4.1 EL TİPİ MİKRO TERMİNAL
4.1.4 Kısaltmalar
Para fins desta pesquisa, as escolas serão nomeadas de agora em diante como Escola 1 e Escola 2. Mesmo utilizando essa referência, ressalta-se que em seus respectivos nomes essas escolas são denominadas por “colégios”, devido à origem privada e confessional de ambas.10
Foram selecionadas duas escolas privadas confessionais com tradição na área educacional na cidade de Belo Horizonte, ambas apresentam estruturas físicas de grande porte e atendem a um segmento social privilegiado econômica e socialmente.
As duas escolas privadas confessionais estão localizadas na região centro-sul da cidade, assim denominada pela Prefeitura de Belo Horizonte por que é considerada área nobre, apesar da presença de grandes aglomerados. Encontramos nessa região pessoas de classe média e alta, portanto essas escolas concentram alunos destas respectivas camadas sociais, salvo quando não são alunos denominados por “bolsistas” sociais. O perfil profissional dos pais dos alunos dessas escolas é bem variado, contando entre eles profissionais liberais, funcionários públicos (de médio e alto escalão), empresários e funcionários de instituições de pequeno, médio e grande porte, funcionários de indústrias, atletas, etc.
No caso da Escola 2, que além dos estudantes que recebem concessão de bolsas de estudos como resultado da aplicação da legislação que rege o setor, Lei nº 12.101/09, conhecida como Lei da Filantropia, existem, ainda, alunos caracterizados como bolsistas provenientes do “Programa Bom Aluno”, ligado ao Instituto Bom Aluno do Brasil (IBAB). A parceria é estabelecida entre a escola e o IBAB, que tem por objetivo apoiar e ajudar jovens de baixa renda e identificados como bons alunos (bom desempenho escolar e comprometidos com o futuro) a seguirem seu processo de escolarização em instituições educacionais, conveniadas ao programa, nas quais não teriam condições financeiras de frequentar. O programa oferece capacitação educacional
10 Senra (2007, p. 3) ao tratar da diferenciação entre escola e colégio, cita Moura (2000, p. 28) ao afirmar
que para os jesuítas a escola limita-se ao aprendizado de habilidades básicas: ler, escrever e contar. Por outro lado, o título de colégio foi desde cedo reservado para designar uma instituição devidamente fundada do ponto de vista monetário e dotada de uma abrangência mais vasta do ponto de vista educacional.
e técnico-profissional aos estudantes selecionados na 5ª série da rede pública de ensino, uma vez admitidos os estudantes do 6º e 7º ano participam de atividades no contraturno de formação complementar como: cursos de inglês, matemática e português, hábito de estudos, desenvolvimento pessoal, entre outros.
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96, as escolas são classificadas em duas categorias: privada e pública, sendo que na categoria privada, as escolas apresentam-se como particulares, comunitárias, confessionais e filantrópicas. Conforme os critérios da legislação do ensino, a escola católica é classificada em duas modalidades privada e confessional, sendo em sua maioria, filantrópica.
O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social. As instituições educacionais confessionais são reconhecidas e identificadas como entidades filantrópicas, nessa condição, oferecem serviços sem fins lucrativos. O certificado garante a isenção de contribuições previdenciárias patronais, além de outros benefícios. Os recursos são aplicados em educação e assistência social.11
Na medida em que recebem a certificação como entidade filantrópica, cabem- lhes seguir a legislação que rege essas entidades, inclusive com prestação de contas por meio de relatórios anuais ao Conselho Nacional de Assistência Social. Com relação à sua organização, cada escola privada confessional é parte integrante de uma Congregação religiosa, como: Franciscanos, Salesianos, Combonianos, Claretianos, Jesuítas, Maristas, etc.
Sendo entidade privada, sua constituição jurídica se faz por meio de uma mantenedora, isto é, instância responsável pela organização financeira, legal e administrativa. Essas escolas/colégios são mantidas e administradas por suas respectivas mantenedoras.
As duas escolas investigadas se estruturam por meio de suas respectivas
Províncias, isto é, agrupamentos dentro de uma mesma ordem religiosa instalados em regiões geográficas ou em países. A Escola 112 é mantida por uma congregação religiosa presente em sessenta países que reúne cerca de 1.500 unidades de ensino. Estruturada através de províncias, a escola é parte integrante de uma delas que tem atuação em Belo Horizonte e possui, também, uma instituição de ensino superior, um centro de cultura e
11 Conselho Nacional de Assistência Social – Lei nº 12.101/09 que dispõe sobre a certificação das
entidades beneficentes de assistência social e regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social.
12 Informações no site da Escola 1. Para garantir o anonimato da escola pesquisada, o site não será
fé, duas propriedades destinadas a encontros de formação e sensibilização na atenção ao meio ambiente.
A Escola 2 é mantida por uma congregação religiosa presente em 79 países, representada nos cinco continentes, e atende a mais de 500.000 crianças e jovens. No Brasil, sua estrutura dispõe de quatro unidades administrativas (províncias), sendo cada uma responsável por regiões específicas do País. A Província a qual a Escola 2 pertence atua em dezesseis estados e no Distrito Federal e possui dezessete colégios, 34 unidades sociais, duas instituições de ensino superior, um museu, teatros, uma casa de espetáculo multifuncional e quatro centros de hospedagem e lazer.
A Escola 1 ocupa uma área de 21.000m2 e sua estrutura física corresponde aos seguintes espaços: 44 salas de aula com computadores e ventiladores; uma biblioteca com espaço multiúso, constando computadores, conjuntos de mesa com cadeira; três laboratórios de Biologia, Química e Física; espaços de lazer, parque e pátios; quatro quadras (uma coberta e três abertas); conta também com: cantina, restaurante, espaço de Artes, salas de música, salas de arte, miniauditório, teatro, salas de monitoria e capela.
A construção da Escola 1 data da década de 40 e ocupa terreno cedido pelo então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitschek. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH) deliberou pela proteção ao conjunto urbano do bairro em que essa escola está localizada. Sendo assim, foi indicada para ser tombada como patrimônio histórico, fato este que se deve à originalidade de seu edifício, quando da época de sua construção.
A Escola 2 foi fundada na década de 50 em um terreno adquirido pela congregação religiosa a que pertence e ocupa uma área de 22.000m2, com cerca de 36.000m2 construídos para atender da Educação Infantil até a 2ª série do Ensino Médio e mais um prédio exclusivo para a 3ª série do Ensino Médio com oito salas. Possui, também, estacionamento com 300 vagas e plataforma de embarque e desembarque de alunos; sistema de segurança com catracas eletrônicas, circuito interno de TV e uma equipe de segurança interna e na parte externa; centro de produção de TV e vídeo; uma biblioteca com 35 mil títulos; duas piscinas aquecidas (uma semiolímpica e uma infantil); nove quadras poliesportivas, sendo quatro cobertas; quatro laboratórios de Informática; laboratório de Robótica; laboratórios de Física, Biologia e Química; laboratório do pequeno cientista; sala de dança; três salas de música, sendo uma da Banda Marcial; sala de videoconferência; dois anfiteatros; dois auditórios; duas cantinas terceirizadas; dois restaurantes para funcionários e alunos, sendo um exclusivo para o
período integral; uma cozinha experimental; e uma brinquedoteca.13 Ressalta-se que as salas de aula são amplas, todas possuem ventiladores e equipamento de projeção (data show), sendo que uma delas tem todas as carteiras contendo tablet e outra com lousa digital.
A Escola 2 possui um prédio anexo de quatro andares no qual funcionava a área administrativa da instituição que foi transferida para outro estado. Atualmente, funciona nesse espaço uma biblioteca, um museu com obras que retratam o percurso histórico da entidade e um setor pastoral dedicado ao trabalho com a juventude. As duas escolas adotam o modelo de ciclos de ensino em substituição à antiga organização da escola seriada, esse modelo repensa a relação entre tempo e espaço de aprendizagem com vistas à melhoria na qualidade de ensino.
A Escola 1 conta com três instâncias de conselho que objetivam avaliar e projetar o trabalho fundamentado no cumprimento da sua missão: Conselho de Identidade e Missão composto por três membros da direção da escola e por três religiosos; Conselho Diretor Ampliado, composto por três coordenadores pedagógicos de segmento e o Diretor de Formação Cristã discutem as políticas internas da escola e integração entre as áreas e Conselho de Professores, composto por três representantes eleitos de cada segmento (Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio) que refletem sobre questões mais abrangentes do trabalho acadêmico.
A Escola 1 atende a cerca de 2.450 alunos, do Ensino Infantil ao Ensino Médio, assim distribuídos: O Segmento I corresponde ao 1º ano até o 5º ano com turmas pela manhã e tarde; o Segmento II corresponde ao 6º ano até o 9º ano, sendo este último com turma pela manhã e as demais séries à tarde; e o Segmento III corresponde à 1ª série até a 3ª série do Ensino Médio com aulas regulares no período da manhã e outras atividades no período da tarde, como: realização de provas, atividades no laboratório, participação em seminários e aulas específicas. A Escola 1 conta com um quadro de 345 funcionários.
A Escola 2 atende a cerca de 2.400 alunos, no período da manhã funcionam a Educação Infantil do maternal I ao III e 1º e 2º ano, o Ensino Fundamental I do 1º ano ao 5º ano e Ensino Fundamental II do 6º ao 9º ano e o Ensino Médio do 1º ao 3º ano, no período da tarde a Educação Infantil, o Ensino Fundamental I e II, exceto o 9º ano.
O organograma da Escola 1 apresenta a seguinte distribuição de cargos e funções: Reitor e Diretoria-Geral assumem o trabalho da gestão e colaboram em outras
13 Informações no site da Escola 2. Para garantir o anonimato da escola pesquisada, o site não será
diretorias; Diretoria Acadêmica assume o trabalho com os assessores pedagógicos, coordenadores pedagógicos de segmento e de séries; Diretoria de Formação Cristã assume o trabalho que dá a sustentação do carisma e da missão institucional e Diretoria Administrativa. Essa escola apresenta uma estrutura específica, pois tem os assessores de área que dão suporte técnico aos coordenadores pedagógicos por segmento, que por sua vez acompanham o trabalho dos coordenadores pedagógicos de série, isto é, cada série tem um coordenador que medeia os processos pedagógicos, os conteúdos, as atividades, as práticas educativas com os professores.
O organograma da Escola 2 apresenta-se de forma mais simplificada do que a Escola 1, estando os cargos e funções assim distribuídos: a diretoria assume o trabalho acadêmico de gestão, não há vice-diretor, e sim vice-diretoria administrativa; quatro supervisões pedagógicas referentes a cada ciclo realiza o trabalho mais próximo aos alunos e às famílias; quatro coordenações pedagógicas que trabalham diretamente com os professores no campo da formação, das questões curriculares, dos conteúdos desenvolvidos, entre outros. Por fim, o assistente pedagógico por série, responsável pela dimensão operacional e suporte com os alunos e professores. Ao todo a Escola 2 conta com um quadro de 306 funcionários distribuídos nos turnos da manhã e tarde.