2.3 Kudret Narı Meyvesi ve Özellikleri
2.3.1 Kudret narının sağlık üzerine etkileri
Com o objetivo de tornar mais claro o aspecto conceitual sobre mecanismos de apoio ao financiamento do comércio exterior, destaca-se que, em relação à exportação, é possível conceder o financiamento na fase de produção da mercadoria, comumente denominado de crédito pré-embarque ou após o seu embarque, conhecido como crédito pós-embarque. Geralmente, os financiamentos são intermediados por Instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil a operar em operações de comércio exterior. O prazo de pagamento da exportação de bens compreende, na maioria das vezes, o espaço de tempo entre a data de embarque da mercadoria e a data de vencimento da última parcela do pagamento. Nas exportações financiadas, os exportadores e os agentes financeiros devem obter, da parte dos importadores, garantias que assegurem a entrada no país do valor em moeda estrangeira da exportação e dos encargos incidentes no financiamento. Toda exportação financiada acarreta cobrança de juros. Usualmente, os juros são cobrados com base na taxa Libor (London Interbank Offered rate - taxa interbancária de Londres). A amortização da exportação financiada se dá pelo pagamento do principal e dos juros em parcelas iguais e consecutivas, sempre com a mesma periodicidade. A carência (vencimento da primeira parcela), geralmente, é limitada a 180 dias a partir da data de embarque do produto.
Existe uma série de alternativas de financiamentos à exportação, que se diferenciam na forma e no prazo. Podem agrupá-las em:
• Operações de adiantamento de recursos, antes ou após o embarque das mercadorias. As de antes do embarque são: Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC), Câmbio Travado, BNDES - Pré-embarque, Pré-pagamento
Cambiais Entregues (ACE), BNDES - Pós-Embarque e Proex;
• Operações de Desconto de Cambiais já aceitas pelo importador – Supplier´s Credit, Buyer´s Credit, Forfaiting e Factoring; e
• Operações de financiamento com títulos de emissão do exportador – Export Notes, Debêntures Cambiais, Descontos de Warrants e Securitização de Exportações.
A seguir, faz-se uma breve descrição dos mecanismos de financiamento à exportação disponíveis no mercado financeiro:
Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) / Adiantamento sobre Cambiais Entregue (ACE)
O adiantamento sobre contratos de câmbio (ACC) consiste na antecipação à empresa exportadora, antes do embarque da mercadoria para o exterior, do valor equivalente em moeda nacional gerado pelo fechamento do contrato de câmbio de exportação, em que o pagamento da operação por parte do importador irá ocorrer no futuro, dentro de prazos definidos pela legislação vigente. Para concretização desta modalidade de financiamento, serão utilizados, exclusivamente, recursos privados captados no exterior pelo banco financiador, através de suas linhas de crédito internacional (CASTRO, 2001).
O adiantamento sobre cambiais entregue (ACE) tem por diferença básica do ACC o fato de aquele tratar única e exclusivamente do período pós-embarque, ou seja, consiste na antecipação à empresa exportadora, após o embarque da mercadoria para o exterior e antes do pagamento da operação pelo importador, do valor em moeda nacional gerado com o
fechamento do contrato de câmbio. Seu prazo pode chegar no máximo a 195 dias - 15 dias de trânsito dos documentos para o exterior e 180 para pagamento das divisas devidas - (AMARAL e COUTINHO, 2004).
Os beneficiários dos financiamentos de ACC ou ACE são todas as entidades (empresas, trading companies, comerciais exportadoras, consórcios, cooperativas, etc.) que vendem mercadoria para o exterior e realizam fechamento de contrato de câmbio de exportação (CASTRO, 2001).
Segundo Amaral e Coutinho (2004), o Banco Central do Brasil (BACEN), permite no caso do ACC, que o exportador receba o adiantamento com o prazo de até 360 dias de antecedência ao embarque das mercadorias para o exterior. Todavia, se considerado o período pós-embarque, esse prazo pode chegar a 555 dias. 3
As taxas dessas operações variam em função do risco de crédito da empresa exportadora, do valor da operação, do prazo previsto para embarque, da situação político- econômica do país de destino, das flutuações nas taxas internacionais, da modalidade de pagamento utilizada, etc., situando-se na faixa da LIBOR (taxa referencial em Londres) ou PRIME RATE (taxa referencial em Nova Iorque) mais o spread do banco local (VASQUEZ, 2004).
Essa modalidade de financiamento abrange como regra geral, todos os produtos exportados, e permite a antecipação de até 100% do valor fechado no contrato de câmbio, seja ele negociado sobre qualquer INCOTERM. Outra característica importante do ACC / ACE é o fato de ele poder ser liberado independente do índice de nacionalização do produto a ser
exportado, assim como, da existência ou não de comissão do agente (CASTRO, 2001). Os financiamentos ACC / ACE são intransferíveis, isto é, o banco que conceder o crédito não
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360 dias para entrega dos documentos de embarque, contados da data da celebração do contrato de câmbio; 180 dias para pagamento das divisas no exterior, contados da data do embarque das mercadorias; e 15 dias relativos ao período de trânsito, necessário para remessa dos documentos de embarque ao exterior e/ou à recepção do aviso de pagamento ou de crédito do valor da exportação no exterior.
até o vencimento da operação (HARTUNG, 2002).
Com relação às garantias exigidas nesse tipo de financiamento, de acordo com Castro (2001), o próprio contrato de câmbio, por ser um título de crédito pode-se constituir de garantia da operação de antecipação de receitas via ACC / ACE. Todavia, normalmente os bancos exigem alguma outra garantia (duplicatas, imóveis, avais, fianças, etc.), principalmente quando se trata de ACC, já que o embarque da mercadoria ainda não ocorreu. Outro ponto interessante do ACC é o fato de a empresa exportadora poder realizar uma operação de performance, ou seja, a empresa exportadora vai repassar para uma outra empresa a obrigação de embarcar a mercadoria, e por sua vez o ônus sobre o pagamento das penalidades caso o embarque não ocorra.
Pré-pagamento (Pagamento antecipado)
O pagamento antecipado de exportação consiste na aplicação ou recebimento de moeda estrangeira antes do embarque da mercadoria. Nessa modalidade, o importador assume o papel de financiador da produção, uma vez que é ele quem vai disponibilizar os recursos demandados pelo exportador.
Proger Exportação – Caixa
Segundo o site (CAIXA.GOV.BR), o PROGER Exportação é uma linha de crédito cujo objetivo é financiar capital de giro a micro e pequenas empresas exportadoras. Os recursos utilizados no PROGER provêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e destinam-se a empresas legalmente estabelecidas e com faturamento anual de até R$ 5.000.000,00, cooperativas e associações de produção. A presente linha tem os seguintes objetivos:
1. Financiar capital de giro a empresas exportadoras em atividades diretamente envolvidas com a promoção da exportação, como participação em eventos comerciais, remessa de mostruários ou material promocional;
2. Para empresas participantes das ações de promoção à exportação financiadas nesta modalidade de crédito; ou
3. Para os produtos agrícolas ou de origem animal, o financiamento é destinado exclusivamente às atividades de beneficiamento do produto, nunca à sua produção.
Proger Exportação – Banco do Brasil S/A
Conforme o site (BB.COM.BR), essa modalidade de financiamento, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) , tem como finalidade adiantar recursos a empresas exportadoras para financiar:
1. Despesas diretamente ligadas à promoção de exportação, no Brasil e no exterior; 2. Produção de bens constantes da Carta-circular BNDES nº 73, de 27.12.2005
(modalidade pré-embarque).
São beneficiárias dessa linha de financiamento as Empresas exportadoras brasileiras, com faturamento bruto anual de até R$ 5 milhões. O adiantamento será fornecido em moeda nacional, com valor – por operação – limitado a R$ 250.000,00, e prazo de até doze meses, com carência de até seis meses.
Cresce Nordeste Exportação - BNB
Segundo o site (BNB.GOV.BR), esse mecanismo de financiamento, cujos recursos são oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), tem como objetivo prover suporte financeiro à exportação. A sua finalidade é financiar a aquisição isolada de:
agroindústrias;
2. Mercadorias para constituição de estoques de empresas comerciais; 3. Insumos utilizados por empresas de prestação de serviços.
As Empresas exportadoras industriais, agroindustriais, comerciais e de prestação de serviços, de qualquer porte, localizadas dentro da área de atuação do Banco do Nordeste, são público alvo para essa modalidade de crédito.
O Financiamento terá prazo de liquidação de até 18 meses, admitindo-se a amortização parcial ou total antes do vencimento.
A classificação das Empresas Exportadoras quanto ao Porte para essa Linha de Crédito está assim estabelecida:
Para as empresas Industriais / Agroindustriais (Porte x Receita Bruta Anual):
• Micro-empresa: faturamento igual ou inferior a R$ 720.440,00;
• Pequena-empresa: faturamento entre R$ 720.440,00 e R$ 6.303.850,00;
• Média-empresa: faturamento entre R$ 6.303.850,00 e R$ 35.000.000,00; e
• Grande-empresa: faturamento acima de R$ 35.000.000,00
Para as empresas Comerciais e de Serviços (Porte x Receita Bruta Anual):
• Micro-empresa: faturamento igual ou inferior a R$ 360.220,00;
• Pequena-empresa: faturamento entre R$ 360.220,00 e R$ 2.701.650,00;
• Média-empresa: faturamento entre R$ 2.701.650,00 e R$ 35.000.000,00; e
• Grande-empresa: faturamento acima de R$ 35.000.000,00
• Micro-empresa: 6,75% a.a.;
• Pequena-empresa: 8,25% a.a.;
• Média-empresa: 9,50% a.a.; e
• Grande-empresa: 10% a.a.
Os bônus de adimplência, de 25% na região semi-árida e de 15% fora do semi-árido, são concedidos sobre os encargos financeiros, desde que a parcela da dívida seja paga até a data do respectivo vencimento. O limite de financiamento estabelecido para essa operação de crédito depende do porte do proponente e da localização ou dinamicidade econômica do(s) município(s) do(s) proponente(s) onde serão alocados os recursos, a saber:
• Micro-empresa: Até R$ 120 mil (semi-árido ou baixa renda) e até R$ 90 mil (outros municípios);
• Pequena-empresa: Até R$ 1 milhão (semi-árido ou baixa renda) e até R$ 750 mil (outros municípios);
• Média-empresa: Até 3.500 mil (semi-árido ou baixa renda) e até R$ 2.625 mil (outros municípios); e
• Grande-empresa: Até R$ 5.000 mil (semi-árido ou baixa renda) e até R$ 3.750 mil (outros municípios).
O desembolso será realizado de uma única vez, na data da concessão do crédito. A comprovação da aplicação do crédito é feita na data da amortização parcial ou total, mediante apresentação à Agência de Contrato de Câmbio de Exportação, celebrado para liquidação pronta, contendo no campo "Outras Especificações" o seguinte teor: “Os bens e serviços objeto da exportação de que trata este contrato foram financiados pelo Programa Nordeste Exportação, do Banco do Nordeste”.
O Proex foi criado em junho de 1991 pela Lei nº. 8187 com o objetivo de proporcionar às exportações brasileiras condições de financiamento equivalentes às do mercado internacional, nas modalidades financiamento e equalização. Este programa financia não só o exportador, mas também o importador de produtos brasileiros, abrangendo produtos manufaturados em geral, semi-manufaturados e serviços em geral, estabelecidos pela portaria do MDIC 58, de 10.04.02 (AMARAL e COUTINHO, 2004).
Com relação à sua operacionalização e à origem dos recursos, este programa é conduzido exclusivamente pelo Banco do Brasil, sendo os recursos no caso do PROEX financiamento, provenientes do tesouro Nacional, devendo estes estar previstos no Orçamento da União; no caso da equalização, os recursos são concedidos por instituições financeiras nacionais ou internacionais, sendo, contudo, realizada exclusivamente em moeda estrangeira.
Linhas do BNDES
Em 1991, o BNDES criou o Finamex que, desde então, passou por várias modificações, como ampliação da abrangência setorial, mudança de nomes e o aumento do número de modalidades, totalizando atualmente 5 linhas, a saber: BNDES pré-embarque, BNDES pré-embarque ágil, BNDES pré-embarque especial, BNDES pré-embarque empresa âncora e, BNDES pós-embarque. De modo geral, essas modalidades visam fornecer melhores condições, através do acesso a linhas de financiamento equivalente àquelas praticadas no mercado internacional, no intuito de que os exportadores brasileiros tenham condição de competir em igualdade de condições com o mercado mundial.
A taxa de juros é composta por: custo financeiro acrescido da remuneração do BNDES, mais a remuneração da instituição financeira credenciada, sendo essa taxa variável,
uma vez que os itens que a compõe variam de acordo com o tipo de empresa e, ainda, com relação à linha do BNDES na qual se está trabalhando.
BNDES – Pré-embarque tradicional
Trata-se de financiamento ao exportador, na fase pré-embarque, da produção destinada à exportação de bens e serviços. As operações serão realizadas por intermédio de instituições financeiras credenciadas.
Poderão beneficiar-se dessa modalidade de financiamento, as empresas exportadoras, de qualquer porte, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, inclusive trading company ou empresa comercial exportadora (que deverão transferir os recursos diretamente às produtoras dos bens objeto do financiamento).
A participação do BNDES será de até cem por cento do valor no Incoterm FOB (Free
on Board), excluídos, além do frete e do seguro internacional, a comissão de agente comercial
e adiantamentos financeiros de qualquer natureza (inclusive pré-pagamentos).
O prazo total de financiamento será de até dezoito meses, não podendo o último embarque ultrapassar o prazo de doze meses, exceção feita a alguns bens para os quais, a critério do BNDES, poderá ser estendido a trinta e vinte e quatro meses, respectivamente, mediante Consulta Prévia ao BNDES.
Será exigido o pagamento antecipado da dívida, total ou parcial, caso ocorra, pelo menos, uma das hipóteses abaixo mencionadas, relativamente às exportações financiadas com base nesta Linha:
• Adiantamento financeiro de qualquer natureza, incluindo o Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), vinculado à exportação dos bens financiados;
• Refinanciamento, no mercado interno ou externo, dos títulos ou documentos representativos da parcela da exportação financiada; ou
embarque referente aos bens financiados com base nesta linha.
As exportações serão comprovadas mediante o encaminhamento, pelo Agente Financeiro, até trinta dias após a data prevista para liquidação financeira do Contrato de Financiamento, de cópias de documentos específicos.
BNDES – Pré-embarque ágil
Trata-se de financiamento ao exportador, na fase pré-embarque, da produção destinada à exportação de bens, associada a um Compromisso de Exportação. As operações serão realizadas através de instituições financeiras credenciadas.
Serão beneficiárias dessa modalidade de operação, as Empresas exportadoras, de qualquer porte, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, excluídas trading company e empresa comercial exportadora.
O nível de participação de financiamento do BNDES será de até trinta por cento do valor do Compromisso de Exportação.
O prazo total de financiamento será de até dezoito meses, não podendo o último embarque ultrapassar o prazo de doze meses.
O período do Compromisso de Exportação será de seis a doze meses, a contar do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao da aprovação pelo BNDES. A comprovação do cumprimento do Compromisso de Exportação será disponibilizada pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Sua grande vantagem reside na dispensa do envio de documentos comprobatórios, como ocorre nas linhas convencionais.
BNDES – Pré-embarque especial
Trata-se de financiamento ao exportador, na fase pré-embarque, da produção destinada à exportação de bens, visando ao incremento das exportações brasileiras. As operações serão realizadas através das instituições financeiras credenciadas. Serão beneficiárias dessa modalidade de operação, as Empresas exportadoras, de qualquer porte, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, excluídas trading company e empresa comercial exportadora.
O nível de participação do BNDES no financiamento do incremento das exportações previsto para um período de doze meses (período de incremento), tomando-se por base o total das exportações realizadas nos doze meses imediatamente anteriores, ou a média anual das exportações realizadas nos vinte e quatro ou trinta e seis meses imediatamente anteriores (período-base), será de até cem por cento, independentemente do porte da beneficiária e dos bens elegíveis.
O não cumprimento integral ou parcial do incremento de exportação implicará o reprocessamento dos encargos devidos sobre a parcela não cumprida, de acordo com tabela específica do BNDES.
O prazo total de financiamento será de até dezoito meses para as micro, pequenas e médias empresas, e de até quinze meses para grandes empresas, podendo ser estendido para trinta meses, no caso de cumprimento integral ou parcial do incremento de exportação.
BNDES – Pré-embarque empresa âncora
Trata-se de financiamento, na fase pré-embarque, da comercialização de bens produzidos por micro, pequenas e médias empresas, através de empresa exportadora (empresa
âncora). As operações serão realizadas por intermédio de instituições financeiras
nesta modalidade como empresas âncora, a critério do BNDES, trading companies, comerciais exportadoras ou demais empresas exportadoras que participem da cadeia produtiva e que adquiram a produção de determinado conjunto significativo de micro, pequenas ou médias empresas visando a sua exportação.
Pode ser financiado até cem por cento do valor FOB, excluídos, além do frete e do seguro internacionais, a comissão de agente comercial e adiantamentos financeiros de qualquer natureza (inclusive pré-pagamentos).
O prazo total de financiamento será de até dezoito meses, não podendo o último embarque ultrapassar o prazo de doze meses e a liquidação da operação, seis meses
BNDES – Pós-embarque
Trata-se de refinanciamento aos clientes no exterior quando da aquisição, pelos mesmos, de bens e/ou de serviços, mediante o desconto de títulos de crédito (notas promissórias ou letras de câmbio) ou a cessão dos direitos creditórios (cartas de crédito) relativos à exportação. Os bens, cuja comercialização seja financiada, deverão apresentar índice de nacionalização, em valor, igual ou superior a sessenta por cento, segundo critérios do BNDES.
Poderão ser beneficiárias dessa modalidade de operação as empresas exportadoras, de qualquer porte, constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país, inclusive trading company ou empresa comercial exportadora.
Pode ser financiado até cem por cento do valor da exportação, no INCOTERM constante no Registro de Operações de Crédito (RC), do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX) 4
O prazo total de financiamento será de até doze anos, devendo constar do Registro de Operações de Crédito (RC), do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX).
Buyer’s Credit
É uma modalidade de financiamento às exportações em que o empréstimo é concedido diretamente ao importador estrangeiro por um banco no exterior. Desse modo, apenas o importador responsabiliza-se pelo pagamento das cambiais de exportação. Para o exportador, as operações são à vista, com entrada imediata de divisas para o país exportador.
Supplier’s Credit
Nesta modalidade, o financiamento é concedido por um banco, ao exportador, mediante o desconto das cambiais representadas pelas vendas a prazo. O exportador continua responsável perante o banco financiador, que terá direito de regresso em caso do não- pagamento pelo importador.
Os prazos dessas operações variam de tr inta dias até cinco anos. No comércio exterior, os créditos com prazo de até cento e oitenta dias são considerados de "curto prazo", destinando-se aos bens de consumo. Prazos mais longos, de até cinco anos, são destinados às vendas de bens de produção, como máquinas e equipamentos industriais.
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O valor a ser liberado será apurado mediante a aplicação da taxa de desconto aos títulos de crédito ou cartas de crédito representativos da exportação (principal e juros) e convertido pela taxa média de compra do dólar comercial americano, divulgada no SISBACEN- Sistema de Informações do Banco Central (transação PTAX- 800, opção 5), correspondente ao dia anterior à data de liberação e vigente para o dia da liberação.
O forfaiting é um mecanismo de financiamento que consiste na aquisição de cambiais ou títulos representativos de uma operação, mediante um deságio sobre o valor de face. Assemelha-se muito a um desconto de um cheque pré-datado, ou de uma nota promissória, anteriormente ao seu vencimento. Apesar desse instituto não existir no Brasil, ele pode ser acessado através de agências no exterior de bancos aqui instalados (HARTUNG, 2002).
É oportuno salientar que, para tal mecanismo de financiamento, não existe direito de regresso sobre o exportador, todavia as taxas desse mecanismo geralmente são mais elevadas que as demais existentes no mercado, sendo, portanto, um instrumento utilizado geralmente quando não existem disponíveis outras modalidades mais acessíveis no mercado.
Factoring Internacional
Segundo Lemos Leite (2001) o factoring é, por essência e raízes históricas, um mecanismo de livre comércio internacional, voltado para as atividades produtivas. Ele pode ser de importação, quando o devedor é nacional e o aderente é estrangeiro; e de exportação, quando ocorre o inverso.
Em âmbito global, a operação de factoring prevê a presença de quatro agentes comerciais no processo: a empresa-cliente-exportadora; a empresa devedora-importadora; a sociedade de factoring no país e a sociedade de factoring no exterior.
Atualmente, tanto o fluxo de importações quanto o de exportações vem se fortalecendo, uma vez que expandir a venda de produtos e serviços para novos mercados é, cada vez mais, uma meta do empresariado. Para os micros e pequenos empreendedores, por exemplo, o factoring funciona como um incentivo às exportações, visto que possibilita um maior controle sobre os riscos fiscais próprios de um processo de exportação.
Quando se trata de expansão de mercado em proporções internacionais, a competitividade de preços e pagamento é um grande desafio. É preciso estar preparado para enfrentar fatores como inadimplência de importadores, cobrança, capital de giro, contabilização de vendas no exterior, flutuação do câmbio e custos de abertura de cartas de