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Em relação às “ funções do cor po” , foi possível encont rar 35 respost as sendo 62,8% ( n= 22) divididas igualm ent e nas “ funções m ent ais

(b1)” e nas “ funções sensor iais e dor (b2)” . Os 37,2% ( n= 13) rest ant es,

se dividiram ent re funções: “ da voz e fala (b3)” ; “ do sist em a cardiovascular , hem at ológico, im unológico e respirat ório (b4)” ; “ dos sist em as digest iv o, m et abólico e endócrino (b5)” ; “ genit urinárias e

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r epr odut ivas (b6)” ; “ neur o- m úsculo- esquelét icas e relacionadas ao m ovim ent o (b7)” e; “ da pele e est rut ur as relacionadas (b8)” . É int er essant e obser var que o it em de m enor valor 2,9% ( n= 1) foi r efer ent e ao capít ulo que t r at a das “ funções neur o- m úsculo- esquelét icas (b7)” com o pode ser obser vado no gr áfico 1.

Legenda

b1 Funções m ent ais. b5 Funções dos sist em as digest ivo, m et abólico e endócr ino.

b2 Funções sensor iais e dor . b6 Funções genit ur inár ias e r epr odut ivas.

b3 Funções da voz e da fala. b7 Funções neuro- m úsculo- esquelét icas e r elacionadas ao m ovim ent o.

b4 Funções dos sist em as cardiovascular, hem at ológico, im unológico e r espir at ór io.

b8 Funções da pele e est r ut ur as r elacionadas.

Gráfico 1 : Dist r ibuição das dificuldades r efer idas do com ponent e - funções do cor po ( b) .

Quando cont ext ualizado, foi possível am pliar os dados, podendo chegar a 114 códigos sendo que às “ funções neuro- m úsculo- esquelét icas ( b7) ” at ingiram 47,5% ( n= 54) , o que é esperado por se t rat ar de pessoas com deficiência física; 19,3% ( n= 22) às “ funções sensoriais e de dor ( b2) ” ; 14,0% ( n= 16) referem - se às “ funções m ent ais ( b1) ” ; 19,2% ( n= 22) se dist ribuíram ent re as funções: “ da voz e da fala ( b3) ” ; “ dos sist em as cardiov ascular , hem at ológico, im unológico e r espirat ório ( b4) ” ; “ dos sist em as digest ivo, m et abólico e endócrino ( b5) ” ; “ genit urinárias e repr odut ivas ( b6) ” ; e “ da pele e est rut uras relacionadas ( b8) ” ilust rado no gr áfico 2. 0 2 4 6 8 10 12 b1 b2 b3 b4 b5 b6 b7 b8 Capítulos N

Dificuldades r efer idas

31,4% 31,4% 5,7% 8,6% 8,6% 5,7% 2,9% 5,7%

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Legenda

b1 Funções m ent ais. b5 Funções dos sist em as digest ivo, m et abólico e endócr ino.

b2 Funções sensor iais e dor . b6 Funções genit ur inár ias e r epr odut ivas.

b3 Funções da voz e da fala. b7 Funções neuro- m úsculo- esquelét icas e r elacionadas ao m ovim ent o.

b4 Funções dos sist em as cardiov ascular, hem at ológico, im unológico e r espir at ór io.

b8 Funções da pele e est r ut ur as r elacionadas.

Gráfico 2 : Dist r ibuição das dificuldades cont ext ualizadas do com ponent e - funções do

cor po ( b) .

Ao com parar as respost as das dificuldades r eferidas com as cont ext ualizadas, podem os observar que pr incipalm ent e nas “ funções neur o- m úsculo- esquelét icas (b7)” há um a grande diferença com o dem onst r a o gr áfico 3.

0 10 20 30 40 50 60 b1 b2 b3 b4 b5 b6 b7 b8 Capítulos N

Dificuldades cont ext ualizadas

14,0% 19,3% 6,1% 4,4% 3,5% 1,7% 47,5% 3,5%

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Legenda

b1 Funções m ent ais. b5 Funções dos sist em as digest ivo, m et abólico e endócr ino.

b2 Funções sensor iais e dor . b6 Funções genit ur inár ias e r epr odut ivas.

b3 Funções da voz e da fala. b7 Funções neuro- m úsculo- esquelét icas e r elacionadas ao m ovim ent o.

b4 Funções dos sist em as cardiov ascular, hem at ológico, im unológico e r espir at ór io.

b8 Funções da pele e est r ut ur as r elacionadas.

Gráfico 3 : Dist r ibuição com par at iva das dificuldades r efer idas e cont ext ualizadas do

com ponent e - funções do cor po ( b) .

Apesar de a condição física ser o principal aspect o com pr om et ido dessas pessoas, o fat o de apresent arem , na m aioria das vezes, fraqueza em seus m em bros, alt erações t ônicas ou rigidez m uscular , parece não ser esse o fat or que m ais lhes incom oda.

Kovacs ( 1997) relat a que, quando as deficiências se inst alam , ocor re um a fase aguda que causa um a revolução, pr ovocando m udanças específicas que env olvem t oda a fam ília e as reações são as m ais variadas possíveis, podendo, cada caso, perm anecer em fases diferenciadas. Diz que desde a ocor rência do fat o, as pessoas com deficiência ou seus fam iliares podem passar por sit uações sem elhant es ao processo de per da por m or t e e com ent a que, m uit as vezes, podem ocor r er as fases ar r oladas cit adas por Kluber - Ross ( 1969) que são: o choque, a negação, a raiva, a bar ganha, a depressão e a aceit ação que é “ a possibilidade de convivência com a deficiência, com suas dim ensões, lim it ações e int egração na vida;

11 11 2 3 3 2 1 2 16 22 7 5 4 2 54 4 0 10 20 30 40 50 60 b1 b2 b3 b4 b5 b6 b7 b8 Capítulos N

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que não deve ser confundida com resignação ou conform ação, num a at it ude fat alist a e sem ação” .

Com o não foi esse o foco em quest ão da pergunt a realizada pelo ent revist ador , não há com o diferenciar se as at it udes pr esent es eram de aceit ação ou de resignação. É com o se as pessoas com deficiência física apr endessem a conviver com suas deficiências e est as passassem a fazer par t e de sua exist ência.

Num a análise m ais det alhada, é possível obser var que os índices de respost as m ais present es nas dificuldades referidas refer em - se às “ funções m ent ais (b1)” e, “ sensoriais e de dor (b2)” com o ilust ram as t abelas 4 e 5.

Tabela 4 : Dist r ibuição dos dom ínios r efer idos nas funções m ent ais ( b1) .

FUNÇÕES MENTAIS CÓDIGOS N %

Funções int elect uais b117 2 18,2

Funções de t em per am ent o e da per sonalidade b126 5 45,5

Funções do sono b134 3 27,2

Funções cognit ivas super ior es b164 1 9,1

Total 11 100,0

Em relação às “funções mentais”, pôde-se encontrar queixas referentes às “deficiências intelectuais (b117)”, “ nerv osism o da pessoa com deficiência (b126)”, “ dificuldade para dorm ir ( b134) ” ,

“ com pr om et im ent o do r aciocínio (b164)”.

As deficiências físicas podem at ingir as pessoas nos aspect os biológicos, físicos, int elect uais, em ocionais e sociais. Na sua grande m aioria, provêm de seqüelas de alt er ações no sist em a nervoso ex ibindo deficiências neur ológicas m últ iplas e incapacidades r esiduais significat ivas.

As alt erações da função do sono encont radas se referiram a dificuldade em dorm ir devido a presença cont ínua de dor , insônia e sonolência excessiva pela dosagem inger ida de m edicam ent os.

Am aral ( 1994) cit a t rês aspect os básicos que devem ser ponderados em relação às pessoas com deficiência: a pr evenção ( prim ária ou secundária) que se dá desde a prom oção de saúde com a conscient ização das pessoas pr oporcionando a pr evenção de doenças, com o de um a assist ência básica individualizada prom ov endo um a saúde

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est ável; a reabilit ação ( t er ciária) que busca dim ensionar adequadam ent e as lim it ações e pot encialidades exist ent es, m inim izando com t écnicas, aj ust adas individualm ent e, as lim it ações e invest indo nas pot encialidades com int uit o de pr om over a superação das incapacidades e; a inclusão

social que faz da pessoa part icipant e do m undo que a rodeia e das

r elações sociais.

Tabela 5 : Dist r ibuição dos dom ínios r efer idos nas funções sensor iais e dor ( b2) .

FUNÇÕES SENSORIAI S E DOR CÓDIGOS N %

Par est esia e for m igam ent o b270 2 18,2

Dor b280- b289 9 81,8

Total 11 100,0

Em r elação às “ funções sensor iais e de dor ” , apar ecem r elat os de “ dorm ência e form igam ent o (b270)” em seqüelas de acident e vascular cerebral e “ dor (b280- b289)” sendo referidas dores generalizadas, dores freqüent es, na coluna, secundárias pela presença de hérnia, ao levant ar peso, m uscular es e câim br as.

Rocha ( 2004) , num est udo de prev alência e incapacidades de pessoas com deficiência cit a que 18% apr esent aram dor, que aparece com o o m aior it em de incapacidade referida. Observa, t am bém , a dor t endo relação com a depressão e m ulheres na faixa et ária do clim at ério. Est as pessoas est ão sendo inseridas em at ividades gr upais de cam inhada e out r os t r abalhos cor por ais.

A t abela 6 descreve m ais det alhadam ent e as “ funções neuro- m usculo- esquelét icas e relacionadas ao m ovim ent o (b7)” que foram possíveis de ser encont r adas na análise cont ext ualizada.

Tabela 6 : Dist r ibuição dos dom ínios r efer idos nas funções neur o- m úsculo- esquelét icas e

r elacionadas ao m ovim ent o ( b7) .

FUNÇÕES NEURO- MÚSCULO- ESQUELÉTICAS CÓDIGOS N %

Mobilidade das ar t iculações b710 9 16,7

Mobilidade óssea b720 5 9,3

Funções das ar t iculações e dos ossos b729 3 5,6

For ça m uscular b730 31 57,4

Tônus m uscular b735 4 7,4

Movim ent os involunt ár ios b760 1 1,8

Padr ão de m ar cha b770 1 1,8

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Ao conhecer as causas das deficiências na análise cont ext ualizada, e ut ilizando da exper iência clínica da aut or a, puder am ser encont radas nas “ funções neur o- m úsculo- esquelét icas” alt erações referent es a “ m obilidade das art iculações (b710)”, “ m obilidade óssea

(b720)” e “ funções das art iculações e dos ossos (b729)” em pessoas com

seqüelas de fr at uras ou art ropat ias. Os dem ais dom ínios: “ força m uscular

(b730)”, “ t ônus m uscular ( b735) ” , “ m ovim ent os involunt ários (b760)” e

“ padr ão de m archa (b770)” est iv eram pr esent es em pessoas com seqüelas de doenças do sist em a ner voso.

Mais um a vez, est e result ado dem onst ra que o cor po “ deficient e” segundo o m odelo m édico, é um corpo “ eficient e” segundo a pr ópria pessoa. Aqui, cabe r epensar os m odelos de r eabilit ação exist ent es.

Rocha ( 2006) m enciona t er havido um a grande evolução quando “ a Secret aria de Saúde do Est ado de São Paulo apresent ou a idéia de “ pessoa” e não de incapacidade ou deficiência com o obj et o de int er venção” .

Essa idéia nos rem et e não m ais a olhar um “ cor po individual, biológico e deficient e” , m as sim , um “ corpo social, incapacit ado e com desvant agens” . A int ervenção deve se focar nas part icularidades const it ucionais da pessoa com o obj et ivo de valorizar suas pot encialidade e favor ecer a sua par t icipação social.

Néri ( 2003) , discut indo a quest ão da discrim inação das pessoas com deficiência diz que “ na verdade, alguns dos principais problem as das pessoas com deficiência t êm origem na sociedade, ou sej a, decorrem de barr eiras sociais e não das barreiras funcionais decorrent es da sua lim it ação” .