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3. SUYA DOYGUN KUMLU ZEMİNLERİN TEKRARLI YÜKLER ALTINDA

3.5 Kumlu Zeminlerin Sıkışabilirliği ve Sıvılaşmaya Bağlı Oturmalar

A Constituição Republicana de 1891, no entanto, foi definidora de uma inédita ligação da propriedade de solo ao subsolo e, conseqüentemente, esse aspecto da legislação definiu que a salvaguarda da propriedade do solo garantia a futura exploração do subsolo ou das jazidas e minas encontradas nas propriedades.

A legislação de 1891, no que tange à mineração, rompeu com o princípio de que a propriedade da mina era do Estado, reconhecendo que o subsolo pertencia ao dono do solo, o que permitiu ao proprietário de terras o direito de plena acessão ao subsolo ou às jazidas que se encontrassem a céu aberto. Segundo Costa (1984), o subsolo também seria de domínio privado, mesmo que a legislação regulasse, em disposições gerais, a desapropriação para fins de exploração industrial da mineração por terceiros ou pelo próprio Estado.

Essa Constituição garantiu também os direitos aos estrangeiros e legislou sobre o direito de propriedade no mesmo artigo 72:

139 Nova Lima.

A Constituição assegura a brasileiros e a estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade, à segurança individual e à propriedade, nos termos seguintes:

§ 17 - O direito de propriedade mantém-se em toda a sua plenitude, salva a desapropriação por necessidade ou utilidade pública, mediante indenização prévia.

As minas pertencem aos proprietários do solo, salvas as limitações que forem estabelecidas por lei a bem da exploração deste ramo de indústria.

Surgiu, com isso, o princípio da acessão desta que a mina pertencente ao proprietário da terra que também era dono do subsolo. Essa discussão mobilizou juristas brasileiros que se ativeram à tarefa de organizar os debates relativos aos direitos de lavra das empresas mineradoras e, principalmente, defender o resguardo desse direito pelo amplo e constitucional princípio da propriedade do solo. Esse foi o caso da Saint John Del Rey Mining Company. Para esse princípio colaboraram as definições do Código Civil de 1916, que reforçou o sentido expresso na legislação mineral, de a propriedade individual ser um direito inalienável. No caso das minas, o princípio da acessão ou da propriedade plena e indistinta do solo e do subsolo era limitador do Estado do papel de promotor direto do exercício da mineração, já que impedia ao Estado conceder ao não proprietário o direito de solicitar a exploração de lavra.

Diante do problema causado pela constituição acerca dos amplos direitos à propriedade privada, algumas leis foram importantes pra determinar os limites para a propriedade das minas, já que o texto constitucional suscitava muita discussão. A Lei Callógeras, Lei n. 2.933 de 06/01/1915, foi uma das primeiras tentativas de ordenamento do direito do acesso às minas no Brasil após a República, visando salvaguardar, para o Estado brasileiro, o direito à manutenção do controle de jazidas manifestadas e não exploradas, importantes para o desenvolvimento da mineração nacional. Para tanto, a lei Callógeras se utilizou do instrumento de desapropriação de áreas consideradas de interesse nacional, na tentativa de dar ao Estado ou a terceiros que se interessassem pela mineração, o direito da exploração. No entanto, vale ressaltar que o Código Civil, entrando em vigor em 1916, respondeu à discussão da sociedade agindo como um legitimador do direito de propriedade pleno, fazendo alusões aos limites superiores dados ao proprietário privado dos direitos de exploração abrangentes ao subsolo e ao espaço aéreo, polemizando ainda mais a discussão ligada à ampliação da atividade de mineração no país.

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Segundo HOLANDA (1980, p. 26) cessão, como termo jurídico, significa “modo de aquisição de coisa pertencente a outrem por se considerar este como acessório em relação ao adquirente, reputada principal”

A controvérsia sobre o direito de propriedade dada pela Constituição de 1891 foi debatida no decorrer das primeiras três décadas do século XX, e a principal questão dizia respeito a sanar os danos que o direito de acessão ao subsolo e à indistinção entre o conceito de minas e jazidas traziam para o Estado quando este se via analisando a formação de condomínios de terras que não possuíam a intenção imediata da lavra para fins econômicos mas a retenção especulativa e estratégica das jazidas.

A Constituição de 1891 acabou legitimando uma liberalidade determinada pelo Direito de Propriedade pois assegurava: “a brasileiros e a estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade, à segurança individual e à propriedade” nos termos acima vistos.

A Constituição de 1891 poderia ser utilizada para explicar o quadro de alvoroço armado pelas empresas estrangeiras na corrida pelas riquezas do solo brasileiro que sucederam à divulgação de relatórios sobre as jazidas no Brasil, sobretudo de minério de ferro, em um Congresso de Mineralogia, realizado na Europa, no final da década de 10, do século XX. Segundo o que foi relatado sobre as prospecções estrangeiras em solo brasileiro, para avaliação de jazidas, o princípio da indistinta propriedade do solo e do subsolo, seguido da concepção de que era dono da mina quem fosse possuidor das terras, desencadeou uma corrida para compra de áreas, com objetivo de resguardo das terras para explorações futuras. A Lei Callógeras tentou minimizar o impacto da carta constitucional, porém, somente com promulgação da Constituição de 30, o impasse do direito de propriedade das minas foi resolvido, estrategicamente pelo Estado varguista.

A conhecida Lei Callógeras tentou colocar claro o princípio de que jazida era propriedade distinta do solo, definindo que apenas as reservas de ouro, prata, platina e metais nobres eram consideradas jazidas naturais. Não foram consideradas como jazidas as reservas de minerais metálicos e não metálicos, sendo “estas consideradas acessórias ao solo e de livre desfrute do proprietário” (METAMIG: 1981,67). Porém, ficou reafirmada a possibilidade de desapropriação da área, para fins de utilidade pública, caso o Estado quisesse fazer a exploração ou cedesse a terceiros o direito.

Uma das solitárias tentativas de se pensar o futuro mineral brasileiro foi feita em 1907, com a criação de um serviço mineralógico que mudou a postura do governo federal quanto à nacionalização da extração e do desenvolvimento autóctone de processos de mineração, propondo, inclusive, o desenvolvimento de tecnologia de mineração o que, em Minas, foi encabeçado pela Escola de Minas, já inaugurada desde o final do século

passado. A divulgação dos resultados da pesquisa sem a devida regulamentação do problema da propriedade da lavra tornou difícil evitar o caráter corporativista das aquisições de terras para fins de retenção planejada ou entesouramento. O serviço mineralógico não conteria essa movimentação em torno das terras, apenas com a sua atuação setorial. Era necessário medidas mais eficazes como uma emenda constitucional

As discussões sobre o direito de propriedade mineral embora acirradas não avançaram com a Lei Callógeras, a ponto de evitarem a utilização do pleno direito de propriedade e tampouco a seguinte, Lei n. 4.265, de 15 de janeiro de 1921, conseguiu, já que sua contribuição foi para ampliar o conceito de mina, ainda limitado na Lei Callógeras. Reações regionais ao problema da mineração foram freqüentes após 1910. No caso de Minas Gerais, o Estado baixou uma determinação que esclarecia que o direito de lavra dos grandes depósitos de minério existentes no Estado era de propriedade do dono do solo, desde que uma parte do material mineral explotado fosse beneficiada no próprio Estado. Isso valia para a exploração a ser feita pela Itabira Iron no Pico Cauê, onde o governo federal, cedeu, junto com o direito pleno de propriedade, o direito de monopólio sobre a transformação e escoamento dando ainda o direito pleno de uso da ferrovia Vitória Minas que escoaria o minério de ferro explotado até o exterior. A reação do governo mineiro foi contra o monopólio da empresa inglesa e em uma reação inédita ao seu direito de propriedade, evidenciando a força do grupo industrialista mineiro na determinação da prioridade do progresso siderúrgico regional.

Essa determinação local, apesar de não resolver o amplo direito da acessão dado na Constituição de 1891, limitou a simples exploração por grupos estrangeiros, em Minas, para fins exclusivamente exportadores, o que, pouco ou nada trazia de benefícios ao Brasil, haja vista que se comprariam dos países industrializados os artefatos produzidos com a matéria prima nacional, abundante nas jazidas, perdendo-se a oportunidade de desenvolver a própria siderurgia nacional e evitar a exploração predatória das riquezas do Brasil. Com a célebre frase, minério não dá em duas safras o governo de Arthur Bernardes resumiu sua atuação decisiva no processo de contenção da retirada de matéria-prima sem geração de contrapartida para o desenvolvimento do Estado. No âmbito nacional, o nacionalismo político da era Vargas conferiu à legislação brasileira o controle sobre os processo exploratórios tentando conter a simples exploração.

Antecedendo à legislação de 1934, encontraram-se então algumas evidências dessa preocupação no processo de decisão sobre as mudanças dos rumos da mineração e o direito

pleno de acessão no texto do Decreto n. 20.233, de 17 de julho de 1931, suspendeu temporariamente, até a aprovação da lei de Minas, a regulamentação de qualquer legislação mineral e, finalmente, o Decreto n. 20.299, de dezembro de 1931, prenunciava a dependência da intenção minerária, de pesquisa e da de lavra, a uma autorização concedida pelo poder público federal.

4.3.4 A Constituição de 1930 – O retorno à concessão estatal no regime de