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3.3. VERİ TOPLAMA ARAÇLARI

3.3.1. Kuşaklararası Bilgi Paylaşımı Ölçeği

iniciativas do Programa Saúde do Adolescente/PROSAD, reunidas posteriormente na

Área de Saúde do Adolescente e do Jovem/ASAJ, responsável pela articulação dos diversos projetos e programas voltados para a adolescência e a juventude, envolvendo: crescimento e desenvolvimento, sexualidade, saúde mental, saúde reprodutiva (gravidez na adolescência), saúde do escolar adolescente, prevenção de acidentes, violência e maus-tratos, família. Além de desenvolver atividades relacionadas à promoção, proteção e recuperação da saúde de adolescentes e jovens, de forma a garantir uma atenção integral à saúde desta população, o programa tem por objetivo contribuir com a formulação de políticas nacionais integradas, principalmente com a participação juvenil. As ações são realizadas em parceria com as diversas áreas técnicas do Ministério da

Saúde e, em especial, com a Área da Saúde da Mulher, Saúde Mental, Saúde da Pessoa

Desde 2004, o governo tem dado prioridade à integração das ações dos vários Ministérios e Secretarias, visando sua efetividade, e cumprindo as indicações feitas pelo Grupo Interministerial da Juventude, a partir dos resultados de estudos e análises de programas, dados estatísticos e diagnósticos da realidade juvenil.

Este Grupo identificou, naquele ano, 45 Programas Federais de atendimento ao público jovem, 131 ações vinculadas aos programas do Governo Federal, 19 ações específicas para os jovens e 18 Ministérios e Secretarias envolvidos no desenvolvimento destas ações. E, a partir de uma análise intersetorial elaborou as seguintes recomendações:

• Consolidar a Política Nacional de Juventude, dialogando com a sociedade; • Definir arranjo institucional para coordenar ações governamentais da juventude; • Criar formas de participação e diálogo permanente com os segmentos

organizados da juventude;

• Estabelecer mecanismos de acompanhamento e avaliação de ações destinadas aos jovens;

• Realizar um mapeamento dos equipamentos de atendimento aos jovens existentes no país, com o objetivo de integrar as ações desenvolvidas e desconcentrar territorialmente a oferta;

• Priorizar o atendimento aos jovens que estão fora da escola, na reformulação do EJA/Educação de Jovens e Adultos;

• Criar portal de informação de interesse do público jovem;

• Fomentar e fortalecer iniciativas voltadas ao combate de todo tipo de discriminação;

• Criar mecanismos e ações que propiciem o protagonismo dos jovens na sua comunidade, estimulando o desenvolvimento de valores de paz e solidariedade social.5

Visando operacionalizar estas recomendações e atender as reivindicações dos movimentos juvenis, organizações da sociedade civil, e iniciativas do Poder Legislativo, foi instituída a Política Nacional da Juventude, inaugurando no país uma política de Estado voltada para os jovens.

5 Informações obtidas no site da Secretaria-Geral da Presidência da República, disponível em www.planalto.gov.br/secgeral/frame_juventude.htm Acesso em 21/04/2008.

Um dos principais braços desta política é a Secretaria Nacional da Juventude, vinculada à Secretaria Geral da Presidência da República.Constituindo-se como uma referência da população jovem no Governo Federal, esta Secretaria tem a função de integrar os programas e ações federais destinados aos jovens na faixa etária entre 15 e 29 anos, levando em conta as características, especificidades e a diversidade da juventude; fomentar a elaboração de políticas públicas para o segmento juvenil municipal, estadual e federal; interagir com os Poderes Judiciário e Legislativo na construção de políticas amplas; e promover espaços para que a juventude participe da construção dessas políticas. A Secretaria é responsável ainda pelo desenvolvimento do Programa Nacional de Inclusão do Jovem/Pro-Jovem.

O outro braço é o Conselho Nacional da Juventude/CONJUVE, instituído em também em 2005, como um espaço de diálogo entre a sociedade civil, o governo e a juventude brasileira. Sendo um órgão consultivo, tem como objetivos: assessorar a Secretaria Nacional de Juventude na formulação de diretrizes da ação governamental; promover estudos e pesquisas acerca da realidade socioeconômica juvenil; e assegurar que a Política Nacional de Juventude do Governo Federal seja conduzida por meio do reconhecimento dos direitos e das capacidades dos jovens e da ampliação da participação cidadã (BRASIL, 2006).

Composto por 60 membros, sendo 1/3 representantes do Poder Público e 2/3 da sociedade civil, o CONJUVE conta com a participação das áreas do governo que desenvolvem programas e ações voltadas ao público juvenil, representantes do Fórum de Gestores Estaduais e da Frente Parlamentar de Políticas Públicas de Juventude, das entidades municipalistas, de entidades, movimentos e redes de jovens, organizações não governamentais que trabalham com os mais diversos segmentos juvenis e especialistas na temática da juventude.

O Estatuto da Juventude, construído com base nas propostas dos jovens presentes na Conferência Nacional da Juventude e em trâmite no Congresso Nacional, também representa um grande avanço legislativo para a questão juvenil. Mas a materialização desse avanço depende de sua aprovação e consequente operacionalização.

A criação da Secretaria Nacional da Juventude e do Conselho Nacional da Juventude reflete uma mudança de paradigma do governo federal no trato com a juventude, dando concretude às propostas elaboradas a partir do amplo diagnóstico, realizado em 2004, e apresentado ao Presidente da República junto com nove desafios para implementação de programas voltados ao enfrentamento dos problemas sentidos pelos jovens.

Enquanto canais institucionalizados e articulados de coordenação, discussão e acompanhamento da implementação de políticas para a juventude, estas instâncias abrem perspectivas no caminho da emancipação do jovem e da construção de sua condição de sujeito.

Mas para que isto se torne realidade é preciso fortalecer a participação ativa dos jovens, por meio da organização de Conferências Municipais, Estaduais e Nacionais, garantir sua representatividade em Conselhos nos três níveis de governo, e aprovar o Estatuto da Juventude. Com essas ações ampliam-se os processos democráticos de debate e o confronto entre as demandas juvenis e as possibilidades de respostas por parte dos poderes públicos, o respeito à diversidade de formas de organização dos jovens e o diálogo entre as gerações.

Benzer Belgeler