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2.4. Halk Edebiyatı Ürünü Olan Dede Korkut Öyküleri’nin Çocuk Edebiyatında

2.5.1. Dede Korkut Kimdir?

De acordo com Bertoni e Lombardi Neto (1985), o fator LS é a relação esperada de perda de solo por unidade de área em um declive qualquer em relação às perda de solo correspondentes em uma parcela unitária de 25 m de comprimento com 9% de declive.

Neste trabalho, a respeito do Fator LS, buscou-se a superação de limitações no tocante ao mapeamento das extensões de vertente. Desta maneira foram elaboradas cartas de extensões de vertente diferenciadas, a saber: pela Carta de Dissecação Horizontal utilizada por Mendes (1993), Cunha (1997) e Pinheiro (2008); pela média em sub bacias, utilizada por Souza (2010) e Pinheiro e Cunha (2010) e pela metodologia de segmentação das vertentes, proposta neste trabalho. Ressalta-se que as duas primeiras técnicas entendem o comprimento de vertente como a distância entre o divisor de água e a linha de drenagem. Enquanto que a última fornece valores

segmentados da extensão das vertentes, entendendo que o modelo deve ser induzido a quantificar de maneira distinta os setores de alta, média e baixa vertente.

As três técnicas diferenciadas de obtenção do Fator LS possibilitaram a geração de três Cartas distintas do Fator LS e, também, três Cartas de PNE e três Cartas de Perda de solo. As cartas foram identificadas por números de 1 a 3; deste modo, para as Cartas do Fator LS, utilizaram-se as seguintes denominações:

• Para aquela cujo cálculo de vertentes utilizou a média por sub bacias, denominou-se Carta do Fator LS 1;

• Utilizando a Dissecação Horizontal, denominou-se Carta do Fator LS 2; • Pela quantificação segmentada das vertentes, denominou-se Carta do

Fator LS 3.

A Carta de Dissecação Horizontal, utilizada para quantificação do Fator L, identifica a distância que separa os canais fluviais dos divisores de água da bacia, o que, para Cunha (1997), possibilita avaliar o trabalho de dissecação horizontal elaborado pelos rios sobre a superfície de interesse. Essa indica os setores de interflúvios de maior ou menor largura, o que possibilita avaliar o potencial de atuação dos processos geomorfológicos no modelado do relevo.

Para a elaboração das classes de dissecação horizontal foi considerada a recomendação de Spiridonov (1981) de dobrar os valores nos intervalos de classe. Os intervalos de classe são estabelecidos de modo a manterem uma resolução de boa qualidade.

O primeiro passo para a elaboração desta carta foi a delimitação de todas as sub bacias na base cartográfica e, num segundo momento, realizou-se a classificação das áreas de acordo com a distância entre o talvegue e a linha de cumeada. Utilizou-se a técnica “semi-automática” proposta por Zacharias (2001), através da cartografia digital pelo software AutoCAD Map. Esse método permite que o usuário acompanhe as etapas de elaboração e ao mesmo tempo requer o pleno conhecimento sobre a técnica de elaboração desta carta. Esta técnica foi descrita por Silva (2005) ao analisar a morfometria do relevo de sua área de estudo.

A técnica do valor médio das sub bacias consiste, primeiramente, na delimitação de todas as sub bacias da área de estudo com um nível elevado de detalhe. Em seguida são traçados os caminhos preferenciais da água (PINTO, 1995); o ideal é que quanto maior for a bacia, mais caminhos preferenciais devem ser traçados. Nas sub bacias de maior área, ocorreu a sub-divisão dessas em setores, considerando-se o escoamento e a forma da vertente.

Cada setor foi então delimitado, vetorizado e gerado o polígono, compreendendo os limites de cada sub bacia ou setor de sub bacia, conforme a Figura 13. Após esse procedimento, foram traçados os caminhos preferenciais da água através do AutoCAD, em seguida cada traçado é medido e os valores tabulados no Software Excel. Para cada polígono é feito o cálculo da média simples, resultado dos valores dos caminhos preferenciais da água.

Figura 13 – Identificação dos limites das sub bacias (em vermelho) e das linhas de escoamento superficial (em azul).

Fonte: Pinheiro, 2012. Sem escala.

Após o cálculo das médias, os valores médios de extensão das vertentes são inseridos como texto dentro dos polígonos no AutoCAD, através do comando “dtext”, para servirem como identificadores na exportação para o SIG Spring, conforme a Figura 14. Para a carta segmentada de vertentes, também foram delimitadas, no AutoCAD, todas as sub bacias da área, traçados os caminhos preferenciais do escoamento superficial e traçados os polígonos diferenciando as áreas das vertentes côncava, convexa e retilínea.

Figura 14 – Carta de Extensão de vertentes para exportação do arquivo, com os valores das extensões expressos em metros.

Fonte: Pinheiro, 2012. Sem escala.

Deste modo, os limites das sub bacias e das formas de vertente são inseridos sobre a base cartográfica e em seguida a área é dividida em quadrículas. Optou-se pelo valor de 200 m por quadricula, no intuito de dividir em células as extensões das vertentes. Isso se deve, pelo entendimento, nessa pesquisa, de que a vertente possui variações nas perda de solo no decorrer da sua extensão (BERTONI; LOMBARDI NETO, 1985).

Em seguida são gerados polígonos pela individualização dos espaços entre a malha composta pelas células, os limites das sub bacias ou setores destas e os limites das formas de vertente. Após esse procedimento, os polígonos compreendendo os limites de cada célula a ser quantificada, são individualizados de acordo com suas características, ou seja, de acordo com a forma da vertente, direção do escoamento, setores da sub bacia e pela divisão em células (Figura 15). Assim, cada polígono é distinto quanto às características mapeadas.

Após a individualização dos polígonos, foram calculadas, no AutoCAD, as extensões das linhas de escoamento superficial em cada célula, sendo esses dados tabulados no Software Excel e calculada a média simples para cada sub bacia. No entanto, os valores das células que correspondiam às partes mais baixas da bacia eram somados aos valores das células da alta vertente, compreendendo assim que os

setores da baixa vertente recebem mais escoamento superficial em relação aos setores localizados na porção superior.

Figura 15 – Individualização dos polígonos*.

Fonte: Pinheiro, 2012. Sem escala.

*Em preto representam-se as quadrículas de 200 m X 200 m; em bege (convexas), Laranja (côncavas) ou cinza (retilíneas) as formas de vertente e em verde o limite da sub bacia. Os polígonos em destaque hachurado e pontilhado representam a área a ser quantificada individualmente, onde a célula hachurada representa um polígono pertencente a uma vertente convexa, com escoamento em direção ao canal localizado a Nordeste. Já a célula pontilhada pertence a uma vertente convexa, com escoamento em direção ao canal à Oeste.

Após a elaboração dos três tipos de mapeamento das extensões de vertente em ambiente AutoCAD (arquivo de extensão DWG) os arquivos resultantes foram exportados (em extensão DXF versão R12) para o Spring, onde foram transformados em matriz e, então, novamente exportados (TIFF / GEOTIFF) para o Idrisi, no qual foi feito o cruzamento com a Carta Clinográfica, aplicando a fórmula proposta por Bertoni (1959), através do comando “Image Calculator”. Após estes procedimentos, as Cartas do Fator LS, resultantes do cruzamento, foram geradas.

Benzer Belgeler