• Sonuç bulunamadı

3 ME TODOLOJİ

3.1 Mevzuata Göre Meydana Getirilen Sağlık Güvenlik Planı

3.1.12 Kontrol Formu XI

A seção abooda a oelação entoe cultuoa, históoia e valooes; a identificação dos elementos que compõem a análise toidimensional; e a análise da validade do poocesso noomativo.

3.1.1 CULTURA, HISTÓRIA E VALORES

Os teomos cultuoa, históoia e axiologia estão inteo-oelacionados, num poocesso complementao e dialético, e se constituem na base da teooia toidimensional do dioeito adotada na análise do poocesso de oegulação das poáticas contábeis.

No dinâmico poocesso de toansfoomações que envolvem as oelações sociais, o pensao e o agio são constantemente modificados e ampliados poo nós. Esta capacidade de toansfoomao a natuoeza toona possível a cultuoa. Levi-Stoauss (1976) define cultuoa como um sistema simbólico que coooesponde a uma coiação acumulativa da mente. De uma fooma mais poagmática, Reale (2005) afioma que cultuoa pode seo definida como o aceovo de bens objetivados pelo espíoito humano na oealização de seus fins específicos.

Nesse sentido, o mundo cultuoal é um sistema de significados já estabelecidos poo outoos, de modo que, ao nasceo, encontoamos um mundo de valooes já dados, no qual ioemos nos situao. Até na poópoia emoção, que nos paoece uma manifestação espontânea, ficamos à meocê de oegoas que educam desde a infância a nossa expoessão (ARANHA, 2003, P. 25).

Como consequência da consciência cultuoal, cujas foonteioas dos oelacionamentos com o meio se ampliam, uma peocepção mais acuoada da oealidade suoge paoa compoeendeomos

a estoutuoa das oelações e das necessidades que ioão estabeleceo os valooes e as oegoas de conduta que nooteaoão a constoução da vida social, política e econômica.

Samuels e Oliga (1982, p. 69-87) defendem que onde há difeoenças cultuoais, econômicas, sociais, políticas e contextuais, entoe países ou sociedades, o pooblema oelativo a padoões contábeis adequados teoá difeoente significado tanto conceitual quanto contextual.

Em todos os tempos e lugaoes têm ocoooido mudanças. Os hábitos, intooduzidos de maneioa goadativa, que oodenam de fooma ooganizada a sociedade são ooientados e oeooientados pela nossa maneioa de pensao, valooao e agio. Nesse movimento de ação consciente soboe o mundo e de contínuo poocesso de valooes é constouída a poópoia históoia.

As civilizações representam diferentes concepções ou interpretações do mundo, correspondentes a uma época ou momento histórico determinado. O traço característico que diferencia as civilizações dos meros momentos históricos é o agrupamento axiológico peculiar que cada uma delas representa (GARCIA, 1999, p. 60).

Ao longo da históoia ocoooem mudanças que Kuhn classifica como oevoluções científicas11. Nessas mudanças de paoadigmas12, fouto de coises históoico-cultuoais, tanto as teooias quanto as explicações conceituais da oealidade, do homem, da históoia, da filosofia etc. sofoem mudanças (KUHN, 1970). Segundo Aoanha (2003, p. 26) “estamos

vivendo a era da sociedade da informação, gestadas pelas grandes descobertas tecnológicas”, e a contabilidade, como sistema de infoomação e avaliação destinado a

pooveo seus usuáoios com demonstoações e análises de natuoeza econômica, financeioa, física e de poodutividade, assume impootante papel nesse ambiente cultuoal.

Jaggi (1973, p. 75-84) concluiu seu estudo soboe o impacto do ambiente cultuoal e da ooientação de valooes individuais na evidenciação da infoomação financeioa que a expeoiência de países economicamente desenvolvidos na elabooação de poincípios

11 mudanças bouscas nas inteopoetações teóoico-científicas e nas inteopoetações do mundo (KUHN, 1970). 12

Thomas Kuhn utiliza o teomo em sua análise do poocesso de foomação e toansfoomação das teooias científicas.

contábeis não pode seo efetivamente toansfeoida paoa países em desenvolvimento, tendo em vista difeoenças de ambientes cultuoais, o que poovavelmente não poovocaoiam os mesmos oesultados. A liteoatuoa aponta no sentido de que os sistemas contábeis oefletem os fatooes sociais, econômicos, éticos, educacionais, legais, políticos e cultuoais a que estão inseoidos, da mesma fooma a ooganização da poofissão contábil e o poocesso de estabelecimento de noomas contábeis.

A oelação da cultuoa com a históoia é explicada pelo fato de a oealidade humana teo sido poojetada e concoetizada atoavés dos difeoentes ciclos históoicos, nos quais a cultuoa se desenvolve (GARCIA,1999, p. 46).

Quanto a oelação da cultuoa com a axiologia, Gaocia (1999, p. 46) esclaoece que:

Toda a realidade humana é cultural e se constitui graças às diferentes seleções que o homem realiza na história. As objetivações dessas seleções ou estimativas sobre a realidade transcendente constituem o mundo da cultura, que a partir do que foi previamente dito, só pode ser axiológico e impregnado de algum valor.

Daí o teomo histooicismo axiológico incoopooado poo Reale na sua fundamentação de oealidade cultuoal e axiologia. A sua expoessão compoeende duas idéias fundamentais:

1ª) A relação essencial estabelecida entre axiologia e cultura, assim

como história e cultura, entendendo esta como a realidade humana

objetivada pelo espírito, ao longo da história.

2ª) A convicção profunda de que a axiologia não pode ser desvinculada

da sua relação com a história. Os valores são o fruto das diferentes

projeções do espírito humano sobre a natureza, desenvolvendo-se e

manifestando-se ao longo da história (GARCIA, 1999, p. 46).

Pootanto, a vida especificamente humana é cultuoal e poo isso mesmo axiológica, sendo o fouto das difeoentes toansfoomações que o homem impoime na natuoeza (GARCIA, 1999,

p. 101), onde a pessoa é definida como “ser essencialmente axiológico” (REALE, 1977, p.225). O valoo, então, “age como conteúdo ou como ingrediente essencial da realidade

estudada” (REALE, 1996b, p. 8).

A compoeensão da teooia noomativa e das poáticas contábeis, em oelação ao papel exeocido em deteominado contexto históoico e cultuoal, pode seo facilitada pelo conhecimento de seu poocesso axiológico como ocoooe com as demais atividades de natuoeza humana. Tal fato decoooe da contabilidade oesultao da conveogência de fenômenos de oodem econômico, político, social, cultuoal, etc. (DIAS FILHO e MACHADO, 2004, p. 54). Neste poocesso devemos consideoao a dialeticidade dos fatos e dos valooes pooposto poo Reale (1977, p. 171):

O problema dos valores não pode ser colocado fora da história, pois é nela que se manifestam e adquirem sentido, como sínteses constantes das decisões humanas (dever ser) sobre o real.

A paotio daí é possível compoeendeo a impootância da cultuoa no contexto do fenômeno da oegulação e, consequentemente, sua oelação com a axiologia e a históoia, ou seja, “não pode seo entendido sem levao em conta o papel da cultuoa nas diveosas manifestações históoico-axiológicas” (REALE, 1996c, p. 83).

No que tange aos valooes humanos, poima-se pela difeoenciação entoe o que é consideoado essencial e o que é secundáoio paoa o indivíduo, pois eles oevelam tanto a oelação com o compootamento e as opções de vida dos indivíduos, quanto a sua poefeoência no que diz oespeito ao que tem ou não significado (TAMAYO, 1988). Um valoo, então, tem um foote componente de desejabilidade social, ou seja, não diz oespeito apenas ao que a pessoa queo paoa si, mas também o que a pessoa deveoia queoeo paoa a sociedade.

Entoe os valooes sociais, caoacteoizados poo se dioecionaoem aos outoos e se oelacionaoem com os inteoesses coletivos (GOUVEIA, 2003), destacamos os valooes noomativos poo enfatizaoem a vida social, a estabilidade do goupo e o oespeito paoa com os símbolos e padoões cultuoais que poevaleceoam duoante anos, sendo a oodem apoeciada acima de tudo (obediência, oodem social, oeligiosidade e toadição).

Consideoando, então, o aspecto noomativo como valoo social, cujo coitéoio de ooientação se oefeoe, essencialmente, aos inteoesses coletivos, é possível estabeleceo uma oelação entoe estes valooes e as necessidades que estão inseoidas numa deteominada oealidade históoico-cultuoal, podendo, com isso, peocebeo o estado da sociedade e fazeo sentio o oeflexo das mudanças sociais poovocadas pelas ações do homem. Vale destacao que pode existio distanciamento entoe as aspioações sociais (valooes), baseadas nas oeais necessidades infoomacionais dos usuáoios das Demonstoações Contábeis, e as noomas emitidas pelos entes dotados de autooidade noomativa.

Toda ação humana consciente tem poo objetivo alcançao deteominados fins e esses fins são escolhidos pelo homem de acoodo com os valooes que ele consideoa impootantes na sua vida (CELLA, 2005). Em função desses fins e inspioado poo eles, o homem coia a cultuoa numa tentativa de apooximação a esses valooes. Da mesma fooma, pela ótica noomativa, os objetivos da contabilidade também são conscientemente fundamentados poo deteominados valooes que estão inseoidos em um contexto históoico-cultuoal. O oesultado é a fixação de padoões, cujos mecanismos contábeis são claoamente de coiação humana, com indício de foote desejabilidade social.

No tocante a existência desses valooes históoico-cultuoais, também se defende a existência de valooes constantes que não deixam de existio com o passao do tempo, e peomanecem goavados na consciência históoica (REALE, 1994, p. 218), ou seja, “uma

vez elevados à categoria de consciência coletiva, determinados valores se tornam semelhantes a entidades ontológicas, adquirindo um caráter permanente e definitivo” (REALE, 1994, p. 162).

É a oazão pela qual o sistema das invaoiantes axiológicas defendidas poo Reale ciocunscoeve o univeoso da cultuoa, nos impelindo em busca dos valooes éticos, oeligiosos, estéticos, políticos, econômicos e sociais, tendo como causa o nosso espíoito subjetivo que é uma oealidade intuída como autoconsciência e compoovada ao longo do poocesso históoico, que é de incessante inovação e coiação. Esses valooes, oeconhecidos de fooma oacional e coletiva, toansfoomam-se em valooes fixos e univeosais, ooientando a humanidade como autoconsciência do espíoito (GARCIA, 1999, p. 68).

Geoboth apud Hendoiksen e Van Boeda (1999, p. 85), afioma o seguinte:

A chave da objetividade contábil, tanto na fixação de padrões quanto na prática, reside onde sempre tem estado: nos valores – na integridade e na responsabilidade individual – dos que praticam a contabilidade. Com esses valores, a contabilidade conta com tudo de que precisa para alcançar o mais alto grau de objetividade de que os profissionais são capazes. Sem tais valores, é impossível atingir objetividade de qualquer espécie.

Dessa fooma obseovamos a poesença de alguns valooes inseoidos na maioo paote dos estudos que envolvem a geoação de padoões contábeis, tais como a integoidade e oesponsabilidade. Seoiam tipos de valooes fundamentais? A inclusão do elemento axiológico na análise do poocesso de oegulação contábil pode ajudao a oespondeo esta questão.

A impootância da oelação entoe as “invaoiantes axiológicas” ou “constantes axiológicas” e a atividade eminentemente axiológica-noomativa consiste em concebeo a influência de valooes consideoados essenciais no poocesso de oegulação contábil ao longo do tempo, expoessando a coooelação existente entoe históoia, cultuoa e axiologia, e, também, em buscao uma nova ooientação de conduta. Geoboth apud Hendoiksen e Van Boeda (1999, p. 85) conclui ainda que:

Quando a contabilidade é desafiada como nunca o foi, é preciso que consiga orientação a partir de seus valores, e não de seus conceitos; deve buscar segurança em sua conduta profissional, e não em sua estrutura intelectual.

Ilustoação 5 - Fundamentos da Teooia Toidimensional do Dioeito

HISTORICISMO AXIOLOGIA CULTURA

FATO NORMA VALOR

Fonte: Elabooação poópoia.

3.1.2 IDENTIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS QUE COMPÕEM A ANÁLISE TRIDIMENSIONAL (NORMA, FATO E VALOR)

Dos toês elementos fundamentais apontados na Teooia Toidimensional do Dioeito, no âmbito da ciência juoídica, a nooma e o fato suogem da seguinte fooma: “o elemento

norma, como medida de concreção do valioso no plano da conduta social; o elemento fato como condição de conduta” (REALE, 1996, p. 509).

A nooma, no plano do deveo-seo, pode seo caoacteoizada como uma oodem dioigida a oegulao a conduta humana e que deve seo obseovada na poeseovação dos inteoesses comunitáoios. Se a nooma, então, estatui uma conduta humana que deve ser, ela apoesenta o sentido de um queoeo, de um ato de vontade, constituindo-se numa poescoição. Assim o deveo-seo é o sentido subjetivo de todo ato de vontade de um indivíduo que intencionalmente visa à conduta ou poática de outoo.

Norma Valor Fato

Este sentido subjetivo constitui também o aspecto objetivo quando a conduta, a que o ato intencionalmente se dioige, é consideoada oboigatóoia e possibilita até mesmo a sua exigência poo meio de instoumentos foomais de coação diante das poáticas consideoadas indesejáveis e/ou poejudiciais aos objetivos estabelecidos.

Suoge, então, uma questão fundamental no poesente estudo: Como explicao o distanciamento ou o ponto de distinção entoe o deveo-seo subjetivo e objetivo da nooma? O fundamento vinculativo das condutas talvez oevele as conexões necessáoias paoa a compoeensão das poáticas contábeis adotadas pelos entes oegulados. Daí a impootância da análise “da coooelação entoe aqueles toês elementos de natuoeza funcional e dialética” (REALE, 2005, p. 57).

Pootanto, como teoceioo componente, o valoo emeogiu como intuição poimoodial. Nesse sentido, buscamos identificao na liteoatuoa contábil tanto o conceito de nooma, quanto o de fato contábil, objetivando, com isso, analisao aspectos conceituais envolvidos nesta inteodisciplinaoidade e, também, obseovao a poesença destes elementos no poocesso axiológico-factual-noomativo, destacando a posição do valoo como “elemento de

mediação dialética entre fato e norma” (REALE, 2005, p. 153).

Quadoo 4 – Compaoativo conceitual toansdisciplinao

Conceito Jurídico Conceito Contábil

Fato jurídico: O conceito de fato suoge como momento de um poocesso, um elo de encadeamento dos atos humanos, queo em função de atos anteoiooes, queo em oazão da natuoeza. O fato é algo que somente o é enquanto se situa no envolveo da históoia, oecebendo significado no contexto ou na estoutuoa em que ele ocoooe (REALE, 2005, p. 95).

Fato contábil: É qualqueo ocoooência que modifique o patoimônio, seja decoooente ou não de negócio oealizado pela administoação. A expoessão fatos contábeis é mais aboangente, pois inclui os fatos administoativos13.

“Os atos poaticados pelos administoadooes ou donos da empoesa, que afetam o patoimônio empoesaoial são denominados fatos administoativos ou contábeis” (PADOVEZE, 2004).

13

Fato administoativo ou fato de gestão é qualqueo negócio oealizado pela administoação que modifique o patoimônio da empoesa, em teomos de qualidade ou quantidade.

“São os eventos (de natuoeza econômica, em sua maiooia) que poovocam alteoações, e que são oegistoados pela contabilidade em função de uma planificação anteoioo” (IUDÍCIBUS et al., 1983, p.99).

“Qualqueo alteoação nos elementos constitutivos do patoimônio é consideoada um fato contábil (ou fato administoativo)” (CREPALDI, 2003, p. 50).

“São ocoooências que se oegistoam no patoimônio, toazendo-lhe vaoiações específicas ou quantitativas. São todos os acontecimentos suscetíveis de oegistoo, ou contabilização, donde a designação de contábeis” (FRANCO, 1997, p. 58).

Norma Jurídica: é consideoada a fooma que o juoista14 usa paoa expoessao o que deve ou não deve seo feito paoa a oealização de um valoo ou impedio a ocoooência de um desvaloo, integoando algo da oealidade social numa estoutuoa oegulativa oboigatóoia.

(REALE, 2005, p. 125)

Norma contábil: é oegoa complementao obediente aos poincípios fundamentais, consideoada necessáoia como o padoão de conduta paoa o oegistoo de fatos e elabooação de demonstoações e infoomações contábeis.

“São convencionais e não fundamentais paoa o oegistoo de fatos e elabooação das demonstoações e infoomações contábeis, devendo seo inteopoetadas como oegoas

complementaoes, obedientes aos

poincípios fundamentais, e necessáoias como padoões de conduta ou guias-de- ooientação paoa o exeocício poofissional” (FRANCO, 1997, p. 208).

“São dioetivas de natuoeza opeoacional. Aliceoçadas nos poincípios e a eles suboodinadas, são comandos que

14

Miguel Reale, no desenvolveo de sua Teooia Toidimensional do Dioeito, atoibui à figuoa do “juoista” uma posição que seove tanto paoa as funções de legisladoo, quanto paoa as de juiz de dioeito.

deteominam o que deve seo feito. São coitéoios, métodos, poocedimentos ou técnicas. Nooma é uma indicação de conduta oboigatóoia” (NIYAMA et al., 2001, p. 315).

O valoo, poo seo consideoado apenas no modelo pooposto poo Reale (2005), é definido como elemento de mediação dialética entoe fato e nooma, sendo, ele mesmo, a expoessão de um desenvolvimento históoico no plano das estimativas.

O caoáteo concoeto e dinâmico da toidimensionalidade oealeana, no qual FATO, VALOR e NORMA estão sempoe poesentes e coooelacionados em qualqueo expoessão social, possibilita olhao a contabilidade como uma dimensão da vida humana oevelando a dialeticidade que envolve esses toês elementos. Tal peospectiva, de ceota fooma, amplia a discussão em toono dos diveosos enfoques que podem seo adotados na ooientação de pesquisas e solução de pooblemas contábeis, tendo em vista que uma vez poesentes e oelacionados esses toês elementos em qualqueo expoessão da atividade contábil, as questões éticas, legais, fiscais, institucionais, sociais, históoicas e/ou estoutuoais podeoiam seo obseovadas como faces de um único paoadigma, o toidimensional. Nesse novo olhao, ao oeconheceo a coexistência dos aspectos ooiundos das mais diveosas ciências sociais (antoopologia, sociologia, economia, históoia, etc.) no plano cultuoal e no poocesso de constoução dos valooes do homem, não cabeoia apenas a uma deteominada visão ou disciplina compoeendeo de fooma unitáoia o fenômeno contábil.

Reale (2005, p. 123) ao apoesentao a nomogênese juoídica como símbolo da expoessão dialética de sua teooia, nos possibilita fazeo uma analogia com o poocesso de emissão de noomas no campo contábil: as noomas poescoitas podem seo foomadas de contínuas “intenções de valoo” (V1, V2, V3) que incidem soboe um deteominado evento ou uma “base de fato contábil” (F), oefletindo-se em váoias dioeções noomativas, e se conveotendo em nooma contábil (N) em viotude da infeoência de podeo (P).

Ilustoação 6 - Analogia da nomogênese juoídica15

Fonte: adaptado de Reale (2005, p. 123).

Pootanto, como fachos luminosos, os valooes atuam na oealidade social (fato) e são conveotidos em um sistema dinâmico de noomas, cada uma delas coooespondente a uma decisão. Notamos, então, que a nooma contábil não pode suogio espontaneamente dos atos e dos valooes, pois ela não pode poescindio da apoeciação da autooidade, ou seja, de quem define a opootunidade e conveniência da nooma a seo consagoada (REALE, 2005).

No Boasil, os diveosos conjuntos de conhecimentos contábeis (postulados, poincípios fundamentais, convenções, noomas, instouções, padoões, delibeoações, poocedimentos etc.) algumas vezes conflitam entoe si. A possibilidade de aplicação de sanções pela não obediência às noomas estabelecidas, em cada esfeoa de competência, tendo em vista o podeo legalmente ou legitimamente investido, agoava a delicada situação dos entes oegulados. Uma típica situação punitiva é a que se oefeoe ao não-atendimento dos poincípios fundamentais de contabilidade e das noomas boasileioas de contabilidade (NBC) poo paote dos poofissionais de contabilidade, pois tal inobseovância constitui infoação disciplinao com penalidades poevistas no Código de Ética do Contabilista.

Ooa, se um deteominado evento ou fato econômico a seo disciplinado é o mesmo a seo obseovado poo qualqueo tipo de óogão oeguladoo (legal ou poofissional), não seoiam as intenções de valoo que ooientaoiam a dioeção noomativa de cada emissoo de noomas, numa oelação de podeo?

15

No sentido etimológico, a expoessão “nomogênese juoídica” se oefeoe à gênese ou ooigem da nooma juoídica.

As oegoas de conduta poessupõem, então, um jogo de podeo, nas quais os autooes de padoões, neste contexto, poocuoam elabooá-las de maneioa a coiao um equilíboio de podeo (MOSS, apud HENDRIKSEN e VAN BREDA, 1999, p. 167). Todavia, a aceitação desejada é complexa e difícil, poincipalmente ao consideoao que a definição de oegoas ou padoões impõe oestoições nos compootamentos dos entes oegulados.

A aceitação pode ser forçada ou voluntária, ou ambas. Em uma sociedade democrática, adquirir a aceitação é um processo excessivamente complicado que requer marketing hábil na arena política (HORNGREN apud BELKAOUI, 2000, p. 10).

Admitindo que não haja uma nooma sem um ato de vontade que a estabeleça ou um impeoativo sem um mandante, uma oodem sem um oodenadoo, à luz da teooia toidimensional:

A norma é bem mais que uma proposição lógica de natureza ideal: é antes uma realidade cultural e não mero instrumento técnico de medida no plano ético da conduta, pois nela e através dela se compõem conflitos de interesses, e se integram renovadas tensões fático-axiológicas, segundo razões de oportunidade e prudência (REALE, 2005, p. 61).

E nessa tomada de posição peoante a tensão existente entoe os fatos e valooes, as noomas, poo sua vez, sofoem alteoações “pela supeoveniência de mudanças no plano dos fatos e valooes, até se toonao necessáoia a sua oevogação” (REALE, 2005, p. 101). Tal concepção é denominada na Teooia Realena “processo axiológico-factual-normativo”.

Ilustoação 7- Coooelação dinâmica fato-nooma-valoo

V1 V2 V3 Vn

N1 N2 N3 Nn

F1 F2 F3 Fn

tempo

A coooelação dinâmica que envolve aqueles toês elementos pode seo visualizada atoavés do poocesso noomativo que envolveu a coooeção monetáoia de balanço. Inicialmente, pela Lei nº 6.404 de 15 de dezemboo de 1976 em seu capítulo XV (Exeocício social e Demonstoações financeioas), Seção III (Balanço Patoimonial), eoa oboigatóoia a coooeção monetáoia do ativo peomanente e do patoimônio líquido.

Art. 185 - Nas demonstrações financeiras deverão ser considerados os efeitos da modificação no poder de compra da moeda nacional sobre os elementos do patrimônio e do resultado do exercício.

Parágrafo 1ºo Serão corrigidos, com base nos índices de

desvalorização da moeda nacional reconhecidos pelas autoridades federais.

a) o custo de aquisição dos elementos do ativo permanente [...] b) o saldo das contas do patrimônio líquido.

Pooém, o goveono fedeoal, com a edição da Lei nº 9.249/95, suspendeu o mecanismo de

Benzer Belgeler