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Konukları Uyarma

1. GÜVENLİ ĞİSAĞLAMA

1.2. Alı nmasıGerekli Güvenlik Önlemleri

1.2.4. Konukları Uyarma

Macêdo e Dias (2006), com o artigo intitulado O cuidado e a educação enquanto práticas indissociáveis na educação infantil, realizaram uma investigação que tinha como objetivo perceber como as professoras que trabalham com crianças na faixa etária de 1 e 2 anos de idade compreendem a relação de cuidar e educar.

De acordo com as autoras, “as práticas de cuidar/educar implicam em atitudes e comportamentos que demandam conhecimentos, habilidades e até valores potencializados no sentido de contribuir para o desenvolvimento da criança” (MACÊDO; DIAS, 2006, p. 4), sendo, portanto, um conceito necessário à prática docente com crianças pequenas.

Para este estudo, Macêdo e Dias (2006, p. 5) realizaram pesquisa de campo, em que foram aplicados questionários e realizada entrevista semiestruturada com seis professoras e seis Auxiliares. Os resultados revelaram a existência de concepções dicotomizadas de cuidado e educação, não apenas no âmbito teórico, mas também na prática dessas profissionais.

Na opinião das autoras, esses “dados sinalizam essencialmente para a reformulação das políticas de formação para essa área tanto no que se refere à formação inicial como no tocante à formação continuada” (MACÊDO; DIAS, 2006, p. 15), porque é preciso fomentar na classe docente um melhor entendimento sobre o significado deste binômio, a fim de proporcionar uma educação de melhor qualidade.

Alves (2006), autora do trabalho nomeado “Amor à profissão, dedicação e o resto se aprende”: significados da docência em educação infantil na ambiguidade entre vocação a profissionalidade, propõe uma reflexão sobre a docência com crianças pequenas.

A princípio a autora rememora que o trabalho docente teve origem através do trabalho leigo e respaldado pelo mito de que esta seria uma profissão marcada pela vocação e pelo caráter missionário. Ao realizar a pesquisa de campo, que consistiu na aplicação de questionário com professoras pedagogas e coordenadoras, através dos resultados pode perceber que essas ideias, ainda hoje, permanecem vivas no imaginário das profissionais da Educação Infantil.

Junto a isso, os “achados” demonstraram que os sujeitos investigados identificam uma hierarquização do trabalho entre Auxiliares (Agente Educativo) e professoras, sem que as profissionais percebam que “essa polarização conduz a um alheamento da própria especificidade da educação infantil” (ALVES, 2006, p. 11).

Ao final do artigo, Alves (2006) afirma que é necessário maiores investimentos em uma formação que, de fato, qualifique os profissionais da primeira etapa da Educação Básica para serem capazes de “favorecer a ressignificação da identidade profissional das professoras”, superando as dificuldades e perseguindo os avanços desejados para esta etapa educacional.

Através de uma pesquisa etnográfica com 38 profissionais, buscando compreender o lugar do corpo no trabalho educacional desenvolvido com crianças de até três anos de idade, Richter e Vaz (2007) produziram o artigo chamado Educação do corpo infantil como politização às avessas: um estudo sobre os momentos de alimentação em uma creche.

Neste trabalho, a investigação ocorre com foco nos momentos dedicados à alimentação das crianças na instituição pesquisada. Através do trabalho de campo, as autoras perceberam que “o propósito assumido tacitamente é o de ensinar a controlar, de modo “autônomo” (ou autômato), seu próprio corpo” (RICHTER; VAZ, 2007, p. 12) e que Auxiliares e professoras estão diretamente implicadas.

O resultado da pesquisa salienta a importância dos “tempos e espaços de alimentação na creche” (RICHTER; VAZ, 2007, p. 13) proporcionarem às crianças experiências que podem estar a serviço do processo de construção de suas subjetividades, em especial, através de práticas corporais significativas na Educação Infantil.

Silva e Machado (2007) produziram o estudo intitulado A pesquisa sobre práticas na educação infantil: investigando as micro relações sociais. A construção deste trabalho partiu do desejo de “investigar como professoras da Educação Infantil de duas redes municipais de ensino organizavam suas práticas e como as estratégias pedagógicas para aquisição da linguagem escrita eram propostas e utilizadas” (SILVA; MACHADO, 2007, p. 2).

Através dos registros produzidos no diário de campo, por meio da observação participante, as autoras puderam acompanhar o processo de organização dos materiais, espaços e práticas das professoras. A Auxiliar aparece no estudo como profissional que dá suporte ao trabalho da professora, ajudando na organização da rotina, no desenvolvimento das atividades e na disciplina das crianças. Inclusive, Silva e Machado (2007, p. 15) afirmam que “as professoras têm cristalizada a idéia [sic] de que elas são as protagonistas da rede de significações contida na sala”.

Esta percepção das professoras parece reverberar nas práticas e estratégias pedagógicas utilizadas por essas profissionais no trabalho que desempenham na instituição que serviu como lócus de investigação. Este resultado faz com que as autoras apontem a

necessidade de discutir e repensar a formação inicial e continuada de professores para que seja possível melhorar a qualidade da educação das crianças.

O trabalho nomeado O ingresso de profissionais na educação infantil: o que indicam os editais dos concursos públicos é de autoria de Siller e Côco (2008). Este estudo teve como objetivo conhecer a dinâmica de provimentos de cargo na Educação Infantil no Espírito Santo. Para isso, as autoras fizeram um levantamento de editais de concursos públicos.

Foram analisados 42 editais de diferentes municípios da região citada. A partir disso, Siller e Côco (2008, p. 2) perceberam que “dois perfis de profissionais traçados pelos gestores públicos municipais, com diferenças no cargo, nos nomes atribuídos, na formação, na jornada de trabalho e nos salários”. Além de concursos para professoras, há a contratação de funções de Berçaristas, Auxiliar, Professor Mãe I, Babá, dentre outros.

O resultado do artigo aponta que “essas distinções não fortalecem a EI [Educação Infantil] como um lócus de trabalho” (SILLER; CÔCO, 2008, p. 12), realidade que denota o descompromisso das políticas públicas voltadas para a Educação.

No estudo que tem como título Professores na educação infantil: inserção na carreira, espaço de atuação e formação, Côco (2009) faz um recorte de uma pesquisa de mapeamento da Educação Infantil no Espírito Santo.

No processo de construção do trabalho, a autora toma conhecimento de uma pluralidade de profissionais que atuam na Educação Infantil e, por isso, afirma que a primeira etapa da Educação Básica está passando por uma fase de “esgarçamento da docência” (CÔCO, 2009, p. 6). Este “esgarçamento” resulta não apenas do quantitativo de profissionais, identificado via questionário, mas também das diferentes carreiras, titulações e cenários de trabalho em que atuam.

Diante disso, Côco (2009, p. 18) “evidencia o desafio de pensar a configuração do trabalho docente relacionado à necessidade de que os professores atuem sempre em parceria com outros profissionais”. Junto a isso, esclarece que é importante que, prioritariamente, haja ações para o fortalecimento da classe profissional que trabalha diretamente com as crianças pequenas.

Araújo (2009), com o artigo que recebe o título de Infância: sentidos e significados atribuídos por familiares e educadoras de creche, dedicou-se a um estudo em que foram entrevistadas as famílias, a diretora, a coordenadora, duas professoras e a monitora, a fim de perceber o que esses segmentos compreendem acerca do conceito de “infância”.

Uma Creche filantrópica em Goiânia serviu como lócus de realização da pesquisa de campo. Os sujeitos pesquisados apresentaram concepções bastante similares, em que a criança aparecia como “inocente”, “feliz” e “irresponsável”. A autora ainda enfatiza que foi possível identificar “na fala dos familiares e das educadoras das crianças a interiorização de imagens idealizadas da infância” (ARAÚJO, 2009, p. 14).

O artigo, por fim, ressalta a relevância de que as famílias, mas, em especial, os profissionais da área da Educação Infantil, possam ter conhecimento sobre esses “sentidos e significados” que perpassam as ideias de criança e infância.

Ramos (2011) elaborou o estudo chamado Possibilidades de organização de práticas educativas na creche em parceria com os bebês: o que “dizem” as crianças? Neste artigo, a autora toma os bebês como sujeitos potentes e capazes de revelar às professoras interesses e necessidades através das interações cotidianas, elementos que podem ser explorados por essas profissionais no contexto de Creche.

A pesquisa de campo ocorreu através da utilização de videogravação e envolveu 31 crianças, 2 professoras e 6 Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI). As cenas, segundo Ramos (2011, p. 11), foram capazes de demonstrar que “o trabalho de escuta e atenção às possibilidades expressivas da criança emerge como possibilidade para que a professora conheça os modos próprios de pensar e a versatilidade de ações” das crianças.

Para finalizar o trabalho, a autora dá destaque ao papel do adulto, professoras e Auxiliares, no cuidado e educação de crianças pequenas, pois ocupa o lugar de “observador” e “parceiro”.

Ramos (2012), no artigo nomeado As crianças no centro da organização pedagógica: o que os bebês nos ensinam? Qual a atuação de suas professoras?, reflete sobre as práticas educativas através das expressões não verbais das crianças.

Para isso, a autora toma a criança “como interlocutora dinâmica no seu relacionamento com o mundo” (RAMOS, 2012, p. 2). Nesse sentido, a criança e o modo como age e se expressa podem elucidar elementos cotidianos para ajudar a compor as práticas de cuidado e educação em berçários.

A fim de analisar este fenômeno, Ramos (2012) fez uso de videogravação, de modo que professoras, ADI e crianças estivessem incluídas em situações de interação que aconteciam no banho, no horário de almoço, repouso e nas atividades dirigidas.

O resultado da pesquisa sugere a importância de que as práticas educativas com bebês estejam ancoradas em “abordagens que confluam para a perspectiva de refletir-se sobre a potência da produção e compartilhamento de significados por meio de múltiplas linguagens

que os bebês produzem” (RAMOS, 2012, p. 14). Isso porque a Educação Infantil, segundo a autora, precisa estar centrada na criança.

O trabalho nomeado O ProInfantil e a formação dos agentes auxiliares de creche do município do Rio de Janeiro, elaborado por Souza (2012), pretendeu analisar a construção da identidade profissional dos participantes que se submeteram a este curso de formação.

Os Agentes Auxiliares de Creche, contratados pela rede municipal de Educação através de concurso público, foram o foco do referido curso, que pretendia habilitar esses profissionais para o exercício da docência, pois não possuíam formação para desenvolver este trabalho.

Através de entrevistas e questionários aplicados com os Agentes Auxiliares, Souza (2012) constatou que, ao logo do curso, uma parte dos participantes conseguiu perceber a aquisição de novos conhecimentos e saberes, identificando uma melhoria na qualidade de suas práticas cotidianas e percebendo o caráter profissional da função que ocupam, bem como do trabalho que desenvolvem. Porém a outra parcela de participantes do ProInfantil não reconhece avanços nas aprendizagens, mantendo uma “conservação de um olhar escolar para o trabalho com as crianças pequenas” (SOUZA, 2012, p. 13).

Apesar disso, a autora reconhece que a formação, de algum modo, acabou servindo como recurso que incitou a reflexão de seus participantes sobre o que significa ser professor na Educação Infantil, o que acaba reverberando na (re)construção da identidade docente. Para Souza (2012, p. 14), este é um “movimento não linear, muitas vezes contraditório, que aponta continuidades e também rupturas”.

Dagnoni (2012), autora do artigo Quais as fontes de saberes das professoras de bebês?, por meio de entrevistas individuais e grupo focal, buscou elucidar quais os saberes das professoras e como essas profissionais organizam suas práticas cotidianas.

Logo de início, Dagnoni (2012, p. 2) clarifica que “todos os profissionais da Educação Infantil são denominados professores, salvo os auxiliares de sala que são chamados de Agentes de Atividade em Educação” e alerta que todos eles participaram da pesquisa de campo.

O material resultante da investigação, segundo a autora, foi bastante esclarecedor, apresentando uma realidade em que, no cuidado e educação com as crianças nas salas de berçário, ficam evidentes “práticas que estão pautadas em saberes que os professores trazem principalmente de sua trajetória de vida como: mães, esposas, filhas, avós” (DAGNONI, 2012, p. 14). Assim, de acordo com a autora, as práticas, em geral, organizam-se a partir de saberes que despontam do cotidiano.

Nesse sentido, é dado destaque à formação inicial e continuada, no entanto, Dagnoni (2012, p. 15) afirma que é “preciso estreitar a aproximação” entre os conhecimentos que as professoras aprendem através do trabalho que desenvolvem e os saberes da universidade, buscando uma formação que consiga se aproximar da complexidade do trabalho com bebês.

Silva e Gaspar (2013), em A concepção de Educação Infantil na visão dos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil: um estudo de caso na rede municipal de Recife, debruçam-se em um estudo que tem os Auxiliares como foco.

Segundo as autoras, a relevância de conhecer as concepções de Educação Infantil de tais profissionais está no fato de que o “modo como os ADIs compreendem essa etapa da Educação Básica vai influenciar para um trabalho voltado ou não para o desenvolvimento integral das crianças” (SILVIA; GASPAR, 2013, p. 1).

Através de entrevistas realizadas com os sujeitos investigados, as pesquisadoras identificaram que as concepções com relação à Creche e à Pré-Escola estão relacionadas com o discurso contido na legislação educacional brasileira, bem como a ideias assentadas no assistencialismo e no “cuidado” das crianças.

Este resultado leva as autoras a questionarem a formação inicial dos Auxiliares e ressalta a importância de que este percurso formativo possa contribuir com “assuntos essenciais” para trabalhar nesta etapa da Educação.

Santos e Oliveira (2013) são autores de um trabalho que aborda os Auxiliares, o qual foi intitulado O perfil dos auxiliares de desenvolvimento infantil das creches da rede municipal de educação da cidade de Recife: primeiros delineamentos.

Neste estudo, foi realizada uma pesquisa, com aplicação de questionário, visando traçar o perfil socioeconômico dos ADI que, segundo os autores, são profissionais que contribuem “ativamente para o desenvolvimento das crianças” (SANTOS; OLIVEIRA, 2013, p. 1).

Dentre os diferentes aspectos revelados através do questionário, cabe ressaltar que “[…] 40% dos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil têm o curso superior completo; 28% cursam o ensino superior; 20% são pós-graduados; e 12% têm apenas o ensino médio” (SANTOS; OLIVEIRA, 2013, p. 1), apresentando-se como grupo qualificado para o trabalho na Educação Infantil. Todavia o índice de insatisfação desses Auxiliares, com relação à função que exercem, é alto.

Os autores concluem que, diante desse quadro, na primeira etapa da Educação Básica em Recife, é importante desenvolver outras pesquisas com esses profissionais, pois os

autores acreditam que é necessário “[…] rever o processo de promoção e progressão desses profissionais. Bem como, as questões de condições de trabalho e salarial” (SANTOS; OLIVEIRA, 2013, p. 1).

Batista e Rocha (2015) são autoras do trabalho chamado A constituição histórica da docência na educação infantil: um estudo a partir do contexto catarinense do início do século XX.

O estudo se inicia a partir de um resgate histórico que ressalta que a origem da docência se constituiu a partir de profissionais cujos nomes eram “ama, babá, recreacionista, atendente, auxiliar de desenvolvimento infantil, entre outros” (BATISTA; ROCHA, 2015, p. 2). Diante disso, conforme as autoras, para melhor consolidar o significado da profissão, bem como suas funções, é importante revisitar os elementos históricos.

No município investigado, Batista e Rocha (2015) descobriram que a Educação Infantil teve, nos Jardins de Infância, as suas primeiras manifestações com forte influência da filantropia e da religião. As Creches foram identificadas como estabelecimentos que, em Santa Catarina, em suas origens, foram marcadas pela perspectiva assistencial e médico- higienista. A partir desses modelos, “configurava-se, deste modo, a definição de dois profissionais com funções distintas, diferenciando, assim, o modelo de docência da Creche do modelo do Jardim de Infância” (BATISTA; ROCHA, 2015, p. 16).

As autoras, através do resultado do estudo, reafirmam que a História da Educação Infantil catarinense possui fatos que revelam “projetos com elementos comuns, mas também opostos” (BATISTA; ROCHA, 2015, p. 17), características ainda presentes e que interferem no modo como a docência para a primeira etapa da Educação Básica se constitui.

Motta e Queiroz (2015) elaboraram o artigo chamado Do outro que me constitui: o ProInfantil e a construção da identidade docente. O trabalho discute a formação e as implicações do ProInfantil nas práticas de professoras da Educação Infantil em um município do Rio de Janeiro, curso que tinha o objetivo de capacitar professores, sem a formação mínima exigida, para o exercício da docência.

O município investigado aderiu ao ProInfantil por estar ciente da existência de Agentes de Desenvolvimento Infantil, monitores de Creche e outros profissionais, sem formação pedagógica e que, assim, atendiam ao perfil para participar do curso de formação.

O referido curso foi entendido por Motta e Queiroz (2015, p. 13) como um mecanismo necessário e que viabiliza “a garantia do direito a uma educação de qualidade para as crianças pequenas”.

Buss-Simão (2015) elaborou o estudo que recebe o título de Professoras de educação infantil: uma análise da configuração da docência no contexto catarinense.

De início o texto aponta informações relacionadas à transformação que decorreu da LDB (BRASIL, 1996a), lei que colocou o professor como profissional da primeira etapa da Educação Básica. A autora rememora que a formação dos docentes é um dos fatores que refletem na boa qualidade ou não da educação.

A partir disso, Buss-Simão (2015, p. 3) identificou “a necessidade de um diagnóstico da realidade, especialmente sobre a formação, denominação e função das profissionais de Educação Infantil”, oportunizando a verificação de possíveis avanços após a instauração da lei educacional ainda vigente.

Foram entregues questionários que, após recebidos, tiveram os dados categorizados, revelando a “existência de diferentes categorias profissionais na ação direta com as crianças” (BUSS-SIMÃO, 2015, p. 17). Essas diferenças não são apenas de função, mas de salários, carga horária, titulação e direitos. De acordo com a autora, este cenário propicia a reprodução de uma Educação Infantil marcada por lacunas.

Benzer Belgeler