IP < 6 baixa resistência à erosão Cu > 15 solos de baixa erodibilidade

Também, são feitas algumas correlações entre índices físicos e perdas de solo.

A experiência do Serviço de Conservação do Solo (SCS), citada por Bastos (1999), permitiu distinguir duas classes de solos quanto à resistência a erosão: solos facilmente erodíveis com índices de vazios (e) > 0,7 e solos resistentes à erosão com índices de vazios 0,7.

Fácio (1991) também discutiu a influência da sucção na erodibilidade. Esse autor verificou o crescimento da perda de solo com a redução no grau de saturação (S) através de vários ensaios em amostras com diferentes condições de umidade. Quanto menor o grau de saturação e maior a sucção, maior a capacidade do solo em absorver água. Com umedecimento, reduz-se a coesão aparente e o ar presente nos vazios é comprimido, sendo capaz de gerar poropressão positiva, que, dependendo da estrutura do solo, pode desagregá-lo.

O peso específico dos grãos (γs) pode ser considerado, segundo Mendes (2006), um fator controlador dos processos erosivos, pois está relacionado ao maior ou menor grau de compactação dos solos. Assim, quanto maior o γs, mais compacto o solo estaria e, consequentemente, menos erodível ele seria.

Muitos autores correlacionam a erodibilidade com a resistência ao cisalhamento dos solos.

Bastos (1999), em uma análise simplificada do problema de erosão por fluxo superficial em um talude, concluiu que a oposição ao movimento dos grãos pela ação do fluxo na superfície é feita pela resistência ao cisalhamento entre a camada de grãos superficial e a subjacente. Em função dos pequenos valores de tensão normal encontrados na superfície do talude sujeito à erosão, a parcela coesiva da resistência assume maior importância. Portanto, a erosão depende da coesão do solo na superfície do talude, que pode ser alterada se houver infiltração das águas pluviais. Sugere ainda que os parâmetros de resistência coesão, c, e ângulo de atrito, φ, sejam obtidos por meio de ensaios realizados com amostras nas condições de umidade natural e inundados.

Esse mesmo autor recomenda a realização do ensaio de cisalhamento direto para avaliar os parâmetros de resistência e, consequentemente, a erodibilidade do solo. Por outro lado, sugere que o potencial de erodibilidade seja relacionado com a variação da coesão (∆c) entre envoltórias de resistência obtidas com amostras na umidade natural e amostras inundadas. Identificou que solos que se apresentaram potencialmente erodíveis em ensaios de Inderbitzen mostraram elevadas variações de coesão com a inundação e propôs que se caracterizassem como solos com alta erodibilidade aqueles que

(

)

nat inu nat c c c c = ∆ (2.13) em que: ∆c = variação de coesão;

cnat = coesão na condição natural; e cinu = coesão inundada.

A análise em termos do parâmetro ∆c permite entender a tendência de crescimento da taxa de erodibilidade com ∆c e identificar os solos com média a alta erodibilidade como aqueles que apresentam elevada variação de coesão com a inundação, igual ou superior a 85%.

Lima (2003) aponta os fatores que contribuem para o aumento da instabilidade dos taludes em voçorocas. Esses fatores atuam, seja aumentando as tensões cisalhantes, seja diminuindo a resistência ao cisalhamento dos solos. Assim:

• Fatores que aumentam as tensões cisalhantes em taludes e paredes de voçorocas: desconfinamento lateral, sobrecarga, solapamento, pressão lateral, pressões de percolação de água dentro do maciço, tensões transitórias relacionadas a vibrações de diversas origens, como sismos, máquinas, tráfegos e vibrações devido a explosivos.

• Fatores que podem diminuir a resistência ao cisalhamento dos solos: composição e textura, reações físico-químicas, redução das tensões de sucção decorrentes do aumento do grau de saturação, alterações da estrutura, fissuramento do solo provocado por ressecamento, lixiviação de compostos solúveis, liquefação de areias finas saturadas, provocada por vibrações e remoção da vegetação.

2.5.2. Estudos de erodibilidade de solos por meio de correlações com a

Benzer Belgeler