• Sonuç bulunamadı

mecanismos de financiamento existentes e que podem ser

utilizados pelas empresas

A pesquisa revelou que o nível de conhecimento sobre os mecanismos de financiamento à exportação ainda está concentrado nos instrumentos tradicionais privados, tais como o adiantamento sobre contratos de câmbio (ACC) e o adiantamento sobre cambiais entregues (ACE). Em relação aos demais, observa-se já um bom nível de conhecimento sobre o PROEX e, despontando, dentre as novas linhas disponíveis no mercado, encontram-se as linhas de financiamento das Instituições Financeiras Oficiais.

Quando a análise é feita sob a ótica da segmentação por porte de empresa, infere-se que, em relação ao ACC e ACE, mesmo a grande empresa aparecendo com um maior grau de conhecimento, não há uma grande diferença em relação às demais. Com exceção das linhas PROGER Exportação – CAIXA e BB, que se apresentam mais conhecidas proporcionalmente pelas empresas de pequeno porte, todas as outras têm o seu grau de conhecimento diretamente proporcional ao crescimento do porte empresarial.

No que concerne à análise das empresas pesquisadas, segmentando-as pela freqüência das exportações parece ficar evidente que o maior nível de conhecimento está concentrado nas empresas que sempre exportam, seguidas pelas empresas iniciantes e em última colocação, em todos os itens, encontrando-se as empresas que exportam esporadicamente.

Em relação ao nível de utilização dos mecanismos de financiamento à exportação, a pesquisa revelou que, dentre as empresas que utilizam algum tipo de produto, também são os produtos privados tradicionais – ACC e ACE – os mais utilizados.

A análise da utilização de linhas de financiamento, quando estas são segmentadas por porte de empresa, revela um maior uso do ACC e ACE por parte das grandes empresas. Todavia, a diferença em relação às demais não é tão grande. Porém, em relação aos produtos PROGER Exportação – CAIXA e BB, observa-se o contrário, uma maior utilização por parte das empresas de pequeno porte, que, praticamente, além desses, só demandam o ACC e o ACE.

Já a análise sob o enfoque da freqüência de exportação revela que a utilização das linhas de financiamento está concentrada nas empresas que sempre exportam, permanecendo baixo o nível de utilização, tanto pelas empresas que são iniciantes na exportação, quanto por aquelas que exportam de forma esporádica.

4.1.2 Identificar pontos fortes e fracos, na visão da classe

empresarial

pesquisada,

sobre

os

instrumentos

de

financiamento à exportação.

Para identificar, através da pesquisa, os pontos fortes e fracos elencados pelas empresas exportadoras respondentes, em relação aos mecanismos de financiamento à exportação disponíveis no mercado, procurou-se, através de questões fechadas, levantar variáveis importantes inerentes às linhas de financiamento, bem como, através de questões abertas, dar ao respondente opção de apontar outro(s) fator(es) importante(s), na sua visão. Portanto, foi considerado como “ponto forte”, aquele percentualmente menos apontado, enquanto que como “ponto fraco ou crítico” aquele mais evidenciado.

Sobre o assunto, a pesquisa mostrou, como apresentado no Gráfico 15, que as empresas exportadoras respondentes revelam, como razões para não utilização de outras linhas disponíveis, os seguintes motivos: ¨as demais linhas não atendem a necessidade¨, apontada por 42% dessas empresas, ¨desconhecimento das demais linhas não usadas¨, por 36% delas e ¨dificuldade acesso às demais linhas¨, informada por 22% das empresas.

Já o Gráfico 17, que aponta pontos críticos na visão da classe empresarial, mostra os seguintes tópicos:

• Recursos insuficientes (20,3%);

• Encargos financeiros inadequados (20,3%);

• Exigência de garantias incompatíveis (10,9);

• Prazo incompatível (4,7%).; e

• Outros (4,7%).

Em relação ao item ¨Outros¨, os aspectos mais citados foram: processo burocrático, falta de informação, exigências de acerto do crédito, produtos não elegíveis em programa, dentre outros.

A pesquisa também mostra que 39,1% das empresas entrevistadas nada responderam em relação a pontos críticos incidentes sobre os mecanismos de financiamento, revelando um nível médio de satisfação sobre os instrumentos disponíveis utilizados.

4.1.3 Analisar as sugestões de melhoria e criação de novos

instrumentos de suporte ao comércio exterior que se coadune

com as condições e exigências impostas pelo mercado atual.

A análise da pesquisa, através do Gráfico 11, revela que 49,1% das empresas exportadoras entrevistadas não utilizam qualquer tipo de mecanismos de financiamento à exportação, caracterizando, portanto, um público a ser observado.

O Gráfico 13 mostra que, das 58,1% das empresas respondentes, que declararam utilizar algum tipo de linha de financiamento, 48% dessas empresas alegaram que os instrumentos de financiamentos utilizados não atendem a sua real necessidade, o que sugere a necessidade de uma melhor formatação e ajuste desses mecanismos.

Outro aspecto levantado, conforme disposto no Gráfico 16, é a relação entre o valor financiado e o montante exportado, evidenciando que 48% das empresas que utilizam qualquer tipo de mecanismo de crédito, financiam de zero a 20% do total exportado e, apenas, 10% dessas, financiam de 81 a 100% do que exportam. Esse fato sugere uma grande perspectiva de alocação de recursos, desde que formatados e divulgados de forma adequada.

Ficou evidenciado, através da pesquisa, o baixo nível de utilização de qualquer tipo de mecanismo de financiamento por parte das Empresas Exportadoras que não exportam com muita freqüência, principalmente aquelas que exportam esporadicamente, sugerindo, portanto, uma grande oportunidade e espaço para criação de instrumentos específicos e adequados a esse nicho.

Por outro lado, os itens apontados como “ponto crítico ou fraco” e “ponto forte”, também servem de parâmetro para melhoria e / ou criação de instrumentos que melhor se adequem à dinâmica das empresas exportadoras do Nordeste brasileiro.

Benzer Belgeler