• Sonuç bulunamadı

Por ser de lá do sertão, lá do serrado, lá do interior do mato, da caatinga do roçado

eu quase não saio, eu quase não tenho amigo Eu quase que não consigo ficar na cidade sem viver contrariado... Por ser de lá na certa, por isso mesmo não gosto de cama mole, não sei comer sem torresmo eu quase não falo, eu quase não sei de nada sou como a rês desgarrada nessa multidão boiada, caminhando a esmo...

Gilberto Gil e Dominguinhos

Trabalharemos neste fragmento do capítulo com o conceito de cidade e meio ambiente, na busca por compreender as organizações sociais e sua relação com o território, sobretudo, no contexto urbano. Trouxemos a epígrafe de Lamento Sertanejo Gilberto Gil e Dominguinhos neste início pois ela nos indica dois pontos caros a esta pesquisa. O primeiro é a potência dos sujeitos frente à dureza da vida, o sertão é o lugar desta expressão, a caatinga, a seca, a fome, a incerteza da chuva, tudo isso faz do sertanejo um sujeito, antes de mais nada, sobrevivente, que resiste à morte e coloca a fé, a esperança de colher seu alimento de ter a sua terra fértil e produtiva como fonte de energia. Esta relação com o chão com o lugar é o segundo ponto que a canção nos oferece, uma relação com o lugar que não se finda, que se mantém mesmo quando não se vive mais naquele chão, mesmo para quem abandona o seu lugar, sua terra natal. O movimento da vida nos cobra um acerto de contas com este passado, com esta cidade invisível que permanece em nossa memória. A cidade real nos pede projetos para o futuro. O lugar em que vivemos no presente nos empurra para nos relacionarmos com ele. A vida pulsa nesta cidade real, aquela que temos como possibilidade.

Encontramos em Charles Baudelaire, poeta francês do século XVIII, alguns textos que nos fazem pensar sobre o processo de transformação e aceleramento da vida sobretudo de um contexto de revolução industrial, que traz consigo um intenso vigor da urbanização que avançava sobre os territórios que, de maneira bem humorada, encontra maneira de habitar este novo cenário:

– O quê! Você por aqui, meu caro? Você, num lugar suspeito! Você, o bebedor de quintessências! Você, o comedor de ambrosia? Em verdade, tenho de surpreender- me!

– Meu caro, você conhece meu pavor pelos cavalos e pelos carros. Ainda há pouco, enquanto eu atravessava a avenida, com grande pressa, e saltitava na lama por entre este caos movediço em que a morte chega a galope por todos os lados ao mesmo tempo, minha auréola, num movimento brusco, escorregou da minha cabeça para a lama da calçada. Não tive coragem de juntá-la. Julguei menos desagradável perder minhas insígnias do que deixar que me rompessem os ossos. E depois, pensei, há males que vêm para bem. Posso agora passear incógnito, praticar ações vis e me entregar à devassidão, como os simples mortais. E eis-me aqui, igualzinho a você, como vê!

– Você deveria ao menos mandar anunciar esta auréola, ou mandar reavê-la pelo comissário.

entedia. E também, penso com alegria que algum poeta ruim há de juntá-la e vesti-la imprudentemente. Fazer alguém feliz, que prazer! E sobretudo, um feliz que vai me fazer rir! Pense em X ou em Z, puxa! Que divertido vai ser! (BAUDELAIRE, 1988, p. 217)

O poema nos convida a pensar nesta cidade que se apresenta como um ambiente caótico, impossível até de se abaixar para recolher um objeto caído no chão. Contornos de uma paisagem característica de grandes cidades, que parece apresentar uma proposta de convivência pacífica entre carros e pedestres. O poeta que perde sua auréola ao atravessar a avenida revela seu descontentamento, e até mesmo o medo deste modo veloz que a vida ganha na cidade. No entanto, existe uma satisfação em perder o objeto que o identificava: sem a auréola o poeta vive a cidade como qualquer outro sujeito desconhecido na multidão, na cidade o poeta se torna qualquer sujeito e compõe o todo, se divertindo com a audácia de outros poetas que fariam uso de sua auréola.

O geógrafo Yi-Fu-Tuan (2012) com o conceito de Topofilia revela a íntima relação dos sujeitos com o meio ambiente, são linhas que tecem relações afetivas com o lugar e doam sentido para a construção da visão do mundo. Esta relação entre os sujeitos e o ambiente está ligada também à casa, ao lugar onde se vive, por escolha ou pela falta dela. Esta atitude de habitar um lugar, de viver em determinado local ou sair dele envolve muitas sensações, sentimentos, sonhos e lembranças que diversificam os modos de vida e modelam a história dos sujeitos. Nem sempre ao sair da terra natal é possível abandoná-la no passado, então vive- se em um lugar pensando em outro. Outras vezes busca-se um lugar ideal que só existe no pensamento. Vive-se no campo com o pensamento na cidade. Mora-se no agito da cidade sonhando com a tranquilidade do campo. Todos estes movimentos dos sujeitos que habitam os territórios vão moldando a cultura e multiplicando as percepções.

O autor nos ajuda a perceber que os lugares são as pessoas, e as pessoas são os lugares, e que existe uma grande diferença entre aquele que habita, que mora, e aquele que passa, que é estranho ou turista. Estas visões são sempre muito diferentes. Para um, a novidade enche os olhos, o novo desperta curiosidade crítica. Para o outro, pouca coisa fica visível, a capacidade de adaptação para o belo ou para o feio são inerentes ao ser humano que é capaz de inventar muitos mecanismos para conviver com as mais adversas situações e condições ambientais. Existe uma capacidade impressionante de criar estruturas para se viver com projetos de arquitetura e tecnologia. É possível resolver quase todas as dificuldades, no entanto, os seres humanos convivem com as incertezas constitutivas da natureza: os mares, as montanhas, os desertos, as florestas são tratados como sublimes ou pavorosos. Esta relação não se dispõe de maneira sólida, ela modifica, se altera e até se inverte de acordo com o

tempo, a cultura e a evolução da sociedade.

Outro conceito que nos interessa para este estudo são as relações dos sujeitos com o território que habitam, com atenção para o sentido produzido pelos sujeitos a partir da paisagem que o lugar oferece, principalmente àquelas atravessada pelas águas, pelo rio. Tuan (2012) descreve duas civilizações antigas: Egito e Mesopotâmia e de como se desenvolveram à beira do rio de modos desiguais as experiências com a natureza que regia boa parte da vida das pessoas.

O rio Nilo era fonte de alimento e de certeza dos povos que utilizavam a suas águas “não pode haver agricultura no deserto sem algum tipo de irrigação: o rio Nilo abre um corte meridional de grande fertilidade através do deserto arenoso. As águas da inundação do Nilo são extraordinariamente certas, proporcionando às bacias do vale não apenas água, como rico sedimento”. (TUAN, 2012, p. 125). O povo do Egito contava com as águas do Nilo, não das chuvas, para sua sobrevivência e diferenciavam as águas pluviais conhecidas como “Nilo do céu” das águas fluviais que provinham do interior do solo. As águas das chuvas eram destinadas ao uso dos animais e dos estrangeiros, enquanto as águas do Nilo serviam ao povo Egípcio “a chuva não era certa, o Nilo era”. (TUAN, 2012, p. 126). Outros aspectos bastante interessantes nesta relação do povo Egípcio com o rio Nilo era a noção de direção que o seu curso oferecia. Ao indicar que se ia ao norte, também significava ir rio abaixo. Ao indicar que se ia ao sul, significava ir rio acima. Outros sentidos eram atribuídos a esta dimensão norte e sul indicadas pelo rio.

A região do Egito e da Mesopotâmia carecem sempre de chuvas e das águas dos grandes rios que atravessam os territórios para irrigação da agricultura. O clima da Mesopotâmia é bem mais ameno que do Egito, já que as chuvas são mais frequentes tanto na parte alta quanto na parte baixa que garante boa parte do tempo uma agricultura sem irrigação. No Egito somente o Nilo é confiável. Na Mesopotâmia os rios Tigre e Eufrates não são tão certos, somente na primavera com o derretimento das geleiras ficam mais volumosos e causam inundações que demoram a baixar. A paisagem é instável e os cursos dos rios se misturam às lagoas, neste caso os rios presentes na paisagem da Mesopotâmia não oferecem o mesmo sentido que o Nilo:

A paisagem egípcia é nitidamente definida e simetricamente disposta ao longo do rio Nilo, em comparação à paisagem mesopotâmica, é indiferenciada: areia, planície aluvial, brejo com juncos e lagoas misturam-se uns com os outros. Os próprios cursos dos rios não estão claramente diferenciados nas terras inundadas ao seu redor: eles não são indicadores de direção, como é o Nilo (TUAN, 2012, p. 129)

como reconhecimento. O autor nos ajuda a pensar a organização urbana a partir do conceito de bairro e chama a atenção afirmando que esta definição é mais complexa do que pode se apresentar. Primeiramente a ideia do planejador, idealizador do bairro, não representa o que os moradores visualizam sobre ele. Pensemos em aspectos simples como a delimitação ou as fronteiras de um bairro ou distrito, ao olhar o mapa de uma cidade estes contornos são facilmente identificáveis, mas ao visitar estes territórios é possível encontrar outras organizações e delimitações elaboradas pelos moradores.

Outro sentido atribuído ao conceito de bairro é de que quanto mais se vive a cidade, quanto mais se interage e relaciona com os bairros do entorno, menos se percebe uma identificação com o território delimitado, o bairro se dilui no todo que é a cidade. Isso logicamente em locais favoráveis a esse contexto, ou seja, em aglomerados urbanos bairros que vão se expandindo e ganhando volume, abrigando a multiplicidade. Em locais com fronteiras bem definidas, afastados dos centros urbanos ou isolados por questões econômicas, culturais ou sociais, caso da separação de bairros de ricos e pobres ou de brancos e negros, exibe alta complexidade no modo de enxergar a singularidade. Enquanto os ricos mantém seu movimento separatista, a classe média se sente ameaçada por estar vulnerável à invasão de outros habitantes vindos de outras localidades e os negros obrigados a desenvolver um sentido de território como protetor de sua integridade, pois fora dele provavelmente seriam hostilizado. Tuan (2012) exemplifica estas relações com o território e o sentido de reconhecimento a partir do bairro de Beacon Hill em Boston, um bairro essencialmente suburbano que se transforma com a vinda de famílias abastadas, que coloca o bairro com status de local fino. Com a vinda de moradores operários no bairro vizinho, o West End, as barreiras ficaram mais evidentes, fortalecendo ainda mais o símbolo de um bairro agradável e familiar em oposição ao bairro vizinho. Os residentes de Beacon Hill reconheciam sua herança e faziam questão de mantê-la com muita propaganda do local e manutenção dos laços de parentesco na busca por manter também um distanciamento nas relações, ou demarcá-las.

A casa é o centro das relações. Ela se estende no máximo até o gramado local que lhe pertence, além deste espaço é local público e não pertence mais ao espaço familiar. Já o bairro operário de West End se produzia de outro modo. Nele o conceito de bairro é construído a partir da experiência que os moradores mantinham com o local, que não se definia somente no ambiente do lar, mas principalmente no contato com a rua e com outros espaços de encontro. O limite entre o meio ambiente imediato e a casa praticamente não existia. A rua e a casa formavam um só ambiente por meio das janelas abertas, muros baixos e comunicação entre vizinhos que acontecia com frequência. O dentro e o fora se entrelaçavam. Nos faz pensar que

a rua oferece um espaço para a produção do sentido de comum.

A vida social tem um fluxo ininterrupto entre apartamento e rua: as crianças são mandadas brincar na rua, as mulheres debruçam-se nas janelas para olhar e participar das atividades de rua, as mulheres saem para a rua para conversar com as amigas, os homens e os meninos encontram-se a noite e sentam-se nos degraus e conversam com os seus vizinhos, quando faz calor (TUAN, 2012, p. 295)

Com estas características o bairro ganha valor a partir das relações que oferece e não pelas condições estruturais. As pessoas podem viver em locais com difícil acesso, em casas bem simples, mas não viveriam sem o convívio com seus vizinhos e amigos. Tuan (2012) ressalta em suas pesquisas que os moradores optaram por um bairro bom ao invés de uma cidade boa, e sempre pelo bairro em lugar da casa.

Este todo subjetivo certamente implica de maneira substancial quando o sujeito precisa por algum motivo, na maioria das vezes econômico, abandonar sua casa, seu bairro, sua cidade natal em busca de oportunidades de trabalho em outros territórios desconhecidos. É possível encontrar relatos de sujeitos que abandonaram a zona rural em busca de uma vida menos sacrificante na cidade, mas o campo nunca saiu dos seus corpos nem de seus pensamentos. Para os trabalhadores rurais, a terra e a natureza fazem parte de sua composição física, moldaram seus músculos, deixaram sequelas, cicatrizes e marcaram suas lembrança estética com a paisagem da mata, das flores, das formigas, do som das águas dos rios correndo, o cheiro característico dos animais, a brisa pela manhã. Uma topofilia marcada pela lembrança física e material, que nutre a lembrança e mantém a esperança de uma cidade invisível. No entanto a vida no campo apresenta muitas dificuldades para a sobrevivência. Um modo de vida que exige disposição e força física desanima os mais jovens e os mais velhos que já não possuem o mesmo vigor para o trabalho com a terra. Os ganhos são sempre instáveis, já que depende também das condições oferecidas pelo clima. Além disso, existe uma forte influência do meio urbano sobre este contingente que pressiona e avança sobre as áreas rurais em busca de uma vida mais tranquila longe dos centros urbanos para morar. Uma lógica capitalista que joga com os limites, forçando os sujeitos à submissão de uma vida exposta aos fluxos monetários exclusivamente.

Félix Guattari (1992) aponta para um movimento de desterritorialização da sociedade contemporânea em que os territórios etológicos de origem já não estão dispostos em locais definidos, vivemos uma era de “nomadismo generalizado” (GUATTARI, p. 169, 1992) de esquecimento das terras natais e dos ancestrais. Tudo circula, tudo se movimenta, a informação, as novidades tecnológicas, as distancias diminuíram consideravelmente. O mundo fica muito menor à medida que nos aproximamos daqueles que estão a quilômetros de

distância, do outro lado do planeta, via comunicação por internet ou telefone. A própria relação com o lugar está remodelada diante desta constatação da fluidez do mecanismo da internet que conecta tudo a todos. Não precisamos mais sair de casa para estar nos lugares, podemos fazer viagens, conhecer galerias de arte, jardins, monumentos históricos apenas com o clique dos dedos, temos uma sensação de que estamos em movimento, mas estamos cada vez mais paralisados presos a este falso nomadismo.

Para Guattari (1992) esta ameaça subjetiva exige ação emergencial nos aspectos singulares e coletivos e aponta para a necessidade de restauração desta Cidade Subjetiva na busca pela recomposição da relação com o tempo, do desejo, do amor pelas várias formas de vida e de nossas relações sociais e afetivas que envolvem, sem dúvida, os espaços construídos já que “o porvir da humanidade parece inseparável do devir urbano” (p. 170). O autor conclui que nas próximas décadas cerca de 80% da população mundial viverá em centros e aglomerados urbanos, e os demais 20% restante mesmo que escape de morar nestes ambientes, dele serão tributários, ou seja, a distinção entre cidade e natureza tenderá a empalidecer à medida que os espaços naturais ganham roteiros específicos como de lazer, esporte o turismo. Trata-se de imensas máquinas tecnológicas de produção capitalística equipadas para romper com os antagonismos entre centro e periferia, transformando as cidades em imensas zonas que abrigam a classe média e alta, mescladas à ambientes subdesenvolvidos, lugares supervalorizados pelo mercado financeiro, que abriga grandes empreendimentos, como ilhas de circulação de capital ao mesmo tempo que no entorno disso centenas de moradores de rua, usuários de drogas vagam pelas ruas, e outros sujeitos que reforçam as separações e as desigualdades e o sofrimento. Este é o cenário de muitas cidades espalhadas pelo mundo, especialmente nos países considerados emergentes.

Não existe mais uma capital que domine a economia mundial, mas um arquipélago de cidades ou mais exatamente subconjuntos de grandes cidades ligados por meios telemáticos e por uma grande diversidade de meios de comunicação. Pode-se dizer que a cidade-mundo do capitalismo se desterritorializou, que seus diversos constituintes se espargiram sobre toda a superfície de um rizoma multipolar urbano que envolve o planeta. Homoteticamente encontrar-se-ão nas cidades muito pobres do terceiro mundo, onde se amontoam milhões de pessoas em imensas favelas, focos urbanos altamente desenvolvidos, espécies de campos fortificados das formações dominantes de poder, ligados por mil laços ao que se poderia chamar denominar a intelligentsia capitalista internacional (GUATTARI, 1992, p. 172)

Nas palavras de Guattari (1992) a situação urbana não é somente uma questão no campo do planejamento, ela indica um momento de crise intensa que compromete o futuro da humanidade no planeta. Existe neste continente, aspectos significativos que requerem a construção de um novo e urgente modo de utilização dos bens naturais e culturais pelos

setores de produção, e uma remodelagem da industrialização química e energética. Um novo modo de existência em que a competição não mais será orientada pela velocidade e pela descoberta, mas pelo instinto de sobrevivência que a necessidade apontará. Uma vida ao mesmo tempo “aterrorizadora e apaixonante” (p. 172) jamais vivenciada na história da humanidade. Neste sentido o autor chama a atenção para uma combinação de fatores ecológicos que precisam ser observados conjuntamente, a tomada de consciência ambiental não será suficiente, já que o campo social estará devastado, assim como o domínio mental, subjetivo. Sem esta combinação ecosófica qualquer medida relativa ao plano material estará apenas no campo da ilusão.

Diante destes cenários, os governantes, engenheiros, arquitetos e urbanistas que pensam as cidades não poderiam mais furtar-se a acreditar que a questão urbana é mais um problema dentre outros, o modo de vida urbano ganha centralidade no contexto da crise planetária, na atualidade as cidades produzem o destino das populações, institui segregações, exclusões, distinções sociais entre outros. Ignora-se o fato de que o contexto urbano e suas problemáticas globais atuam como produtoras de subjetividade.

Os meios para uma mudança nos modos de vida, para Guattari (1992) estão ao alcance das mãos. Faz-se necessário e indispensável um trabalho em âmbito coletivo e em grande escala, que partirá do próprio dos próprios sujeitos habitantes da Terra, não dos contratos, acordos e leis firmados. Os países necessitarão organizar-se sem que haja uma hegemonia, mas em decorrência de um processo de colaboração que atenue os antagonismos internacionais históricos para emergir uma experimentação pautada no encontro, com uma produção de sentido interligada entre as ecologias ambiental, social e mental de um novo modo de vida urbano. Uma ação macropolítica com forte relação e iniciativa micropolítica. Considera ainda que este sentido não poderá estar somente no campo das grandes organizações políticas, mas que terá de haver pequenas revoluções em um sentido micro, são “revoluções moleculares” (p.175) que agem nas mentalidades, nos pontos de subjetividade, com ações micropolíticas.

Em Deleuze a Guattari (2012, v3, p. 99) encontramos definições que nos ajudam a pensar nas relações que sujeitos e a sociedade têm de atravessamentos a partir de um nível molar de segmentaridade, que nos oferece um plano de formas. E um nível molecular que nos

Benzer Belgeler