Aşama 5: Hasılatın muhasebeleştirilmesi
2 Konsolide finansal tabloların sunuma ilişkin esaslar (Devamı) . Önemli muhasebe politikalarının özeti (Devamı)
Ao contrário daquilo que se pensava até há alguns anos, não foi apenas na área oriental do Mediterrâneo e no Próximo Oriente que se produziram peças de vidro. Já em 1989, foi publicada a obra coordenada por Michel Feugère (Feugère, 1989), dedicada ao vidro pré-romano na Europa Ocidental, que reunia um conjunto de contributos de vários investigadores, em que era feito um ponto de situação relativamente, não apenas à dispersão dos achados vítreos importados encontrados na área, mas também, à questão da produção de vidro na região.
A questão da antiguidade dos primeiros vidros encontrados na Europa Ocidental e de uma eventual invenção local e produção autónoma desde tempos muito antigos, anterior aos próprios vidros egípcios e micénicos, fez já correr bastante tinta. No essencial, assenta sobre a descoberta de vidros (contas de colar) em supostos contextos do Bronze Antigo/Médio ou mesmo anteriores, em sítios franceses das provincias do Languedoc e Provença (Ambert e Barge-Mathieu, 1989) e em Inglaterra, no Wessex.
O trabalho de Ambert/Barge-Mathieu levou a que os autores concluíssem que o início do trabalho regional do vidro era correlacionável com o de uma metalurgia autónoma, datada na segunda metade do III milénio a.C. (Ambert e Barge-Mathieu, 1989: 15).
Aurora Martín, retoma este tema num trabalho dedicado ao vidro mais antigo encontrado no nordeste catalão (Martín, 2005). Refere a autora, com base nos trabalhos já referidos, que “os objectos de pasta de vidro são conhecidos no ocidente europeu em contextos do Bronze Antigo, pelo menos, e quem sabe já desde o Neolítico Final/Calcolítico.” (Martín, 2005: 26). Diz também que, inicialmente, se considerou
que seriam materiais importados através de um comércio mediterrânico de longo alcance, mas que os trabalhos realizados por Colin Renfrew no Wessex vieram pôr em causa essas asserções.
Também Julian Henderson (Henderson, 1989), ao realizar um balanço dos mais antigos artefactos (mais uma vez, contas de colar) encontrados no território inglês e na Irlanda, verifica que estes seriam cronologicamente balizáveis na Idade do Bronze, entre cerca
de 1550/1250 a.C. (achado mais antigo, correspondente a uma conta de colar encontrada em Wilsford, Wiltshire) e cerca de 650 a.C.. O autor refere, a propósito, que não deve ser assumido apriorísticamente que todo o vidro foi importado para a Europa a partir do Próximo Oriente e que algum do vidro encontrado terá sido produzido na Europa e, possivelmente, também na Inglaterra e na Irlanda (Henderson, 1989: 19).
No entanto, mais recentemente, no âmbito de um novo projecto de investigação sobre o vidro antigo na área francesa (Gratuze e Billaud, 2003), foi realizado um censo dos achados de contas de vidro (para além das áreas do Languedoc e da Provença, incluiu achados do norte dos Alpes e do Jura, da Bacia Parisiense, dos arredores do Maciço Central e da Bretanha), em contextos do Bronze Final e inícios da Idade do Ferro, balizados entre 2500 a.C. e 750 a.C., tendo sido analisadas cento e cinquenta contas de vidro e trinta de faienza. Com base em dados arqueométricos, os autores concluíram que cerca de 63% dos objectos de vidro encontrados seriam provenientes de oficinas ocidentais, provavelmente do norte de Itália (Frattesina). Concluiram também, que a maior parte dos achados de vidro atribuídos ao Bronze Antigo, se encontravam mal contextualizados, não havendo peças anteriores ao Bronze Médio e que estas parecem ter, de facto, uma origem oriental, sendo muitas delas idênticas às encontradas no naufrágio de Uluburun, datado do século XIV a.C.. Apenas as contas encontradas em contextos do Bronze Final parecem ter sido produzidas na Europa, provavelmente no Norte de Itália, sendo muito semelhantes às encontradas em Frattesina (Rovigo, Norte de Itália).
Efectivamente, os dados obtidos por Julian Henderson em Frattesina (Henderson, 1991), relativamente a análises químicas efectuadas sobre vidros, indicam que, para além de haver produção vidreira no local, o próprio vidro utilizado seria também oriundo da região, considerando o autor muito improvável, à luz dos dados, que a matéria-prima tivesse sido importada de paragens mais orientais. No local em causa, o vidro aparece em grandes quantidades, “…em grandes pedaços, aderente a cadinhos e sob a forma de
contas inacabadas e com deficiência.” (Henderson, 1991: 160). Outro aspecto muito
interessante, relativamente a este sítio, prende-se com o seu enquadramento cronológico, uma vez que está datado entre os séculos XI-X a.C., imediatamente após o
Há luz dos dados apresentados, Frattesina, poderá ser um dos mais antigos centros produtores de vidro, designadamente de contas de colar, da Europa Ocidental, funcionando, aparentemente e eventualmente, como atelier primário e secundário e sendo a provável fonte de muitas das contas de colar encontradas na região com cronologia da Idade do Bronze.
Também Daniela Ferrari (Ferrari, 2005) considera que a antiguidade dos primeiros vidros produzidos na Europa Ocidental, não irá além dos inícios do I milénio a.C. e que os vidreiros europeus terão importado as tecnologias orientais.
No que concerne a fases mais recentes, já dentro da Idade do Ferro, é bastante segura a existência de centros produtores em Inglaterra (Henderson, 1989), em Meare Lake Village (Somerset), Hengistbury Head (Dorset) e Culbin Sands (Moray Firth) e na Alemanha, em Manching (Pfaffenhofen, perto de Ingoldstadt). Neste último sítio, terão sido maioritariamente produzidas os braceletes, ditos célticos e contas de colar, tanto para consumo local, como para exportação (Gebhard, 1989). Em qualquer dos casos citados, não foram encontrados os fornos propriamente ditos, subsistindo a dúvida sobre se se tratarão de ateliers primários ou secundários de produção vítrea. O início da produção vidreira em Mansching data, segundo o autor, de 260-250 a.C. e cerca de 50 a.C..
Como já apontámos acima, dados arqueométricos recentes indicam que, pelo menos até à Idade Média quase todo o vidro teve origem no Mediterrâneo Oriental, significando esta asserção que era aí que se localizavam os ateliers primários (Picon e Vichy, 2003: 17-32). O vidro bruto aí produzido era, eventualmente, transportado para outras regiões, inclusive localizadas, certamente, na Europa Ocidental, onde existiam alguns ateliers secundários, dos quais alguns exemplos serão, certamente, os referidos no parágrafo anterior, que transformavam a matéria-prima no produto final.