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3. MATERYAL VE YÖNTEM

3.4. Kojenerasyon Uygulaması

Esses registros envolveram diferentes métodos e a coleta contou com a participação do grupo de pesquisa do CINDEDI4, além das próprias educadoras e técnicas da creche, as quais atuaram também como co-pesquisadoras. Os registros realizados foram:

(A) Entrevista de Matrícula: realizada pela própria direção da creche, anterior ao ingresso da criança na instituição, resultando no preenchimento de Ficha de Identificação e de Anamnese da criança e da família (vide modelo, em ANEXO 1).

(B) Fichas:

(B.1) Ficha de Observação de Saúde: anotações do estado de saúde, hábitos (sono, alimentação, excreção, etc.) e alterações nos hábitos, além de intercorrências

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Importante mencionar que meu ingresso no grupo de pesquisa do CINDEDI ocorreu em junho de 1994, quando grande parte do registro dessa investigação já havia sido feito. Portanto, meu acesso a

médicas, tanto em casa, como na creche. Essa foi preenchida pelas educadoras diretamente responsáveis pelas crianças, diariamente, durante a primeira semana da criança na creche, e três vezes por semana, durante os três meses seguintes. Repetiu-se sua aplicação seis meses após o ingresso na creche (vide modelo, em ANEXO 2).

(B.2) Ficha de Intercorrências de saúde: preenchida por um médico pediatra do COSEAS5, contendo o registro das queixas, o exame clínico e o diagnóstico final, relativo às crianças que adoeceram durante sua freqüência à creche, ao longo do ano de 1994. Importante mencionar que este pediatra, apesar de não trabalhar para a creche (e sim para a universidade), consentiu em fazer a avaliação de todas as crianças investigadas que adoecessem ao longo do período investigado. Porém, não se podia impor a avaliação deste médico às famílias, havendo apenas uma sugestão às famílias de que o procurassem. Algumas dessas famílias chegaram a levar os filhos para serem avaliados por ele, enquanto que outras buscaram outros profissionais. Isso implicou que nem todos os episódios fossem registrados por ele.

(B.3) Ficha de Observação da Criança: Esta foi preenchida diariamente pelas educadoras, durante a primeira semana, e duas vezes por semana, nos três meses consecutivos. Tinha como objetivo registrar informações sobre o humor predominante da criança em diferentes situações e rotinas do dia, as reações predominantes do familiar, reações da criança diante da chegada na e da saída da creche, além dos afastamentos e retornos dos familiares (vide modelo, em ANEXO 3).

(C) Entrevistas realizadas com as seis educadoras do Módulo “Rosa”, os três técnicos da creche e com as mães de seis crianças (consideradas “sujeitos focais”6). As entrevistas das educadoras e técnicas foram realizadas por uma mestre e técnica especializada em Psicologia do CINDEDI; as entrevistas das mães foram feitas pela coordenadora do CINDEDI e por uma mestre, contratada para o desenvolvimento deste projeto específico.

As entrevistas com as seis educadoras foram realizadas, semanalmente, com duração de uma hora, no máximo. Essa regularidade foi utilizada até a segunda

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Coordenadoria de serviços de saúde e assistência social, da universidade.

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Pela existência de 21 bebês envolvidos no estudo e diante da dificuldade de se realizar um registro mais minucioso de todos eles (incluindo-se aí seus familiares e educadoras responsáveis), optou-se por destacar seis desses bebês enquanto “sujeitos focais”. Isso implicou que, após a quarta semana de freqüência à creche, essas seis crianças tivessem um registro mais detalhado, sendo as gravações em vídeo mais direcionadas a elas. Além disso, somente suas mães foram entrevistadas e, mesmo, nas entrevistas das educadoras, a discussão foi direcionada prioritariamente a elas.

semana após o ingresso das últimas crianças em adaptação (início de abril). A partir daí, as entrevistas foram feitas, apenas, com uma educadora de cada turma, por semana, com revezamentos semanais. No caso de novos ingressos, as entrevistas voltaram a ser realizadas com as duas educadoras da turma, na mesma semana, por duas semanas seguidas. Algumas das entrevistas não puderam ser realizadas, pela ocorrência de feriados ou por falta das educadoras. Buscou-se, nestes casos, garantir a realização das entrevistas perdidas, mas isso nem sempre foi possível. Esse cronograma foi seguido durante todo o primeiro semestre e novas entrevistas foram realizadas em setembro (seis meses após o ingresso das crianças) e dezembro de 1994 (ao encerramento do ano letivo).

As entrevistas com as técnicas - nutricionista e psicóloga7 - obedeceram a um cronograma semelhante. Já as entrevistas com as mães iniciaram-se cerca de um mês após o início da freqüência da criança à creche e, em média, foram realizadas duas entrevistas ao longo dos três primeiros meses de investigação (vide cronograma de entrevistas, no ANEXO 4).

Apesar das entrevistas contarem com um roteiro previamente elaborado (vide modelo, no ANEXO 5), elas foram conduzidas da maneira mais livre possível, seguindo o raciocínio do entrevistado. Somente questões que não eram espontaneamente abordadas pelos entrevistados foram retomadas pelo entrevistador.

Com as educadoras e técnicas, o objetivo das entrevistas foi obter, inicialmente, informações relativas às duas primeiras semanas de adaptação de cada uma das 21 crianças. Completado o ingresso de todos os bebês, o foco passou a ser dado nas crianças “sujeitos focais”. Essencialmente, buscou-se saber como as educadoras percebiam as reações da mãe - criança com relação às separações e reencontros; as interações de mãe-bebê no novo ambiente; a exploração dos objetos e do próprio meio; a interação da mãe - criança com a educadora; a adaptação da criança frente à rotina da creche; as alterações nos comportamentos dos bebês diante da chegada de novas crianças; os fatos ocorridos que possam ter facilitado ou dificultado o processo de adaptação; a interação educadora – educadora, etc.

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A auxiliar de enfermagem começou participando das entrevistas como técnica da creche. Porém, devido ao fato de ter uma filha que fazia parte do grupo de bebês a ingressarem no módulo ”Rosa” e, portanto, por também desempenhar o papel de mãe no grupo de estudo, suas entrevistas acabaram por

Com relação às entrevistas das mães, procurou-se investigar como os familiares compreenderam o processo de adaptação pelo qual eles e as crianças passaram, destacando alguns aspectos significativos ao processo.

No total, foram feitas 72 entrevistas com as educadoras, técnicas e mães, todas gravadas em áudio. Posteriormente, foram transcritas no computador, com a supervisão e correção dos textos feitas por duas pesquisadoras do grupo (Caroline Eltink e Cláudia Yazlle). As entrevistas foram organizadas em arquivos no computador, em programa (ADAPTA) especificamente desenvolvido pelo grupo de pesquisa, em especial pelos pesquisadores Adriano Puntel e Claúdia Yazlle.

(D) Gravações em Vídeo: foram feitas gravações durante os três primeiros meses de freqüência dos bebês à creche - de 07/03 a 21/06. Essas gravações, no entanto, sofreram um período de interrupção de 19 dias, em função de uma greve de funcionários da USP, que paralisou o funcionamento da creche (de 19/05 a 06/06).

Durante as três primeiras semanas de março, foram realizadas gravações diárias, com três horas de duração, repartidas em três períodos diferentes: início da manhã (chegada das crianças e separação destas, de seus familiares), almoço e final da tarde (pais retornam à creche para pegar as crianças). A partir de abril, as gravações continuaram a ser feitas diariamente, mas com duração total de duas horas diárias (horário do almoço e de saída).

Após iniciada a gravação, esta era realizada por uma hora seguida, sem interrupções, registrando o conjunto dos eventos que ocorriam naquele período. Elas eram guiadas por alguns objetivos gerais: a) as reações e interações ocorridas no momento de separação e reencontro da criança com os familiares; b) a apresentação / mediação do ambiente, dos objetos e das pessoas, que o familiar, educadoras e outros fazem à criança; c) as interações da criança com os familiares, com as educadoras e com outras crianças.

As gravações foram feitas por técnico especializado, com larga experiência em creche e em pesquisa, utilizando-se câmera de vídeo móvel (Panasonic). O uso da câmera móvel mostrou-se bastante útil e interessante, já que as gravações eram realizadas em um local muito amplo, composto por vários ambientes. Assim, tornou possível a mudança de posição através dos mesmos, na busca de ângulos mais apropriados para o registro dos episódios. Com isso, a câmera permanecia muito

próxima aos sujeitos e registrava situações bastante sutis. Além disso, dada à baixa estatura dos bebês, que permaneciam a maior parte do tempo no chão e/ou colchão, havia um importante desnível entre os sujeitos investigados (adultos e crianças). Nesse sentido, a utilização da câmera móvel foi de grande valia, pois o técnico realizava as gravações tanto em pé, sentado ou agachado, com um ajuste que garantiu o registro das diferentes situações, atividades, interações e expressões das crianças e dos adultos.

Durante as primeiras semanas, o foco da gravação centrava-se, prioritariamente, nas crianças que ingressavam na creche (primeira semana de cada criança). A partir da quinta semana, com a definição das “crianças focais”, o foco passou a ser dado nessas últimas. Para a gravação da criança “sujeito focal”, estabeleceu-se que se deveria “focalizá-la, em torno de cinco minutos, devendo ser antecipada e/ou seguida por uma “varredura” (Pedrosa, 1989). Esta varredura tinha como objetivo realizar o registro do conjunto do ambiente, das situações e das pessoas presentes, ao redor da criança. O trabalho resultou em um arquivo de 54 fitas de vídeo, equivalentes a 75h de gravação.

Benzer Belgeler