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Konut Anketleri Soru Grubu III: Konutun Kendisine Ait Fiziksel

4.3 Çalışmanın Yöntemi

4.3.1 Konut Anketleri

4.3.1.4 Konut Anketleri Soru Grubu III: Konutun Kendisine Ait Fiziksel

Quando se fala em “ fat ores am bient ais” é possível averiguar os aspect os posit ivos – “ facilit ador es” e os aspect os negat ivos – “ bar r eir as” .

62

5.2.4.1. Facilitadores

Quando são analisadas apenas as dificuldades referidas, é de se esperar que não se encont re nenhum facilit ador . Mesm o assim , foi possível encont rar um a respost a posit iva elogiando o at endim ent o do Cent r o Saúde Escola ( CSE) .

Porém , em um a análise cont ext ualizada, levando em cont a as out ras inform ações do banco de dados, foi possível encont rar 86 facilit ador es sendo 33,7% ( n= 29) referent es aos “ produt os e t ecnologia

(e1)” , 64,0% ( n= 55) ao “ apoio e r elacionam ent os (e3)” e 2,3% ( n= 2) aos

“ ser viços, sist em as e polít icas (e5)” . Nenhum facilit ador em relação ao “ am bient e nat ur al e m udanças am bient ais feit as pelo ser hum ano (e2)” e às “ at it udes (e4)” for am encont r ados com o se obser va no gr áfico 8.

Legenda

e1 Pr odut os e t ecnologias. e4 At it udes. e2 Am bient e nat ural e m udanças am bient ais feit as

pelo ser hum ano.

e5 Ser viços, sist em as e polít icas.

e3 Apoio e r elacionam ent o.

Gráfico 8 : Dist r ibuição dos facilit ador es em r elação ao com ponent e - fat or es am bient ais

( e) .

Ao analisar m ais det alhadam ent e, percebe- se que a m aioria das respost as refere- se ao “ apoio e relacionam ent os ( e3) ” e aos “ produt os e t ecnologia ( e1) ” com o dem onst r am as t abelas 12 e 13.

0 10 20 30 40 50 60 e1 e2 e3 e4 e5 Capít ulos N

Dificuldades cont ext ualizadas

33,7%

64,0%

2,3% 0, 0%

63

Tabela 12: Dist r ibuição dos facilit ador es em r elação ao apoio e r elacionam ent o ( e3) .

Quando analisado est e dom ínio, ident ificam os que 59,1% ( n= 55) das ent r evist as foram respondidas por um cuidador . Conhecendo os cuidadores, podem os dizer que 29,1% ( n= 16) foram respondidas por m ães, 18,2% ( n= 10) por pais, 14,6% ( n= 8) por esposas, 10,9% ( n= 6) por filhos( as) , 9,1% ( n= 5) por irm ãos, 16,3% ( n= 9) div ididos ent re avós, ex- m ulheres, m aridos, noras, net os( as) e sobrinho( as) e 1,8% ( n= 1) por um a pessoa cont r at ada.

A presença de cuidadores, principalm ent e dos pais desem penhando esse papel, é um fat or de dest aque quando conhecem os as pessoas com deficiência que, m uit as vezes priv ados de exercerem papéis sociais, se dedicam aos filhos em t em po int egr al.

Já no caso dos adult os ou idosos, ou é a m ulher ou o m arido que assum e o cuidado ou os filhos ( na gr ande m aior ia, as filhas) .

O fat o das m ulheres socialm ent e serem responsáveis pelos afazeres de casa, pelo cuidado do m arido e dos filhos, acaba ficando em sua responsabilidade o cuidar da pessoa dependent e. Mesm o que est a t rabalhe fora, o cuidar , ainda recai sobre ela, privando- se consequent em ent e das at ividades de lazer e oport unidades par a a vida social ( NERI & SOMMERHALDER, 2001)

É fr eqüent e que apenas um único fam iliar arque com a r esponsabilidade do cuidado, sem que par a isso t enha hav ido acor do explícit o ent re os m em br os da fam ília. Há est udos m ost r ando que o papel de cuidador se est abelece, gr adat ivam ent e, m uit o ant es de o cuidado ser iniciado. Alguns pesquisador es afir m am que a car r eir a do cuidador não é planej ada, esperada ou escolhida, m as é decor rent e de circunst âncias ant er ior es, que envolvem t odo o relacionam ent o fam iliar ( CERQUEI RA & OLI VEI RA, 2006. p.56)

APOIO E RELACIONAMENTO CÓDIGO N %

Fam ília im ediat a e310 47 85,5

Out r os par ent es e315 7 12,7

Cuidador es e assist ent es pessoais e340 1 1,8

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Tabela 13: Dist r ibuição dos facilit ador es em r elação aos pr odut os e t ecnologias ( e1) .

Os facilit ador es encont rados nos “ produt os e t ecnologias (e1)”, na cat egoria “ par a uso pessoal na vida diária (e115)” referiam - se a m edicam ent os grat uit os oferecidos nos Serviços de Saúde e na cat egoria “ para m obilidade e t ransport e pessoal (e120)” diziam respeit o à presença de andadores, cadeiras de rodas, am bulâncias que prest avam serviços sem pr e que necessár io, ent r e out r os.

Apenas cinco pessoas referiram receber algum t ipo de m edicam ent o grat uit o, o que r epresent a apenas 4,7% da am ost ra est udada.

Bolonhini ( 2004) m encionando a saúde com o um dir eit o de t odos e os benefícios adquir idos pelo decr et o 3.298/ 99 diz:

Apesar dos preceit os const it ucionais aludidos, um a das m aior es car ências da sociedade br asileir a encont r a- se no at endim ent o à saúde, principalm ent e o público, em bor a o pr ivado deixe t am bém m uit o a desej ar . A quant idade de leit os à disposição dos doent es é m uit o m enor que o necessár io, o for necim ent o de m edicam ent os à população de baixa r enda é insuficient e5, o t em po de esper a par a r ealização de exam es clínicos e labor at or iais é ext rem am ent e longo – t odos esses fat or es t ornam o at endim ent o à saúde caót ico em nosso país ( BOLONHI NI , 2004. p.209) .

Em relação a “ m obilidade e t ransport e pessoal (e120)” , apenas 22,3% ( n= 24) possuíam algum t ipo de equipam ent o ou t ransport e. Vale ressalt ar que algum as pessoas que possuíam andador se queixaram , com o um a das t rês m aiores dificuldades, pelo fat o de fazerem uso dessa aj uda t écnica.

Alm eida ( 1997) , em seu ar t igo faz referência da opinião das pessoas est udadas em relação às aj udas t écnicas no cot idiano das pessoas com deficiência dizendo:

5 Gr ifo da aut or a

.

PRODUTOS E TECNOLOGIAS CÓDIGO N %

Par a uso pessoal na vida diár ia e115 5 17,2

Par a m obilidade e t r anspor t e pessoal e120 24 82,8

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Not a- se que m uit os elem ent os da reabilit ação t om am ou não lugar no cot idiano dos suj eit os de acor do com o significado at r ibuído a ele pelo própr io suj eit o. Os equipam ent os or t opédicos, as t écnicas de cont role post ur al e as prescr ições de exer cícios ou at it udes for am adot adas ou não pelos ent rev ist ados at r avés de um a decisão que t am bém levou em cont a os aspect os sim bólicos. Assim , por exem plo, o apar elho or t opédico para m em br os infer ior es, adquir ido no pr ocesso de reabilit ação, apar eceu nos r elat os com o um inst r um ent o de pouca aceit ação ( ALMEI DA, 1997. p.84)

5.2.4.2. Barreiras

Ao se considerar as “ bar reiras” , for am encont radas 54 respost as referent es às dificuldades r eferidas sendo 46,3% ( n= 25) refer ent es a “ produt os e t ecnologia (e1)” , 31,5% ( n= 17) a “ apoio e relacionam ent os

(e3)” , 22,2% ( n= 12) divididos igualm ent e ent r e as “ at it udes (e4)” e aos

“ serviços, sist em as e polít icas (e5)” . Nenhum apont am ent o foi encont rado em relação ao “ am bient e nat ural e m udanças am bient ais feit as pelo ser hum ano (e2)” . Vej a est a r epr esent ação no gr áfico 9.

Legenda

e1 Pr odut os e t ecnologias. e4 At it udes. e2 Am bient e nat ural e m udanças am bient ais feit as

pelo ser hum ano.

e5 Ser viços, sist em as e polít icas.

e3 Apoio e r elacionam ent o.

Gráfico 9 : Dist r ibuição das bar r eir as r efer idas em r elação ao com ponent e – fat or es

am bient ais ( e) . 0 5 10 15 20 25 30 e - 1 e - 2 e - 3 e - 4 e - 5 Capítulos N

Dificuldades r efer idas

46,3%

0,0%

31,5%

66

Ao realizar a cont ext ualização, houve pouca alt eração; apenas 5 it ens em relação aos “ produt os e t ecnologias (e1)” for am acrescidos, o que dem onst ra a im port ância desses recur sos para as pessoas com deficiências ou para seus cuidadores. O gráfico 10 ilust ra essa análise com par at iva.

Legenda

e1 Pr odut os e t ecnologias. e4 At it udes. e2 Am bient e nat ural e m udanças am bient ais feit as

pelo ser hum ano.

e5 Ser viços, sist em as e polít icas.

e3 Apoio e r elacionam ent o.

Gráfico 10: Dist r ibuição com par at iva das bar r eir as encont r adas no com ponent e –

fat or es am bient ais ( e) .

Ao analisar m ais det alhadam ent e as “ barreiras” encont radas nos “ fat ores am bient ais” , not a- se m ais dificuldades referidas nos dom ínios “ produt os e t ecnologia ( e1) ” e “ apoio e relacionam ent o ( e3) ” . As t abelas 14 e 15 ilust ram as principais carências e necessidades encont radas pelas pessoas com deficiência ou por seus cuidador es.

Tabela 14: Dist r ibuição das bar r eir as encont r adas em r elação aos pr odut os e t ecnologias

( e1) .

PRODUTOS E TECNOLOGIA CÓDIGO N %

Consum o pessoal e110 11 44,0

Uso pessoal na vida diár ia e115 4 16,0

Mobilidade e t r anspor t e pessoal e120 7 28,0

Tecnologia em pr oj et os, ar quit et ur a e const r uções e155 3 12,0

Total 25 100,0 25 0 17 6 6 31 0 17 6 6 0 5 10 15 20 25 30 35 e - 1 e - 2 e - 3 e - 4 e - 5 Capít ulos

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Os “ produt os ou subst âncias para o consum o pessoal (e110)” referidos, dizem respeit o à aquisição de m edicam ent os ou algum alim ent o m ais específico, os de “ uso na vida pessoal (e115)” referem - se a fraldas ou disposit ivos or t opédicos, quando cit ados, “ m obilidade e t r ansport e pessoal em am bient es int ernos e ext ernos (e120)” , os int erlocut ores fazem referência aos t ransport es especializados para a condução, cadeira de rodas ou andador es e, quando cit ado o dom ínio “ t ecnologia em proj et os, arquit et ur a e const r uções (e155)” , reclam am o planej am ent o de calçadas, r uas asfalt adas, e r am pas.

Bolonhini ( 2004) relat a que o at endim ent o às pessoas com deficiência, assim com o o da população em geral é precário, inclusive no que se refere à concessão de órt eses, prót eses, bolsas colet oras, equipam ent os e elem ent os necessár ios à t er apia e r eabilit ação.

Em relação à dificuldade de acessibilidade apresent ada pelas pessoas com deficiência, Fávero descrev e em seu livr o sobre o dir eit o das pessoas com deficiência a lei n° 10.098/ 00, ar t igo 4 que diz:

Devem t er prior idade as obr as que t ragam m aior eficiência nas m odificações; par a isso deve fazer um planej am ent o, com pr evisão or çam ent ár ia específica par a obras a curt o, m édio e longo pr azos, pois o obj et ivo é que t odas as vias públicas, os par ques e os dem ais espaços de uso público exist ent es, assim com o as r espect ivas inst alações de serv iços e m obiliários urbanos, sej am adapt ados ( FÁVERO, 2004. p. 154)

O m unicípio que não t em um a est rut ura adapt ada deve t raçar obj et ivos com prazos det erm inados para a est rut ur ação dos espaços ur banos daquela cidade. Todas as m odificações deverão observar os parâm et r os est abelecidos pelas nor m as t écnicas de acessibilidade da Associação Br asileir a de Nor m as Técnicas ( ABNT) .

Tabela 15: Dist r ibuição das bar r eir as encont r adas em r elação ao apoio e r elacionam ent o

( e1) .

APOIO E RELACIONAMENTO CÓDIGO N %

Cuidador fam ília im ediat a e310 7 41,2

Cuidador fam ília am pliada e315 1 5,9

Cuidador es e assist ent es pessoais e340 1 5,9

Pr ofissionais da saúde e355 8 47,0

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As principais queix as encont radas referiram - se à dificuldade de precisarem de alguém da fam ília im ediat a com o pai, m ãe, filhos e avós ou de pessoas da fam ília am pliada com o t ios, t ias e sobrinhos para cuidarem em t em po int egral da pessoa com deficiência. Relat aram , t am bém , a dificuldade de m ant er cuidadores e assist ent es pessoais e o pr oblem a de necessit ar em dos pr ofissionais de saúde, sej am m édicos ou t er apeut as.

Para que a inclusão social das pessoas com deficiência v enha a ocor rer , é necessário conhecer os diferent es canais de inser ção que possibilit em as oport unidades de incluí- las. Alguns dos problem as que as pessoas com deficiência passam , são originados na sociedade e para rom per essas barr eiras, são necessár ios esforços polít icos consideráveis ( NÉRI , 2003) .

O quadro 9, segundo Néri ( 2003) t raz um arcabouço sint ét ico de polít icas que buscam subsidiar o desenv olvim ent o de ações por m eio da pr oposição de m edidas est r ut ur ais e oper acionais.

Dent r e as m edidas est rut urais, dest acam - se as ações no cam po da educação, saúde, ciência e t ecnologia, em presarial e legislat ivo. No cam po das polít icas operacionais, dest acam - se as ações de com unicação, t ransport e, am bient es, seguridade social e de t ransferências paras as pessoas com deficiência e par a os em pr egador es.

69

Quadro 9: Polít icas que elim inam bar r eir as e pr om ovem a inclusão social das pessoas

com deficiência ( NÉRI , 2003) . Mer cado de

t r abalho

at ividades cult ur ais e espor t ivas

família par t icipação

polít ica

educação

inclusão das pessoas com deficiência

barreiras

tipos de políticas

estruturais operacionais

ciência e tecnologia

(infor m át ica, r edução de exigências m ot or as; t elecom unicações, pr ót eses, et c.)

educacionais

( habilit ação e

r eabilit ação pr ofissional; for m ação de

pr ofessor es, livr os em br aile, et c.)

legislativas

( cot as, passe livr e, isenção de im post os, flexibilidade no m er cado de t r abalho, et c.) empresarial ( consciência e r esponsabilidade social: apoio a espor t es e cult ur a, et c.) saúde ( assist ência e r eabilit ação m édica, apoio m ult ipr ofissional, pr é- nat al)

assistência social

( gar ant ias dos m ínim os sociais, univer salização dos dir eit os sociais, et c.)

comunicação

( cam panhas

publicit ár ias, divulgação da Língua Br asileir a de Sinais – LI BRAS) transferências (empregadores e pessoas com deficiências)

( com plem ent ação salar ial, incent ivos fiscais, r edução de cont r ibuições, et c.)

ambientais

( acer t os ar quit et ônicos, inst alações apropr iadas: sanit ár ios, r am pas, et c.)

transportes

( sinalização especial; adequação das v ias e m eios de t r ansport e, et c.) seguridade social ( seguro acident es de t r abalho; benefício assist encial, et c.) Font e: Nér i, 2003. ( p.97) .

Em resum o, as deficiências geram dificuldades ou im possibilidades de execução de at ividades com uns às pessoas que, em m uit os casos, podem ser rem ovidas por polít icas públicas. A câm ara de Bot ucat u em 2003 apr ovou a lei n° 4.433 que “ dispõe sobre os direit os sociais, cidadania, acessibilidade e program as relacionados às pessoas com deficiência ou necessidades especiais no m unicípio de Bot ucat u e dá pr ovidências cor r elat as” .

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Esse t em sido apenas o com eço, pois em posse dos aspect os legais oferecidos, cabe não só às pessoas com deficiência, m as t am bém aos fam iliares, reabilit ador es, polít icos e cidadãos o em penho de fazer com que a ver dadeira inclusão das pessoas com deficiência física possa ser um a r ealidade nest a cidade.