Os responsáveis pela escolha de um candidato estudam precisamente como deve ele aparecer ante os seus votantes. Portanto, normalmente, têm uma concepção sobre o candidato que deve ser escolhido, em função do quadro concreto da situação política, em função daquilo que os públicos esperam. Valbuena (1997) traça um quadro que se ajusta ao candidato escolhido:
Al ser hombre de partido, el candidato muestra un programa. Cada vez va habiendo menos diferencias en los programas de los partidos en muchos países. Sin embargo, pueden seguir “vigentes”, es decir, con vigor y fuerza, una serie de clichés verbales, de fijaciones y complejos que diferencian a unos candidatos de otros, aunque vengan a decir cosas parecidas sobre economía, agricultura, turismo, paro, drogas...
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Los públicos valoran que, siendo un comunicador o actor dramático, sepa exponer, debatir, defender una posición teórica, tener sentido del humor, dominar las técnicas de negociación y, en general, que se mueve con facilidad en las relaciones interpersonales.
Como ser humano, interesan su vida familiar, sus amigos, aficiones y su presencia física. Resumiendo: los públicos ven al candidato como líder, hombre (o mujer) de partido, actor dramático y persona.
Guilherme Manuel Lopes Pinto nasceu na Avenida Comendador Ferreira de Matos, em Matosinhos. Foi aluno da Escola Secundária Augusto Gomes e atleta do Leixões Sport Clube. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi Professor do Ensino Secundário e Advogado.
No campo Político, foi Deputado à Assembleia da República e Deputado Municipal, Vereador da Câmara Municipal de Matosinhos, Membro do Gabinete de Estudos do Partido Socialista e do Conselho de Jurisdição Nacional da Juventude Socialista (JS), Secretário Coordenador do PS Matosinhos, Presidente da Comissão Política do PS Matosinhos. Foi Presidente da Comissão de Jurisdição da Federação Distrital do Porto do PS, membro da Comissão Nacional do PS, membro da Comissão da Federação Distrital do Porto do PS,
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Foi Vereador da Câmara Municipal de Matosinhos durante quatro mandatos, foi Vice- Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos no último mandato.
Durante este mandatos foi Vice-Presidente da Lipor, Presidente do Concelho de Administração dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamentos (SMAS) de Matosinhos, membro do Concelho Político do Programa Europeu para a Sustentabilidade das Cidades e Regiões como representante da Associação das Cidades e Regiões para a Reciclagem (ACR) e Vice-Presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários de Leixões.
Foi Director de Campanha em Matosinhos da Candidatura do Dr. Jorge Sampaio à presidência da República. Presidente do Leixões Sport Clube, SAD, Vice-presidente do núcleo de Matosinhos da Cruz Vermelha Portuguesa e Vice-Presidente da Assembleia- geral do Aurora da Liberdade.
É Co-autor do opúsculo “A Queimada Viva de Soalhães”.
Nas Eleições de Outubro de 2005 foi eleito, por maioria absoluta, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos;
É Vice-Presidente da Junta Metropolitana do Porto;
Presidente do Conselho de Administração da Matosinhos Habit, Empresa Municipal Presidente do Conselho de Administração da Matosinhos Sport, Empresa Municipal Presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamentos (SMAS) de Matosinhos.
Nas Eleições de Outubro de 2005 foi eleito, por maioria absoluta, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, na sequência de uma renhida eleição em que Matosinhos, um Concelho tradicionalmente de Esquerda, encontrou na sua figura uma alternativa a Narciso Miranda. Com maioria absoluta de 47,27%, obtendo seis mandatos (o mesmo número de Vereadores obtido há quatro anos) para um Executivo constituído por onze membros.
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Guilherme Pinto fez a apresentação pública da sua candidatura no dia 27 de Julho de 2005. A cerimónia contou com a presença de Narciso Miranda, no papel de mandatário da candidatura (Jornal de Notícias, de 30 de Julho de 2005, p. 13).
Guilherme Pinto afirmava que a paixão por Matosinhos, o conhecimento profundo do território e das suas gentes faziam com que entendesse ser quem estava em melhores condições para continuar a desenvolver o concelho de Matosinhos e concretizar um conjunto de projectos ambiciosos que tinha para o Município.
Encarou a possibilidade de poder vir a substituir Narciso Miranda com naturalidade, mas considerou ter um sentido acrescido de responsabilidade, por substituir aquele que “é considerado o maior autarca do país”.
Narciso Miranda, “político carismático” com raízes fortes em Matosinhos, é um político que impôs resultados que se sentiram no Concelho de Matosinhos por um período de 29 anos.
Caracterizou-se por ter como objectivos a capacidade de converter em obras as suas ideias de forma a ir de encontro dos interesses do Concelho que presidiu.
Para Guilherme Pinto, as pessoas sabem que, se esteve à altura de ser um seu colaborador próximo, está também agora à altura de dar continuidade ao projecto desenvolvido por ele para o Concelho (Matosinhos Hoje, 17 de Agosto de 2005, p. 4 e 5).
Foi considerado pelo candidato da coligação “Matosinhos Feliz PSD/CDS/PP” uma figura secundária do PS a quem não reconhecia o protagonismo e a capacidade política de Narciso Miranda e Manuel Seabra (Jornal de Notícias, 19 de Agosto de 2005, p. 10) porque ganhou Guilherme Pinto? É o que vamos procurar perceber.
Por um lado, a escolha do candidato adequado foi uma das tarefas mais complicadas do Partido Socialista, porque um fracasso neste aspecto podia provocar a derrota do PS em Matosinhos e desprestigiar o partido que estava no poder neste Concelho, mas os
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partidos devem ter uma estrutura orgânica interna capaz de criar o aparecimento de novos líderes (Saiz, 2003, p.140).
Por outro lado, segundo Ginei e Yruela (cit in Ayala 2001), o líder politico carismático não é genuíno, porque o carisma político deixou de ser uma qualidade pessoal que o político partilhava com os seus seguidores, para se elaborar num gabinete de especialistas em imagem, em que a partir das características pessoais do líder político se eliminam as que são consideradas incompatíveis e se potenciam as que são consideradas compatíveis para, posteriormente, se projectar o político através dos meios de comunicação e alcançar assim um grande número de seguidores.
Loewestein e Bendix (cit in Ayala 2001) consideram que os media têm importância no carisma político moderno, mas realçam a falsidade que pode trazer este carisma mediático.