2. KURAMSAL ÇERÇ EVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.2 Bağlanma
2.2.3 Yetişkin bağlanma stilleri
2.2.3.4 Korkulu bağlanma biçimi
Wilson (apud Hendrick, 2006, p.54) define a ergonomia participativa como sendo o “envolvimento de pessoas no planejamento e no controle de uma parcela significante de suas próprias atividades de trabalho, com conhecimento suficiente e poder para influenciar tanto como os resultados para estabelecer as metas desejáveis”. Quanto as suas aplicações, a ergonomia participativa pode operar na tomada de decisões e em resoluções de problemas, no produto e desenho do sistema, no projeto de treinamentos e na análise e projeto de sistemas de trabalho.
Segundo Noro e Imada (1991), a ergonomia participativa consiste dos próprios trabalhadores estarem envolvidos na implementação dos conhecimentos e procedimentos ergonômicos em seus postos de trabalho. Este método permite que os problemas ergonômicos sejam identificados, analisados e resolvidos por pessoas de diferentes níveis da organização, associando-os às mudanças tecnológicas, uma vez que
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se identifiquem as necessidades organizacionais e se determinem os parâmetros para o projeto organizacional num nível macroergonômico.
Brown (2005) compreende que o emprego das práticas participativas é muito mais do que auscultar as idéias antes de formar as decisões. Submerge o desenvolvimento da capacidade das pessoas para participar na mudança do desempenho do seu trabalho, tanto quanto nos resultados do trabalho do grupo e da organização, assim como nas tentativas de melhorar a desempenho da organização.
A figura 3 apresenta a estrutura de iniciativas da ergonomia participativa.
Primeiramente é preciso que haja uma tomada uma decisão organizacional de implementar alguma forma de ergonomia participativa. Em seguida, a iniciativa deve ser estruturada de forma a levar em consideração a cultura organizacional, a natureza dos problemas de ergonomia, a estrutura do tempo disponível, stakeholders, recursos disponíveis, etc.). Após ser tomada a decisão de implementação, deve-se escolher os métodos de implementação, requerendo, depois, uma retroalimentação (feedback) para
Figura 3: Esquema genérico para desenvolvimento e implementação de iniciativas de ergonomia participativa. Fonte: Hendrick (2006)
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uma recorrente melhoria contínua, respeitando o princípio sociotécnico da incompletude, ou seja, por mais aperfeiçoados que sejam os métodos disponíveis, eles nunca estarão prontos para uma ampliação específica, sempre requerendo algum trabalho de adaptação ao caso.
Hendrick (2006) afirma que a ergonomia participativa pode variar de acordo com o nível que está sendo aplicada. A aplicação da ergonomia participativa pode variar de acordo com:
- o propósito;
- a continuidade – o processo pode ser usado de forma contínua (diariamente) ou discreta (periodicamente);
- o envolvimento – participação direta ou por meio de representantes;
- a formalidade – formal (composta por equipes autogeridas permanentes) ou informal (equipes temporárias);
- o grau de exigência – o envolvimento dos trabalhadores pode ser requerido ou voluntário;
- a forma de tomada de decisão – relacionada ao grau de descentralização ou delegação disponível;
- o acoplamento – saber se os métodos de participação são estabelecidos de forma remota (triagem dos participantes, feita por gerentes ou consultores) ou direta.
Segundo Darses e Rezeau (2007), a prática de participação dos usuários na concepção de produtos foi instaurada desde 1970 nos países escandinavos. O desenvolvimento da “participatory design”, a concepção participativa, ocorreu após ser promulgada uma legislação nesses países que obrigava que os usuários fossem envolvidos na concepção de suas ferramentas de trabalho.
Os mesmos autores enfatizam que muitas abordagens centradas no usuário não permitem que este intervenha no processo de concepção, pois se apóiam apenas em representações do usuário baseadas em modelos de atividade, como aplicação de questionários, testes, experimentos ou observações in situ. Darses e Rezeau (2007) se referem aos graus de participação de usuários em projetos, de modo que um projeto é considerado participativo quando está inscrito nos graus 4 ou 5 de participação. Estes
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graus indicam que o usuário efetivamente participa da tomada de decisões e não apenas agem em um nível insipiente de informação e/ou consulta durante o processo de concepção, conforme ilustra o quadro 1:
GRAUS MODALIDADE ATIVIDADES
Grau 1 Grau 2
Informar
Informar os operadores dos planos de ação decididos pelos gestores
Coletar informações e experiência dos usuários
Grau 3 Consultar Recolher as opiniões e sugestões das usuários sobre as ações em curso
Grau 4 Grau 5
Decidir
Negociar com os usuários em comitês formalizados
Co-concepção e decisão conjunta entre as diferentes
partes implicadas
Em se tratando da concepção de produtos, Brown (2005, apud Brown, 2002) também aponta a importância da aplicação deste método participativo, assim como se faz importante como metodologia na concepção e análise de sistemas de trabalho. Segundo Iida (2005), otrabalhador é envolvido no processo de concepção por acreditar- se que este possui conhecimento prático, cujos detalhes podem passar despercebidos ao analista ou projetista. Este autor enaltece que os projetos participativos, aplicados ao
design de novos produtos ou redesign de produtos existentes, diferem-se dos projetos
tradicionais por envolver o usuário desde o início do projeto, permitindo que suas avaliações contínuas, etapa a etapa, possibilitem a correção de erros até se chegar ao protótipo.
Reyes (2000) analisou o processo de construção de embarcações de pesca sob o ponto de vista da necessidade de projetar coletivamente, sabendo-se da dificuldade de incumbir a uma só pessoa (o projetista) a tarefa de projetar uma embarcação sem fazer uso dos outros agentes envolvidos na atividade. Esses agentes formam uma rede de informações, uma estrutura social onde os membros possuem um objeto comum de conhecimento (a embarcação) e as relações com este objeto são estabelecidas pela troca de experiências e saberes. Como meios para promover uma interação com os agentes envolvidos na atividade, o autor propõe que esta pode ocorrer a partir de métodos Quadro 1: Grau de participação na concepção participativa. Adaptado de Darses & Reuzeau , 2007
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tradicionais (reuniões com presença física) ou através de suporte tecnológico através de uma rede de computadores, o que pode ser dispendioso devido ao custo de recursos e treinamento necessário. No entanto, quanto a sua viabilidade, podem oferecer suporte para delimitar a rede de informações dos agentes e gerar protocolos de conduta que permitam organizar os processos de argumentação, negociação e validação em torno do objeto.
Sob o âmbito das condições de uso de embarcações de pesca regionais do Rio de Janeiro, Teles & Vidal (2000); Teles (2010) buscaram desenvolver uma proposta interacional com foco nas metodologias de design a partir de estudos empíricos. Uma vez identificados os problemas quanto ao uso dessas embarcações, como a qualidade de vida do trabalho como quadro degradante ao trabalhador e a qualidade dos produtos capturados devido a soluções de armazenamentos sujeitas à contaminação, os autores concluíram que estes problemas estão ligados à inadequação projetual dos ambientes de embarcações de pesca quanto ao conforto, segurança e eficiência. Dessa forma, com base numa conjunção metodológica que envolve design, ergonomia e pesquisa-ação, sugerem uma revisão dos conceitos de projetação de embarcações no que diz respeito às condições de trabalho e habitabilidade, além das demandas por qualidade dos produtos capturados, a partir da aplicação do design ergonômico através de procedimentos apropriados em projetos específicos, que envolvam a participação de todos os agentes em busca das soluções desejadas.