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Kumaş içindeki iplik çapının modellenmesiyle ilgili çalışmalar

1.5 Önceki çalışmalar

1.5.1 Kumaş geometrisi modelleri

1.5.1.2 Kumaş içindeki iplik çapının modellenmesiyle ilgili çalışmalar

O intento deste tópico é tecer breves, mas importantes, considerações acerca das fontes textuais referentes a Diônisos. Por meio dos epítetos visualizaremos melhor a interconexão do deus com a khóra, os epítetos ou suas nominações nos fazem entender melhor como a divindade se estabelece no transcurso do tempo. Não deixa de ser uma espécie de inventário, que permite ao arqueólogo saber como o deus se estabelece na Hélade. Tais nominações inferem determinados temas implícitos, que nos ajudarão a entender o processo que dá ao dionisismo sua singularidade e permite-nos

compreender melhor até mesmo nominações que o firmam em seu próprio espaço.

A fonte mais antiga com o nome do deus está em duas plaquetas encontradas em Pilos (PY Xa 102 e PY Xb 1419). Na primeira plaqueta lê-se Di

– wo – nu – so – Jo. “Dionysoio”, como um fragmento feito a: tu – ni – Jo. No

outro lado da plaqueta está registrado outro fragmento de algo que ainda não foi decifrado e diz: “no – pe – ne – o” para “wo – no – wa – ti –si”, ou seja,

oinoatisi, que quer dizer “mulheres de oinoa”. Em ambas as plaquetas

encontramos a denominação “o que é Dioniso” (Kerényi, 2002: 62). Dabdab Trabulsi retoma a questão dos tabletes para mostrar ao leitor a importância da complexidade da tese de uma divindade estrangeira, exógena à Grécia. O primeiro tablete foi descoberto em 1953 e o nome do deus acima especificado, segundo Trabulsi, aparece sozinho, o que levou os seus decifradores a duvidar de seu caráter divino. Diônisos é tido como libertador e este epíteto está diretamente associado ao nome de Zeus, invocado como seu filho O deus do vinho é chamado de Eleuthèr, filho de Zeus, a quem são sacrificados touros. A fonte deste epíteto são dois tabletes PY Cn 3 e PY Wa, “e-re-te-re”, bem como no tablete PY σa 18 que consta “e-re-u-te-ri”, o que pode equivaler a Eleuthèr, como o deus é chamado, que corresponderia ao líber pater dos romanos, o que remontaria, segundo Trabulsi ao indo-europeu “Ieudh” (Kerényi, 2002: 62; Trabulsi, 2004: 24). Íakkhon ou Íakkhron, banhado na suave luz de Zeus, este epíteto nos remete ao nome i-wa-ko, cuja leitura em grego pode ser íakos,

íachos ou íakchos, assim as reminiscências deste nome nos dizem que

Tal luz se achava colocada, bem concretamente, sob a mão de um personagem divino considerado um duplo de Dioniso, seu nome, oriundo da mesma raiz que os dois personativos minóicos citados há pouco, provavelmente assumiu a forma definitiva “Íakkhos”, com base no clamor insistente com que era repetido nas procissões (Kerényi, 2002: 69).

Assim tal epíteto íaco, poderia se referir ao nome chamado no clamor insistente com que era repetido nas procissões, ou a um tocheiro. Para Kerényi, Na figura de Íaco, preservava-se a ligação de Dioniso com luz e fogo (Idem).

Deus de mulheres, Diônisos foi chamado de Liknítes, despertado pelas mênades, tal despertar se dava na forma de uma cerimônia mística e tal nome indicava que o líkknon era seu receptáculo, a saber a caverna que brilhava com um esplendor em determinados momentos (Plutarco, De Iside et osiride, 365ª

apud Kerényi, 2004: 41). As fontes que ligam o deus ao vinho são inúmeras. Oínops ou wo-no-ko-so, cor de vinho, esse líquido ambivalente como o deus

em que Homero afirma pela boca da mãe de Heitor:

Tônico é o vinho, excelente para o homem no extremo das forças, tal como te achas, de tanto lutar em defesa da pátria. Ao que o filho responde: Mãe veneranda, não tragas a doce bebida; receio que os fortes braços me enerve, vindo eu a perder toda a força. A reverência me impede de vinho ofertar a Zeus grande com mãos impuras. (Hom. Ilid. VI, 60 e ss).

É interessante notar que o deus do vinho nunca recebeu o nome de

Âmpelos “videira”, mas na Ática era chamado pelo nome de kissós, florente de Hera, isso nos atesta Pausânias (I, 31,6). Para Carl Kerényi, é possível considerar hera um termo que simultaneamente faz alusão à videira e a elude; para o autor o nome poético oînops ou oînopos faz alusão a Diônisos claramente (Kerényi, 2002: 56) e pode ser visualizada na tragédia de Sófocles, Édipo em Colono (v. 675 e ss).

Os epítetos do deus nos dão indícios da forma como ele se insere na vida do grego. Como se o homem grego revelasse metáforas para descrever a sua realidade. Tanto Diônisos, quando os outros deuses são nominados face o cotidiano que o circunda. Por exemplo, segundo Natalie Spneto (2005: 18-20), a ligação entre Diônisos e a festa das flores é indicada em alguns epítetos do deus. O primeiro epíteto é Anthyos. Pausânias (I, 31, 4) o menciona e fala de um altar dedicado a ele, sem dar mais explicações particulares. Um segundo epíteto é Antheus, que novamente Pausânias (VII, 21, 6) menciona ao falar de Patrasso, onde vizinho ao teatro era colocado um témenos em que estavam algumas imagens do deus, uma delas de Diônisos Antheus. A terceira epiclese é Anthister, um genitivo presente numa inscrição encontrada em Thera no séc. II a.C. Em todos os três casos o referir-se às flores encontra-se na raiz dos epítetos. Na visão de Spneto, tais alusões não nos permitem ter absoluta

certeza se elas têm a ver ou não com o universo dionisíaco. Em alguns casos o epíteto liga o deus a uma determinada divindade feminina. Em Flia, por exemplo, há altares de Apolo Dionysodotos, Ártemis Selasphóros, Diônisos

Anthyos e das ninfas Ismenides (Paus I, 31, 4). O quarto epíteto que

interconecta Diônisos com as Antestérias é Euanthes citado por Fanodemo (FGrHist 325f 12 apud Spneto 2005: 20).

Há um Diônisos Bryáktes, ou seja, exuberante. Sobre este aspecto Marcel Detienne, salienta:

(...) um relevo do século IV antes da nossa era mostra esse companheiro de Dioniso (Briactes), deitado durante o banquete na mesma posição que Próxeno das orelhas pontudas sobre as montanhas de Delfos. Bruáktês é o Exuberante. Dessa exuberância que domina a cidade de Tebas quando, ao chamado de seu deus, ela começa a desabrochar em profusão (brúein) desde a verde salsaparrilha aos belos cachos, quando se dá por inteiro a Baco e se cobre de carvalhos e de pinheiros. δuxúria vegetal da “briônia” ou da videira que cresce em estado selvagem. Em sua raiz e em seu étimo,

Bruáktês, o Exuberante (...). O Exuberante põe definitivamente seu

senhor ao abrigo de uma interpretação que creditasse a Dioniso um poder que se dilui nas entranhas da terra, confundindo-o assim com deuses que desconhecem sua dúnamis, sua potência singular simbolizada pelo sangue e pelo vinho em estado de graça (Detienne, 1988: 109-110).

É imenso o inventário desse deus elusivo nas fontes textuais e em outros fontes de suporte material que trazem os seus inúmeros aspectos. Ao longo do nosso trabalho, tais fontes textuais já estão evidenciadas. Diônisos é grafado em sua história, seja pelo mito, seja pela história. Passemos às considerações sobre sua origem e suas viagens pelo mundo helênico.