KONSOLİDE MALİ TABLOLARA İLİŞKİN AÇIKLAMA VE DİPNOTLAR
II. KONSOLİDE BİLANÇONUN PASİF KALEMLERİNE İLİŞKİN OLARAK AÇIKLANMASI GEREKEN HUSUSLAR
Torna-se inegável que as pesquisas apresentadas e realizadas sobre crenças no país com relação ao ensino e aprendizagem da língua inglesa, geralmente, focam os atores sociais, alunos ou professores (BARCELOS, 2007). No entanto, as pesquisas que começam a abranger as crenças dos gestores sobre o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras como os estudos de Souza, (2002), Perin, (2002), Pereira, (2005), Rocha (2006), entre outros, apesar
da sua crescente expansão, ressaltamos que ainda há uma lacuna sobre esses estudos, as poucas pesquisas existentes não trabalharam a influência das crenças dos gestores sobre a autonomia dos educandos. Logo, esse fato revela a carência de pesquisas que investiguem, também, a relação das crenças desses atores que atuam no contexto escolar quanto ao desenvolvimento da autonomia dos educandos no processo de aprendizagem do idioma inglês. Estudos como o de Lima (2005), Zolnier (2007) e Fernandes (2011) relacionaram as crenças, porém, com a motivação no ensino e aprendizagem da língua inglesa. Sobre essas pesquisas, cabe a observação aqui que somente as pesquisas de Lima (2005) e Fernandes (2011) adicionaram as perspectivas dos gestores na relação entre crenças e motivação.
Em face de tais considerações, é notável a existência de estudos envolvendo os gestores, todavia, é pertinente lembrar Sturm (2007) quando a autora chama atenção, na sua pesquisa, para o crescente aumento, nos últimos tempos, de pesquisas na área de crenças sobre ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras. A autora acrescenta, ainda, que é pertinente que mais estudos sejam realizados em diferentes contextos envolvendo não somente professores e alunos, bem como outros membros do contexto escolar. Conforme destaca, Sturm (2002), os resultados dessas pesquisas favorecem a formação de professores, enriquecem os diálogos entre os pesquisadores e o desenvolvimento da LA.
Convergindo com o posicionamento de Sturm (2007), acreditamos que o processo ensino e aprendizagem não acontece somente entre os atores, alunos e professores, no microcontexto da sala de aula, mas também se estende às influências de outros atores no contexto institucional, os gestores (diretores, supervisores e coordenadores pedagógicos) no desempenho dos educandos. A nosso ver, faz-se necessário, também, escutar a voz do outro (gestores) na comunidade escolar haja vista que essas vozes se encontram e se desencontram com as vozes dos educandos e educadores no convívio do cotidiano das transações sociais da escola. Sob essa ótica, compartilharmos com a observação que Dias (2006) elabora sobre a responsabilidade da gestão escolar com relação à valoração atribuída às disciplinas. A autora relata que por meio das iniciativas e decisões que são regidas pelas crenças, a gestão escolar influencia os alunos e a comunidade escolar quanto à importância das matérias. Diante da posição de Dias (2006), percebemos a importância e necessidade de contemplar e tornar audíveis não só as vozes dos educandos e professores, mas, também, as vozes dos gestores que ecoam no espaço escolar.
É nesse sentido que se reitera que o presente estudo avança em relação às demais pesquisas mencionadas haja vista que nos propomos a colaborar com o preenchimento de um espaço possibilitado pela ausência de pesquisas que visitem a influência das crenças sobre o
ensino e aprendizagem da língua inglesa e suas implicações no desenvolvimento da autonomia dos educandos nos discursos dos estudantes, professores e dos atores coadjuvantes5. Por essa razão, entendemos que a relevância científica e social desta pesquisa reside no fato de colaborar com o preenchimento de um espaço que se mostra perceptível aos nossos olhares. Por essa razão, consideramos importante e necessário refletir sobre a autonomia como um aspecto a ser pesquisado na investigação das crenças dos participantes, já que é notório o destaque da autonomia como um dos objetivos da educação, configurando-se assim nos discursos de documentos oficiais como a LDB e os PCNs.
Refletindo sobre essa questão, a autonomia como meta educacional está voltada para o desenvolvimento da autoestima e independência do educando como pessoa e cidadão. E, a partir desse sentido, convergimos com Bolzan e Nicolaides (2011) quando argumentam que a autonomia não é uma questão de aplicação de metodologia e nem um estágio a ser alcançado. Comentam, ainda, que como todos os aspectos da educação não apresentam uma fórmula ou receita para ser seguida e auxiliar os educandos a serem autônomos, a autonomia é muito mais uma questão de atitude tanto por parte do professor, quanto por parte do aluno, que, por sua vez, se encontram em um determinado contexto educacional e, portanto, restritos a filosofia e normas. Desse modo, podemos perceber que a autonomia como atitude diante do processo ensino e aprendizagem pode ser construída no dia a dia da sala tanto por parte do professor quanto por parte do aluno, impulsionando assim o processo ensino e aprendizagem. No entanto, para que os educandos sintam-se capazes de desenvolver a sua autonomia como aprendiz faz-se necessário conhecermos as crenças que podem estar carregadas de valores individuais ou coletivos, dificultando ou não o desenvolvimento da autonomia do educando na aprendizagem da língua inglesa. É nesse sentido que pretendemos dar vozes aos educandos, professores e gestores a fim de conhecer as crenças e apreender melhor a influência destas na relação ensino e aprendizagem da língua inglesa e suas implicações sobre o desenvolvimento da autonomia dos aprendizes.
Ademais, esse propósito se fortalece ainda mais quando Nicolaides (2003) assevera em sua pesquisa que na aprendizagem de línguas, a autonomia acontece mediante a interação social desde que haja oportunidades para tal. Isso nos leva a refletir sobre a atuação das crenças dos educandos, professores e gestores em interação com o contexto escolar como
5
Expressão utilizada por Madeira (2005) para referir-se a outros atores envolvidos no processo de aquisição de
LE, porém, neste estudo, não adotaremos a expressão “coadjuvantes” tampouco “terceiros” e, sim, gestores, pois
considerarmos os coordenadores pedagógicos e diretores, também, educadores em suas práticas profissionais no contexto escolar.
estímulo ou inibição para a promoção da autonomia dos estudantes. Partindo dessa reflexão, nos questionamos: até que ponto as crenças dos estudantes, professores e gestores sobre ensino e aprendizagem da língua inglesa contribuem para o desenvolvimento da autonomia dos educandos? Em face da complexidade da questão, e considerando, também, que a maioria das pesquisas realizadas sobre o desenvolvimento da autonomia do aprendiz na aprendizagem da língua inglesa, se limitam apenas as crenças do aluno e/ou professor, por exemplo, a pesquisa de Nicolaides (2003), Fernandes (2005), entre outros, é importante considerar que tais estudos não contemplam as crenças de outros atores do contexto escolar no desenvolvimento da autonomia dos aprendizes. Isso demonstra, também, a carência de pesquisas que relacionem as crenças de outros membros, além de alunos e professores, com a autonomia dos educandos na aprendizagem da língua inglesa.
Portanto, enfatizamos a necessidade da realização da presente pesquisa como uma tentativa de compreender, sob uma perspectiva mais ampla, a influência das crenças sobre o ensino e aprendizagem da língua inglesa e suas implicações no desenvolvimento da autonomia dos educandos, nas vozes dos aprendizes, professores e gestores. Diante dessa perspectiva, é importante esclarecermos que apesar de considerar a relevância dos olhares dos professores e gestores, no contexto escolar, para uma maior apreensão da influência das crenças sobre o processo ensino e aprendizagem da língua inglesa, o nosso foco, na presente investigação, se intensificará mais sobre os educandos com relação a variedade de instrumentos aplicados, uma vez que eles estão sujeitos, no espaço escolar, às influências das suas próprias crenças, além das crenças dos professores e de outros atores do contexto escolar sobre o processo de aprendizagem da língua inglesa. Isso não significa dizer que deixaremos de voltar os nossos olhares para os professores e gestores, ao contrário, abordaremos comparativamente os três grupos integrantes da pesquisa.
Na seção que segue, passaremos a abordar os propósitos a que se propõe investigar o presente estudo.