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KORONER BİLGİSAYARLI TOMOGRAFİ ANJİYOGRAFİ

Resim 22 Electron Beam Tomograf

3.2.3 KORONER BİLGİSAYARLI TOMOGRAFİ ANJİYOGRAFİ

Foi realizada uma pesquisa de campo para se investigar as representações sociais dos educadores sobre o TDAH, visando, a partir delas, observar as implicações desses profissionais diante de tal diagnóstico médico. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva, que teve como sujeitos os professores da rede municipal de Divinópolis e que utilizou três recursos de coleta de dados comuns à pesquisa em Representações Sociais.

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ABRIC, J.-C. Méthodologie de recueil des représentations sociales. In: J.-C.ABRIC (Ed.). Pratiques sociales

É partindo do questionamento sobre a implicação do educador diante do TDAH, que se pergunta sobre as Representações Sociais que um grupo de professores possui sobre o referido transtorno. Assim, nesse recorte investigativo, buscou-se, através das descrições dos educadores, que ora se evidenciam em números e ora em palavras, chegar aos objetivos da pesquisa.

A descrição possui significativa importância no desenvolvimento da pesquisa qualitativa. Tal descrição será cada vez melhor quanto mais se facilitar o reconhecimento do objeto pesquisado, dando a ele um número de atributos (MARTINS, 2004).

Ao buscar as Representações Sociais de um grupo de professores, pensa-se no grupo como espaço de veiculação de crenças, valores, saberes; portanto, como contexto de produção e criatividade.

Moscovici (1978), ao pensar o adjetivo “social” para o substantivo “representação”, remete ao significado de grupo como contexto de produção, que produz com propósito, ou seja, com uma função. Para o autor, a definição da origem (“quem produz”) de uma representação – o que quer dizer caracterizada de social por engendrar-se no coletivo da dimensão grupal – não bastaria para qualificar uma representação como “social”. Para ele, saber “porque” (a função) um grupo produz uma representação seria mais instrutivo para dizer do adjetivo social.

Para Moscovici (1978, p. 77), a função de uma representação qualifica-a como social. Parece ser particularmente essa característica a que estabelece a unificação de uma representação específica por um grupo, contribuindo “para os processos de formação de condutas e de orientação das comunicações sociais” do referido grupo.

Um grupo de professores unifica representações sobre um objeto ou fenômeno; assim como também num processo interativo, essa conglobação representativa leva à unificação como grupo.

É para esse “grupo natural ou real” – isto é, um grupo já existente na vida cotidiana, que anteriormente à pesquisa já se interessava pelo assunto nela em pauta (FLICK, 2004) – que se direcionam algumas questões como as que se seguem abaixo:

- Como e por que os educadores vêm se apropriando do TDAH?

- Quais as relações desses educadores com o diagnóstico ou com os sintomas do transtorno?

- Qual o nível de conhecimento dos educadores em relação às crianças que são diagnosticadas com TDAH?

- Seria possível aos educadores sugerirem formas de lidar com as crianças que se apresentam dispersas, hiperativas e impulsivas?

Essas questões nortearam todos os contatos, subsidiados por diferentes técnicas metodológicas, com o referido grupo.

A escola foi o contexto empírico utilizado na presente pesquisa, pois, como já dito, é nesse contexto escolar que se problematiza a manifestação e/ou a incidência do TDAH nos últimos tempos, sendo este um dos objetivos propostos na pesquisa. Assim sendo, procurou- se enfatizar a relação entre micro e macrossocial, na qual, “[...] busca-se estabelecer a mediação entre o momento singular expresso no cotidiano escolar e o movimento social” (ANDRÉ, 2004, p. 42).

Escolheu-se a escola como foco de estudo com o objetivo de abordá-la não somente em suas dinâmicas internas, mas, particularmente, como parte de um todo social, que, de alguma forma, determina-a e com o qual ela mantém relações (ANDRÉ, 2004).

Esta pesquisa de mestrado aponta para a abrangência da pesquisa educacional. Como mostra Gatti (2002), na prática, a pesquisa educacional envolve desde problemas de desenvolvimento bioneurológico relacionados às possibilidades de aprendizagem até questões de ordem social mais amplas, uma vez que a educação processa-se num sistema de relações sociais. Neste trabalho, tem-se um olhar no primeiro problema e outro, mais enfático, no segundo.

Gatti (2002, p. 14) questiona sobre o que especificaria a pesquisa educacional diante da abrangência acima comentada. A autora tem como resposta: “que o ato de educar seja o ponto de partida e o ponto de chegada da pesquisa” em educação. Isso é o que se vislumbra na presente pesquisa, quando se investiga a representação e a implicação do educador diante do TDAH, gerando conseqüências ao seu ato de educar.

A pesquisa foi realizada em Divinópolis-MG, devido à facilidade de acesso aos participantes, dado que resido nessa cidade e trabalho na função de psicóloga da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), onde esses sujeitos possuem vínculos empregatícios.

No planejamento da investigação, solicitou-se uma autorização para a realização da pesquisa junto à SEMEC. Esta, através da pessoa da Secretária Municipal de Educação, colocou-se à disposição em relação ao que pudesse facilitar o contato com os professores e o desenvolvimento da pesquisa.

Assim, através do Centro de Referência dos Profissionais da Educação (CRPE), órgão pertencente à referida Secretaria de Educação, pôde-se obter as datas dos eventos agendados

com os professores, sujeitos participantes da pesquisa, e a permissão para uma pequena participação nestes eventos.

A minha participação nos eventos de capacitação de educadores tinha a função de esclarecer e sensibilizar esses profissionais para a colaboração na pesquisa. Por vezes, nesses momentos, os professores manifestavam certa resistência em participar da pesquisa, justificada pela falta de conhecimento do TDAH. Diante disso, era esclarecido e afirmado que eles possuíam alguma representação sobre o transtorno, mesmo não conhecendo os conceitos médicos a fundo. Isso contribuía para uma maior participação, mesmo com alguns poucos professores mantendo a resistência.

Parece que a minha afirmação diante desses educadores, de que eles eram capazes de dizer algo sobre o que há muito tempo vinham ouvindo os médicos dizerem, era um convite para que eles repensassem o TDAH na escola. Moscovici (1978, p. 64) ensina-nos que determinados objetos de conhecimento nos parecem distantes e estranhos porque se formaram e evoluíram sem relação conosco e que “representá-los conduz a repensá-los, a reexperimentá-los, a refazê-los à nossa maneira, em nosso contexto [...]”.

No primeiro semestre de 2008, o ensino municipal de Divinópolis contava com 984 Educadores I35, incluindo os que estavam em desvio de função, e com 35 escolas, incluindo seis escolas rurais, uma escola exclusiva de educação infantil e uma escola especial. Devido à delimitação da pesquisa, não foram incluídas a escola de educação infantil e a escola especial. As outras 33 escolas que participaram da pesquisa atendem, em sua maioria, a educação infantil, a fase introdutória e o 1º, 2º, 3º e 4º anos do ensino fundamental (1º ciclo).

Benzer Belgeler