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Resim 22 Electron Beam Tomograf

4. GEREÇ VE YÖNTEM 1 ÇALIŞMA KAPSAMI:

4.4 İSTATİKSEL DEĞERLENDİRME:

4.5.1 KONUS ARTER

A evocação livre, também chamada de associação livre, é um método associativo bastante usado para o levantamento dos elementos constitutivos do conteúdo de uma representação.

Trata-se de um método que opera sobre propriedades quantitativas, através do qual se evidencia a saliência e a conexidade dos diversos elementos de uma representação (SÁ, 1996).

A saliência diz respeito à freqüência de emissão dos conceitos referentes à representação de um objeto ou fenômeno. A conexidade demonstra quais os conceitos significativos numa representação se conectam com um maior número de outros conceitos. Assim, através da evidência de diferenças quantitativas na saliência e na conexidade, os conceitos são analisados como centrais ou periféricos em relação ao objeto da representação.

O referido método consiste em solicitar aos sujeitos participantes que, a partir de um termo indutor apresentado pelo pesquisador, expressem palavras que lhes venham espontaneamente à lembrança (SÁ, 1996).

O termo indutor utilizado nesta pesquisa foi “hiperatividade”. Esse termo foi escolhido por se referir à noção mais popular ou de maior divulgação social sobre o transtorno pesquisado.

Nesta primeira etapa, foi elaborado um formulário37. Esse, primeiramente, questionava se o professor trabalhava com crianças diagnosticadas com TDAH e, se sim, com quantas ele trabalhava, para, em seguida, passar ao teste de evocação livre.

O teste perguntava sobre quais as palavras ou expressões o termo “hiperatividade” suscitava no pensamento dos educadores, pedindo-lhes para escreverem cinco delas e, em seguida, classificá-las por ordem de importância.

Abric38 (1994d, p. 66, citado por SÁ, 1996, p. 116) enfatiza que o caráter espontâneo e a dimensão projetiva desse recurso metodológico permite o acesso aos elementos constitutivos do objeto estudado com mais facilidade e rapidez que numa entrevista. Segundo o autor, a evocação livre “permite a atualização de elementos implícitos ou latentes que seriam perdidos ou mascarados nas produções discursivas”.

Moscovici (1978, p. 240) afirma que “existe uma correspondência entre as palavras mais freqüentes da linguagem e os temas essenciais do modelo figurativo; e, portanto, entre a Representação Social e a linguagem temática”. Ele evidencia, então, como a linguagem contribui para a elaboração de uma representação.

Assim, buscou-se, objetivamente na linguagem dos professores, os conceitos relacionados ao termo hiperatividade que expressam sua representação sobre o transtorno.

Para se chegar à Representação Social de um objeto de estudo, através das produções em evocação livre, é preciso o cruzamento de duas informações: a freqüência de aparecimento de um conceito e sua ordem na produção.

Entretanto, passou a ser contestável a suposição de que os conceitos mais importantes viriam espontaneamente primeiro na associação do sujeito. Essa contestação referente à ordem imediata da evocação ocasionou reformulações metodológicas que permitissem uma reflexão a posteriori, instituindo uma atividade de hierarquização racionalizada dos conceitos associados ao objeto pesquisado (SÁ, 1996).

O teste de evocação livre elaborado para a realização desta pesquisa procurou considerar os aspectos expostos acima para uma melhor efetivação da coleta dos dados. Porém, o que a análise dos resultados irá mostrar no capítulo 5, é que, alguns detalhes ausentes nesta elaboração, poderiam ter contribuído para melhor focar e sintetizar os dados coletados.

As primeiras aplicações dos formulários de evocação livre aconteceram nos cursos de capacitação de professores (Educador I) oferecidos pelo CRPE. Nesses cursos, que aconteceram em quatro momentos diferentes e que foram oferecidos às 33 escolas participantes, conseguiu-se a participação de 45 professores, ou seja, 45 formulários foram

38 ABRIC, J.-C. Méthodologie de recueil des représentations sociales. In: J.-C.ABRIC (Ed.). Pratiques sociales et représentations. Paris, Presses Universitaires de France, 1994d, 59-82.

preenchidos. Para completar o número de 90 professores, visitou-se as escolas, particularmente as que não compareceram durante os referidos cursos. Oito escolas foram visitadas a fim de se obter a participação de mais 45 professores. Dessas oito escolas, uma era central e as outras situadas em bairros diferentes, alguns mais centrais, outros bem periféricos. Buscou-se entregar os formulários nas mãos dos próprios professores depois de esclarecimentos; isso acontecia na porta da sala de aula ou no horário do lanche. Entretanto, em duas escolas, os esclarecimentos foram passados às supervisoras e elas distribuíram e recolheram os formulários.

Num primeiro momento, os formulários foram distribuídos e, em seguida, recolhidos. Devido à queixa dos professores em relação à falta de tempo para o preenchimento, passou-se a recolher os formulários no dia seguinte. Mas, a mesma queixa continuou sendo feita e percebeu-se que essa era a justificativa de alguns educadores para entregar o formulário em branco ou para esquecer de preenchê-lo. Os professores, muitas vezes, antes de se queixarem, não observavam a simplicidade e a rapidez com que se poderia preencher o formulário, porém, depois que o respondiam, percebiam a facilidade da tarefa.

O método de evocação livre, sendo um recurso de levantamento, “enseja basicamente um balizamento global e uma delimitação articulada dos elementos da representação”. Por isso, “pode-se esperar que outras estratégias, que não uma estrita diferenciação quantitativa, se mostrem mais proveitosas” para conduzir a efetiva identificação da estrutura de uma representação (SÁ, 1996, p. 131).

Torna-se relevante que os métodos se voltem à detecção das propriedades qualitativas dos elementos constitutivos da representação, questionando a imprescindibilidade de um dado elemento para essa representação. Segundo Celso Sá (1996), esse questionamento pode acontecer através de várias estratégias, dependendo da criatividade do pesquisador. Nesta pesquisa, optou-se pelas entrevistas e pelo grupo focal.

Portanto, através do recurso de evocação livre utilizado nesta pesquisa, pôde-se chegar aos conceitos que se relacionam ao termo “hiperatividade” na representação do educador, sendo seus resultados de grande importância para o planejamento dos procedimentos seguintes. A partir dessa técnica de associação, foi possível detectar quais educadores tinham a experiência de trabalhar com crianças TDAH e, assim, selecioná-los para participarem dos procedimentos de entrevista e grupo focal.

Benzer Belgeler